Hípias foi um tirano da antiga Atenas que governou entre 527 a.C. e 510 a.C. Era o filho mais velho de Pisístrato, responsável pela introdução da tirania em Atenas, a quem sucedeu depois da sua morte, governando inicialmente junto com seu irmão Hiparco.

Hípias
Nascimento século VI a.C.
Atenas
Morte 490 a.C.
Maratona
Cidadania Atenas Antiga
Progenitores
Filho(s) Archedice
Irmão(s) Hiparco (filho de Pisístrato), Hegesistratus of Sigeum
Ocupação político

TiraniaEditar

Hípias teria cerca de 45 anos quando assumiu o poder. Continua a política de engrandecimento da pólis ateniense, iniciada pelo pai. Teria sido durante o seu governou que se cunhou a famosa moeda ateniense com uma coruja (ou alternativamente nos últimos anos do governo do pai). O seu irmão mais novo, Hiparco, com o qual teria governado, trouxe para a cidade Simónides e Anacreonte, grandes poetas daquele tempo. Hiparco foi assassinado em 514 a.C. por Harmódio e Aristógito, os "Tiranicidas". Hípias, que até então tinha governado de forma moderada, integrando aristocratas de todas as facções no arcontado, passou a adoptar uma série de medidas impopulares. Entre estas encontrava-se o aumento dos impostos, necessário para financiar o pagamento dos mercenários contratados para o defender de revoltas.

QuedaEditar

A família dos Alcmeónidas, exilada desde 514 a.C., procura derrubar Hípias, fundando na Ática uma fortaleza, a partir da qual lançam um ataque que se revelou um fracasso.

O fim da carreira de Hípias como tirano chegou quatro anos depois, em 510 a.C., quando o rei espartano Cleómenes I ataca Hípias em Atenas. A força de Hípias estava em sua cavalaria, mas Cleómenes a neutraliza cortando árvores e enchendo o campo de batalha com elas[1]. Graças à ajuda de atenienses hostis à tirania, Cleómenes cerca Hípias e os seus partidários na Acrópole. Hípias decide então abdicar, abandonando a cidade. Os Alcmeónidas regressam do exílio e o povo de Atenas integra no governo um dos seus membros, Clístenes.

ExílioEditar

Quando Hípias foi derrubado, Amintas I da Macedônia ofereceu-lhe o território de Ântemo, no golfo Termaico, enquanto os tessálios ofereceram-lhe Iolco.[2] O ex-tirano, porém, não aceitou, preferindo se retirar para Sigeion, que havia sido conquistada de Mitilene por Pisístrato e era governada pelo tirano Hegesistrato, filho natural de Pisístrato e uma mulher argiva.[2]

Hípias refugiou-se junto do governador persa de Sardes e mais tarde na corte de Dario I. Em 490 a.C. acompanhou a expedição persa que atacou os gregos em Maratona. Os Persas foram derrotados na batalha que ali teve lugar. Hípias teria falecido no regresso à corte persa.

Referências

  1. Sexto Júlio Frontino, Strategemata, Livro II, II. Sobre a escolha do local da batalha, 9
  2. a b Heródoto, Histórias, Livro V, Terpsícore, 94 [pt] [el] [el/en] [ael/fr] [en] [en] [en] [es]