Abrir menu principal

Wikipédia β

História da animação em Portugal

Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém fontes no fim do texto, mas que não são citadas no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (desde maio de 2010)
Por favor, melhore este artigo inserindo fontes no corpo do texto quando necessário.

Tanto quanto se sabe, o primeiro filme de animação feito em Portugal foi A Lenda de Miragaia (1931), de António Cunhal e Raul Faria da Fonseca. Os autores inspiraram-se na técnica de recorte de silhuetas utilizada por Lotte (Charlotte) Reiniger alguns anos antes (1926) em Die Abenteuer des Prinzen Achmed (As Aventuras do Principe Achmed), cuja narrativa era inspirada na história das Mil e Uma Noites. Os jovens cineastas teriam visto o filme de Reiniger, uma longa-metragem, e ter-se-iam inspirado nele para desenvolver a sua curta-metragem.

A obra abordava a origem do nome do bairro portuense de Miragaia, local de onde se poderia avistar o castelo de Gaia, actualmente inexistente. De acordo com as publicações de antigos directores da Cinemateca Portuguesa - Félix Ribeiro, Luís de Pina e João Benard da Costa - não sobreviveu nenhuma cópia do filme, nem nenhum negativo a partir do qual se pudesse tirar um positivo, sendo por isso mais um missing film da história do cinema português.

Félix Ribeiro explica que a enorme quantidade de filmes portugueses perdidos, nomeadamente do período do mudo, se deve ao facto de quase todas as fitas de não ficção, isto é, de carácter documental, terem sido vendidos durante a Segunda Guerra Mundial às potências, quer de um lado, quer do outro do conflito, para ser extraída a prata que incluía a emulsão da película. Não se sabe se foi o caso com A Lenda de Miragaia, uma vez que é desconhecido se o filme faria parte de espólio pessoal ou de uma empresa produtora.

Mais recentemente, a animação portuguesa produziu a sua primeira longa-metragem, trata-se de "Até ao Tecto do Mundo". Produzida pelo Cine-Clube de Avanca, esta película teve uma versão exibida na abertura do festival CINANIMA de 2006 e posteriormente em 2008 foi exibida e premiada em vários festivais dos cinco continentes.

Ver tambémEditar

Referências

Bibliografia
  • Henrique Alves Costa, Breve História do Cinema Português 1896-1962. Lisboa: Ministério da Educação e Investigação Científica/Secretaria de Estado da Investigação Científica/Instituto de Cultura Portuguesa, 1978.
  • João Benard da Costa, Histórias do Cinema. Lisboa: INCM, 1991.
  • Luís de Pina, História do Cinema Português. Mem Martins: Europa-América, 1986, p. 62.
  • Félix Ribeiro, Filmes, Figuras e Factos da História do Cinema Português 1896-1949. Lisboa: Cinemateca Portuguesa, 1983.