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Henrique Magalhães

Vida pessoalEditar

Nascido em João Pessoa, Paraíba, em 17 de agosto de 1957, Henrique é o primeiro de seis filhos de Ulrico José de Magalhães, agente fiscal do Estado e de Maria Darcy Paiva de Magalhães, dona de casa que costurava para complementar a renda da família.[2]

CarreiraEditar

Em 1975, criou a personagem de quadrinhos Maria, que tinha caráter político e contestador. Também começou a desenvolver diversos fanzines. Em 1983, formou-se em Comunicação Social na Universidade Federal da Paraíba, entre 1985 e 1988, publicou o fanzine Marca de Fantasia,[3] ainda na década de 1980, coordenou o suplemento "Leve Metal" da revista "Presença Literária",[4] com trabalhos de quadrinista paraibanos, em 1990, criou a Gibiteca Henfil[nota 1] como parte do projeto de extensão do Departamento de Comunicação da UFPB, no mesmo ano, apresentou a tese de mestrado Os fanzines de histórias em quadrinhos: o espaço crítico dos quadrinhos brasileiros na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo,[5] em 1993, parte da tese foi publicada no livro O que é fanzine, parte da coleção Primeiros Passos.[6] O livro ganhou o Troféu HQ Mix no ano seguinte na categoria "melhor livro teórico". Em 1995, fundou a editora Marca de Fantasia com a intenção de publicar quadrinhos e livros teóricos sobre o tema.[5][7][8][9][3][10] Ainda em 1995, a editora publicou a revista Tyli-Tyli, mais tarde renomeada para Mandala, trazendo obras de "quadrinhos poético-filosóficos" de autores como Flavio Calazans, Gazy Andraus e Edgar Franco.[2]


Em 1996, apresentou a tese de doutorado Bande Dessinée: rénovation culturelle et presse alternative na Universidade Paris VII,[5] na França, editou os fanzines "Saravá", sobre cultura em geral, "Ave de Prata", dedicado a cantora Elba Ramalho e "L'Echo de fanzines.[4]

Em 2003, a Marca de Fantasia publicou o texto completo de sua tese de mestrado no livro O rebuliço apaixonante dos fanzines.[6]

Em 2010, ganhou o Prêmio Angelo Agostini na categoria "Mestre do quadrinho nacional".[11]


BibliografiaEditar

  • A Incrível História Dos Quadrinhos: Vinte Anos De Quadrinhos Da Paraíba (Acacia, 1983)
  • O Que É Fanzine, Coleção Primeiros Passos, (Brasiliense, 1993)
  • O Rebuliço Apaixonante Dos Fanzines 1ª edição (Marca de Fantasia, 2003)
  • A Nova Onda Dos Fanzines (Marca de Fantasia, 2004)
  • A Mutação Radical Dos Fanzines (Marca de Fantasia, 2005)
  • O que é História em Quadrinhos Brasileira (organizado por Edgard Guimarães, Marca de Fantasia, 2005)
  • Cafuçu: uma sátira de carnaval (Marca de Fantasia, 2011)
  • O Rebuliço Apaixonante Dos Fanzines 2ª edição (Marca de Fantasia, 2011)
  • Histórias em Quadrinhos e Práticas Educativas - O Trabalho com Universos Ficcionais e Fanzines, organizado por Elydio dos Santos Neto e Marta Regina Paulo da Silva (Criativo Editora, 2013)
  • Os quadrinhos na era digital: HQtrônicas, webcomics e cultura participativa, organizado por Lucio Luiz (Marsupial Editora, 2013)
  • O Rebuliço Apaixonante Dos Fanzines 3ª edição (Marca de Fantasia, 2013)
  • Humor em pílulas: a força criativa das tiras brasileiras (Marca de Fantasia, 2015)
  • Academia não é amarelinha (Marca de Fantasia, 2016)
  • Pedras no charco - Resistência e perspectivas dos fanzines (e-book, Marca de Fantasia, 2018)

Notas

  1. Não confundir com a gibiteca de mesmo nome localizada em São Paulo.

Referências

Ligações externasEditar