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Grande doméstico

Grande doméstico (em grego: μέγας δομέστικος; transl.: megas domestikos) foi um ofício e título militar bizantino dado nos séculos XI-XV ao comandante-em-chefe do exército bizantino, estando ele diretamente abaixo do imperador bizantino. Embora seja citado pela primeira vez já pelo século IX, na condição duma variante do título de doméstico das escolas, somente pelo século XI tornou-se um ofício separado, chegando nos período subsequentes a suplantar o doméstico das escolas.

Durante toda sua existência foi considerado um alto posto na hierarquia imperial, sendo classificado muitas vezes logo abaixo dos títulos imperiais, tendo, entretanto, variado em alguns períodos de acordo com o desejo dos imperadores. Embora por natureza fosse destinado a um único titular, pelo século XII foi concedido simultaneamente a dois oficiais, enquanto que pelo século XIV há indícios que tenham sido conferido a vários indivíduos, num sistema colegiado. Após a Quarta Cruzada, no Império Latino e nos estados latinos dos Bálcãs, o título de grande doméstico foi empregado como um equivalente grego do título ocidental de [grande] senescal.

Índice

História e evoluçãoEditar

A origem exata do título de grande doméstico é pouco clara: é mencionado pela primeira vez no século IX, e mais provavelmente deriva do ofício mais antigo de doméstico das escolas, com o epíteto de "grande" (megas) sendo adicionado para conotar a autoridade suprema de seu titular, seguindo a prática contemporânea evidente em outros ofícios.[1] Ambos os títulos parecem ter coexistido por um tempo, com o grande doméstico sendo uma variante mais exaltada dos "simples" domésticos do Oriente e Ocidente, até o final do século XI, quando tornou-se um ofício separado e substituiu os domésticos "simples" como comandante-em-chefe. No entanto, o ofício foi ainda às vezes referido como o "grande doméstico das escolas" ou "do exército", criando alguma confusão a respeito de sua exata identidade.[2][3] Durante a maior parte de sua existência, o ofício de grande doméstico foi por sua natureza confinado a um único titular. Contudo, a presente dos "grandes domésticos do Oriente/Ocidente" no final do século XII pode identificar o ressurgimento da prática bem-estabelecida de dividir comando supremo do exército, tal como com o doméstico das escolas, entre Oriente (Ásia Menor e Ocidente (Bálcãs), enquanto no final do século XIV várias pessoas parecem ter mantido o ofício ao mesmo tempo, talvez de forma colegiada.[4][5]

Após a Quarta Cruzada, parece que no Império Latino e nos demais estados latinos formados em solo bizantino, o título de grande doméstico foi usado como um equivalente grego para o título ocidental de [grande] senescal (em latim: [magnus] senescallus).[6] No período Paleólogo, o grande doméstico foi o inconteste comandante-em-chefe do exército, exceto no caso do imperador realizar a campanha, quando ele funcionou como uma espécie de chefe do estado maior.[7] Apesar de sua natureza puramente militar, foi também outorgado para generais e altos cortesãos na forma de uma dignidade honorífica, como nos casos de Jorge Muzalon ou Guilherme II de Vilearduin.[8]

O ofício variou em importância na hierarquia cortesã. Sob os imperadores Comnenos, veio imediatamente após os títulos imperiais de césar, sebastocrator e déspota. No século XIII, ascendeu e caiu de acordo com o desejo dos imperadores de honrar seu titular, mas esteve geralmente no sétimo lugar, abaixo do protovestiário e o grande estratopedarca. Não foi até a concessão do título para João Cantacuzeno que o ofício firmemente estabeleceu-se mais uma vez como o mais alto título não-imperial, no quarto lugar da hierarquia palaciana.[8] Sempre, contudo, foi considerado como uma das posições mais importantes e prestigiosas, e foi mantido tanto por membros da dinastia reinante ou por parentes próximos do pequeno círculo de famílias conectadas ao clã imperial. Como todos os ofícios bizantinos, não foi hereditário nem transferível, e sua outorga foi de competência do imperador reinante.[9] O ofício também incluía várias funções cerimoniais, como detalhado no registro de ofícios de Jorge Codino.[10][11]

As insígnias distintivas do grande doméstico durante o século XIV são dadas por Jorge Codino como se segue:[12]

  • Um turbante vermelho e dourado, com um véu da mesma cor, decorado com quadrados. Alternativamente, um chapéu cupular escarânico podia ser usado, também em vermelho e ouro, com um retrato do imperador, coroado de pé e flanqueado pelos anjos, dentro de um círculo de pérolas, na frente. O escarânico em si foi também limitado com pérolas.
  • Uma rica túnica de seda, o cabádio , decorado com listra de tranças de ouro.
  • Um cajado de ofício (dicanício) com botões esculpidos, com o primeiro de ouro puro, o segundo de ouro limitado com trança de prata, o terceiro como o primeiro, o quarto como o segundo, etc.

Lista de titulares conhecidosEditar

Império BizantinoEditar

Nota: Os indivíduos que provavelmente portaram o título de doméstico das escolas e foram denominados como "grandes domésticos" apenas como um título honorífico, estão listados em cinza.
Nome Mandato Nomeado por Notas Refs.
Galeno século IX Desconhecido Conhecido apenas através de seu selo, que menciona seus títulos como primicério, protovestiário e grande doméstico imperial [13]
João Comneno 1057 – desconhecido Isaac I Comneno Irmãos mais novo de Isaac I, ele foi elevado a curopalata e grande doméstico por seu irmão. O uso de grande doméstico é aparentemente um uso anacrônico das fontes posteriores, e seu título real foi provavelmente doméstico das escolas do Ocidente. Contudo, um selo de um "João, nobilíssimo, protovestiário e grande doméstico das escolas do Oriente" pode ser atribuído a ele. [14]
Andrônico Ducas ca. 1072 Miguel VII Ducas Filho do césar João Ducas e primo de Miguel VII, foi nomeado doméstico das escolas ("grande doméstico" em um documento de 1073) para confrontar a tentativa de Romano IV Diógenes de reclamar o trono. [15]
Aleixo Comneno 1078–1081 Nicéforo III Botaniates Sobrinho de Isaac I, foi nomeado para o domesticado do Ocidente para combater a revolta de Nicéforo Briênio, o Velho e Nicéforo Basilácio. Em 1081, depôs Nicéforo III e tornou-se imperador, governando até sua morte em 1081. [16]
Gregório Pacuriano 1081–1086 Aleixo I Comneno Foi nomeado "grande doméstico do Ocidente" após a ascensão ao trono de Aleixo Comneno, e foi morto em batalha em 1086. R. Guilland qualifica-o como a primeira pessoa a ser oficialmente chamada "grande doméstico" como um título distinto. [17]
Adriano Comneno 1086 – após 1095 Aleixo I Comneno A irmão mais novo de Aleixo I, sucedeu Pacuriano como "grande doméstico do Ocidente" em 1086. [18]
João Axuco 1118–1050/1 João II Comneno Um turco feito cativo ainda garoto no cerco de Niceia e dado como companheiro de infância para João II. Amigo leal e um soldado e administrador capaz, tornou-se grande doméstico na ascensão de João II e manteve o mosto no reinado de Manuel I Comneno, até sua morte. [19]
João Comneno Vatatzes 1177/80 – 1183 Manuel I Comneno Um sobrinho de Manuel I, serviu contra os turcos seljúcidas e sob Aleixo II Comneno como governador do Tema Tracesiano. Tentou opor-se a ascensão de Andrônico I Comneno ao trono, e rebelou-se contra ele, mas adoeceu e morreu. [20]
Basílio Vatatzes ca. 1189 – 1193 Isaac II Ângelo Casado com uma sobrinha de Isaac II, serviu como doméstico do Oriente e depois como "grande" doméstico do Ocidente. De acordo com G. Guilland, ele provavelmente não foi um grande doméstico no estrito senso do título. [20]
Aleixo Gido ca. 1185 – 1194 Isaac II Ângelo Ele serviu como "grande" doméstico do Oriente e depois como doméstico do Ocidente junto de Basílio Vatatzes. A ambiguidade de seu título e se ele foi um verdadeiro "grande doméstico" é a mesma de Vatatzes. [21]
Andrônico Paleólogo Por 1228 – 1248/52 Teodoro I Láscaris ou
João III Ducas Vatatzes
Ele foi nomeado grande doméstico do Império de Niceia por Teodoro I ou por seu sucessor, João III. Substituiu como verdadeiro comandante-em-chefe, mas não como grande doméstico, por Teodoro File, ele serviu como governador de Tessalônica de sua conquista em 1246 até sua morte em algum momento entre 1248 e 1252. Foi o pai do imperador Miguel VIII Paleólogo [22][23]
Nicéforo Tarcaniota Por 1252 – 1254 João III Ducas Vatatzes Genro de Andrônico Paleólogo, na morte do último ele era mestre da mesa (epi tes trapezes) e foi logo promovido para grande doméstico. Morreu em 1254. [22][24]
Jorge Muzalon 1254–1256 Teodoro II Láscaris Protegido e amigo mais próximo de Teodoro II, foi nomeado grande doméstico em 1254. Contudo, foi o próprio imperador que liderou o exército em campanha, enquanto Muzalon permaneceu como regente. Foi também promovido a protosebasto, protovestiário e grande estratopedarca em 1256. [25][26]
Andrônico Muzalon 1256–1258 Teodoro II Láscaris Irmão de Jorge Muzalon, sucedeu-o quando ele foi promovido ainda mais na hierarquia em 1256. Foi morto junto com seus outros irmãos no complô da nobreza em 1258, após a morte de Teodoro II. [27][28]
João Paleólogo 1258–1259 João IV Láscaris (nominal) Irmão de Miguel VIII, foi elevado ao grande domesticado quando o último tornou-se regente do menor João IV Láscaris, mas foi rapidamente promovido para sebastocrator e depois déspota. Ele continuou a ser ativo como general até quase o fim de sua vida, e conseguiu várias vitórias para seu irmão. [27][29][30]
Aleixo Estrategópulo 1259 Miguel VIII Paleólogo Como um general velho, foi desonrado após uma derrota em 1255 e punido pelo imperador. Ele tornou-se um partidário de Miguel Paleólogo, que nomeou-o grande doméstico logo após ser coroado imperador em 1259. Por seus sucessor contra o Despotado do Epiro, foi nomeado césar logo depois. Sua carreira foi variada por falhas e períodos de aprisionamento, mas em 25 de julho de 1261 liderou a recaptura de Constantinopla do Império Latino e a restauração do Império Bizantino sob os Paleólogos. [31][32][33]
Aleixo File 1259–1263/4 Miguel VIII Paleólogo File casou com uma sobrinha de Miguel VIII. Foi enviado para o Peloponeso, as foi derrotado e capturado pelo Principado de Acaia, morrendo em cativeiro. [34][35]
Guilherme II de Vilearduin 1262 Miguel VIII Paleólogo Guilherme foi o príncipe de Acaia, no Peloponeso, e tinha sido feito cativo em 1259 na batalha de Pelagônia. Em 1252, foi libertado após ele entregar algumas fortalezas aos bizantinos, e recebeu o título (possivelmente honorífico) de grande doméstico. Após seu retorno para o Peloponeso, contudo, ele repudiou o acordo e recomeçou a guerra contra o Império Bizantino. [34][36]
Miguel Tarcaniota 1272–1284 Miguel VIII Paleólogo Um filho da irmã mais velha de Miguel VIII, Marta-Maria. Ele fez campanhas contra os turcos na Ásia Menor em 1278, e conseguiu contra os angevinos no cerco de Berat em 1281. Foi morto no cerco de Demétrias em 1284. [34][37][38]
Teodoro Comneno Ângelo ca. 1286 Andrônico II Paleólogo A gambro (aparentado por casamento com a família imperial) de Andrônico II, é mencionado em um documento da Theotokos do Mosteiro de Lembos em 1286. [39][40]
Sirgianes before 1290 Andrônico II Paleólogo Um Cumano, ele entrou no serviço bizantino sob João III Vatatzes e batizou-se, casando com uma sobrinha de Miguel VIII. Ele foi o pai de Sirgianes Paleólogo. [39]
João Ângelo Senaquerim ca. 1296 Andrônico II Paleólogo Mencionado no contexto das preparações para repelir o ataque veneziano de julho de 1296. [39][41]
Aleixo Raul Desconhecido – 1303 Andrônico II Paleólogo Ativo como um comandante da fronta contra Demétrias em 1284, ascendeu a grande doméstico por 1303, quando foi enviado para negociar com os amotinados mercenários alanos, mas foi morto por eles. [39][42]
João Cantacuzeno ca. 1325 – 1341/47 Andrônico III Paleólogo O amigo mais próximo e colaborador de Andrônico III, foi provavelmente elevado para a posição durante a guerra civil contra Andrônico II. Para mostrar seu favor especial a seu amigo, Andrônico III elevou o grande doméstico a uma posição ainda maior entre as dignidades cortesãs, imediatamente depois de césar. Cantacuzeno permaneceu grande doméstico até 1341, quando foi proclamado imperador, embora tecnicamente ele manteve o posto até ser coroado em 1347, no rescaldo de sua vitória na guerra civil contra os regentes do menor de idade João V Paleólogo. [39][43][44]
Chreles Estêvão 1341–1342 João VI Cantacuzeno Um magnata e líder militar sérvio, ele entretinha estreitas relações com Bizâncio e apoiou João Cantacuzeno nos primeiros anos da guerra civil, recebendo os títulos de grande doméstico e depois césar. [45][46]
Tarcaniota Desconhecido – 1354 ou 1355 João VI Cantacuzeno De todo modo desconhecido, foi assassinado em 2 de novembro de 1355 (ou 1354) em Constantinopla. [47]
Aleixo Metoquita ca. 1355–1369 João VI Cantacuzeno e
João V Paleólogo
Ele foi provavelmente o filho do grande logóteta Teodoro Metoquita. É mencionado como grande doméstico em 1356 e novamente nos anos 1360, aparentemente mantendo o título junto com várias outras pessoas durante o período, o que levou a sugestão de que o ofício era honorífico, como com Guilherme de Vilearduin, ou que a divisão entre domésticos do Oriente e do Ocidente foi reavivada por um momento. [48][49]
Aleixo Atuemes ca. 1357 João V Paleólogo Um tio do imperador, ele é atestado como uma testemunha na renovação do tratado de paz com a República de Veneza. [45][50]
Demétrio Paleólogo ca. 1357–1375 João V Um parente do imperador João V, sua posição exata dentro da família Paleólogo é incerta. É atestado como uma testemunha da renovação do tratado de paz com Veneza, e continuou a ser atestado como um grande domésticos nos atos tão tarde quanto 1375. [51][52]
Andrônico Paleólogo Cantacuzeno ca. 1437–1453 João VIII Paleólogo Mencionado pela primeira vez como sendo enviado em uma missão diplomática para a Sérvia em 1437, Andrônico Paleólogo Cantacuzeno foi o irmão da despotisa da Sérvia, Irene Cantacuzena, e manteve o posto até a Queda de Constantinopla em 1453. Ele sobreviveu ao saque da cidade, mas foi executado pelo sultão otomano Maomé II, o Conquistador poucos dias depois junto com Lucas Notaras e outros notáveis. [7][53][54]

Império de TrebizondaEditar

Nome Mandato Nomeado por Notas Refs
Tzampas Desconhecido – 1332 Desconhecido Nada se sabe sobre ele, exceto que foi executado em setembro de 1332 por Basílio de Trebizonda junto com seu pai, o mega-duque Leces Tzatzintzaios. [55]
Leão Cabazita 1344 – janeiro de 1351 Miguel de Trebizonda Protovestiário e grande doméstico do Império de Trebizonda. Preso após uma rebelião fracassada contra o imperador Aleixo III. [56]
Gregório Meizomata 1345–1355 Miguel de Trebizonda [57]

Império SérvioEditar

Nome Mandato Nomeado por Notas Refs
João Olivério Antes 1349 Estêvão IV Ducham Um poderoso magnata sérvio, ele manteve uma série de títulos bizantinos derivados na corte de Estêvão Ducham, posteriormente ascendendo ao posto de déspota. [58]
Aleixo Ducas Raul ca. 1355–1366 Estêvão IV Ducham Um magnata local de Nea Zichni, foi o grande doméstico do Império Sérvio. [59]

Referências

  1. Haldon 1999, p. 119.
  2. Kazhdan 1991, p. 1329.
  3. Guilland 1967, p. 414–415, 454–455.
  4. Kazhdan 1991, p. 1329-1330.
  5. Guilland 1967, p. 414-415.
  6. Van Tricht 2011, p. 180.
  7. a b Guilland 1967, p. 414.
  8. a b Guilland 1967, p. 416.
  9. Guilland 1967, p. 416-417.
  10. Kazhdan 1991, p. 1330.
  11. Bartusis 1997, p. 282.
  12. Guilland 1967, p. 415.
  13. Guilland 1967, p. 405.
  14. Guilland 1967, p. 405–406, 453.
  15. Guilland 1967, p. 406–407, 454.
  16. Guilland 1967, p. 406, 454.
  17. Guilland 1967, p. 407, 454.
  18. Guilland 1967, p. 407.
  19. Guilland 1967, p. 407–408.
  20. a b Guilland 1967, p. 408.
  21. Guilland 1967, p. 408–409.
  22. a b Guilland 1967, p. 409.
  23. Macrides 2007, p. 243–244 (note 6).
  24. Macrides 2007, pp. 200, 243–244 (note 6).
  25. Guilland 1967, p. 409–410.
  26. Macrides 2007, p. 294–295 (note 9), 297–298.
  27. a b Guilland 1967, p. 410.
  28. Macrides 2007, p. 297–298.
  29. Macrides 2007, p. 347, 350 (note 10).
  30. Trapp 2001, 21487. Παλαιολόγος, Ἰωάννης Κομνηνὸς ∆ούκας Ἄγγελος.
  31. Guilland 1967, p. 410–411.
  32. Macrides 2007, p. 347, 366.
  33. Trapp 2001, 26894. Στρατηγόπουλος, Ἀλέξιος Κομνηνός.
  34. a b c Guilland 1967, p. 411.
  35. Trapp 2001, 29809. Φιλῆς Ἀλέξιος.
  36. Nicol 1993, p. 47.
  37. Nicol 1993, pp. 65–66, 86.
  38. Trapp 2001, 27505. Ταρχανειώτης, Μιχαήλ Παλαιολόγος.
  39. a b c d e Guilland 1967, p. 412.
  40. Trapp 2001, 196. Ἄγγελος, Θεόδωρος Κομνηνός; 12102. Κομνηνός, Θεόδωρος Ἄγγελος.
  41. Trapp 2001, 25150. Σεναχηρείμ, Ὶωάννης Ἄγγελος.
  42. Trapp 2001, 24109. Ῥαοὺλ Ἀλέξιος.
  43. Nicol 1993, p. 158, 168ff..
  44. Trapp 2001, 10973. Καντακουζηνός, Ἰωάννης VI. Ἄγγελος Κομνηνὸς Παλαιολόγος.
  45. a b Guilland 1967, p. 413.
  46. Trapp 2001, 30989. Χρέλης Στέφανος.
  47. Trapp 2001, 27468. Ταρχανειώτης.
  48. Guilland 1967, p. 412–413.
  49. Trapp 2001, 17977. Μετοχίτης, Ἀλέξιος Λάσκαρις Παλαιολόγος (?).
  50. Trapp 2001, 1640. Ἀτουέμης Ἀλέξιος.
  51. Guilland 1967, p. 413–414.
  52. Trapp 2001, 21455. Παλαιολόγος ∆ημήτριος.
  53. Nicol 1993, p. 371, 390.
  54. Trapp 2001, 10957. Καντακουζηνός, Ἀνδρόνικος Παλαιολόγος.
  55. Trapp 2001, 27738. Τζάμπας; 27815. Τζατζιντζαῖος Λέκης.
  56. Trapp 2001, 10011. Καβαζίτης Λέων.
  57. Trapp 2001, 17618. Μειζομάτης Γρηγόριος.
  58. Trapp 2001, 14888. Λίβερος Ἰωάννης.
  59. Trapp 2001, 24111. Ῥαοὺλ, Ἀλέξιος Δούκας.

BibliografiaEditar

  • Bartusis, Mark C. (1997). The Late Byzantine Army: Arms and Society 1204–1453 (em inglês). Filadélfia, Pensilvânia: University of Pennsylvania Press. ISBN 0-8122-1620-2 
  • Guilland, Rodolphe (1967). Recherches sur les Institutions Byzantines, Tomes I–II. Berlim: Akademie-Verlag 
  • Haldon, John F. (1999). Warfare, State and Society in the Byzantine World, 565-1204. Londres: University College London Press. ISBN 1-85728-495-X 
  • Macrides, Ruth (2007). George Akropolites: The History – Introduction, Translation and Commentary. Oxford: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-921067-1 
  • Nicol, Donald MacGillivray (1993). The Last Centuries of Byzantium, 1261–1453. Cambridge: Cambridge University Press. ISBN 0-521-43991-4 
  • Trapp, Erich; Hans-Veit Beyer; Sokrates Kaplaneres; Ioannis Leontiadis (2001). Prosopographisches Lexikon der Palaiologenzeit. Viena: Verlag der Österreichischen Akademie der Wissenschaften