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Evolução das borboletas é a origem e diversificação de borboletas ao longo do tempo geológico e através de grande parte da superfície da Terra. Os fósseis de borboletas mais antigos que se conhecem são do Eoceno médio entre 40-50 milhões de anos atrás.[1] O seu desenvolvimento está intimamente ligado à evolução de plantas com flores, uma vez que tanto borboletas adultas como larvas alimentam-se de plantas com flor. Das 220 mil espécies de Lepidoptera, cerca de 45 mil são de borboletas, que provavelmente evoluíram a partir de traças. Encontram-se borboletas por todo o mundo excepto na Antártida, e são especialmente numerosas nos trópicos; estando divididas em oito famílias diferentes.

Índice

FilogeniaEditar

As borboletas formam o clado Rhopalocera, que é composto por três superfamílias: Hedyloidea (família Hedylidae), Hesperioidea (família Hesperiidae), e Papilionoidea (famílias Pepilionidae, Pieridae, Nymphalidae, Lycaenidae e Riodinidae). Todas estas famílias são monofiléticas. Hedyloidea é o grupo-irmão das outras duas superfamílias. Dentro de Papilionoidea, Papilionidae é o grupo-irmão das outras famílias, e Pieridae é irmão de (Nymphalidae+(Lycaenidae+Riodinidae)). Relações filogenéticas dentro de Nymphalidae estão ainda em discussão. Pesquisas actuais concentram-se nas relações subfamiliares e tribais, particularmente em Nymphalidae.

EvidênciasEditar

O estudo moderno da classificação geral de borboletas começou com estudos fenéticos de Ehrlich, que usou centenas de caracteres morfológicos previamente ignorados em tabelas, comparando famílias e os grupos principais (Ehrlich, 1958). Scoble (1995) e outros continuaram a procura por novos caracteres, mas aplicando-os ao cladismo. Caracteres de larvas são agora comummente integradas com os de borboletas adultas. A incorporação de dados moleculares permitiu que investigadores resolver relações de vários clados em muitas linhagens.

FósseisEditar

Fósseis de borboletas foram extensamente descritas por Grimaldi & Engel (2005), que apontam problemas em resolver a relação das Rhopalocera: borboletas com 45 milhões de anos são muito parecidas com as suas contrapartes vivas.

Plantas hospedeirasEditar

Algumas espécies de Satyrinae usam fetos como hospedeiro de larvas, e não é de todo impossível que as borboletas tenham originado antes das sua hospedeiras angiospérmicas actuais.

Data de origemEditar

Alguns investigadores teorizam que as borboletas originaram mais provavelmente no Cretáceo quando os continentes estavam localizados diferentemente das suas posições actuais e com climas diferentes dos de hoje. Foi então que decorreu a grande radiação das angiospérmicas. Assim, a evolução das borboletas tem de ser estudada através da elaboração e teste de hipóteses filogenéticas e através de zoogeografia histórica. Os investigadores que aceitam uma origem cretácica para as borboletas, geralmente favorecem a vicariância como o modo como as grandes linhagens de borboletas se vieram a distribuir pelo mundo, enquanto que os que defendem uma origem no terciário dependem de hipóteses dispersalistas (Lamas, 2008).

Motores de especiaçãoEditar

Mimetismo, hibridação e co-evolução com plantas hospedeiras provavelmente contribuiram para a especiação nas borboletas (Lamas, 2008).

ReferênciasEditar

  • Ehrlich, P. R. (1958). The comparative morphology, phylogeny and higher classification of the butterflies (Lepidoptera: Papilionidea). Kansas Univ. Sci. Bull., 39, 305-370.
  • Grimaldi, D. & Engel, M. S. 2005. Evolution of the insects. Cambridge: Cambridge Univ. Press.
  • Lamas, G. (2008) Systematics of butterflies (Lepidoptera: Hesperioidea and Papilionoidea) in the world: current state and future perspectives (in Spanish). In: Jorge Llorente-Bousquets and Analía Lanteri (eds.) Contribuiciones taxonómicas en ordens de insectos hiperdiversos. Mexico City: UNAM. pp. 57–70.
  • Scoble, M. J. (1995). The Lepidoptera, form, function and diversity. London: The Natural history Museum & Oxford University Press.
  • Hall, J.P.W., Robbins, R.K. and Harvey, D.J. (2004). "Extinction and biogeography in the Caribbean: new evidence from a fossil riodinid butterfly in Dominican amber." Proceedings of the Royal Society of London B, 271: 797–801. doi:10.1098/rspb.2004.2691 PMID 15255097