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Hissa Abrahão
Deputado Federal Hissa Abrahão
Deputado federal pelo Amazonas
Período 1 de Fevereiro de 2015 - 31 de Janeiro de 2019
Vice-prefeito de Manaus
Período 1 de Janeiro de 2013 - 30 de Janeiro de 2015
Antecessor Carlos Souza
Sucessor Marcos Rotta
Secretário de Infraestrutura e Habitação de Manaus
Período 1 de Janeiro de 2013 - 16 de Dezembro de 2013
Antecessor -
Sucessor Luiz Borges[1]
Vereador em Manaus
Período 1 de janeiro de 2009 - 31 de Dezembro de 2012
Dados pessoais
Nascimento 02 de agosto de 1980 (39 anos)
Manaus, AM
Alma mater Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas
Esposa Amanda Abrahão
Partido PPS (até 2016)
PDT (16 de Março de 2016 - atualmente)
Religião Evangélico
Profissão Político
linkWP:PPO#Política

Hissa Nagib Abrahão Filho, ou simplesmente Hissa Abrahão (Manaus, 2 de agosto de 1980), é um empresário e político brasileiro, atualmente Deputado Federal pelo Estado do Amazonas, eleito pelo PPS mas hoje filiado ao PDT.

CarreiraEditar

Hissa Abrahão é graduado em Economia pelo Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (CIESA) e pós-graduado pela Fundação Getúlio Vargas e mestre pela Universidade Federal do Amazonas. Foi conselheiro do Conselho Regional de Economia do Amazonas entre 2007 e 2009. Elegeu-se vereador em Manaus nas eleições municipais de 2008.[2] Posteriormente, concorreu ao governo do Amazonas nas eleições estaduais de 2010, não tendo sido eleito.[3] Em 2012, anunciou sua pré-candidatura à prefeitura de Manaus, mas o PPS decidiu apoiar o então candidato Arthur Virgílio Neto, do PSDB. Assim sendo, Hissa Abrahão concorreu como seu candidato a vice-prefeito, com a chapa sendo eleita. Durante sua passagem como vice-prefeito de Manaus, acumulou também as funções de Secretário de Infraestrutura e Habitação e presidente do Comitê Gestor da Política de Mobilidade Urbana e Ordenação das Ações de Reordenação do Centro de Manaus.[4]

Nas eleições de 2014, o PPS optou por apoiar Eduardo Braga como candidato ao governo do Amazonas. Hissa candidatou-se à deputado federal, tendo sido eleito com 113 646 votos, o quinto mais votado no estado.[5] Em 17 de março de 2016, deixou o PPS e filiou-se ao PDT, partido do ex-governador Amazonino Mendes.

Nas eleições de 2018, foi candidato ao cargo de senador, mas obteve apenas 8,59% dos votos válidos, conquistando o sexto lugar.[6]

Mudança de partido e pré-candidaturaEditar

Em 16 de Março de 2016, a direção nacional do PDT reuniu a bancada de deputados federais, filiados e militantes em sua sede em Brasília, para apresentar o Deputado Hissa Abrahão como novo filiado. O presidente nacional do partido, Carlos Lupi, afirmou que o convite a Hissa vinha sendo feito há seis meses, com aval ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato a presidente da República em 2018, e que ele tem carta branca para sua candidatura a prefeito de Manaus nas eleições de 2016, já entrando no partido com a garantia nacional de ser o candidato do PDT.[7][8]

Impeachment de Dilma RousseffEditar

Em 17 de abril de 2016, Hissa votou favorável ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, contrariando a decisão nacional do partido, que havia fechado questão contra o Impeachment. No dia seguinte, Carlos Lupi, que fechou questão contra o impeachment de Dilma, expulsou Hissa e outros deputados federais do partido. No entanto, em 30 de Maio a Executiva Nacional do partido decidiu não mais expulsar os parlamentares, mas suspendê-los das atividades partidárias por 40 dias.[9]

ControvérsiasEditar

Evolução patrimonialEditar

Em 17 de Janeiro de 2013, o jornal A Crítica apresentou matéria sobre a evolução do patrimônio de alguns políticos amazonenses, entre eles o então vice-prefeito de Manaus Hissa Abrahão. De acordo com a publicação, a Declaração de Bens feita por ele ao final do seu mandato como vereador, em 2012, e a oficializada em julho do mesmo ano, dias antes de divulgar sua candidatura como vice na chapa de Artur Virgílio, apresentaram uma variação de R$ 1,2 milhão. O cruzamento de dados do Diário Oficial do Município de 11 de Janeiro de 2013 e do sistema DivulgaCand2012, do Tribunal Superior Eleitoral, mostrou que, pouco antes de se tornar candidato a vice, Hissa apresentou à Justiça Eleitoral uma Declaração de Bens que totalizou R$ 190 mil. Já na conclusão do mandato de vereador ele declarou possuir bens que chegavam a R$ 1,4 milhão.

Hissa explicou que, ao final de 2012, adquiriu dois terrenos, os quais juntos somam mais de meio milhão de reais, mas que deu apenas R$ 10 mil de entrada em cada um, financiando o restante do valor. Ele também explicou que, além da política, tem como fonte de renda a empresa Smith Empreendimentos, a qual foi criada antes mesmo de ele se tornar vereador.[10]

A reportagem motivou ação por parte do Ministério Público Estadual do Amazonas para investigar a evolução do patrimônio dos citados. Então, Hissa contestou os valores citados na matéria, informando que, na verdade, seu patrimônio teria saído de R$ 85 mil para R$565,9 mil.[11]

Demissão da Secretaria de Infraestrutura e HabitaçãoEditar

Em 14 de Dezembro de 2013 Hissa reclamou que teria sido demitido publicamente pelo prefeito, que o teria feito sem nenhuma comunicação prévia, mas sim durante entrevista. Em entrevistas a emissoras de rádio, Artur Neto afirmou que Hissa não teria o apoio dele e nem do PSDB se insistisse em se candidatar ao Governo do Amazonas em 2014. No mesmo dia, foi divulgada uma nota informando que, por decisão do prefeito, o vice deixaria a secretaria na segunda-feira seguinte. Hissa era o nome da direção nacional do PPS para a disputa ao governo estadual.[12] Posteriormente ele acabou não conseguindo emplacar sua candidatura, uma vez que o partido decidiu apoiar Eduardo Braga, e decidiu concorrer à Câmara dos Deputados. Em 30 de Janeiro de 2015 ele renunciou à vice-prefeitura para tomar posse no cargo em Brasília no dia seguinte.[13]

Atividades ParlamentaresEditar

  • Comissão de Fiscalização Financeira e Controle: 3/3/2015 a 2/2/2016;
  • Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços: 3/5/2016 - atualmente;
  • Contas Públicas e Transferências Constitucionais: 30/3/2015 - atualmente;
  • Fundos de Pensão: 18/6/2015 - atualmente;
  • PEC 002/15 - Execução Obrigatória Emenda Orçamento: 2/9/2015 - atualmente;
  • CPI - Fundos de Pensão (3º Vice-Presidente): 11/8/2015 a 20/10/2015

Ligações ExternasEditar

Referências