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Gustavo Fruet

Ex-Prefeito de Curitiba, atual Deputado Federal pelo Paraná
Gustavo Fruet
Fruet em maio de 2019
Deputado Federal do Paraná
Período 1º de fevereiro de 1999
até 31 de janeiro de 2011
(3 mandatos consecutivos)

1º de fevereiro de 2019
até atualidade

81.º Prefeito de Curitiba
Período 1º de janeiro de 2013
até 31 de dezembro de 2016
Vice-prefeita Mirian Gonçalves
Antecessor Luciano Ducci
Sucessor Rafael Greca
Vereador de Curitiba
Período 1º de janeiro de 1997
até 31 de janeiro de 1999
Dados pessoais
Nascimento 18 de abril de 1963 (56 anos)
Curitiba, PR
Partido PMDB (1991-2004)
PSDB (2004-2011)
PDT (desde 2011)
Profissão Advogado
Website www.gustavofruet.com.br
linkWP:PPO#Brasil

Gustavo Bonato Fruet (Curitiba, 18 de abril de 1963) é um advogado e político brasileiro filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). Filho de Maurício Fruet, ex-prefeito de Curitiba, é deputado federal e foi prefeito da cidade de Curitiba.

Índice

VidaEditar

FamíliaEditar

É filho de Maurício Roslindo Fruet e Ivete Ana Bonato Fruet.

Formação acadêmicaEditar

Formado em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR),especializou-se em Direito Penal, possuindo ainda os títulos de Mestre em Direito Público e de Doutor em Direito das Relações Sociais, também pela UFPR.[1]

Trajetória políticaEditar

Fruet ingressou na política em 1995, quando tornou-se vice-presidente da Comissão de Ética do PMDB em Curitiba, posto que assumiu até 1998.

Em 1996, foi pela primeira vez eleito vereador de Curitiba, pelo partido de seu pai.[2] Após cumprir dois anos de mandato, iniciou sua trajetória como deputado federal, quando, substituindo Mauricio Fruet, falecido poucos dias antes das eleições, elegeu-se pela primeira vez, com o segundo maior número de votos no ano, ao todo 45.929.[3] Em 2002, reelegeu-se para o cargo com 105.166 votos.[4]

Desligamento do PMDB e ingresso no PSDBEditar

Em 2004, a cúpula do PMDB negou a Fruet legenda para a disputa da Prefeitura de Curitiba, escolhendo por apoiar Ângelo Vanhoni, candidato do PT, desde o primeiro turno. Fruet, que ocupara a presidência estadual peemedebista em 2003, optou por se desligar do partido, com o qual mantinha vínculo desde 1991, por entender que este deveria lançar candidatos próprios às prefeituras dos grandes municípios brasileiros, consolidando-se, assim, como uma alternativa consistente para o eleitorado.[5]

Pouco tempo depois, o deputado escolheu apoiar Beto Richa no pleito que disputaria e filiou-se ao PSDB, aumentando a bancada deste partido na Câmara. Em 2006, chegou a sua segunda reeleição para o cargo, com 210.674 votos, que fizeram dele o deputado federal mais votado do Paraná.[6]

Nas eleições de 2012, foi eleito prefeito de Curitiba para a gestão 2013-2016.

Atividade parlamentarEditar

Na Câmara, Fruet propôs 18 projetos de leis ordinárias, a maioria dispondo sobre mudanças na legislação eleitoral e alterações nos códigos civil e penal.[7][8]

Em setembro de 2001, o curitibano presidiu a CPI do Proer, que perdurou por seis meses e objetivava esclarecer os caminhos do programa instituído no governo de Fernando Henrique visando a salvaguarda financeira das instituições bancárias.[9]

Posteriormente, Fruet foi sub-relator de movimentações financeiras da CPMI dos Correios, que apurava delitos praticados por agentes públicos na empresa, e acabou desembocando no escândalo do mensalão.[10]

Foi membro titular do Conselho de Ética, onde relatou o processo de cassação do deputado federal André Luiz. Também foi relator da proposta de regulamentação da Corregedoria Geral da Câmara.[11][12][13]

Terceiro mandato na CâmaraEditar

No início de seu terceiro mandado, em 2007, Fruet foi candidato à presidência da Câmara dos Deputados, recebendo 98 votos da ala pró-moralização.[14] À época, foi alvo de um dossiê de autor desconhecido que o acusava de ter obrigado funcionários a lhe repassar parte dos vencimentos, no período em que foi vereador de Curitiba.[15]

Também em 2007, integrou a CPI da Crise Aérea, que apurava os problemas de gestão no sistema aeroportuário brasileiro e as causas dos recentes acidentes aéreos.[16] Nesse mesmo ano, passou a ser membro titular da Comissão de Ciência e Tecnologia.[17]

Segundo levantamento feito pela ONG Transparência Brasil, foi em 2008 o único deputado federal paranaense a comparecer a 100% das sessões da Câmara.[18]

Em 2009, participou da CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas, que investigou o uso de escutas ilegais e o vazamento de grampos legais por empresas de telefonia,[19] e foi o segundo deputado federal mais votado pelos jornalistas que trabalham na Câmara no Prêmio Congresso em Foco, que objetiva reconhecer os melhores parlamentares do ano, perdendo para o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).[20]

Na lista anual dos 100 parlamentares mais influentes do Congresso no ano anterior, feita pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) e divulgada em maio de 2010, Gustavo foi um dos três deputados paranaenses relacionados, juntamente com Abelardo Lupion (DEM) e Luiz Carlos Hauly (PSDB).[21]

Eleição para o Senado em 2010Editar

Ainda filiado ao PSDB, Fruet conquistou 2.502.805 (ou 23,1% dos votos válidos) e ficou em terceiro lugar na eleição para o Senado Federal, atrás de Gleisi Hoffmann do PT e Roberto Requião do PMDB.[22]

Desligamento do PSDB e ingresso no PDTEditar

Em 2011, desejando a prefeitura de Curitiba e não obtendo apoio de seu partido, que optou por apoiar Luciano Ducci, Fruet deixou o PSDB.[23]

Após longas negociações com diversos partidos, como o PV, Fruet oficializou filiação ao PDT em 28 de setembro de 2011.[24]

Eleições de 2012Editar

Em 28 de outubro de 2012 foi eleito Prefeito de Curitiba pela coligação "Curitiba Quer Mais", formada por PDT, PV e PT, com 60,65% dos votos válidos no segundo turno, derrotando o candidato Ratinho Junior.[25]

Prefeitura de CuritibaEditar

Gustavo Fruet assumiu o Palácio 29 de Março no dia 1 de janeiro de 2013,[26] com mandato previsto até 31 de dezembro de 2016. A cerimônia de entrega do termo de posse[27] foi realizada no Palácio Rio Branco sob presidência do Vereador Cristiano Santos. Durante a transição de governo, Fábio Dória Scatolin professor doutor do Departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná,[28] foi escolhido pelo pedetista para coordenar a equipe.[29]

Eleição de 2016Editar

Fruet foi candidato a reeleição, com apoio da coligação Curitiba Segue em Frente, formada pelo PDT, PRB, PTB, PPS e pelo Partido Verde e recebeu 20,03% dos votos válidos[30], não conseguindo passar para o segundo turno das eleições.[31][32]

Cronologia sumáriaEditar

 

Referências

  1. «`Perfil de Gustavo Fruet na Câmara dos Deputados». Câmara dos Deputados. Consultado em 15 de abril de 2015 
  2. Perfil dos parlamentares no «Vigilantes da Democracia.com». Consultado em 11 de agosto de 2010. Arquivado do original em 5 de outubro de 2010 
  3. Eleições 1998: «Resultados para a Câmara dos Deputados» 
  4. Eleições 2002: «Resultados para a Câmara dos Deputados» 
  5. «Dobrandino lamenta saída de Fruet do PMDB». Consultado em 14 de setembro de 2004 
  6. «Gustavo Fruet anuncia filiação ao PSDB». Consultado em 2 de fevereiro de 2005 [ligação inativa]
  7. «Congresso em perfil e propostas de Gustavo Fruet ao longo de seus mandatos». Consultado em 1º de fevereiro de 2007 
  8. «Projetos expõem contrastes entre candidatos à presidência da Câmara». Consultado em 21 de janeiro de 2007 
  9. «CPI do Proer apresenta relatório final». Consultado em 3 de abril de 2002 [ligação inativa]
  10. «Sub-relatórios da CPMI dos Correios não serão mais votados». Consultado em 1º de dezembro de 2005 
  11. «Conselho de ética aprova cassação de Roberto Brant». Consultado em 26 de janeiro de 2006 
  12. «Cassação do mandato do André Luiz é aprovada pela Câmara». Consultado em 4 de maio de 2005 
  13. «Câmara vai regulamentar corregedoria». Consultado em 20 de dezembro de 2004 [ligação inativa]
  14. «Candidato do partido de Lula presidirá a câmara dos Deputados». Consultado em 1 de fevereiro de 2007 
  15. «Dossiê não abala tranquilidade de Gustavo Fruet». Consultado em 26 de janeiro de 2007 [ligação inativa]
  16. Composição da «CPI do Apagão Aéreo» 
  17. Composição da «Comissão de Ciência e Tecnologia» 
  18. «Deputados faltaram mais esse ano». Consultado em 22 de dezembro de 2008 
  19. «Indiciamentos criam polêmica na CPI das Escutas Telefônicas». Consultado em 4 de março de 2009 
  20. «Gustavo Fruet é o segundo deputado federal mais votado em prêmio de melhores parlamentares». Consultado em 1 de outubro de 2009 
  21. «DIAP divulga relação dos 100 parlamentares mais influentes do Congresso». Consultado em 28 de maio de 2010 
  22. «Resultado das eleições 2010 no PR». Consultado em 31 de julho de 2011 
  23. Ex-deputado Gustavo Fruet oficializa seu desligamento do PSDB O Estado do Paraná - acessado em 31 de julho de 2011
  24. Fruet se filiou ao PDT para disputar prefeitura de Curitiba Terra Notícias — acessado em 28 de setembro de 2011
  25. Gustavo Fruet é eleito prefeito de Curitiba Último Segundo - acessado em 28 de outubro de 2012
  26. «Gustavo fala sobre equipe de transição e composição do secretariado». Consultado em 30 de outubro de 2012 [ligação inativa]
  27. «Fruet toma posse na prefeitura e assume posto que era de Luciano Ducci». Consultado em 20 de setembro de 2016 
  28. «Lattes de Fábio Dória Scatolin». Consultado em 3 de novembro de 2012 
  29. «Ex-tucano, Fruet recebe parabéns de Dilma». Consultado em 30 de outubro de 2012 
  30. «Eleições 2016 - Apuração dos voto». Gazeta do Povo. 2 de outubro de 2016. Consultado em 2 de outubro de 2016 
  31. «Curitiba terá segundo turno entre Rafael Greca e Ney Leprevost». Consultado em 7 de outubro de 2016 
  32. «Gustavo Fruet vai tentar reeleição para a prefeitura de Curitiba». Consultado em 27 de agosto de 2016 

Ligações externasEditar