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Happy Days
Dias Felizes (BR)
Fonzie (Henry Winkler) e Richie (Ron Howard) em Happy Days
Informação geral
Formato
Gênero Comédia
Duração 25 minutos
Estado Finalizada
Criador(es) Garry Marshall
País de origem  Estados Unidos
Idioma original Inglês
Produção
Produtor(es) William Bickley
Michael Warren
Anthony W. Marshall
Ronny Hallin
Fred Fox, Jr.
Produtor(es) executivo(s) Garry Marshall
Thomas L. Miller
Edward K. Milkis
Câmera Câmera única (1974–75)
Multicâmara (1975–84)
Distribuída por Paramount Domestic Television (1979–1984)
CBS Television Distribution
(2007–presente)
Elenco Ron Howard
Marion Ross
Anson Williams
Tom Bosley
Henry Winkler
Donny Most
Erin Moran
Al Molinaro
Scott Baio
Lynda Goodfriend
Cathy Silvers
Ted McGinley
Linda Purl
Crystal Bernard
Billy Warlock
Heather O'Rourke
Suzi Quatro
Tema de abertura Rock Around the Clock", interpretado por Bill Haley & His Comets (1974–75)
"Happy Days", interpretado por: Jim Haas (1975–83),
Bobby Arvon (1983–84)
Tema de encerramento "Happy Days", interpretado por: Pratt & McClain (1974–75),
Jim Haas (1975–83),
Bobby Arvon (1983–84)
Compositor da música-tema Max C. Freedman e James E. Myers (1974–75, abertura)
Norman Gimbel e Charles Fox (1975–83, abertura), (1974–84, encerramento)
Empresa(s) de produção Miller-Milkis Productions
(1974–1981)
(temporadas 1–8)
Henderson Productions
(1978–1984)
(temporadas 6–11)
Miller-Milkis-Boyett Productions
(1981–1984)
(temporadas 9–11)
Paramount Television
Exibição
Emissora de televisão original Estados Unidos ABC
Formato de áudio Monaural
Transmissão original 15 de janeiro de 197424 de setembro de 1984
N.º de temporadas 11
N.º de episódios 255
Cronologia
Love, American Style
Laverne & Shirley
Programas relacionados Blansky's Beauties
Mork & Mindy
Out of the Blue
Joanie Loves Chachi

Happy Days (br: Dias Felizes) é uma sitcom de televisão estadunidense que foi ao ar pela primeira vez de 15 de janeiro de 1974 a 24 de setembro de 1984 na ABC, com um total de 255 episódios de meia hora abrangendo onze temporadas e sendo distribuída pela Paramount Domestic Television durante a exibição original e pela CBS Television Distribution na atualidade. Criado por Garry Marshall, se apresentou como uma das séries de maior sucesso da década de 1970, uma visão idealizada da vida em meados dos anos 1950 a meados dos anos 1960 do Meio-Oeste dos Estados Unidos, e estrelou Ron Howard como adolescente Richie Cunningham, Henry Winkler como seu amigo Arthur "Fonzie"/"The Fonz" Fonzarelli e Tom Bosley e Marion Ross como os pais de Richie, Howard e Marion Cunningham.[1] Happy Days se tornou um dos maiores sucessos da história da televisão e influenciou fortemente o estilo televisivo de sua época.[2]

A série começou como um piloto não vendido, estrelado por Howard, Ross e Anson Williams, que foi ao ar em 1972, intitulado "Love and the Television Set" (mais tarde intitulado "Love and the Happy Days") no programa antológico da ABC Love, American Style. Baseado no piloto, o diretor George Lucas colocou Howard como protagonista em seu filme de 1973, American Graffiti, fazendo com que a ABC assumisse um interesse renovado pelo piloto. As duas primeiras temporadas de Happy Days se concentraram nas experiências e dilemas do "adolescente inocente" Richie Cunningham, sua família e seus amigos do ensino médio, tentando "retratar honestamente um olhar melancólico na adolescência".[2] Inicialmente um sucesso moderado, as pontuações da série começaram a cair durante a segunda temporada, fazendo com que Marshall e a equipe de produção passassem a enfatizar a comédia e destacando o personagem menor de Fonzie, um motociclista "cool" e o abandono do ensino médio.[2] Após essas mudanças, Happy Days tornou-se o programa número um na televisão em 1976-1977, Fonzie tornou-se um dos personagens mais comercializados da década de 1970,[3] e Henry Winkler se tornou uma grande estrela.[4][5] A série também gerou vários spin-offs, incluindo os hits Laverne & Shirley e Mork & Mindy.

Paramount Home Entertainment e CBS DVD lançaram as primeiras seis temporadas de Happy Days em DVD na Região 1, a partir de 2 de dezembro de 2014.[6]

Índice

EnredoEditar

  Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

A série apresentava uma visão idealizada da vida em meados dos anos 50 a meados dos anos 60 na América. A família é composta por Howard Cunningham, dono de uma loja de ferragens, sua esposa, a dona de casa Marion e os dois filhos do casal, Richie, um adolescente que mostra-se ingênuo e pouco otimista, e a doce mas resolvida Joanie, sua irmã mais jovem.

  Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Influência na culturaEditar

Inicialmente, o casal possuía três filhos - Chuck, Richie e Joanie - mas o personagem Chuck foi retirado da série a partir da terceira temporada. Nunca uma série de televisão dispensou um tratamento como este a um personagem, tendo esse fenômeno gerado uma expressão idiomática própria usada até os dias de hoje na televisão americana: a "Síndrome de Chuck Cunningham" (Chuck Cunningham Syndrome), consistente no súbito e inexplicável sumiço de um personagem.

Da mesma forma, criaram-se outras expressões: o personagem Fonzie, interpretado pelo ator Henry Winkler, era um adolescente arruaceiro e malandro, que andava em gangues e simbolizava uma espécie de "James Dean" na série. Porém, o personagem, inicialmente coadjuvante, fez um enorme sucesso entre o público, aos poucos "invadindo" o espaço de outros personagens (incluindo o do próprio protagonista Richie) e tornando-se, em vias práticas, o protagonista da série (e oficialmente após a saída de Ron Howard, que interpretava Richie). As histórias principais da série giravam todas em torno de Fonzie e Richie e os demais personagens ficaram em segundo plano. A isso deu-se o nome de "efeito Fonzie", que ocorre quando um personagem secundário se torna tão popular a ponto de ofuscar até mesmo o protagonista da série.

Outro termo muito popular originado da série e utilizado até hoje é o chamado "Pulo do Tubarão" (Jumping the shark): na estréia da quinta temporada da série, a cena inicial mostrava Fonzie praticando esqui aquático e pulando por cima de um tubarão, numa cena completamente sem propósito com relação ao tema central. A partir desta temporada, críticos e fãs notaram que este "pulo do tubarão" foi um ponto marcante, a partir do qual a série só decairia em todos os aspectos. Portanto, quando se diz que uma produção televisiva ou cinematográfica "pulou o tubarão", significa que ela já alcançou o ápice da criatividade e da inovação, e a partir dele somente entrará em declínio.

Referências

  1. «Happy Days Actor Tom Bosley Dies». Baltimore Sun. Consultado em 19 de outubro de 2010. Arquivado do original em 22 de outubro de 2010 
  2. a b c VanDerWerff, Todd (27 de agosto de 2012). «Happy Days became one of the biggest hits on TV by selling its soul». avclub.com. A.V. Club. Consultado em 12 de junho de 2017. Cópia arquivada em 9 de agosto de 2016 
  3. «Happy Days». Sitcoms Online. Consultado em 2 de janeiro de 2014 
  4. Brooks, Tim; Marsh, Earle (2007). The Complete Directory to Prime Time Network and Cable TV Shows 1946 – Present 9th ed. New York: Ballantine Books. pp. 580–582. ISBN 9780307483201 
  5. Crupi, Anthony (Maio de 2017). «Happy Days for broadcasters* *as long as they're selling sports». adage.com. Advertising Age. Consultado em 12 de junho de 2017 
  6. «Happy Days DVD news: Box Art for Happy Days – The 5th Season». TVShowsOnDVD.com. 29 de janeiro de 2014. Consultado em 4 de junho de 2014. Arquivado do original em 3 de junho de 2014 

Ligações externasEditar

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