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Em filogenética, o grupo coroa de um conjunto de espécies consiste nos representantes vivos desse conjunto, juntamente com todos os seus ancestrais até ao ancestral comum mais recente e todos os descendentes desse ancestral. É assim um clado, um grupo constituído por uma espécie e todos os seus descendentes. O conceito foi desenvolvido por Willi Hennig, autor da cladística, como forma de classificar os organismos vivos em relação aos seus ancestrais extintos, e publicado na obra "Die Stammesgeschichte der Insekten",[1] enquanto a terminologia "coroa" e "ramo" foi cunhada por R. P. S. Jefferies em 1979.[2] Embora formulado na década de 1970, o termo não era de uso comum até à sua reintrodução em 2000 por Graham Budd e Sören Jensen.[3]

Referências

  1. Hennig, W. (1969). Die Stammesgeschichte der Insekten. Frankfurt am Main: Waldemar Kramer 
  2. Jefferies, R.P.S. (1979). «The Origin of Chordates — A Methodological Essay». In: M. R. House. The Origin of Major Invertebrate Groups. Londres ; Nova Iorque: Academic Press for The Systematics Association. pp. 443–447. ISBN 0123574501 
  3. Budd, G.E.; Jensen, S. (2000). «A critical reappraisal of the fossil record of the bilaterian phyla». Biological Reviews. 75 (2): 253–295. PMID 10881389. doi:10.1111/j.1469-185X.1999.tb00046.x