Heinrich Böll

Escritor alemão

Heinrich Theodor Böll (Colónia, 21 de dezembro de 1917Kreuzau, 16 de julho de 1985) foi um tradutor e escritor alemão, um das mais emblemáticas figuras da literatura alemã do segundo pós-guerra,[1] também chamada literatura dos escombros.[2][3] Mais conhecido como romancista, foi também autor de contos, poesias e peças teatrais.

Heinrich Böll Medalha Nobel
Heinrich Böll, em 1981
'
Nascimento Heinrich Theodor Böll
21 de dezembro de 1917
Colónia
Morte 16 de julho de 1985 (67 anos)
Kreuzau
Nacionalidade alemão
Cidadania Alemanha
Cônjuge Annemarie Böll
Filho(s) René Böll, Raimund Böll
Alma mater
Ocupação letrista, roteirista, tradutor, poeta, romancista, escritor, autor,
Prêmios Prêmio Georg Büchner (1967), Nobel prize medal.svg Nobel de Literatura (1972)
Obras destacadas Casa indefesa
Religião Igreja Católica
Assinatura
Heinrich Böll (signature).jpg

Foi laureado com o Nobel de Literatura de 1972.[4]

BiografiaEditar

 
Monumento a Heinrich Böll, em Berlim

Böll nasceu em Colônia, Alemanha, em uma família pacifista católica que mais tarde se opôs à ascensão do nazismo. Recusou-se a participar da Juventude Hitlerista durante a década de 1930. Foi aprendiz de um livreiro antes de estudar alemão, na Universidade de Colônia. Recrutado pela Wehrmacht, serviu na França, Romênia, Hungria e União Soviética, e foi ferido quatro vezes antes de ser capturado pelos americanos, em abril de 1945, e enviado para um campo de prisioneiros de guerra.

Böll passou a se dedicar integralmente à literatura aos 30 anos. Seu primeiro romance, Der Zug war pünktlich (O trem foi pontual), foi publicado em 1949. Muitos outros romances, contos, radionovelas e coletâneas de ensaios se seguiram, e, em 1972, ele recebeu o Prêmio Nobel de Literatura.

Entre 1972 e 1973, foi presidente do PEN International, a associação mundial de escritores e mais antiga organização de direitos humanos.

Sua obra foi traduzida em mais de 30 idiomas, e ele continua sendo um dos escritores mais lidos da Alemanha.

ObraEditar

  • Kreuz ohne Liebe, escrito entre 1946 e 1947, publ. 2002
  • Der Zug war pünktlich, 1949
  • Das Vermächtnis, escrito entre 1948 e 1949, publ. 1981
  • Wanderer, kommst du nach Spa, 1950
  • Die schwarzen Schafe, 1951
  • Nicht nur zur Weihnachtszeit, 1951
  • Wo warst du, Adam?, 1951
  • Der Engel schwieg, escrito entre 1949 e 1951, publ. 1992 (trad. portuguesa: O Anjo Silencioso/O Anjo Mudo))
  • Und sagte kein einziges Wort, 1953 (trad. portuguesa: E não disse nem mais uma palavra)
  • Haus ohne Hüter, 1954 (trad. porttuguesa: Casa Indefesa)
  • Das Brot der frühen Jahre, 1955
  • Irisches Tagebuch, 1957
  • Die Spurlosen, 1957
  • Doktor Murkes gesammeltes Schweigen, 1958
  • Billard um halb zehn, 1959 (trad. portuguesa: Bilhar às nove e meia)
  • Unberechenbare, 1960 (trad. portuguesa: Os hóspedes inesperados)
  • Ein Schluck Erde, 1962
  • Ansichten eines Clowns, 1963 (trad. portuguesa: Pontos de Vista de um Palhaço)
  • Entfernung von der Truppe, 1964
  • Ende einer Dienstfahrt, 1966 (trad. portuguesa: Fim de uma Viagem)
  • Gruppenbild mit Dame, 1971 (trad. portuguesa: Retrato de grupo com senhora)
  • Die verlorene Ehre der Katharina Blum, 1974 (trad. portuguesa: A honra perdida de Katharina Blum)
  • Fürsorgliche Belagerung, 1979
  • Was soll aus dem Jungen bloss werden?, 1981 (trad. portuguesa: O que vai ser do rapaz? : ou qualquer coisa com livros)
  • Vermintes Gelände, 1982
  • Die Verwundung 1983
  • Frauen vor Flusslandschaft, 1985 (edição póstuma)
  • Contos Irónicos, 1983 (coletânea bilíngue português-alemão de contos de Böll entre 1950 e 1970)

Prêmios (seleção)Editar

Cinema e TVEditar

Böll também trabalhou como roteirista e teve alguns de seus livros adaptados para o cinema e a televisão. Entre as adaptações, destacam-se A Honra Perdida de Katharina Blum (dirigido por Volker Schlöndorff e Margarethe von Trotta, em 1975), Não reconciliados (Nicht versöhnt oder Es hilft nur Gewalt wo Gewalt herrscht, adaptação do romance Billard um halb zehn, realizada por Jean-Marie Straub, em 1965) e Ansichten eines Clowns (filme de 1976, dirigido por Vojtech Jasný, com Hanna Schygulla).

Referências

Ligações externasEditar

Precedido por
Pablo Neruda
Nobel de Literatura
1972
Sucedido por
Patrick White
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