Também chamado de diesel verde, o H-BIO é um diesel que utiliza fontes renováveis na sua composição (óleos vegetais como o de mamona, girassol, soja, ou dendê), mas tem as características físico-químicas finais semelhantes às do óleo diesel mineral. O H-BIO não é capaz de reduzir as emissões dos veículos diesel, mas é renovável e tem ciclo fechado de emissões dos gases de efeito estufa. Também produz menos óxidos de enxofre, que provocam chuvas ácidas.

O H-BIO é um processo desenvolvido e patenteado pela Petrobras (PETRÓLEO BRASILEIRO S/A), constituído pela adição de 10 a 20% de óleo vegetal ou gordura animal ao óleo diesel antes de sua passagem pelas unidades de hidrotratamento nas refinarias, processo normalmente usado para reduzir o teor de enxofre do óleo diesel.

Nesse processo, os triglicerídeos, principais constituintes de óleos vegetais e gorduras animais, sofrem hidrogenólise (decomposição por hidrogênio). A reação ocorre em elevada pressão e temperatura, com a presença de catalisador metálico. O processo H-BIO produz n-parafinas (hidrocarbonetos lineares saturados) idênticos aos principais constituintes do óleo diesel mineral, além de propano. Embora seja uma forma de produção de combustível a partir de biomassa (biocombustível), o processo H-BIO não deve ser confundido com o biodiesel.

O H-BIO apresenta uma grande vantagem econômica no aspecto de integração de biocombustíveis na cadeia de produção de combustíveis fosseis, pois ao necessitar apenas do óleo vegetal puro como insumo biológico e empregá-lo na própria refinaria, o seu produtor dispensa o serviço das usinas de esterificação/transesterificação para a produção de biodiesel.

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