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Herculano Marcos Ferraz de Alvarenga

Herculano Marcos Ferraz de Alvarenga
Nascimento 7 de novembro de 1947 (71 anos)
Taubaté
Cidadania Brasil
Alma mater Universidade de Taubaté
Ocupação paleontólogo, ornitólogo, zoólogo

Herculano Marcos Ferraz de Alvarenga (Taubaté, 7 de novembro de 1947 [1]) é um médico e cientista paleontólogo brasileiro. É considerado um dos principais estudiosos de aves extintas do mundo.[2]

FormaçãoEditar

Herculano Alvarenga formou-se em medicina pela Faculdade de Medicina de Taubaté (ligado à Unitau) em 1973.[3] Posteriormente, especializou-se em ortopedia, traumatologia e medicina do trabalho. Dedicando-se principalmente ao estudo de fósseis de aves, ele se doutorou em zoologia, em 1999, pela Universidade de São Paulo.

Estudos e atividadesEditar

Alvarenga foi o primeiro brasileiro a estudar fósseis de pássaros no país.[4] Também é o fundador e o diretor do Museu de História Natural de Taubaté. O museu é um dos principais da área da história natural no Brasil e tem seu acervo composto principalmente dos fósseis da antiga coleção de Herculano Alvarenga. Sua coleção chegou a possuir cerca de 1.600 exemplares de fósseis registrados, representando cerca de 500 espécies de aves extintas com procedência diversa, mas com boa parte referente ao estado de São Paulo.[5]

Em 2002, o paleontólogo decidiu doar toda sua coleção à Fundação de Apoio à Ciência e à Natureza (Funat), organização que ele ajudou a fundar e que é atualmente a instituição mantenedora do Museu de História Natural de Taubaté.[6]

Quanto às suas descobertas, a mais importante delas ocorreu há cerca de 30 anos, quando Herculano Alvarenga encontrou o fóssil de uma ave gigante que viveu há mais de 20 milhões de anos entre Caçapava e Cachoeira Paulista. Os ossos foram localizados em Tremembé e até hoje são os únicos da espécie Paraphysornis brasiliensis já encontrados em todo o mundo. A ave era carnívora e pesava em media 200 quilos. Também podia atingir mais de 2 metros de altura. Após o interesse de museus de todo o mundo, o pesquisador começou a elaborar réplicas em tamanho real. Uma delas está no Museu de História Natural de Taubaté hoje em dia.[7]

Referências