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Hu Jia
Nascimento 25 de julho de 1973
Pequim
Cidadania República Popular da China
Ocupação ambientalista, cientista da computação
Prêmios Prêmio Sakharov
Religião budismo

Hu Jia (em chinês simplificado: 胡佳; pinyin: Hú Jiā; Pequim, República Popular da China, 25 de julho de 1973) é um activista chinês defensor dos direitos humanos e dissidente político. Estudou informática em Pequim. Foi detido em 27 de dezembro de 2007, junta mente com a sua mulher Zeng Jinyan. Ambas as detenções - segundo informações da Amnistia Internacional - foram parte da campanha de repressão que o governo chinês levou a cabo contra os defensores dos direitos humanos antes dos Jogos Olímpicos de 2008. No momento da sua detenção, Hu Jia estava gravemente doente com hepatite.

Segundo destaca o Parlamento Europeu, "Hu Jia e a sua esposa, Zeng Jinyan, manifestaram-se contra as violações dos direitos humanos que cometeram na China nos últimos anos e passaram longo tempo sob prisão domiciliária".[1]

Em 3 de abril de 2008 foi sentenciado a três anos e meio de cárcere. A sentença ainda aumentou a tensão internacional após os distúrbios criados pelos protestos pró-independência do Tibete. O tribunal apresentou como provas "a publicação de artigos dentro e fora da China e a aceitação de entrevistas com a imprensa estrangeira".[2] Foi libertado em 26 de junho de 2011.

Em 2006, a revista Time considerou Zeng Jinyan um dos mil "heróis e pioneiros" do mundo. Em 2007, o casal recebeu o prémio especial "China" da ONG Repórteres sem Fronteiras.

Em 23 de outubro de 2008 o Parlamento Europeu atribuiu-lhe o prestigiado Prémio Sakharov dos direitos humanos.

Referências

  1. «Resolução do Parlamento Europeu de 17 de janeiro de 2008, sobre a detenção do dissidente chinês Hu Jia.» 
  2. Rodés, Andrea (2008). «China provoca a Occidente con la condena a un disidente». Diario Público (189) 

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