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Igreja Católica no Gabão

IgrejaCatólicaEmblem of the Papacy SE.svg
Flag of Gabon.svg
Gabão
Catedral de Santa Maria, em Libreville, Gabão.
Ano 2010[1]
Santo padroeiro Santa Maria[2]
População total 1.510.000[1]
Cristãos 1.150.000 (76,5%)[1]
Católicos 790.000 (52,7%)[1]
Paróquias 91[3]
Presbíteros 184[3]
Diáconos permanentes 2[3]
Religiosos 122[3]
Religiosas 181[3]
Presidente da Conferência Episcopal Mathieu Madega Lebouakehan[4]
Núncio apostólico Francisco Escalante Molina[5]
Códice GA

A Igreja Católica no Gabão é parte da Igreja Católica universal, em comunhão com a liderança espiritual do Papa, em Roma, e da Santa Sé.

HistóriaEditar

Os capuchinhos foram os primeiros a tentar evangelizar o território que atualmente pertence ao Gabão, em 1673. Somente no ano 1863, foi erigido o Vicariato Apostólico do Gabão; em 1875, foi fundada uma segunda missão em Donguia; em 1878, começou-se a realizar a evangelização do -i-nterior, que se estendeu a outros países. Em 1884, o padre Bessieux, da Congregação do Espírito Santo, foi enviado à capital, Libreville e, em 1899, houve a primeira ordenação sacerdotal; em 1913, foi fundada uma missão em Mourindi; em 1955, as hierarquias gabonesas foram submetidas a Brazzaville, na República do Congo; em 1958, o Gabão se tornou uma Província Eclesiástica, pela Sé Metropolitana de Libreville; em 1958, ocorre a ereção da Diocese de Mouila; em 1961, ocorre a ordenação do primeiro bispo etnicamente gabonês, Dom François Ndong; em 1969, a Diocese de Oyem é erigida e, em 1974, a de Franceville. Em 1982, o Papa João Paulo II realizou uma visita pastoral ao Gabão; em 2003, foi erigida a Diocese de Port-Gentil e constituída a Prefeitura Apostólica de Makokou.[6][7]

AtualmenteEditar

As três maiores religiões do Gabão (catolicismo, protestantismo e islamismo) costumam conviver pacificamente e trabalhar em conjunto, apesar das recentes tensões políticas no país. Após as eleições presidenciais de 27 de agosto de 2016, a violência irrompeu entre apoiadores do partido no poder, que reivindicavam a vitória do Presidente Ali Bongo, e a oposição que contestou os resultados. Uma carta do presidente da Conferência dos Bispos do país, Dom Mathieu Madega de Mouila, publicada em 6 de setembro de 2016, foi denunciada a "falta de verdade no processo democrático e a falta de respeito pelos direitos humanos". Muitos membros do clero e líderes proeminentes dos leigos sentiram que a mensagem dos bispos não foi enérgica o suficiente no que diz respeito à repreender diretamente as graves irregularidades registradas, nem a dura repressão que se seguiu contra a oposição. Muitos católicos sentiram que o confronto com as autoridades poderai ter sido evitado pela incapacidade dos bispos em mencionarem a fraude eleitoral na sua declaração.[8]

Também ocorreu que o abade Dimitri Ayatebe Ename, sacerdote diocesano de Libreville e Diretor de Estudos do Seminário Menor de Saint Jean, fez uma homilia em 16 de outubro de 2016, quando denunciou o sistema político do país, classificando-o como "ditatorial, cínico, obscuro, perverso e assassino". Quatro dias mais tarde, o Ministro do Interior, Lambert-Noël Matha, enviou uma carta queixando-se ao reitor do seminário, abade Laurent Manvoula, e com cópia enviada ao arcebispo de Libreville, Basile Mve Engore. O ministro acusou o Abade Ayatebe de ofender as instituições da República, e disse que o sacerdote tinha se referido aos resultados eleitorais "de maneira sectária".[8]

 
Paróquia católica em Ntoum

Dados da própria Igreja do Anuário Estatístico de 2005 afirmam que a no Gabão são administrados pelo catolicismo:[6]

  • 28 maternais, com 4.961 alunos
  • 223 escolas do ensino fundamental, com 62.934 estudantes
  • 22 escolas do ensino médio, com 12.897 estudantes
  • 12 dispensários
  • 1 leprosário
  • 7 centros para doentes crônicos e inválidos

Organização territorialEditar

Conferência EpiscopalEditar

 Ver artigo principal: Conferência Episcopal do Gabão

A Conferência Episcopal do Gabão é a reunião dos bispos católicos do Gabão, e foi criada no ano 1970.[4]

Nunciatura ApostólicaEditar

 Ver artigo principal: Nunciatura Apostólica do Gabão

A Pró-nunciatura Apostólica do Gabão foi criada em 31 de outubro de 1967, e elevada a nunciatura apostólica em 7 de dezembro de 1997.[5] Apesar de a Constituição estabelecer o estado secular, o Gabão foi o primeiro país da África a assinar um acordo total com a Santa Sé, em 1977, que ainda está em vigor. Este documento reconhece direitos jurídicos totais à Igreja Católica e a todas as suas instituições, e concede o reconhecimento civil dos casamentos canônicos.[9]

Visitas PapaisEditar

O país foi visitado por São João Paulo II em 1982, juntamente com outros países: Guiné Equatorial, Benim e Nigéria.[10]

O então pontífice fez um discurso no Estádio Presidente Bongo, em Libreville em 19 de fevereiro de 1982:[11]

Agora aplicai-vos a edificar a Igreja no Gabão, "na qual está e opera a Igreja de Cristo, una, santa, católica e apostólica", como em cada Igreja particular (Decreto Christus Dominus, 11). [...]. Hoje, no sentido espiritual, vendo a vossa boa vontade, o sucessor de Pedro diz a toda a Igreja no Gabão: não vim trazer-te nem ouro nem prata. Mas não temas. Tem confiança. Em nome de Jesus Cristo, levanta-te e anda!
 

Referências

  1. a b c d «Religions in Gabon». Pew Forum. Consultado em 29 de maio de 2019 
  2. James Minaham (2010). The Complete Guide to National Symbols and Emblems. [S.l.]: ABC-Clio. 985 páginas 
  3. a b c d e «Gabon». Catholic-Hierarchy. Consultado em 29 de maio de 2019 
  4. a b «Episcopal Conference of Gabon». GCatholic. Consultado em 29 de maio de 2019 
  5. a b «Apostolic Nunciature - Gabon». GCatholic. Consultado em 29 de maio de 2019 
  6. a b «ÁFRICA/GABÃO - Informações sobre o país». Agência Fides. 26 de outubro de 2007. Consultado em 19 de junho de 2019 
  7. «Igreja Católica no Gabão celebra 50 anos de independência do país». Gauduim Press. 16 de agosto de 2010. Consultado em 19 de junho de 2019 
  8. a b «Gabão». Ajuda à Igreja que Sofre. Consultado em 19 de junho de 2019 
  9. «DISPOSIÇÕES LEGAIS EM RELAÇÃO À LIBERDADE RELIGIOSA E APLICAÇÃO EFETIVA» (PDF). Ajuda à Igreja que Sofre. Consultado em 19 de junho de 2019 
  10. «Special Celebrations in a.d. 1982». GCatholic. Consultado em 29 de maio de 2019 
  11. a b São João Paulo II (19 de fevereiro de 1982). «SANTA MISSA DE ENCERRAMENTO DA VIAGEM APOSTÓLICA HOMILIA DO PAPA JOÃO PAULO II». Vaticano.va. Consultado em 20 de junho de 2019 

Ver tambémEditar