Grande Prêmio do Cinema Brasileiro

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Grande Otelo
Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2020
Estatueta do Grande Otelo
Descrição Excelência em cinema
Apresentação Academia Brasileira de Cinema
País  Brasil
Primeira cerimónia 12 de setembro de 2002
Sítio oficial

O Grande Otelo (oficialmente chamado de Grande Prêmio do Cinema Brasileiro) é o prêmio mais importante do cinema brasileiro, outorgado anualmente pela Academia Brasileira de Cinema com a finalidade de premiar os melhores filmes e condecorar a excelência dos melhores profissionais em cada uma das diversas especialidades do setor. O prêmio consiste numa estatueta banhada em ouro de um cavaleiro em homenagem ao ator brasileiro Grande Otelo segurando uma espada sobre um pedestal, desenhada por Ziraldo e esculpida pelo escultor Altair Souza. No Brasil, a transmissão da cerimônia é realizada pelo Canal Brasil.

É um prêmio organizado e votado pelos próprios profissionais, uma forma da própria classe celebrar o seu trabalho e dar o devido reconhecimento ao talento de seus profissionais.

Desde 2004, a votação passou a ser feita via internet, pelo site da Academia, e cada sócio recebe uma senha eletrônica para votar. A apuração é feita pela PricewaterhouseCoopers, a mesma empresa de auditoria que faz a apuração do Oscar.

Na fase de indicações, as cinco obras de cada categoria que passarão para a etapa seguinte são escolhidas pelos membros do Conselho Acadêmico da Academia, por meio de uma cédula de votação eletrônica com a lista completa de todos os concorrentes. Terminado o processo de apuração do primeiro turno, uma nova relação com os cinco escolhidos em cada categoria é enviada ao Conselho Acadêmico, que escolhe, então, os vencedores. Nas duas etapas, a votação é secreta e a abertura das cédulas é realizada pela PricewaterhouseCoopers que ao fim do processo garante de forma sigilosa os nomes dos vencedores em envelopes lacrados que somente são abertos no palco da cerimônia de premiação, transmitida ao vivo. [1]

HistóriaEditar

A Academia Brasileira de Cinema foi fundada no dia 20 de maio de 2002 com sede no Rio de Janeiro com a finalidade, entre outras, de instituir o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e contribuir para a discussão, promoção e fortalecimento do cinema como manifestação artística, ajudando, desta forma, a fortalecer a indústria cinematográfica brasileira. Hoje são mais de 200 sócios. [2]

A primeira edição do prêmio aconteceu em 12 de setembro de 2002, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e era chamado de Grande Prêmio BR do Cinema Brasileiro, pois era patrocinado pela BR, distribuidora de combustíveis da Petrobras. O nome foi mudado junto com o prêmio, que era chamado de Grande Prêmio Cinema Brasil. O grande vencedor da primeira edição foi o filme Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodansky, que conquistou sete prêmios. [3]

Em 2003, com o fim do patrocínio pela BR, a edição foi realizada com recursos doados por exibidores e distribuidores. Nesta edição, os grandes vencedores foram os filmes Cidade de Deus (seis prêmios, incluindo Melhor Filme de Ficção), de Fernando Meirelles e Kátia Lund, e Madame Satã (cinco prêmios), de Karim Aïnouz.

A partir da edição de 2004, o prêmio passou a se chamar Grande Prêmio TAM do Cinema Brasileiro, pois a companhia aérea TAM assinou um contrato com a Academia Brasileira de Cinema por quatro anos. Nesta edição, O Homem que Copiava, de Jorge Furtado, foi o grande vencedor, com seis prêmios.

Em 2005, o grande vencedor foi Cazuza - O Tempo Não Pára, de Sandra Werneck e Walter Carvalho, com sete prêmios.

Em 2011 o grande vencedor foi Tropa de Elite 2: O Inimigo agora é Outro, o filme foi indicado em 16 categorias e venceu em 9, incluindo Melhor Filme de Ficção, Direção (José Padilha) e Melhor Ator (Wagner Moura). Na categoria Melhor Atriz venceu Glória Pires por Lula, O filho do Brasil. Cássia Kis faturou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante por Chico Xavier.

No ano de 2012, o grande vencedor foi O Palhaço, de Selton Mello, com 12 dos 14 prêmios que disputou.

Em 2019, o filme Benzinho, de Gustavo Pizzi, é o grande vencedor do Grande Otelo, que aconteceu pela primeira vez no Theatro Municipal de São Paulo. O longa-metragem conquistou seis prêmios em categorias principais: Melhor Filme de Ficção, Melhor Direção (Gustavo Pizzi), Melhor Atriz (Karine Teles), Melhor Atriz Coadjuvante (Adriana Esteves), Melhor Roteiro Original e Melhor Montagem de Ficção.

Categorias premiadasEditar

Principais

Coadjuvantes


Técnicos

Além dos prêmios de mérito à excelência, a Academia anualmente outorga, através de seu Conselho, os Prêmios: Homenagem Especial e o Prêmio Especial de Preservação. [4]

Principais vencedoresEditar

De acordo com a Academia Brasileira de Cinema, os filmes vencedores em 2000 e 2001 não são outorgados por ela. Os prêmios anuais chamados de Grande Otelo somente foram concedidos a partir do ano de 2002 (para filmes lançados em 2001) até o presente ano, pois a Academia foi fundada em 20 de maio de 2002, com a primeira cerimônia a ter lugar em setembro de 2002, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com o filme Bicho de Sete Cabeças, dirigido por Laís Bodansky e estrelado por Rodrigo Santoro, como o Melhor Filme do ano. A Academia não reconhece os prêmios concedidos em 2000 e 2001 porque foram entregues por uma comissão do Ministério da Cultura.

Melhor Filme de FicçãoEditar

Melhor AtorEditar

Melhor AtrizEditar

Melhor Ator CoadjuvanteEditar

Melhor Atriz CoadjuvanteEditar

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

  1. «Academia Brasileira de Cinema». Consultado em 26 de janeiro de 2020 
  2. «Academia Brasileira de Cinema». Consultado em 26 de janeiro de 2020 
  3. «Academia Brasileira de Cinema». Consultado em 26 de janeiro de 2020 
  4. «Academia Brasileira de Cinema». Consultado em 26 de janeiro de 2020