Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Grande Depressão.

A Grande Recessão foi um período de declínio econômico geral (recessão) observado nos mercados mundiais no final dos anos 2000 e início dos anos 2010. A escala e o momento da recessão variaram de país para país.[1][2] O Fundo Monetário Internacional (FMI) concluiu que foi o colapso econômico e financeiro mais grave desde a Grande Depressão dos anos 1930 e é frequentemente considerado como a segunda pior crise de todos os tempos.[3][4]

A Grande Recessão decorreu do colapso do mercado imobiliário dos Estados Unidos em relação à crise financeira de 2007-2008 e à crise das hipotecas subprime, embora as políticas de outras nações também tenham contribuído. De acordo com o National Bureau of Economic Research, uma organização sem fins lucrativos, a recessão nos Estados Unidos começou em dezembro de 2007 e terminou em junho de 2009, estendendo-se assim por 19 meses.[5] A Grande Recessão resultou em uma escassez de ativos valiosos na economia de mercado e no colapso do setor financeiro (bancos) na economia mundial; alguns bancos foram socorridos pelo governo federal estadunidense.[6][7]

A recessão não foi sentida igualmente em todo o mundo; enquanto a maioria das economias desenvolvidas do mundo, particularmente na América do Norte, América do Sul e Europa, entrou em recessão definitiva, muitas economias desenvolvidas mais recentemente sofreram muito menos impacto, principalmente China, Índia e Polônia, cujas economias cresceram substancialmente durante esse período.

TerminologiaEdit

Existem dois sentidos da palavra "recessão": um sentido que se refere amplamente a "um período de atividade econômica reduzida"[8] e dificuldades contínuas; e o sentido mais preciso usado em economia, que é definido operacionalmente, referindo-se especificamente à fase de contração de um ciclo de negócios, com dois ou mais trimestres consecutivos de contração do PIB (taxa de crescimento negativa do PIB). Segundo a definição acadêmica, a recessão terminou nos Estados Unidos em junho ou julho de 2009.[9][10][11]

Robert Kuttner argumenta: "'A Grande Recessão' é um nome impróprio. Deveríamos parar de usá-la. As recessões são quedas leves no ciclo comercial que são auto-corrigíveis ou logo curadas por um modesto estímulo fiscal ou monetário. Por causa da contínua armadilha da deflação, seria mais preciso chamar a economia estagnada desta década como grande deflação".[12]

HistóricoEdit

A Grande Recessão atendeu aos critérios do Fundo Monetário Internacional (FMI) de ser uma recessão global apenas no único ano civil de 2009.[3][4] Essa definição do FMI exige um declínio anual no PIB per capita. Apesar de os dados trimestrais estarem sendo utilizados como critério de definição de recessão por todos os membros do G20, que representam 85% do PIB mundial,[13] o FMI decidiu - na ausência de um conjunto completo de dados - não declarar/medir recessões globais de acordo com dados trimestrais do PIB. O PIB real ponderado por PPC ajustado sazonalmente para a zona G20, no entanto, é um bom indicador para o PIB mundial e foi medido em declínio direto do terceiro trimestre de 2008 até o primeiro trimestre de 2009, que marcam com mais precisão quando a recessão ocorreu em nível global.

De acordo com o National Bureau of Economic Research (o árbitro oficial das recessões dos EUA), a recessão começou em dezembro de 2007 e terminou em junho de 2009 e, assim, se estendeu por dezoito meses.[5][14]

Os anos que antecederam a crise foram caracterizados por um aumento exorbitante nos preços dos ativos e um boom associado na demanda econômica.[15] Além disso, o sistema bancário paralelo dos Estados Unidos (ou seja, instituições financeiras não depositárias, como bancos de investimento) cresceu para rivalizar com o sistema depositário, mas ainda não estava sujeito à mesma supervisão regulatória, tornando-o vulnerável a uma corrida aos bancos.[16]

Os títulos lastreados em hipotecas dos Estados Unidos, que tinham riscos difíceis de avaliar, eram comercializados em todo o mundo, pois ofereciam rendimentos mais altos do que os títulos do governo estadunidense. Muitos desses títulos foram lastreados em hipotecas subprime, que entraram em colapso quando a bolha imobiliária dos Estados Unidos estourou em 2006 e os proprietários começaram a inadimplir seus pagamentos de hipotecas em grandes números a partir de 2007.[17]

 
Mapa-múndi mostrando taxas de crescimento real do PIB para 2009. (Países em marrom estavam em recessão econômica.)

O surgimento de perdas com empréstimos subprime em 2007 iniciou a crise e expôs outros empréstimos de risco e preços de ativos superinflacionados. Com o aumento das perdas com empréstimos e a queda do Lehman Brothers em 15 de setembro de 2008, um grande pânico estourou no mercado de empréstimos interbancários. Havia o equivalente a uma operação bancária no sistema bancário paralelo, resultando em muitos bancos de investimento e bancos comerciais grandes e bem estabelecidos nos Estados Unidos e na Europa sofrendo enormes perdas e até enfrentando falência, resultando em assistência financeira pública maciça (resgates governamentais).[18]

A recessão global que se seguiu resultou em uma queda acentuada no comércio internacional, no aumento do desemprego e na queda dos preços das mercadorias.[19] Vários economistas previram que a recuperação poderia não surgir até 2011 e que a recessão seria a pior desde a Grande Depressão da década de 1930.[20][21] O economista Paul Krugman comentou uma vez sobre isso como aparentemente o começo de "uma segunda Grande Depressão".[22]

Governos e bancos centrais responderam com iniciativas de política fiscal e política monetária para estimular as economias nacionais e reduzir os riscos do sistema financeiro. A recessão renovou o interesse nas ideias econômicas keynesianas sobre como combater as condições recessivas. Os economistas aconselham que o estímulo seja retirado assim que as economias se recuperarem o suficiente para "traçar um caminho para o crescimento sustentável".[23][24][25]

A distribuição da renda familiar nos Estados Unidos tornou-se mais desigual durante a recuperação econômica pós-2008.[26] A desigualdade de renda nos Estados Unidos cresceu de 2005 a 2012 em mais de dois terços das áreas metropolitanas.[27] A riqueza média das famílias caiu 35% nos Estados Unidos, de 106.591 dólares para 68.839 dólares, entre 2005 e 2011.[28]

Crise das dívidas soberanasEdit

 
Barack Obama faz um pronunciamento sobre a crise do limite de dívida dos Estados Unidos em 2011.

O desdobramento mais recente da crise financeira e econômica internacional de 2008-2009 foi o da insolvência das nações desenvolvidas. O grande acúmulo da dívida governamental fez estourar a capacidade de endividamento dessas nações e causou uma enorme turbulência financeira ao provocar o temor de que essas nações não pudessem honrar com seus compromissos e decretassem o calote da dívida.[29] A principal consequência da crise das dívidas soberanas foi a grande instabilidade social causada pelos cortes dos benefícios sociais.[30]

Em nações como o Japão - que detém o maior percentual de endividamento - a relação dívida-PIB já ultrapassa os 200%.[31][32] Nos Estados Unidos, entretanto, está a maior dívida bruta entre todas as nações do mundo, que já supera os 14,3 trilhões de dólares.[33] Nesse ponto, aliado às recentes crises de insolvência na Grécia, Irlanda e Portugal, e ao temor de que a Espanha, a Itália e o Reino Unido[34] também não consigam honrar seus compromissos, o mercado financeiro sofreu um forte abalo.[35]

Porém, o estopim da segunda crise - que já vem sendo chamada de "déjà vu de 2008",[36] por acontecer exatamente três anos depois do primeiro estouro da crise do subprime - se deu pela desconfiança de que talvez os EUA não conseguissem honrar seus compromissos. A crise do limite de dívida dos EUA, que levou a um longo processo negocial e de debate no Congresso Americano sobre se o país deveria aumentar o limite de dívida, e, caso afirmativo, em que montante, fez crescer a especulação internacional sobre a real capacidade de solvência americana.[37]

 
Uma multidão de 100 mil pessoas protestam em Atenas contra o pacote de austeridade, 29 de maio de 2011.

A crise forjou um fim quando um acordo complexo entre ambas as partes conseguiu elevar o limite de gastos em 31 de julho de 2011. Após a sua aprovação no Congresso e Senado, foi ratificado pelo Presidente Barack Obama, ficando o acordo conhecido como Budget Control Act of 2011 em 2 de agosto, data limite para o acordo.[38] Porém o mercado não reagiu positivamente ao acordo, e nos dias que se seguiram, a maior parte das bolsas de valores mundiais fecharam em forte queda.[39]

Diante do quadro da crise, a agência de classificação de notas de crédito Standard & Poor's (S&P) rebaixou pela primeira vez na sua história a nota da dívida pública dos Estados Unidos de AAA para AA+, devido à crescente dívida e ao pesado déficit de orçamento.[40] Imediatamente ao rebaixamento da nota de crédito dos EUA, as bolsas de valores mundiais calcularam altíssimas perdas. Seguiu-se ainda que os dados divulgados no mês de agosto apontavam que as economias da Zona do Euro haviam crescido menos do que o previsto, sendo que algumas já estavam em profunda recessão.[41] Depois de inúmeras perdas, algumas ações de bancos se recuperaram nas semanas seguintes de agosto, com os mercados acionários globais, em parte, recuperados após o rebaixamento da nota da dívida estadunidense.[42]

EfeitosEdit

 
Oferta de empréstimos sem comprovação de renda, nos EUA

As demissões decorrentes da crise geraram reações desesperadas na França. Em março de 2009, em três oportunidades trabalhadores franceses fizeram reféns devido a demissões: dia 13, funcionários da Sony detiveram o presidente da empresa no país por uma noite, forçando o pagamento de indenizações maiores pelas demissões; no dia 25, o diretor de operação da 3M foi detido por um dia, sendo libertado após aceitar oferecer melhores condições aos 110 empregados demitidos; e no dia 31, os funcionários da Caterpillar fizeram quatro diretores da empresa reféns, após o anúncio do plano de cortar 733 empregos na unidade.[43]

Se estima que em 2016 os custos da dívida universitária estudantil ultrapassou a da guerra do Iraque.[44] A Oxfam divulgou relatório em 2018 onde afirma que o número de bilionários (em dólar dos Estados Unidos) dobrou desde a deflagração da crise.[45]

Por outro lado, as emissões de CO² na União Europeia foram reduzidas em 6% em 2008 em decorrência da crise, de acordo com o instituto de pesquisa Point Carbon, sediado em Oslo.[46] Em 2017, o comércio internacional voltou a crescer[47] apesar de haver uma queda generalizada dos salários.[48]

BrasilEdit

 
Evolução do índice Ibovespa entre 1994 e julho de 2009. É possível observar a forte queda do Ibovespa durante o auge da crise.

Alguns economistas defendiam que a crise do subprime não afetaria significativamente o Brasil.[49] O efeito mais imediato foi a baixa das cotações das ações em bolsas de valores, provocada pela venda maciça de ações de especuladores estrangeiros, que se atropelaram para repatriar seus capitais a fim de cobrir suas perdas nos países de origem. Em razão disso, ocorreu também uma súbita e expressiva alta do dólar, que só seria superado pela alta em recorde histórico no início de 2016. Como o Brasil havia realizado profundas reformas econômicas durante o governo Fernando Henrique Cardoso, como o Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (PROER), implementando sistemas mais rígidos de controle ao sistema financeiro doméstico, o Brasil ficou menos exposto ao cerne da crise, que foi a contaminação sistêmica do mercado financeiro internacional. De imediato entretanto, os maiores prejuízos com a crise foram das empresas que especulavam com derivativos de câmbio- e fizeram a aposta errada.[50][51]

Para evitar a falta de liquidez (falta de dólares) nos mercados de câmbio, o Banco Central tem realizado leilões de venda de swaps cambiais e, para evitar especulações, em outubro de 2008, realizou até mesmo vários leilões de venda de dólar físico à vista (moeda), utilizando as reservas internacionais do Brasil, o que não era feito desde 2003. Com isto, o BC não pretendia derrubar as cotações do dólar, nem lhes impor um teto, mas somente aumentar a liquidez do mercado.[52] Em setembro de 2009, a agência Moody's informou sobre a elevação de rating da dívida do governo para grau de investimento, desde a deflagração da crise econômica de 2008/2009. A classificação também foi dada pelas agências Fitch Ratings e a Standard & Poor's, em 2008. Assim, o Brasil foi o primeiro país a receber a elevação de categoria.[53]

Instabilidade políticaEdit

Naomi Klein fala aos manifestantes do Occupy Wall Street em 6 de outubro de 2011.

Em 26 de fevereiro de 2009, um briefing de inteligência econômica foi adicionado aos briefings diários de inteligência preparados para o Presidente dos Estados Unidos. Essa adição reflete a avaliação das agências de inteligência dos Estados Unidos de que a crise financeira global representa uma séria ameaça à estabilidade internacional.[54]

A Business Week declarou em março de 2009 que a instabilidade política global estava aumentando rapidamente devido à crise financeira global e estava criando novos desafios que precisam ser gerenciados.[55] A Associated Press informou em março de 2009 que: "O diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Dennis Blair, disse que a fraqueza econômica pode levar à instabilidade política em muitos países em desenvolvimento".[56] Mesmo alguns países desenvolvidos estão vendo instabilidade política.[57] A NPR informa que David Gordon, um ex-oficial de inteligência que agora lidera a pesquisa no Grupo Eurasia, disse: "Muitos, se não a maioria, dos grandes países lá fora, têm espaço para acomodar crises econômicas sem ter instabilidade política em larga escala, se quisermos estar em uma recessão de tamanho normal. Se você estiver em uma desaceleração muito mais longa, todas as apostas serão canceladas."[58]

Cientistas políticos argumentaram que a crise econômica desencadeou agitações sociais que foram expressas através de protestos sobre uma variedade de questões em todo o mundo em desenvolvimento. No Brasil, jovens descontentes protestaram contra um pequeno aumento nas tarifas de ônibus;[59] na Turquia, eles se manifestaram contra a conversão de um parque em um shopping[60] e em Israel, protestaram contra os altos aluguéis em Tel Aviv. Em todos esses casos, a causa imediata ostensiva do protesto foi amplificada pelo sofrimento social subjacente induzido pela Grande Recessão.

Em janeiro de 2009, os líderes governamentais da Islândia foram forçados a convocar eleições dois anos antes, depois que o povo da Islândia organizou protestos em massa e entrou em conflito com a polícia por causa do manejo da economia pelo governo.[57] Centenas de milhares de pessoas protestaram na França contra as políticas econômicas do presidente Sarkozy.[61] Impelidos pela crise financeira na Letônia, a oposição e os sindicatos organizaram uma manifestação contra o gabinete do premier Ivars Godmanis. A manifestação reuniu entre 10 e 20 mil pessoas. À noite, o comício se transformou em um tumulto. A multidão mudou-se para o prédio do parlamento e tentou forçar a entrada, mas foram repelidos pela polícia do estado. No final de fevereiro, muitos gregos participaram de uma greve geral maciça por causa da situação econômica e fecharam escolas, aeroportos e muitos outros serviços na Grécia.[62] Polícia e manifestantes também entraram em confronto na Lituânia, onde pessoas que protestavam contra as condições econômicas foram baleadas com balas de borracha.[63] Comunistas e outros se uniram em Moscou para protestar contra os planos econômicos do governo russo.[64]

Além de vários níveis de inquietação na Europa, os países asiáticos também assistiram a vários graus de protesto.[65] Também ocorreram protestos na China, uma vez que as demandas do oeste por exportações foram drasticamente reduzidas e o desemprego aumentou. Além desses protestos iniciais, o movimento de protesto cresceu e continuou. No final de 2011, o protesto de Occupy Wall Street ocorreu nos Estados Unidos, gerando várias ramificações que passaram a ser conhecidas como o movimento Occupy. Em 2012, as dificuldades econômicas na Espanha aumentaram o apoio aos movimentos de separação. Na Catalunha, o apoio ao movimento de secessão foi excedido. Em 11 de setembro, uma marcha pró-independência atraiu uma multidão que a polícia estimou em 1,5 milhão.[66]

Comparações com a Grande DepressãoEdit

 Ver artigo principal: Grande Depressão

Em 17 de abril de 2009, o então chefe do FMI, Dominique Strauss-Kahn, disse que havia uma chance de que certos países não implementassem políticas adequadas para evitar mecanismos que poderiam eventualmente transformar a recessão em depressão. "A queda livre na economia global pode estar começando a diminuir, com uma recuperação emergindo em 2010, mas isso depende crucialmente das políticas corretas que estão sendo adotadas hoje". O FMI apontou que, diferentemente da Grande Depressão, essa recessão foi sincronizada pela integração global dos mercados. Tais recessões sincronizadas foram explicadas para durar mais tempo do que as crises econômicas típicas e têm recuperações mais lentas.[67]

Olivier Blanchard, economista-chefe do FMI, afirmou que a porcentagem de trabalhadores demitidos por longos períodos tem aumentado a cada recessão há décadas, mas os números aumentaram desta vez. "O desemprego de longa duração é assustadoramente alto: nos Estados Unidos, metade dos desempregados está desempregada há mais de seis meses, algo que não vimos desde a Grande Depressão". O FMI também afirmou que pode existir uma ligação entre o aumento da desigualdade nas economias ocidentais e a demanda deflacionada. A última vez que a diferença de riqueza atingiu tais extremos distorcidos foi em 1928-1929.[68]

Ver tambémEdit

Referências

  1. «World Economic Situation and Prospects 2013». Development Policy and Analysis Division of the UN secretariat. Consultado em 19 de dezembro de 2012 
  2. United Nations (15 de janeiro de 2013). World Economic Situation and Prospects 2013 (trade paperback) 1st ed. [S.l.]: United Nations. p. 200. ISBN 978-9211091663. The global economy continues to stru with post-crisis adjustments 
  3. a b Davis, Bob (22 de abril de 2009). «What's a Global Recession?». The Wall Street Journal. Consultado em 17 de setembro de 2013 
  4. a b «World Economic Outlook — April 2009: Crisis and Recovery» (PDF). Box 1.1 (page 11-14). IMF. 24 de abril de 2009. Consultado em 17 de setembro de 2013 
  5. a b US Business Cycle Expansions and Contractions Arquivado em 25 de setembro de 2008 no Wayback Machine., NBER, acessado em 9 de agosto de 2012.
  6. Caballero, Ricardo J. (Dezembro de 2006). «On the Macroeconomics of Asset Shortages» (PDF). National Bureau of Economic Research. Consultado em 13 de junho de 2019 
  7. «The Macroeconomics of Asset Shortages - ppt video online download». slideplayer.com. Consultado em 14 de março de 2018 
  8. Merriam-Webster, «headword "recession"», Merriam-Webster Collegiate Dictionary online. 
  9. Daniel Gross, The Recession Is... Over?, Newsweek, 4 de julho de 2009.
  10. V.I. Keilis-Borok et al., Pattern of Macroeconomic Indicators Preceding the End of an American Economic Recession. Journal of Pattern Recognition Research, JPRR Vol.3 (1) 2008.
  11. «Consumer confidence falls to 7-month low | | The Bulletin». Bendbulletin.com. 29 de junho de 2011. Consultado em 17 de agosto de 2013 
  12. Kuttner, Robert. Debtors’ Prison: The Politics of Austerity Versus Possibility. New York: Vintage Books, 2013, 40.
  13. «G20 Members». G20.org. Consultado em 15 de janeiro de 2014. Cópia arquivada em 10 de fevereiro de 2015 
  14. «NBER Makes It Official: Recession Started in December 2007». The Wall Street Journal. 1 de dezembro de 2008 
  15. Wearden, Graeme (3 de junho de 2008). «Oil prices: George Soros warns that speculators could trigger stock market crash». Londres: The Guardian. Consultado em 10 de abril de 2009 
  16. Andrews, Edmund L. (24 de outubro de 2008). «Greenspan Concedes Error on Regulation». The New York Times 
  17. Nouriel Roubini (15 de janeiro de 2009). «A Global Breakdown Of The Recession In 2009». Forbes 
  18. «NYT-Paul Krugman-Geithner: Does He Pass The Test?». Nybooks.com. 10 de julho de 2014. Consultado em 23 de agosto de 2014 
  19. Isidore, Chris (1 de dezembro de 2008). «It's official: Recession since Dec '07». CNN Money. Consultado em 10 de abril de 2009 
  20. Congressional Budget Office compares downturn to Great Depression Arquivado em 3 de março de 2009 no Wayback Machine.. By David Lightman. McClatchy Washington Bureau. 27 de janeiro de 2009.
  21. Finch, Julia (26 de janeiro de 2009). «Twenty-five People at the Heart of the Meltdown». Londres: The Guardian. Consultado em 10 de abril de 2009 
  22. Krugman, Paul (4 de janeiro de 2009). «Fighting Off Depression». The New York Times. 
  23. «IMF World Economic Outlook, April 2009: "Exit strategies will be needed to transition fiscal and monetary policies from extraordinary short-term support to sustainable medium-term frameworks." (p.38)» (PDF). Consultado em 21 de janeiro de 2010 
  24. «Olivier Blanchard, the chief economist of the International Monetary Fund, "is advising officials around the world to keep economic stimulus programs in place no longer than necessary to chart a path to sustainable growth."». Bloomberg.com. 30 de maio de 2005. Consultado em 21 de janeiro de 2010 
  25. Cooke, Kristin (21 de agosto de 2009). «U.S deficit poses potential systemic risk: Taylor». Reuters.com. Consultado em 21 de janeiro de 2010 
  26. Binyamin, Appelbaum (4 de setembro de 2014). «Fed Says Growth Lifts the Affluent, Leaving Behind Everyone Else». New York Times. Consultado em 13 de setembro de 2014 
  27. Chokshi, Niraj (11 de agosto de 2014). «Income inequality seems to be rising in more than 2 in 3 metro areas». Washington Post. Consultado em 13 de setembro de 2014 
  28. Kurtzleben, Danielle (23 de agosto de 2014). «Middle class households' wealth fell 35 percent from 2005 to 2011». Vox.com. Consultado em 13 de setembro de 2014 
  29. «Juros sobre dívida brasileira são os maiores entre o G20». Portal Terra. Consultado em 3 de agosto de 2011 
  30. «Salvar o euro ou evitar a crise social». Jornal de Angola Online. Consultado em 3 de agosto de 2011 
  31. «S&P baixa nota da dívida japonesa». Uol Notícias. 27 de abril de 2011. Consultado em 5 de agosto de 2011 
  32. «Moody's estuda rebaixar nota da dívida do Japão». Veja.com. Consultado em 5 de agosto de 2011 
  33. «Obama precisa de acordo com o Congresso para evitar moratória». Estadão. Consultado em 5 de agosto de 2011 
  34. «UE defende ação em crise da dívida que afeta Itália e Espanha». Jornal do Brasil. Consultado em 5 de agosto de 2011 
  35. «Entenda a crise global dos mercados». BBC Brasil. Consultado em 6 de agosto de 2011 
  36. «Com tensão generalizada, mercado tem déjà-vu de 2008». iG economia. Consultado em 5 de agosto de 2011 
  37. «Bolsas afundam». Jornal Correio do Brasil. Consultado em 5 de agosto de 2011. Arquivado do original em 15 de novembro de 2012 
  38. «The Next Deficit Deal: There's a Rough Road Ahead». abc News. Consultado em 5 de agosto de 2011 
  39. «Ibovespa tem pior queda entre principais bolsas globais». iG economia. Consultado em 5 de agosto de 2011 
  40. «Rebaixamento de nota dos EUA derruba bolsas asiáticas». Estadão. Consultado em 29 de agosto de 2011 
  41. «Comissão Europeia prevê recessão de um por cento do PIB em 2011». Publico Portugal. Consultado em 29 de agosto de 2011 
  42. «A crise da dívida da Zona do Euro em nova fase». Carta Capital. Consultado em 29 de agosto de 2011 
  43. Folha Online - Funcionários da Caterpillar na França mantêm diretores como reféns
  44. Fighting Terrorism With a Credit Card
  45. AFP (21 de janeiro de 2019). «26 bilionários concentram tanta riqueza quanto metade da humanidade». NSC Comunicação. Consultado em 11 de março de 2019. Cópia arquivada em 12 de março de 2019 
  46. Emissões de dióxido de carbono na União Europeia caíram 6% com a crise
  47. PRESS/800: PRESS RELEASE
  48. Global Wage Report 2016 / 17 Wage inequality in the workplace
  49. KANITZ, Stephen "Vamos Definir Crise Corretamente". 15 de fevereiro de 2009.
  50. Votorantim admite perdas de R$ 2,2 bi com operações de câmbio. São Paulo, Folha Online, 10 de outubro de 2008, 12h51
  51. BIANCONI, Cesar. Aracruz: perdas poderiam ser de R$ 1,95 bi em setembro. São Paulo: Agência Estado, 3 de outubro de 2008, 07h48
  52. OLIVEIRA, Kelly. Banco Central volta a vender dólar à vista. Brasília: Agência Brasil, 10 de Outubro de 2008, 11h14, última modificação 10 de Outubro de 2008, 11h29
  53. Estadão. «Brasil recebeu grau de investimento pela capacidade em superar a crise, diz Mantega». Consultado em 23 de setembro de 2009 
  54. "CIA Adds Economy To Threat Updates White House Given First Daily Briefing" article by Joby Warrick, Washington Post Staff Writer, Thursday, February 26, 2009
  55. Jack Ewing (10 de março de 2009). «Economic Woes Raising Global Political Risk». Business Week 
  56. «Experts: Financial crisis threatens US security». Politico. Associated Press. 11 de março de 2009 
  57. a b «Europe | Iceland protest ends in clashes». BBC News. 23 de novembro de 2008. Consultado em 15 de maio de 2012 
  58. NPR article "Economic Crisis Poses Threat To Global Stability" by Tom Gjelten
  59. Romero, Simon. "Bus-fare protests hit Brazil's two biggest cities", The New York Times, Junho de 2013.
  60. Letsch, Constanze. "Turkey protests spread after violence in Istanbul over park demolition", The Guardian, May 2013.
  61. Dobbs, David. «The New York Times – Breaking News, World News & Multimedia». International Herald Tribune. Consultado em 22 de abril de 2013. Cópia arquivada em 28 de fevereiro de 2009 
  62. Maltezou, Renee (25 de fevereiro de 2009). «Greeks shut airports, services to protest economy». Reuters. Consultado em 15 de maio de 2012 
  63. Megan K. Stack (17 de janeiro de 2009). «Protests spread in Europe amid economic crisis». Los Angeles Times. Consultado em 15 de maio de 2012 
  64. Dobbs, David. «The New York Times – Breaking News, World News & Multimedia». International Herald Tribune. Consultado em 22 de abril de 2013. Cópia arquivada em 4 de fevereiro de 2009 
  65. Ian Traynor, Europe editor (31 de janeiro de 2009). «Governments across Europe tremble as effects of global recession prompt angry people to take to the streets». The Guardian. Londres. Consultado em 15 de maio de 2012 
  66. Abend, Lisa (11 de setembro de 2012). «Barcelona Warns Madrid: Pay Up, or Catalonia Leaves Spain». TIME. A pro-independence march pulled in a crowd estimated by city police at 1.5 million. Consultado em 16 de setembro de 2012 
  67. Evans, Ambrose (16 de abril de 2009). «IMF warns over parallels to Great Depression». The Daily Telegraph. Londres. Consultado em 21 de janeiro de 2010 
  68. «IMF fears 'social explosion' from world jobs crisis». The Daily Telegraph. Londres. 13 de setembro de 2010. Consultado em 17 de agosto de 2013 

Ligações externasEdit