HBO Brasil

canal de televisão brasileiro por assinatura

A HBO Brasil é uma rede de canais de televisão por assinatura brasileira pertencente à Warner Bros. Discovery Americas, subsidiária da Warner Bros. Discovery, sendo a versão local da rede de canais homônima disponível nos Estados Unidos.

HBO Brasil
Tipo Rede de televisão por assinatura
País  Brasil
Fundação 1 de julho de 1994 (28 anos)
por Time Warner, OLE Communications, Grupo Abril e Sony Pictures[1]
Pertence a Warner Bros. Discovery Americas
Proprietário Warner Bros. Discovery
Sede Bandeira da cidade de São Paulo.svg São Paulo, SP[2]
Slogan O Poder de uma História HBO.
Formato de vídeo 480i (SDTV)
1080i (HDTV)
Canais irmãos
Página oficial hbobrasil.com
Disponibilidade por satélite
Canal 120
Canal 520 (HD)
Canal 171
Canal 671 (HD)
Canal 50
Canal 50 (HD) (satélite SES-6)
Canal 550 (HD)
Canal 661
Canal 121 (HD) (satélite Intelsat 34)
Canal 880 (HD)
Canal 490 (HD)
Disponibilidade por cabo
Canal 171
Canal 671 (HD)
Canal 665 (HD)
Canal 171 (HD)
TVN
Canal 200
Canal 312
Brisanet
Canal 70
Disponibilidade digital
Simulcast

Especializada na transmissão de filmes, séries e outros conteúdos especiais, foi lançada em 1º de julho de 1994.[3] Atualmente oito canais compõe a rede, passando por diversas propostas segmentadas de programação.

Assim como sua matriz nos Estados Unidos, a HBO Brasil possui caráter premium[4] e investe em produções próprias.[5] Sua oferta de canais está disponível através do HBO Pack em diversas operadoras de TV por assinatura.[6][7]

HistóriaEditar

Os primeiros indícios de uma expansão da HBO para a América Latina apareceram em 1989, com o lançamento do Selecciones, um sinal alternativo de áudio em espanhol disponível durante parte da programação da HBO nos Estados Unidos.[8] Até o final de 1991, a HBO já estava com um canal em operação na América Latina,[8] mas não em português. As operações iniciais do grupo na região aconteceram através da parceria da Time Warner com a venezuelana Omnivisión Latinoamérica Entertainment (OLE), que formou a HBO Olé Partners naquele ano.[9][10][11] Posteriormente, conhecida como HBO Latin America Group, ainda mantém a operação dos canais HBO e de uma série de outros licenciados de terceiros.[12] Posteriormente, a Sony Pictures também entrou na empreitada, garantindo ao canal a exclusividade nos lançamentos da Columbia e Tristar.[4][13]

Logo depois que a iniciativa latino-americana havia sido lançada, a HBO Olé estava em busca de um parceiro para sua chegada ao Brasil. Da mesma forma, os dois grandes grupos brasileiros que estavam investindo em televisão por assinatura, as Organizações Globo (Globosat e NET) e o Grupo Abril (TVA), também procuravam parcerias com grandes estúdios para a programação de seus canais de filmes. A HBO foi considerada pela Globo, mas o negócio não foi levado adiante porque a parceria garantiria, à época, apenas a Warner Bros.[14] A escolha definitiva foi o Grupo Abril, que estava no início das operações da operadora TVA, para entrar como sócio minoritário.[15] A HBO Brasil acabou entrando no ar no dia 1º de julho de 1994,[16] sendo programada pelo crítico de cinema Rubens Ewald Filho.[17] Neste mesmo ano, a HBO também se instalou como programadora de outros canais em território brasileiro. Sua primeira investida foi a inclusão de um canal no pacote básico, o Sony Entertainment Television. Posteriormente, com a passagem dos anos, mais canais e parcerias foram feitas pela HBO Olé Partners nesse sentido.[4] Na TVA, a HBO Brasil entrou no lugar do canal de filmes Showtime (não relacionado ao canal homônimo norte-americano).[18] A Abril, no entanto, garantiu também que seu sinal fosse distribuído em exclusividade pela TVA.[19][20] Na mesma época, seu principal concorrente, o Telecine, da Globosat, também se consolidava no país com a parceria dos estúdios Walt Disney Pictures, 20th Century Fox, Paramount, MGM e Universal.[21]

Continuando sua trajetória de pioneirismos tecnológicos, a HBO Brasil, ainda em dezembro do seu primeiro ano, realizou transmissões experimentais em 3D, distribuindo óculos anaglíficos para os seus assinantes e oferecendo pares adicionais a um real cada.[22] A programação em três dimensões ficou reservada a programetes entre os filmes.[23] O canal foi também o primeiro a adotar o multiplexing no Brasil, oferecendo a HBO2, com a programação do canal original seis horas atrasada em março de 1995.[4] Até a metade de 1996, a HBO Brasil contava com 686 486 assinantes,[17] número que aumentou com a chegada daquele que seria um dos seus principais parceiros, a DirecTV,[24] que, no final de 1999, entrou num contrato de exclusividade de US$ 250 milhões com a HBO no satélite, válido por 5 anos.[25] Em 1997, através de participação societária,[26] mais um estúdio entrou no canal: a Walt Disney Pictures e suas subsidiárias.[16] No mesmo ano, o Cinemax, que já existia na América Latina desde fevereiro de 1994,[13] é lançado no país, totalizando, à época, uma oferta de 3 canais premium.[4]

Em julho de 2000, veio uma grande mudança no comando da HBO Brasil: o Grupo Abril começou a desvincular-se do papel de programador de canais, ficando apenas com a MTV Brasil e vendendo seus 25% da sociedade de volta à HBO, por cerca de US$ 43 milhões.[27] Em outubro, agora comandado diretamente do exterior, mais um reforço: o Cinemax Prime estreou para complementar o pacote da HBO,[28] desta vez antes que o restante da América Latina que recebia o sinal da HBO Plus.[29] Além dos novos canais, a saída da Abril fez com que a programação fosse dirigida à sede do HBO Latin America Group, em Coral Gables, na Flórida, restando apenas um escritório comercial e de marketing em São Paulo.[25]

Em 2003, a HBO iniciou a produção de sua primeira série nacional, Mandrake, baseada na personagem escrita por Rubem Fonseca e co-produzida com a Conspiração Filmes.[30] Mandrake estreou em 30 de outubro de 2005 para toda a América Latina,[31] abrindo caminho para futuras produções originais HBO no Brasil, como Filhos do Carnaval e Alice.[32][33][34]

O pacote do qual a HBO Brasil fazia parte finalmente consolidou-se em 18 de dezembro de 2003, quando ficaram disponíveis no Brasil a HBO Plus e a HBO Family, inicialmente apenas através da DirecTV. Com isso, somavam-se cinco canais na sua grade: HBO, HBO Family, HBO Plus, Cinemax e Cinemax Prime, cada um acompanhado de sua versão com diferença de horário, como a HBO 2, totalizando dez canais.[35] Em 16 de março de 2005, a HBO Brasil, junto do pacote HBO Max, finalmente chegou às demais operadoras de cabo, com a inclusão dos seus canais na NET, a maior operadora do país na TV por assinatura.[36] No satélite, a Sky Brasil, que foi adquirida pela DirecTV, acabou ganhando os canais com a fusão das duas operadoras, em 2006.[37] Assim, seus dois contratos de exclusividade estavam rompidos e a HBO Brasil estava livre para negociação com outras operadoras. Porém, tanto na NET quanto na Sky, sua disponibilidade estava condicionada à assinatura obrigatória dos canais Telecine, e a situação permaneceu assim até dezembro de 2009.[38] Sua versão simulcast em HD estreou no Brasil em 1 de outubro de 2008 pela TVA.[39] Em 2010, a Sony Pictures deixou de ser sócia da HBO Latin America Group,[40] acompanhada pela Disney.[41]

Em 2010, a HBO renomeou os canais Cinemax e Cinemax *e como Max HD e Max, respectivamente.[42][43] O Cinemax Prime já havia sido renomeado Max Prime em 2003 e não foi afetado.[44] O Max HD posteriormente se tornou Max Up em 2015.[45]

Em agosto de 2011, a Walt Disney Studios anunciou o rompimento de seu contrato com a HBO no Brasil. As demais operações na América Latina permanecem com a parceria. A partir de outubro de 2011, as estreias da Disney passaram a ser exibidas pela Rede Telecine.[46] O anúncio veio em meio a polêmicas, uma vez que a Telecine alegou possuir cerca de 70% das estreias, incluindo as produções da Disney, o que foi rebatido pela HBO, que diz ter mais de 50% das grandes bilheterias na sua programação. A principal questão foi, no entanto, que a HBO disse ter rompido o acordo com a Disney espontaneamente, para "abrir espaço às novas produções brasileiras",[47] contradizendo também o depoimento de Fernando Barbosa, vice-presidente da Disney para a América Latina, que disse ter sido uma questão financeira, pelo fato de o Telecine possuir mais audiência e pagar mais por assinante.[41] Para completar, Alberto Pecegueiro, diretor-geral da Globosat, declarou que mantinha boas relações com todos programadores, exceto a HBO, que considera "bandidos".[48]

Precedendo o lançamento do HBO Max na América Latina, a HBO Latin America anunciou em 2020 a extinção da marca Max de seus canais para evitar confusões com o novo serviço, renomeando os canais Max, Max Up e Max Prime para HBO Mundi, HBO Pop e HBO Xtreme, respectivamente.[7][49] Parte dos esforços para o lançamento da HBO Max na região também envolveu a compra da participação acionária da Ole Communications nas operações da HBO na América Latina pela WarnerMedia, concretizada em maio de 2020.[50][51][52]

CanaisEditar

Canal Descrição Lançamento Nomes anteriores
HBO É o canal principal, com lançamentos recentes de longas-metragens, conteúdos originais da HBO (séries, filmes, especiais musicais e séries produzidas no Brasil) e séries adquiridas. 1º de julho de 1994
 HBO2 Exibe os principais filmes apresentados pela HBO e séries exclusivas, sem intervalos comerciais. A partir de julho de 2009, a HBO2 ganhou sua independência, passando a ter programação própria ao deixar de retransmitir o sinal do canal principal HBO. Desde 1º de junho de 2010, a HBO2 transmite uma programação inteiramente dublada em português março de 1995
 HBO Family Voltado para toda a família e totalmente dublado em português, o canal HBO Family apresenta uma programação diferenciada, com conteúdo leve e totalmente seguro para a diversão da família. Entre as atrações em destaque, estão grandes sucessos do cinema, séries exclusivas e desenhos animados. 18 de dezembro de 2003
 HBO Mundi HBO Mundi é voltado para exibição de filmes do cinema independente, cinema internacional, filmes cult, séries de toda parte do mundo, documentários, bem como histórias que comovem e fazem pensar, premiadas nos Festivais de Cinema e reconhecidas tanto pela crítica cinematográfica como pelo público. Até 2010, antes de ser ocupado pelo Max, o sinal do canal era ocupado pelo Cinemax *e, que retransmitia a programação do Cinemax principal com atraso de algumas horas.[53] 2010 Max (2010-2020)[42]
 HBO+ Destinado a jovens adultos, apresenta longas-metragens, séries originais da HBO (algumas delas exclusivas deste canal) e especiais de comédia, assim como alguns eventos de boxe. 18 de dezembro de 2003 HBO Plus (2003-2019)
 HBO Pop O HBO Pop se volta principalmente para exibição de filmes dos gêneros comédia e fantasia. Ocupa o sinal que pertenceu ao Cinemax até 2010, quando este se tornou Max HD e, em seguida, relançado como canal disponível em pacotes básicos das operadoras de TV por assinatura. 1º de outubro de 1997 Cinemax (1997-2010)
Max HD (2010-2015)
Max UP (2015-2020)
 HBO Signature Voltado para o conteúdo original da HBO, como séries, minisséries, filmes, documentários e especiais. Ocupou o sinal até então utilizado pelo HBO Family *e, que exibia a programação do HBO Family com atraso. 1º de fevereiro de 2012
 HBO Xtreme Canal dedicado a exibição de filmes de ação, aventura, suspense e terror. 1º de janeiro de 2000 Cinemax Prime (2000-2003)
MaxPrime (2003-2020)

Referências

  1. «HBO chega ao Brasil a partir de acordo com Abril». Meio & Mensagem. 4 de julho de 1994 
  2. Anuário de Mídia do Grupo Meio & Mensagem[ligação inativa]
  3. Gois, Ancelmo (4 de maio de 1994). «TVA e Warner Bros juntas» (Flash). São Paulo: Abril. Veja (1338). 37 páginas. ISSN 0100-7122. Consultado em 25 de fevereiro de 2012 
  4. a b c d e Araújo, Mauricio (31 de janeiro de 2011). «O Nascimento da HBO Brasil - Parte 01». TV Magazine. Consultado em 24 de fevereiro de 2012 
  5. Furquim, Fernanda (19 de setembro de 2010). «HBO Brasil Estreia Nova Temporada de Capadocia». Veja. Consultado em 25 de fevereiro de 2012 
  6. Brighenti, Lucas (28 de dezembro de 2019). «HBO MAX será HBO PACK a partir de fevereiro». TV Magazine. Consultado em 21 de junho de 2022 
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  10. Abbas 2005, pp. 442
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