Grande Prêmio do Brasil de 1982

Grande Prêmio do Brasil
de Fórmula 1 de 1982
Circuit Jacarepagua.png
Terceiro GP do Brasil realizado em Jacarepaguá
Detalhes da corrida
Categoria Fórmula 1
Data 21 de março de 1982
Nome oficial XI Grande Prêmio do Brasil
Local Autódromo de Jacarepaguá, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Total 63 voltas / 316.953 km
Condições do tempo Seco
Pole
Piloto
França Alain Prost Renault
Tempo 1:28.808
Volta mais rápida
Piloto
França Alain Prost Renault
Tempo 1:37.016 (na volta 36)
Pódio
Primeiro
França Alain Prost Renault
Segundo
Reino Unido John Watson McLaren-Ford
Terceiro
Reino Unido Nigel Mansell Lotus-Ford

Resultados do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 realizado no autódromo de Jacarepaguá em 21 de março de 1982.[1] Foi a segunda etapa da temporada. O brasileiro Nelson Piquet venceu a prova com o finlandês Keke Rosberg em segundo, mas ambos foram desclassificados quase um mês depois de realizada a etapa brasileira, porque seus carros estavam abaixo do peso regulamentar e por conta disso a FISA atribuiu a vitória ao francês Alain Prost, originalmente o terceiro colocado na prova.[2][3][4][nota 1]

Outra consequência dessa medida de força foi que as equipes vinculadas à Associação dos Construtores da Fórmula 1 (FOCA) boicotaram o Grande Prêmio de San Marino realizado em Ímola em 25 de abril.

ResumoEditar

De volta ao batenteEditar

Dias após o cancelamento do Grande Prêmio da Argentina[5] a Ferrari foi a primeira a desembarcar no Rio de Janeiro para a disputa da etapa brasileira e a ela uniram-se outros times como Williams e Brabham, os quais dominaram a categoria nos últimos dois anos. Aproveitando a oportunidade em suas mãos, Nelson Piquet marcou o melhor tempo em Jacarepaguá com seu modelo Brabham BT49 ao testar os compostos da Goodyear na quarta-feira de cinzas.[6] Sem melhores impressões da pista devido aos problemas de motor, o ferrarista Gilles Villeneuve queixou-se do asfalto ondulado enquanto no terceiro dia de testes o finlandês Keke Rosberg cravou o melhor tempo com o recém-concebido Williams FW07 naquele mês de fevereiro.

Na primeira quinzena de março aconteceu uma nova rodada de treinos e nela o canadense Gilles Villeneuve chegou a assinalar o melhor tempo enquanto Nelson Piquet levou seu novo carro para a pista superando a marca do rival. O bom desempenho da Brabham ocorreu apesar da troca no seu fornecimento de motores, pois se em Kyalami o time de Bernie Ecclestone usou os propulsores turbo da BMW, em Jacarepaguá o dirigente britânico reatou os laços com os motores aspirados Ford preparados pela onipresente Cosworth.[7][nota 2]

Treinos oficiaisEditar

Graças a um motor turbo potente, o francês Alain Prost tomou o primeiro lugar de Keke Rosberg durante o treino oficial de 19 de março, enquanto René Arnoux pôs a outra Renault à frente de Nelson Piquet, cujo carro terminou em quarto lugar naquela sexta-feira. No dia seguinte o tempo de Prost não foi superado e ele assegurou sua terceira pole position na carreira, colocando-se adiante de Gilles Villeneuve com Keke Rosberg e René Arnoux na segunda fila, cabendo a Nelson Piquet a sétima posição no grid.[8] Fatigado por conta do esforço e do calor excessivo, Alain Prost reclamou das ondulações no asfalto, mas não escondeu a sua tática: "Como sempre, vou aproveitar ao máximo a largada. Minha tática é assumir a liderança desde a saída para não mais perdê-la. Pretendo, se possível, livrar o máximo de vantagem no começo, para depois poupar o carro, porque acredito que muita gente vai quebrar". Ato contínuo, o piloto não se fez de rogado e admitiu ser o favorito à vitória.[9]

Vitória de Nelson PiquetEditar

Resignado por não ter rendido o que poderia, Nelson Piquet teve um alento no warm up de domingo quando marcou a melhor volta com tanque cheio e usando pneus duros. Após a largada o bólido de Gilles Villeneuve assumiu a ponta no momento em que o pelotão chegou na reta dos boxes com Alain Prost e René Arnoux atrás deles, mas logo as posições da equipe Renault foram invertidas graças a uma manobra de Arnoux. No sexto giro o vice-líder da prova estava com Riccardo Patrese e Nelson Piquet em seu encalço até o brasileiro assumir o terceiro lugar na nona volta e a vice-liderança na décima sétima passagem ao superar Keke Rosberg no retão, embora o finlandês tenha ultrapassado seu adversário nas voltas vinte e sete e vinte e oito, mas recebeu o troco de Piquet na volta 29 quando este entrou na curva do retão e ficou adiante de Rosberg.[7]

Duelar de modo tão forte com Rosberg fez Piquet aproximar-se de Villeneuve e este travou as rodas após uma troca de marchas no miolo do circuito e saiu da corrida na trigésima volta cruzando a pista à frente de Piquet. Atento, o brasileiro freou e executou a manobra que o levou à liderança trazendo consigo Keke Rosberg e Riccardo Patrese, mas como este rodou na trigésima terceira volta e recolheu-se ao pit lane por cansaço físico, o terceiro lugar coube a Alain Prost.[10] Para o francês era uma posição de honra considerando que em determinado instante da porfia sua Renault estava num apagado sétimo lugar. Um pouco distante dos líderes estavam a McLaren de John Watson e a Lotus de Nigel Mansell enquanto a Tyrrell de Michele Alboreto tomou o sexto lugar de Manfred Winkelhock e sua ATS.[7] Contudo, antes que a prova terminasse, Rosberg ainda tentou um ataque final, mas o aprumo de Piquet fez a diferença subir de dois para mais de dez segundos e tornou-se o primeiro brasileiro a vencer em Jacarepaguá.[11]

Tamanho foi o esforço de Nelson Piquet, tal era a fadiga depois da prova, que ele fraquejou e desmaiou no pódio durante a cerimônia de premiação. Vítima de uma lipotimia por causa do cansaço e da grande perda de líquido ao longo da corrida, o brasileiro recobrou as forças quando derramaram água sobre ele e assim o mesmo continuou na solenidade junto com Keke Rosberg e Alain Prost. Após duas horas no centro médico de Jacarepaguá, o campeão de 1981 afirmou ter largado aquém do esperado e declarou ter sentido cansaço apenas nas últimas quinze voltas, mas o melhor momento de sua entrevista coletiva ocorreu ao descrever sua vitória no Brasil: "Tecnicamente foi a melhor de minha vida, principalmente nas primeiras quarenta voltas, quando andei no limite do carro, além de saber que tinha de ultrapassar pelo menos quatro adversários. Essas quarenta voltas foram praticamente sem erros e o carro correspondeu", disse ele sendo refrescado por um abano.[11]

Feliz por ter chegado na segunda posição, o finlandês Keke Rosberg celebrava seu primeiro pódio enquanto explicava o resultado: segundo ele suas chances de vitória foram impedidas pela condução arrojada de Piquet e o desgaste dos pneus da Williams. Quanto a Alain Prost foi possível notar sua satisfação com o terceiro lugar. Surpreendente foi a decisão do argentino Carlos Reutemann: ele que abandonou a etapa brasileira após um acidente com René Arnoux na vigésima primeira volta, anunciou sua aposentadoria dias depois de correr em Jacarepaguá.[12]

Graças aos resultados da etapa brasileira, Alain Prost manteve-se na liderança do campeonato com treze pontos, quatro adiante de Nelson Piquet e cinco a mais que Keke Rosberg. No mundial de construtores a Renault liderava com dezessete pontos ante quatorze da Williams e nove da Brabham.[nota 3]

Desclassificados pela FISAEditar

Enquanto Bernie Ecclestone colhia os louros da vitória dois dirigentes apresentaram um protesto junto à Comissão Desportiva do Grande Prêmio do Brasil a fim de impugnar o triunfo da Brabham: Jean Sage e Dario Casavara, chefes de equipe na Renault e na Ferrari, respectivamente. Nele os signatários apontam como irregular o sistema de refrigeração de freios usado por Brabham e Williams onde os tanques para armazenamento dão peso aos bólidos antes da largada pois estão cheios, mas durante a prova a água e o óleo são utilizados e assim os carros chegam ao final da porfia com um peso abaixo do permitido. Embora os reservatórios sejam enchidos antes da pesagem oficial subsiste uma acusação de "vantagem indevida" e para reforçar sua tese, Sage fotografou os tanques d'água da Brabham, mas após quatro horas de discussão o recurso foi negado. Apesar disso um comissário de pista afirmou sob anonimato: "O pior é que eles (Renault e Ferrari) estão certos".[13]

A rigor existia um trecho ambíguo no regulamento desportivo da categoria segundo o qual: "o fluido consumido durante a corrida pode ser completado ao final dela".[14] Foi esta a brecha utilizada por Brabham e Williams a fim de justificar seus atos e caso as autoridades desportivas dessem validade a esse ardil os demais times de Fórmula 1 estariam livres para usá-lo, mas não sendo esta uma interpretação pacífica o caso foi examinado pela Federação Internacional de Automobilismo Esportivo (FISA) num julgamento em Paris a 19 de abril, seis dias antes do Grande Prêmio de San Marino de 1982.

Nele as equipes Brabham e Williams admitiram o uso dos tanques d'água em seus carros como um recurso para diminuir o peso dos mesmos a parir da ambiguidade expressa no regulamento minimizando o poderio dos motores turbocomprimidos utilizados por Renault e Ferrari. Soube-se então que foi Colin Chapman, o todo-poderoso da Lotus, o primeiro a descobrir essa "falha" normativa, mas apenas Gordon Murray (projetista da Brabham) e Patrick Head (cofundador da Williams) conceberam um "embuste aerodinâmico" à margem das regras vigentes.[3] Tão logo terminou a etapa brasileira os mecânicos de Brabham e Williams foram ao parking fechado com o objetivo de completar os tanques dos carros sob a oposição de Bruno Brunetti, comissário técnico vinculado à Confederação Brasileira de Automobilismo. No entanto a intervenção de Bernie Ecclestone, aos gritos, afirmando que tal ação era permitida pelo regulamento, esvaziou a autoridade do comissário brasileiro. Cabe registrar que, para serem reabastecidos, os tanques foram abertos sem a presença de um delegado da FISA, detalhe não notado a princípio.

Exposto o caso, o Tribunal de Apelação da FISA examinou também o regulamento e nele estavam expressos 580 kg como peso mínimo de um carro de Fórmula 1 e segundo a corte esse peso, em que pesem as ambiguidades alegadas, deve ser o mesmo durante toda a prova. Neste ponto ruiu a tese de Williams e Brabham, pois se cada tanque lateral de água possui é esvaziado ao longo da prova, cada carro poderia estar de 50 a 60 kg mais leve, resultando numa infração ao que foi pactuado. Desse modo o tribunal cassou a vitória de Nelson Piquet no Autódromo de Jacarepaguá, bem como o segundo lugar de Keke Rosberg e proibiu o uso das "caixas d'água" a partir de então.[15]

O fator FerrariEditar

Parte interessada no recurso julgado pelo Tribunal de Apelação da FISA, a Ferrari atuou não apenas na seara formal para a resolução do caso, pois o time carmim apresentou-se no Grande Prêmio do Oeste dos Estados Unidos com um aerofólio traseiro irregular e não fez questão de escondê-lo: as duas peças do mesmo foram fixadas lado a lado e presas no mesmo suporte central, dando-lhe, na prática, o dobro das dimensões permitidas. Afrontar o regulamento foi uma maneira do comendador Enzo Ferrari exigir coerência de Jean-Marie Balestre, presidente da Federação Internacional de Automobilismo Esportivo (FISA) quanto ao estrito cumprimento das regras desportivas. Caso Brabham e Williams fossem absolvidas pelo uso irregular das caixas d'água, a Ferrari deveria ser tratada da mesma forma, não importando as configurações de seu aerofólio.[16]

Num primeiro instante as infrações de Brabham e Williams no Brasil não mereceram punição, daí a contrariedade da Ferrari e sua atitude birrenta nos Estados Unidos onde Gilles Villeneuve perdeu o terceiro lugar conquistado em Long Beach pouco depois de encerrada a prova.[17] Por que então suas coirmãs restariam impunes? Afinal, segundo a mensagem implícita vinda de Maranello, regras só fazem sentido quando há pessoas dispostas a cumpri-las.

No colo de Alain ProstEditar

Após o veredicto da Federação Internacional de Automobilismo Esportivo (FISA) o francês Alain Prost, da Renault, foi declarado vencedor do Grande Prêmio do Brasil em seu primeiro triunfo no país e ao lado de John Watson (McLaren) e Nigel Mansell (Lotus) no "pódio oficial" da corrida. Em quarto lugar surgiu Michele Alboreto (Tyrrell) com Manfred Winkelhock (ATS) marcando os únicos pontos de sua carreira[18] enquanto Didier Pironi (Ferrari) completou a nova zona de pontuação.[7] Diante da sentença emitida em Paris, o finlandês Keke Rosberg comentou, entre a ironia e a surpresa: "Alain Prost é o campeão e todos os outros pilotos podiam voltar para casa".[14]

ResultadosEditar

Treino classificatórioEditar

Pos. Piloto Construtor Volta Diferença
1 15   Alain Prost Renault 1:28.808
2 27   Gilles Villeneuve Ferrari 1:29.173
3 6   Keke Rosberg Williams-Ford 1:29.358
4 16   René Arnoux Renault 1:30.121
5 8   Niki Lauda McLaren-Ford 1:30.152
6 5   Carlos Reutemann Williams-Ford 1:30.183
7 1   Nelson Piquet Brabham-Ford 1:30.281
8 28   Didier Pironi Ferrari 1:30.655
9 2   Riccardo Patrese Brabham-Ford 1:30.967
10 22   Andrea de Cesaris Alfa Romeo 1:31.229
11 11   Elio de Angelis Lotus-Ford 1:31.790
12 7   John Watson McLaren-Ford 1:31.906
13 3   Michele Alboreto Tyrrell-Ford 1:31.991
14 12   Nigel Mansell Lotus-Ford 1:32.228
15 9   Manfred Winkelhock ATS-Ford 1:32.524
16 23   Bruno Giacomelli Alfa Romeo 1:32.769
17 18   Raul Boesel March-Ford 1:34.050
18 10   Eliseo Salazar ATS-Ford 1:34.262
19 30   Mauro Baldi Arrows-Ford 1:34.380
20 33   Derek Daly Theodore-Ford 1:34.413
21 4   Slim Borgudd Tyrrell-Ford 1:35.020
22 17   Jochen Mass March-Ford 1:35.039
23 31   Jean-Pierre Jarier Osella-Ford 1:35.081
24 26   Jacques Laffite Ligier-Matra 1:35.084
25 20   Chico Serra Fittipaldi-Ford 1:35.246
26 25   Eddie Cheever Ligier-Matra 1:35.288
DNQ 36   Teo Fabi Toleman-Hart 1:35.326
DNQ 14   Roberto Guerrero Ensign-Ford 1:35.730
DNQ 29   Brian Henton Arrows-Ford 1:35.748
DNQ 35   Derek Warwick Toleman-Hart 1:36.014
Fonte:[1]

CorridaEditar

Pos. Piloto Chassi/Motor Voltas Tempo/Diferença Grid Pontos
DSQ 1   Nelson Piquet Brabham-Ford 63 Tanque d'água ilegal 7 [3]
DSQ 6   Keke Rosberg Williams-Ford 63 Tanque d'água ilegal 3 [3]
1 15   Alain Prost Renault 63 1:44:33.134 1 9
2 7   John Watson McLaren-Ford 63 + 2.990 12 6
3 12   Nigel Mansell Lotus-Ford 63 + 36.859 14 4
4 3   Michele Alboreto Tyrrell-Ford 63 + 50.761 13 3
5 9   Manfred Winkelhock ATS-Ford 62 + 1 volta 15 2
6 28   Didier Pironi Ferrari 62 + 1 volta 8 1
7 4   Slim Borgudd Tyrrell-Ford 61 + 2 voltas 21
8 17   Jochen Mass March-Ford 61 + 2 voltas 22
9 31   Jean-Pierre Jarier Osella-Ford 60 + 3 voltas 23
10 30   Mauro Baldi Arrows-Ford 57 + 6 voltas 19
Ret 10   Eliseo Salazar ATS-Ford 38 Motor 18
Ret 20   Chico Serra Fittipaldi-Ford 36 Suspensão 25
Ret 2   Riccardo Patrese Brabham-Ford 34 Cansaço físico 9
Ret 27   Gilles Villeneuve Ferrari 29 Rodada 2
Ret 8   Niki Lauda McLaren-Ford 22 Colisão 5
Ret 16   René Arnoux Renault 21 Colisão 4
Ret 5   Carlos Reutemann Williams-Ford 21 Colisão 6
Ret 11   Elio de Angelis Lotus-Ford 21 Colisão 11
Ret 25   Eddie Cheever Ligier-Matra 19 Vazamento d'água 26
Ret 23   Bruno Giacomelli Alfa Romeo 16 Embreagem 16
Ret 26   Jacques Laffite Ligier-Matra 15 Chassis 24
Ret 22   Andrea de Cesaris Alfa Romeo 14 Chassis 10
Ret 33   Derek Daly Theodore-Ford 12 Rodada 20
Ret 18   Raul Boesel March-Ford 11 Rodada 17
DNQ 36   Teo Fabi Toleman-Hart
DNQ 29   Brian Henton Arrows-Ford
DNQ 35   Derek Warwick Toleman-Hart
DNQ 14   Roberto Guerrero Ensign-Ford
DNPQ 32   Riccardo Paletti Osella-Ford
Fonte:[1]

Tabela do campeonato após a corridaEditar

  • Nota: Somente as primeiras cinco posições estão listadas. Entre 1981 e 1990 cada piloto podia computar onze resultados válidos por temporada não havendo descartes no mundial de construtores.

Notas

  1. Voltas na liderança: Gilles Villeneuve 29 voltas (1-29); Nelson Piquet 34 voltas (30-63).
  2. Nelson Piquet e Riccardo Patrese usaram motores BMW nas provas da África do Sul, Bélgica, Países Baixos, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Áustria, Suíça, Itália e Las Vegas. Nas corridas do Brasil e do Oeste dos EUA ambos correram com motores Ford, sendo que a Brabham não disputou o GP de San Marino. Fato curioso, porém, ocorreu nas provas de Mônaco, Detroit e Canadá onde Piquet correu com a chancela da BMW e Patrese utilizou os propulsores Ford.
  3. Originalmente as cinco primeiras posições no mundial de pilotos eram ocupadas por Alain Prost (13 pontos), Nelson Piquet (9 pontos), Keke Rosberg (8 pontos), Carlos Reutemann (6 pontos) e René Arnoux (4 pontos). No mundial de construtores as cinco primeiras posições eram ocupadas por Renault (17 pontos), Williams (14 pontos), Brabham (9 pontos), McLaren (7 pontos) e Lotus (2 pontos). Cabe registrar que esta contagem modificada posteriormente em razão de um veredicto da FISA conforme exposto na tabela acima.

Referências

  1. a b c «1982 Brazilian Grand Prix - race result». Consultado em 29 de agosto de 2019 
  2. Show de Piquet, grande derrota dos turbo (online). Folha de S.Paulo, São Paulo (SP), 22/03/1982. Esportes, p. 16. Página visitada em 29 de junho de 2020.
  3. a b c d «Tribunal da FISA tira a vitória de Piquet no Rio (online). Folha de S. Paulo, São Paulo (SP), 20/04/1982. Primeiro caderno, Esportes, p. 31». Consultado em 6 de julho de 2018 
  4. Lang, Mike (1992). Grand Prix! Vol 4. [S.l.]: Haynes Publishing Group. p. 86. ISBN 0-85429-733-2 
  5. Crise na F-1 faz Argentina suspender seu GP (online). Jornal do Brasil, Rio de Janeiro (RJ), 04/02/1982. Primeiro caderno, Esporte, p. 27. Página visitada em 29 de junho de 2020.
  6. Piquet bate recorde no treino em Jacarepaguá (online). Jornal do Brasil, Rio de Janeiro (RJ), 25/02/1982. Primeiro caderno, Esportes, p. 19. Página visitada em 29 de junho de 2020.
  7. a b c d «Brazilian GP, 1982 (em inglês) no grandprix.com». Consultado em 29 de junho de 2020 
  8. Prost na "pole" (sic). Villeneuve o segundo (online). O Globo, Rio de Janeiro (RJ), 21/03/1982. Matutina, Esportes, p. 39. Página visitada em 29 de junho de 2020.
  9. Prost roda ao tentar melhorar mais o tempo (online). Jornal do Brasil, Rio de Janeiro (RJ), 21/03/1982. Primeiro caderno, Esporte, p. 36. Página visitada em 29 de junho de 2020.
  10. Villeneuve admite ter cometido erro (online). Folha de S.Paulo, São Paulo (SP), 22/03/1982. Esportes, p. 16. Página visitada em 29 de junho de 2020.
  11. a b No pódio, na hora da festa, o extenuado campeão desmaia (online). Folha de S.Paulo, São Paulo (SP), 22/03/1982. Esportes, p. 16. Página visitada em 29 de junho de 2020.
  12. Reutemann decide parar. Williams chama Andretti (online). O Globo, Rio de Janeiro (RJ), 29/03/1982. Matutina, Esportes, p. 15. Página visitada em 29 de junho de 2020.
  13. Comissão não aceita processo contra Brabham (online). Jornal do Brasil, Rio de Janeiro (RJ), 22/03/1982. Primeiro caderno, Esporte, p. 19. Página visitada em 29 de junho de 2020.
  14. a b FISA desclassifica Piquet do GP do Brasil (online). Jornal do Brasil, Rio de Janeiro (RJ), 20/04/1982. Primeiro caderno, Esportes, p. 02. Página visitada em 30 de junho de 2020.
  15. FISA desclassifica Piquet e Keke Rosberg (online). O Estado de S. Paulo, São Paulo (SP), 20/04/1982. Geral, p. 36. Página visitada em 30 de junho de 2020.
  16. Fred Sabino (29 de junho de 2019). «Máquinas Eternas #29: Ferrari 126 C2 era veloz mas ficou marcada pela tragédia». globoesporte.com. Globo Esporte. Consultado em 2 de julho de 2020 
  17. Punição a Villeneuve aumenta crise na F-1 (online). O Estado de S. Paulo, São Paulo (SP), 07/04/1982. Geral, Primeiro caderno, p. 25. Página visitada em 2 de julho de 2020.
  18. Fred Sabino (12 de agosto de 2018). «Manfred Winkelhock morreu quando pretendia ser feliz fora da Fórmula 1». globoesporte.com. Globo Esporte. Consultado em 30 de junho de 2020 

Precedido por
Grande Prêmio da África do Sul de 1982
Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA
Ano de 1982
Sucedido por
Grande Prêmio do Oeste dos EUA de 1982
Precedido por
Grande Prêmio do Brasil de 1981
Grande Prêmio do Brasil
11ª edição
Sucedido por
Grande Prêmio do Brasil de 1983