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A Guerra de Iguape aconteceu entre os anos de 1534 e 1536, na região de São Vicente, São Paulo. Em virtude de uma interpretação particular do Tratado de Tordesilhas, alguns espanhóis, liderados por Ruy Garcia de Moschera, instalaram-se nos arredores da província vicentina. Aliados aos índios carijós, fundaram uma vila (a I-Caa-Para) e venceram algumas batalhas contra corsários franceses.

Na ocasião do ataque à Vila de São Vicente, os espanhóis contaram com o apoio de Piquerobi, cacique da tribo guaianá, e seu genro, Cosme Fernandes, saqueando e quase destruindo a vila.[1]

Quando as forças de defesa luso-brasileiras enfrentaram o contingente espanhol, foram prontamente derrotadas. Em seguida, Garcia de Moschera e seus seguidores ocuparam e saquearam São Vicente, levando inclusive o livro do Tombo. No entanto, em virtude das incursões sistemáticas das forças luso-brasileiras (que arregimentaram outros índios rivais, "de serra acima", cf. Donato, p. 89), os espanhóis foram forçados a se retirarem, primeiro para a Ilha de Santa Catarina, e, depois, para Buenos Aires

Referências

  1. Silvana Alves de Godoy. «MARTIM AFONSO TIBIRIÇA. A NOBREZA INDÍGENA E SEUS DESCENDENTES NOS CAMPOS DE PIRATININGA NO SÉCULO XVI». Recôncavo. Consultado em 18 de março de 2019 

Ver tambémEditar

BibliografiaEditar

  • Donato, Hernâni. Dicionário das batalhas brasileiras. São Paulo: Ibrasa, 1987.
  • Luz Soriano, Simão José da. Historia da Guerra Civil e do estabelecimento do governo parlamentar em Portugal, comprehedendo a historia diplomatica, militar e politica d'este reino desde 1777 até 1834. Lisboa, Impr. Nacional, vol IV, 1870 p. 497.
  • YOUNG, Ernesto G. Esboço Histórico da Fundação da cidade de Iguape. Revista do IHGSP, vol II, São Paulo, 1896 pp. 49–151.