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Humberto Pedrosa
Nascimento 1947
Venda do Pinheiro, Mafra
Nacionalidade portuguesa
Ocupação Grupo Barraqueiro, TAP Portugal

Humberto Pedrosa (Mafra, Venda do Pinheiro, Outubro de 1947) é um empresário português no ramo de transportes, dono do grupo Barraqueiro, e desde junho 2015 um sócio maioritário no consorcio Atlantic Gateway com o brasileiro David Neeleman, a assumir o controle da TAP Portugal. [1]

CarreiraEditar

Aos 20 anos, seu pai lhe confiou a Joaquim Jerónimo, que em 1914, com 11 autocarros, fazia o transporte de passageiros no eixo Torres Vedras - Lisboa. Este foi a origem do grupo Barraqueiro, cujo nome vem da alcunha dos seus fundadores, que durante uma fase da sua vida foram feirantes na Malveira, perto de Lisboa.[2]

Desde então, Humberto Pedrosa começou investir em comprando empresas do sector dos transportes e do turismo. Escapou às nacionalizações por detalhes técnicos, já que as regras impunham que fossem abrangidas as dez maiores companhias com 100 autocarros e, na altura, era o 11º e tinha 80 viaturas. Foi nos anos 1990 que deu o grande salto, com as aquisições que conseguiu fazer durante o processo de reprivatização da antiga Rodoviária Nacional. Ainda no final dessa década, atalhou caminho pela ferrovia, quando ganhou a concessão da Travessia Ferroviária do Tejo, explorada pela Fertagus, que integra o seu grupo.[3] O investimento no metropolitano chegaria na viragem do milénio, com a construção e exploração do Metro Sul do Tejo, consolidando-se em 2010 com o Metro do Porto.

A expansão internacional veio em 2011, com a entrada no Brasil, onde tem uma parceria no transporte rodoviário de passageiros em Manaus, e em Angola, com uma empresa de transporte de combustíveis em Luanda.[4] Em 2014, o grupo Barraqueiro com 30 empresas, emprega 5400 pessoas e tem uma frota de 3200 veículos, gerou uma faturação de 370 milhões de euros e lucros de 2,3 milhões. No conselho de administração tem assento um dos filhos, David Pedrosa.

TAP PortugalEditar

Em 11 de junho de 2015, o consórcio Atlantic Gateway, foi o vencedor da corrida à privatização da TAP Portugal, assumindo o controle de 61 % do capital da companhia de bandeira portuguesa. Os restantes 39 % do capital da TAP Portugal dividem-se em 34 % para o Estado Português e 5 % para os colaboradores da TAP Portugal. O consórcio Gateway fica também com opção de compra sobre os 34 % do capital da TAP Portugal que são neste momento do Estado Português. No acordo está escrito que a TAP Portugal tem de manter o seu hub em Portugal no mínimo de 30 anos, sendo um ativo estratégico para Portugal.

O agrupamento Atlantic Gateway é constituído pela sociedade HPGB, SGPS, S.A. e pela DGN Corporation.[5][6]

WeblinksEditar