Hotel do Parque Curia

Pertencendo à mesma família há quatro gerações, o Hotel do Parque está instalado num edifício de 1922 onde se mantém uma elegante atmosfera da Belle Époque associada a um agradável conforto e bem estar que só um acolhimento personalizado pode oferecer.

A distinção está viva nos pequenos detalhes: objectos de arte, mobiliário da época, pormenores que nos remetem para um outro tempo revivido.

Valor ArquitectónicoEditar

Este hotel foi projectado pelo arquitecto aveirense Ramos da Silva, e foi construído nos anos vinte pelo seu fundador José Cerveira Rosmaninho (1894-1983).

A sua inauguração aconteceu em Julho de 1922.

É uma peça arquitectónica característica dos anos vinte quer pela sua traça, quer pela sua funcionalidade e é um bom exemplar de arquitectura tradicional portuguesa.

Localiza-se ao lado do Palace Hotel da Curia, a poente.

Pela sua responsabilidade da sua proximidade com esta prestigiada unidade hoteleira, a sua construção foi projectada e dirigida pelo arquitecto Ramos e Silva, sendo a sua tipologia caracterizada por um estilo semelhante embora mais modesto na sua volumetria, sendo no entanto os seus matérias e acabamentos similares aos daquela unidade.

Do seu exterior, de reboco pintado e caixilharias de madeira esmaltada,apresenta vãos largos e altos, emoldurados por alvenaria saliente também pintada, característica da época.

Os remates das cimalhas, platibandas e cobertura com os seus beirais e telhas salientes, situam-se na arquitectura tradicional portuguesa da época.

No seu interior, a entrada com o balcão de recepção e os seus salões de pé direito alto e amplos, ricamente decorados e equipados com mobiliário de época e paredes ainda forradas a papel, emprestam-lhe um sabor de época, que encanta.

Valor HistóricoEditar

Como já foi referido, trata-se de um hotel projectado pelo arquitecto aveirense Ramos da Silva, construído pelo seu fundador José Cerveira Rosmaninho nos anos vinte e inaugurado em Julho de 1922.

O seu fundador é um pioneiro da hotelaria na Curia, tendo iniciado a sua actividade muito cedo.

De 1933 a 1936 estiveram na Curia fugidos da Guerra Civil Espanhola, jesuítas espanhóis com as suas classes de alunos.

Este Hotel, como outros e algumas pensões, acolheu também refugiados da II Guerra Mundial, nos anos quarenta.

Para além disso, posteriormente, alojou retornados das ex-colónias portuguesas.

O "Livro de Honra" e o livro de "Registo de Imposto de Turismo", ao gosto da época, denunciam a presença de inúmeros utentes de elite, todos eles bendizendo das instalações, dos proprietários e do pessoal de serviço.

É indicado no Guia Michelin España-Portugal.

BibliografiaEditar

  • Hotel do Parque, memória descritiva e justificativa. Arq. Gabriel António de Serpa Magalhães