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Henry Corbin (14 de Abril de 19037 de Outubro de 1978) foi um filósofo, teólogo e professor de Estudos Islâmicos da Universidade de Sorbonne em Paris, França.

Corbin nasceu em Paris em abril de 1903. Embora ele fosse protestante de nascença, foi educado na tradição católica e aos 19 anos recebeu um certificado em Filosofia Escolástica do Instituto Católico de Paris. Três anos depois, ele tirou sua "licença de filosofia" sob o comando do tomista Étienne Gilson. Em 1928, ele encontrou Louis Massignon, diretor de estudos islâmicos na Sorbonne, e foi ele quem introduziu Corbin aos escritos de Suhrawardi, o místico e filósofo persa do século 12, cujo trabalho era afetar profundamente o curso da vida de Corbin. Anos depois, Corbin disse que "através do meu encontro com Surauardi, meu destino espiritual para a passagem por este mundo foi selado. O platonismo, expresso em termos da angelologia zoroastriana da antiga Pérsia, iluminou o caminho que eu estava procurando".

Corbin é responsável por redirecionar o estudo da filosofia islâmica como um todo. Em sua Histoire de Ia philosophie islamique (1964), ele desaprovou em sua pesquisa a visão comum de que a filosofia entre os muçulmanos chegou ao fim depois de Averróis.[1]

Índice

BiografiaEditar

Corbin nasceu em 1903 na cidade de Paris. Desde garoto, apresentou a profunda sensibilidade musical evidente em seus trabalhos. Apesar de ter nascido sob o Protestantismo, foi educado na tradição Católica e com 19 anos recebeu o certificado em Filosofia Escolástica do Instituto Católico de Paris. Três anos depois, obteve seu licence de philosophie junto ao tomista Étienne Gilson. Em 1928 conheceu Louis Massignon, diretor de Estudos Islâmicos da Sorbonne; Louis foi o introdutor de Corbin aos escritos de Surauardi, o filósofo e místico persa do século XII, cujos trabalhos influenciaram seu pensamento desde então.[2]

Corbin é o responsável por redimensionar os estudos em Filosofia Islâmica como um todo. Em sua Histoire de la philosophie islamique (1964) - literalmente, "História da filosofia islâmica", combateu o senso comum de que a filosofia entre os muçulmanos encerrou-se após Ibn Rushd, demonstrando que, pelo contrário, continuou existindo uma filosofia viva, ativa, no oriente muçulmano, especialmente no Irã, que teve continuidade até a contemporaneidade.

Bibliografia selecionadaEditar

  • Avicenna and the Visionary Recital. Princeton University Press, 1960.
  • Histoire de la philosophie Islamique. Gallimard, 1964. (Re-issued by Kegan Paul in 1993 as History of Islamic Philosophy.)
  • Creative Imagination in the Sufism of Ibn 'Arabi. Princeton University Press, 1969. (Re-issued in 1998 as Alone with the Alone.)
  • En Islam Iranien: Aspects spirituels et philosophiques (4 vols.). Gallimard, 1971-3.
  • Spiritual Body & Celestial Earth: From Mazdean Iran to Shi'ite Iran. Princeton University Press, 1977.
  • Le Paradoxe du Monothèisme. Ed. de l'Herne (Le Livre de Poche), 1981.
  • Cyclical Time & Ismaili Gnosis. KPI, 1983.
  • L'Homme et Son Ange: Initiation et Chevalerie Spirituelle. Fayard, 1983.
  • Face de Dieu, Face de l'homme: Hermeneutique et soufisme. Flammarion, 1983.
  • Temple and Contemplation. KPI, 1986.
  • The Man of Light in Iranian Sufism. Omega Publications, 1994.
  • Swedenborg and Esoteric Islam. Swedenborg Foundation, 1995.

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

Site oficialEditar

ArtigosEditar

Referências

  1. Corbin, Henry an article by Encyclopedia of Religion
  2. Wasserstrom (1999), p.145