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Gulbuddin Hekmatyar

Gulbuddin Hekmatyar
ګلبدین حکمتیار
Gulbuddin Hekmatyar
ګلبدین حکمتیار
Primeiro-ministro do  Afeganistão
Período 17 de junho de 1993 até 28 de junho de 1994
Presidente Burhanuddin Rabbani
Antecessor Abdul Sabur Farid Kuhestani
Sucessor Abdul Rahim Ghafoorzai
Período 26 de junho de 1996 até 27 de setembro de 1996
Presidente Burhanuddin Rabbani
Antecessor Ahmad Shah Ahmadzai (em exercício)
Sucessor Mohammad Rabbani
Primeiro-ministro da Aliança do Norte
Período 27 de setembro de 1996 até 11 de agosto de 1997
Presidente Burhanuddin Rabbani
Antecessor Cargo criado
Dados pessoais
Nascimento 1947 (72 anos)
Kunduz, Afeganistão
Partido Hezbi Islami
Serviço militar
Serviço/ramo Mujahidin afegão
Hezb-e-Islami Gulbuddin
Anos de serviço 1975 – presente
Comandos Hezb-e-Islami Gulbuddin
Conflitos Invasão soviética do Afeganistão
Guerra Civil do Afeganistão
Guerra do Afeganistão (2001–presente)

Gulbuddin Hekmatyar (em pachto: ګلبدین حکمتیار; Kunduz, 1947) é um líder mujahidin afegão, fundador e comandante do partido político/grupo paramilitar Hezb-e Islami. Hekmatyar foi um comandante militar rebelde durante a invasão soviética do Afeganistão, na década de 1980, e uma das principals figuras da guerra civil que se seguiu à retirada dos soviéticos. Foi primeiro-ministro do país de 1993 a 1994, e, por um breve período, em 1996. Um dos mais controversos líderes mujahidin, foi acusado de ter gasto "mais tempo lutando outros mujahidin do que combatendo os soviéticos", e de ter matado civis de maneira indiscriminada.[1]

Na década de 1960, quando era um estudante do ensino médio, se juntou ao Partido Democrático Popular do Afeganistão (PDPA), que era uma organização de orientação socialista, e, em seguida, frequentou a Escola Militar Mahtab Qala em Cabul.

No início da década de 1970 tornou-se um extremista islâmico e se juntou à Nahzat-e-Jawanane Musalman (Movimento da Juventude Muçulmana), quanto era um estudante de engenharia na Universidade de Cabul, na época ele foi acusado de jogar ácido em mulheres vestidas com roupas ocidentais e pelo assassinato de um estudante de uma facção maoísta do PDPA. Foi preso pela polícia do Rei Zahir Shah pela acusação de assassinato. Após a derrubada da monarquia em 1973, foi libertado e fugiu para o Paquistão.

Após a fuga, Hekmatyar ingressou no Jamaat-e-Islami (Partido do Islã), liderado por Ahmad Shah Massoud, que era uma organização apoiada pelo Serviço Secreto Paquistanês para desestabilizar o Afeganistão com incursões transfronteiriças. Após sua ruptura com o Jamaat-e-Islami, Hekmatyar formou seu próprio partido o Hesb-i-Islami, que tinha características mais extremistas e chamou a atenção da CIA.

Na época da Presença Soviética no Afeganistão, Hekmatyar foi um dos líderes rebeldes que mais recebeu ajuda da CIA e da Arábia Saudita para combater as tropas soviéticas, incluindo os mísseis Stinger, por ter sido considerado um parceiro confiável pelo congressista texano Charlie Wilson e por Dick Cheney.

Depois que o movimento Taliban tomou o poder em Cabul, Hekmatyar conseguiu asilo político no Irã.

Após a invasão americana do Afeganistão em 2001, Hekmatyar passou a ser um alvo da CIA e, em maio de 2002, sobreviveu a um ataque com um drone Predador, mas continuou a lutar juntamente com combatentes do Taliban contra os EUA e as forças da coalizão. Em 19 de fevereiro de 2003, o Departamento de Estado dos Estados Unidos e o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos classificarm Hekmatyar um "terrorista global".

Em 2009, o seu partido, Hesb-i-Islami, apoiou a reeleição de Hamid Karzai, em 20 de agosto de 2009.

Em março de 2010, era considerado uma liderança alinhada com o Taliban, com bases de apoio em províncias próximas a Cabul e em comunidades Pachtuns situadas no norte e nordeste do país, e possivelmente tinha sido procurado por Richard Holbrooke, representante especial da ONU para o Afeganistão e Paquistão, com o objetivo de atraí-lo para um acordo com o governo afegão[2].

Atualmente é procurado pelos Estados Unidos por ter participado de atos terroristas juntamente com a Al Qaida e o Taliban e, em 19 de fevereiro de 2003, o Departamento de Estado dos Estados Unidos o classificou como um "terrorista global especialmente designado".[3]

Referências

  1. Bergen, Peter L., Holy war, Inc.: inside the secret world of Osama bin Laden, Nova York: Free Press, c2001., p.69-70
  2. In Afghanistan: Embracing Gulbuddin Hekmatyar Is No Method at All, em inglês, acesso em 18 de outubro de 2014.
  3. «Designation of Gulbuddin Hekmatyar as a Terrorist». Press Statement. Departamento de Estado dos Estados Unidos. 19 de fevereiro de 2003. Consultado em 6 de julho de 2008 

BibliografiaEditar

  • Coll, Steve. Ghost Wars: The Secret History of the CIA, Afghanistan and Bin Laden, from the Soviet Invasion to 10 September 2001 Penguin Press, 2004. ISBN 1-59420-007-6.

Ligações externasEditar

Precedido por
Abdul Sabur Farid Kuhestani
Primeiro-ministro do Afeganistão
1993 – 1994
Sucedido por
Arsala Rahmani
em exercício
Precedido por
Ahmad Shah Ahmadzai
em exercício
Primeiro-ministro do Afeganistão
1996
Sucedido por
Muhammad Rabbani
Precedido por
Cargo criado
Primeiro-ministro da Aliança do Norte
1996 – 1997
Sucedido por
Abdul Rahim Ghafoorzai
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