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VidaEditar

Iñaki Urdangarin é filho de Juan María Urdangarín Berriochoa e Claire Liebaert Courtain, tendo nascido em Zumarraga, Guipúzcoa, Espanha, mas passou quase toda a sua vida em Barcelona.

Estudou na Escuela Superior de Administración y Dirección de Empresas (ESADE), em Barcelona, onde concluiu um Mestrado em Administração de Empresas.

Praticante de andebol desde jovem, com 18 anos de idade tornou-se profissional numa equipa de andebol, jogando no FC Barcelona, onde permaneceu até à sua aposentação em 2000. Foi, até à data, o mais bem sucedido jogador de andebol de Espanha, ganhando mais de 40 troféus.

Como membro da equipa espanhola de andebol, participou nas Olimpíadas de 1992, 1996, e 2000, e foi capitão da equipa em 2000.

Nos jogos de 1996 em Atlanta, Iñaki Urdangarin conheceu a Infanta Cristina de Bourbón, filha do rei Juan Carlos, com quem viria a casar, em Barcelona, a 4 de outubro de 1997.

O casal tem quatro filhos, todos nascidos em Barcelona:

  • Sua Excelência Dom Juan Valentín de Todos los Santos de Borbón y Urdangarín (nascido em 29 de Setembro de 1999)
  • Sua Excelência Dom Pablo Nicolás Sebastián de Todos los Santos de Borbón y Urdangarín (nascido em 6 de Dezembro de 2000)
  • Sua Excelência Dom Miguel de Todos los Santos de Borbón y Urdangarín (nascido em 30 de Abril de 2002)
  • Sua Excelência Dona Irene de Todos los Santos de Borbón y Urdangarín (nascida em 5 de Junho de 2005)

A família viveu em Washington, onde Urdangarín foi conselheiro internacional da Telefónica.

É um membro do Comité Olímpico Espanhol desde 4 de abril de 2001, e foi eleito primeiro vice-presidente, em 16 de fevereiro de 2004.

EscândalosEditar

Em novembro de 2011, Iñaki Urdangarín foi acusado de desviar fundos públicos para proveito próprio,[2] através do Instituto Noos, caso a 'Palma Arena'. Pesquisas foram realizadas no Instituto Noos pelo bureau Anticorrupção espanhola. O diário El Pais lançou um documento orçamental suspeito para um evento internacional que foi organizado pelo instituto acima mencionado, que foi gerida por Urdangarín naquela época. Acredita-se que ele persuadiu vários administrações públicas da Espanha (governos, principalmente regionais) a assinar acordos com a sua empresa, o Instituto Noos (que era suposto ser uma organização sem fins lucrativos) para ambas as obras que nunca foram feitas, e as obras que foram dramaticamente superorçamentadas até € 5.800.000 das administrações públicas.

Em dezembro de 2011, o departamento anticorrupção confirmou que tinha sido Urdangarin enviar somas importantes de dinheiro público para paraísos fiscais em Belize e no Reino Unido.

Também em dezembro de 2011, a Casa Real de Espanha anunciou que tinha decidido que o duque de Palma não estava indo participar de qualquer atividade oficial da Família Real para o futuro próximo, como resultado do escândalo Instituto Noos.

Em 6 de Fevereiro de 2012, Iñaki Urdangarin teve que comparecer perante um juiz sobre as acusações de corrupção.[3] o escândalo levou o Rei da Espanha a revelar todos os rendimentos da Família real espanhola,[4] e excluir o seu genro de todos os actos oficiais.[5]

Em Janeiro de 2013, o rei de Espanha mandou retirar o nome de Iñaki Urdangarin da página oficial da monarquia espanhola.[6]

Na sequência do processo de corrupção em que está envolvido, a 12 de junho de 2015, o rei Felipe VI retirou o título de Duquesa de Palma de Maiorca à sua irmã (também arguida), pelo que Urdangarin, como consorte da duquesa, perdeu automaticamente o título de duque.[7]

O ministério público pediu, em 10 de junho de 2016, uma pena de prisão de 19 anos e meio para Urdangarin.[8]

Em 17 de fevereiro de 2017, Iñaki Urdangarin foi condenado a seis anos e três meses de prisão por prevaricação, fraude, tráfico de influência e a uma multa de 512 mil euros no âmbito do caso Nóos. A infanta Cristina foi absolvida no mesmo processo. A decisão foi tomada por unanimidade pelos três juízes do tribunal.[9]

Em 12 de junho de 2017, o Supremo Tribunal espanhol baixou para cinco anos e 10 meses a pena de Iñaki Urdangarin e impôs uma condenação por peculato, invasão, fraude à administração e crimes fiscais que obrigam a cumprir pena de cadeia. A redução da pena acordada pelo Supremo deve-se à absolvição do cunhado do rei de Espanha do crime de falsificação de documento público cometido por funcionário, uma vez que o seu envolvimento não ficou provado.[10]

Títulos e tratamentosEditar

  • Sr. Iñaki Urdangarín Liebaert (1968-1997)
  • Sua Excelência, o Duque de Palma de Maiorca (1997-2015)
  • Sua Excelência, Sr. Dom Iñaki Urdangarín Liebaert (2015-presente)[11]

HonrasEditar

Honra nacional

  •   Espanha: Grã-Cruz da Real Ordem do Mérito Esportivo (Real Ordem de Mérito Desportivo, 30/11/2001).

Honras estrangeiras

  •   Alemanha: Grande Cruz 1ª classe da Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha.
  •   Luxemburgo: Grã-Cruz da Ordem da Coroa do Carvalho (07/05/2001).

Brasão de armasEditar

Referências