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Henrique I de Champanhe
Conde de Champanhe e de Brie
Representação de Henrique I num manuscrito do século XIV.
Nascimento dezembro de 1126
Morte 16 de março de 1181 (54 anos)
  Troyes

Henrique I de Champanhe (Dezembro de 1126 - Troyes, 16 de Março de 1181), cognominado "o Liberal" (em francês: Henri le Liberal), foi conde de Champanhe e de Brie entre de 1152 até sua morte.

BiografiaEditar

Henrique tomou parte na Segunda Cruzada, liderada pelo rei Luís VII da França. Levou uma carta de recomendação de Bernardo de Claraval ao imperador bizantino Manuel I Comneno; foi listado entre os nobres presentes na assembléia convocada por Balduíno III de Jerusalém, em Acre, em 24 de junho de 1148.

À morte de seu pai, em 1152, Henrique preferiu ficar com Champanhe, deixando as outras possessões da família (incluindo Blois, Chartres, Sancerre e Chatêaudun) para seus irmãos mais novos. Isto pode ter sido bastante surpreendente na época, uma vez que os outros territórios eram mais ricos e mais desenvolvidos. Henrique deve ter previsto as possibilidades econômicas de Champanhe, e foi durante seu governo que o condado se tornou um dos principados mais ricos da França.

Henrique estabeleceu um governo ordenado sobre os nobres de Champanhe, e poderia contar razoavelmente com o auxílio de 2.000 vassalos, o que por si só lhe dava um poder quase inigualável na França. Essa organização fez de Champanhe um lugar seguro para mercadores se reunirem e, sob a proteção do conde, as feiras de Champanhe tornaram-se uma parte central no comércio da Europa medieval.

No mais, a corte de Henrique em Troyes tornou-se um renomado centro literário. Walter Map estavam entre aqueles que encontraram hospitalidade lá. O erudito Estêvão de Alinerre era um dos cortesões de Henrique, tornando-se chanceler do condado, em 1176.

Em 1179, Henrique foi novamente a Jerusalém com um grupo de cavaleiros, incluindo seu cunhado Pedro I de Courtenay e Filipe de Dreux, bispo de Beauvais. Retornou à Europa pela rota terrestre, pela Ásia Menor, sendo capturado pelo seljúcida Quilige Arslam II, sultão de Rum. O resgate foi pago pelo imperador bizantino, e Henrique foi libertado, falecendo, porém, logo depois. Foi sucedido por seu filho mais velho, Henrique II, mas quando este se tornou rei de Jerusalém, em 1192, o Condado de Champanhe foi passado para seu filho mais novo, Teobaldo III.

Relações familiaresEditar

Foi filho primogênito do conde Teobaldo IV de Blois,[1] (c.1090 - 8 de Janeiro de 1152[2]), conde de Chartres e Champanhe, e de Matilde da Caríntia.

Casou em 1164 com Maria Capeto (Maria da França) (1145 - 11 de Março de 1198), princesa de França, filha de Luís VII de França "O jovem" (1120 - 18 de setembro de 1180) rei França e de Leonor da Aquitânia (Leonor de Poitou), (1 de Abril de 1122 - 31 de Março de 1204) duquesa da Aquitânia, de quem teve:

  1. Henrique II de Champanhe (29 de Julho de 1166 - 10 de Setembro de 1197), conde paladino de Champanhe, e mais tarde rei de Jerusalém, casou em 1193 com Isabele de Anjou (1172 - 1206), rainha de Jerusalém, filha de Amalrico I de Jerusalém (1136 -?), rei de Jerusalém, e de Maria Comnena, filha de João Comneno (Constantinopla, c. 1020 - Constantinopla, 12 de julho de 1067) e de Maria Taronitissa.
  2. Maria de Champanhe (1174 - 1204), casou em 6 de Janeiro de 1186 com Balduíno I de Constantinopla, (Valenciennes, França, 1172-1205), conde da Flandres e de Hainaut, mais tarde Imperador latino de Constantinopla (? - 1206).
  3. Teobaldo III de Champanhe[3] (13 de Maio de 117924 de Maio de 1201), conde de Champanhe, casou com Branca I Navarra (1177 - 1229), filha de Sancho IV de Navarra, rei de Navarra e de Sancha de Castela, infanta de Castela.
  4. Escolástica de Champanhe (? - 1219), casou com Guilherme IV de Mâcon, conde de Mâcon (? - 1226).

BibliografiaEditar

  • La Dinastie Capétienne, Thierry Le Hête, Edição do Autor, 1ª Edição, La Bonneville-sur-Iton, 1998. Página 15.

Ligações externasEditar

Referências