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Igreja Presbiteriana do Brasil

Igreja Presbiteriana Do Brasil
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Sarça ardente, símbolo das igrejas reformadas, no logotipo da Igreja Presbiteriana do Brasil
Classificação Protestante[1]
Orientação Calvinista
Política Presbiteriana
Moderador Rev. Roberto Brasileiro
Presidente do Supremo Concílio
Associações Fraternidade Reformada Mundial[2] Fraternidade Latino-Americana de Igrejas Reformadas
Área geográfica Brasil[3]
Fundador John Calvino[4]
Origem 1859 (158 anos)
Rio de Janeiro
Ramo de(o/a) Igreja Presbiteriana nos Estados Unidos da América e Igreja Presbiteriana nos Estados Unidos
Separações 1903:Igreja Presbiteriana Independente do Brasil;

1956: Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil;

1968: Igreja Cristã Presbiteriana (que em 1975 se uniu a Igreja Presbiteriana Independente Renovada pra formar a atual Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil);

1968: Igreja Cristã Maranata;

1978: Igreja Presbiteriana Unida do Brasil;

1993: Igreja Presbiteriana Tradicional do Brasil;

2004: Caminho da Graça.

Congregações 5.068 (estimativa de 2016) [5]
Membros 649.510 (estimativa de 2016)[5]
Site oficial www.ipb.org.br

A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma igreja protestante reformada, de orientação calvinista presbiteriana[1]. Foi fundada em 1862 por um missionário estadunidense chamado Ashbel Green Simonton, que chegou ao Rio de Janeiro no dia 12 de agosto de 1859. [6] É a oitava maior denominação protestante do país e a maior denominação presbiteriana.[7]Possui aproximadamente 649.510 membros[5][nota 1] distribuídos em mais de 5.068 igrejas locais e congregações em todo o Brasil.

Índice

HistóriaEditar

Missões Iniciais no Sudeste e Centro-OesteEditar

 
Reverendo Ashbel Green Simonton, fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil

O surgimento do presbiterianismo no Brasil resultou do trabalho missionário do americano Ashbel Green Simonton (1833-1867). Nascido em Hanover, Pensilvânia , estudou em Nova Jersey e inicialmente pensou em se tornar um professor, ou um advogado. Todavia, devido à influência de um renascimento religioso em 1855, ele entrou no Seminário Teológico de Princeton . Um sermão pregado pelo professor Charles Hodge fez considerar se tornar um missionário, e três anos mais tarde, ele se ofereceu para Conselho Missões da Igreja Presbiteriana nos Estados Unidos da América, nomeando o Brasil como sua destino preferido. Dois meses depois de ser ordenado, ele embarcou para o Brasil, onde chegou em 12 de agosto de 1859, com a idade de 26. Em Abril de 1860, Simonton realizou seu primeiro serviço (culto) em Português. Em janeiro de 1862, os primeiros convertidos professaram sua fé na Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro que foi então formalmente organizada. Ele também fundou o primeiro jornal brasileiro Protestante ( Imprensa Evangélica) em 1864 e supervisionou a criação do primeiro Presbitério ( Presbitério do Rio de Janeiro) em 1865 e Seminário (1867). Simonton morreu de febre amarela aos 34 anos, em 1867 (sua esposa, Helen Murdoch, havia falecido três anos antes).[9]

 
Reverendo Belmiro César

O ex-padre José Manoel da Conceição (1822-1873), foi o primeiro brasileiro a ser ordenado ministro protestante, em 1865. Visitou incansavelmente dezenas de vilas e cidades no interior de São Paulo, Vale do Paraíba e sul de Minas, pregando e fundando comunidades. O ano de 1869 marca uma nova etapa na história da IPB por ser o ano da chegada dos missionários da Igreja Presbiteriana nos Estados Unidos (Conhecida como Igreja Presbiteriana do Sul, por sua separação, nesta época, em virtude dos problemas políticos enfrentados nos Estados Unidos, da Igreja Presbiteriana nos Estados Unidos da América, que era conhecida como Igreja Presbiteriana do Norte).

Os primeiros missionários da Igreja do Sul dos Estados Unidos a virem para o Brasil foram George Nash Morton e Edward Lane. Seu trabalho concentrou-se no interior de São Paulo, tendo fundado, em 1870, a Igreja Presbiteriana de Campinas. As regiões da Mogiana, o oeste de Minas Gerais, o Triângulo Mineiro e o sul de Goiás foram atingidos por outros missionários que os seguiram, dentre eles o Rev. John Boyle. Tanto Lane quanto Boyle tiveram a colaboração do evangelista e colportor alemão Jacob Philip Wingerter, que residira muitos anos nos Estados Unidos e veio para o Brasil com imigrantes sulistas em 1867, radicando-se inicialmente em Santa Bárbara D'Oeste (SP), vinculando-se em seguida à Missão de Nashville. Wingerter foi presbítero da Igreja de Mogi-Mirim, tendo visitado muitos locais na Mogiana, Triângulo Mineiro, Paracatu e Goiás. Fez diversas viagens de evangelização na companhia dos Rev. John W. Dabney, John Boyle, Delfino Teixeira e Miguel Torres [10].

Expansão para o Norte e NordesteEditar

 
Igreja Presbiteriana, no Rio de Janeiro. De arquitetura neogótica[11], é patrimônio histórico da cidade.[12]

A expansão da IPB no norte e no nordeste do país deve-se ao trabalho pioneiro dos missionários da Igreja Presbiteriana nos Estados Unidos da América (Igreja Presbiteriana do Norte). Dentre os muitos nomes deste período fulguram o do missionário John Rockwell Smith, que fundou a Igreja Presbiteriana do Recife, em 1878, e o Rev. Belmiro de Araújo César, um dos primeiros e mais conhecidos pastores brasileiros do nordeste.

Durante este período, a missão da Igreja Presbiteriana nos Estados Unidos da América consolidava-se no restante do país. Um dos grandes eventos deste período foi a fundação da Escola Americana, em 1870, por George Chamberlain e sua esposa, Mary Chamberlain. A Escola Americana, mais tarde, passaria a se chamar Mackenzie College, chegando a ser o conhecido Instituto Presbiteriano Mackenzie, que abriga, dentre outras instituições, a Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Alguns novos pastores pastores brasileiros são ordenados nesses anos, como Manuel Antônio de Menezes, Delfino dos Anjos Teixeira, José Zacarias de Miranda e Caetano Nogueira Júnior. Um dos grandes nomes, no entanto, viria a ser o do Rev. Eduardo Carlos Pereira, que se celebrizou por sua liderança, bem como por sua atuação no campo educational, com a produção de livros didáticos, especialmente no campo da Gramática. Liderou o movimento de cisão, que cumulou-se, em julho de 1903, com o surgimento da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, a IPIB, dissidente da IPB.


Autonomia e CisõesEditar

Em setembro de 1888 foi organizado o Sínodo da Igreja Presbiteriana do Brasil, assim tornou-se autônoma, desligando-se das igrejas norte-americanas. Depois da Proclamação da República, nasceu um movimento nacionalista no seio da IPB, em que pastores brasileiros se manifestaram contrários à presença intensiva e interferência de missionários americanos, gerando um cisma que levou à fundação da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPIB). Outro motivo apontado pelos fundadores da IPIB foi a incompatibilidade da fé cristã com a maçonaria, o que, na época, não foi reconhecido pela IPB.

Um grande líder do começo do século XX foi o Reverendo Erasmo Braga. O presidente da república Café Filho era presbiteriano e frequentava a Primeira Igreja Presbiteriana de Natal [13]

Em 1940 um grupo conservador separou-se da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil e formou a Igreja Presbiteriana Conservadora. Em 1956 um grupo ligado ao Reverendo Israel Guedes separou-se da IPB por uma controvérsia sobre o Seminário Presbiteriano do Norte, formando a Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil. No ano de 1978 um grupo apoiador da liberalismo separou-se também da IPB formando a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil.

Tentativas de reunificação de denominaçõesEditar

A partir de 1916 as relações entre IPB e IPIB foram restabelecidas.[14]

Em 1948 a IPB e IPIB formaram uma comissão que visava a reaproximação das denominações.[15]

A Igreja Presbiteriana do Brasil desligou-se completamente da Igreja Presbiteriana (EUA) desde a década de 1980 e reconheceu a incompatibilidade da maçonaria com a fé cristã em 2006, confirmada pela em 2010. Tais fatos poderiam conduzir uma reaproximação entre as denominações,[16] todavia, muitas diferenças surgiram nos mais de 100 anos de separação entre a IPB e IPI. A primeira é hoje muito mais conservadora que a segunda. A IPB não admite ordenação feminina, é majoritariamente cessacionista, é contra o ecumenismo do Concílio Mundial das Igrejas e da Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas e possui posicionamentos mais rígidos quanto a questões morais como o casamento e divórcio, o que torna a diferença entre as duas denominações bem maiores hoje do que na época da separação.

Igreja Presbiteriana do Brasil HojeEditar

A Igreja Presbiteriana do Brasil, ao ano de 2003, possuía aproximadamente 3.840 igrejas locais, excluindo-se as congregações, 263 presbitérios, 64 sínodos, 2.660 pastores, 503.500 membros - sendo 370.500 membros comungantes(que participam da Santa Ceia) e 133.000 membros não-comungantes-, estando presente em todos os estados da federação [17].

Segundo estimativa de 2016, a IPB era composta por: 2.805 igrejas, 2.263 congregações (totalizando 5.068 locais de culto), 4.447 pastores e 649.510 membros. [5] Em 2017 a igreja já era formada por cerca de 84 sínodos.[18]

O órgão oficial da IPB é o Jornal Brasil Presbiteriano.

EstruturaEditar

O governo presbiteriano é uma forma de organização da Igreja que se caracteriza pelo governo de uma assembleia de presbíteros ou anciãos que são eleitos pela assembleia dos membros da igreja.

A função do ministério da Palavra de Deus e a administração dos sacramentos é ordinariamente atribuída a uma pessoa em cada congregação local, os chamados pastores, que são ministros do Evangelho, formados nos seminários da Igreja Presbiteriana e ordenados após rigoroso processo de exames.

A administração da ordenação e legislação está a cargo das assembleias de presbíteros, entre os quais os ministros e outros anciãos são participantes de igual importância, com algumas funções privativas aos pastores, como a ministração dos Sacramentos previstos na Bíblia: Batismo e Santa Ceia. Estas assembleias são chamadas concílios.

Os concílios da Igreja Presbiteriana do Brasil crescem em gradação hierárquica. Cada igreja local tem o seu concílio, chamado de Conselho, que se reúne ordinariamente a cada dois meses. As igrejas de uma determinada região compõem um concílio maior chamado Presbitério, com assembleias anuais. Os Presbitérios, por sua vez, compõem um Sínodo, com reuniões ordinárias a cada dois anos. O concílio maior da Igreja Presbiteriana do Brasil é o Supremo Concílio, reunindo todos os Sínodos. Esta reúne-se, estatutariamente, a cada quatro anos, tendo sua Comissão Executiva a determinação legal de se reunir anualmente.

Cada igreja local se divide em departamentos que organizam as atividades de cada faixa etária: UCP (União de Crianças Presbiterianas), UPA (União Presbiteriana de Adolescentes), UMP (União de Mocidade Presbiteriana), UPH (União Presbiteriana dos Homens) e SAF (Sociedade Auxiliadora Feminina). Há outras sociedades que são criadas porém ainda sem oficilalização pela IPB.

Diferenças entre as denominações reformadas no BrasilEditar

Topico Igreja Presbiteriana do Brasil Igreja Presbiteriana Independente do Brasil Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil Igreja Presbiteriana Unida do Brasil Igrejas Reformadas do Brasil
Membros (ano) 649.510 (2016)[5] 95.065 (2015)[19] 3.578 (2006) [20] 2.500 (2004)[21] 3.500 (2011)[22] -
Igrejas e Congregações (ano) 5.068 (2016)[5] 543 (2015)[23] 77 (2015)[24] 50 (2004)[21] 48 (2011)[22] 21 (2015)[25]
Confissões Subscritas Confissão de Fé de Westminster, Catecismo Maior de Westminster e Breve Catecismo de Westminster Confissão de Fé de Westminster, Catecismo Maior de Westminster e Breve Catecismo de Westminster Confissão de Fé de Westminster, Catecismo Maior de Westminster e Breve Catecismo de Westminster Confissão de Fé de Westminster, Catecismo Maior de Westminster e Breve Catecismo de Westminster Confissão de Fé de Westminster, Catecismo Maior de Westminster, Breve Catecismo de Westminster, Declaração Teológica de Barmen, Confissão de Fé Escocesa e Segunda Confissão Helvética. Confissão Belga, Cânones de Dort e Catecismo de Heidelberg[26]
Ordenação Somente homens podem ser pastores, presbíteros e diáconos Homens e mulheres podem ser pastores(as), presbíteros(as) e diáconos(isas)[27] Somente homens podem ser pastores, presbíteros e diáconos Somente homens podem ser pastores, presbíteros e diáconos Homens e mulheres podem ser pastores(as), presbíteros(as) e diáconos(isas)[28] Somente homens podem ser pastores, presbíteros e diáconos
Homossexualidade A prática homossexual é pecado. A prática homossexual é pecado. A prática homossexual é pecado. A prática homossexual é pecado. - A prática homossexual é pecado.
Maçonaria Desde o Supremo Concílio de 2006 a Igreja Presbiteriana do Brasil considera a fé cristã incompatível com a Maçonaria, contudo, os membros que anteriormente estavam vinculados a instituição tiveram prazo para se desligarem da mesma. Novos membros não são aceitos se vinculados a Maçonaria. A decisão foi confirmada no Supremo Concílio de 2010.[29] Desde sua fundação é uma igreja Antimaçônica.[30] Desde sua fundação é uma igreja Antimaçônica.[31] - -
Casamento, Divórcio e Novo Matrimônio O casamento é entre homem e mulher e deve ser indissolúvel, admitindo-se o divorcio em casos de Fornicação (Mt 19:5 – porneia), qualquer atividade sexual pecaminosa, adultério, homossexualismo, bestialidade, incesto (Mt 19:9; 5:32; I Cor 5:1;) ou Abandono da família, I Cor. 7:15.[32] O novo casamento é admitido nos casos citados acima na Confissão de Fé de Westminster,[33] e esta é a posição majoritária na denominação.[34] Mesmo assim parte dos pastores opõem-se a realização de novos casamentos de pessoas divorciadas entendendo haver base bíblica apenas para o divórcio nestes casos, mas não para o novo matrimônio.[35] Em casos de ministros, existem precedentes de deposição por conta do divórcio e pretensão de novo casamento.[36] Em 1979 a IPIB regularizou a situação dos divorciados membros e em 1991 passou a permitir que seus pastores sejam divorciados.[30] O casamento é entre homem e mulher e deve ser indissolúvel, admitindo-se o divorcio em casos de Fornicação (Mt 19:5 – pornéia), qualquer atividade sexual pecaminosa, adultério, homossexualismo, bestialidade, incesto (Mt 19:9; 5:32; I Cor 5:1;) ou Abandono da família, I Cor. 7:15. - -
Cessacionismo e Continuísmo Cessacionista[37][38] Oficialmente Continuista[30] Cessacionista Cessacionista - Cessacionista
Culto e Adoração Segue o Princípio Regulador do Culto, ênfase teocêntrica, simplicidade, reverência, hinos com conteúdo bíblico e pregação expositiva, sem calendário litúrgico.[39] Em 2010 foi expressamente proibida a dança no culto público. [40] - Também segue o Princípio Regulador do Culto, ênfase teocêntrica, simplicidade, reverência, hinos com conteúdo bíblico e pregação expositiva, sem calendário litúrgico. Proíbe o hábito de bater palmas na igreja[41] - - Liturgia e formas genebrinas, com revisões do Sínodo de Dort.[42]
Comunhões Internacionais FRM CMIR - - CMIR CIIR

AdoraçãoEditar

Calvinismo
 
João Calvino
Bases históricas:

Cristianismo
Agostinho de Hipona
Reforma

Marcos:

A Institutio Christianæ Religionis de Calvino
Os Cinco Solas
Cinco Pontos (TULIP)
Princípio regulador
Confissões de fé
Bíblia de Genebra

Influências:

Teodoro de Beza
John Knox
Ulrico Zuínglio
Jonathan Edwards
Teologia puritana

Igrejas:

Reformadas
Presbiterianas
Congregacionais
Batistas Reformadas


As regras gerais sobre as práticas de culto público da igreja são colocados nos Princípios da Liturgia (PL), que se apresentam como um diretório de Adoração. Artigos 7º e 8º do PL leia-se:

Artigo 7º O serviço do culto público é um ato religioso, através do qual o povo de Deus adora o seu Senhor, entra em comunhão com Ele, fazendo confissão dos pecados e buscar, através da mediação de Jesus Cristo, o perdão, a santificação da vida e espiritual crescimento. É uma ocasião apropriada para a proclamação da mensagem redentora do Evangelho de Cristo e da doutrinação e comunhão dos santos.

Artigo 8º O serviço do culto público é normalmente [composto] da leitura da Palavra de Deus, pregar, cantar sagrado, oração e ofertas. A ministração dos Sacramentos, quando realizada durante o serviço, é parte dela.[43]

A Constituição da Igreja afirma que a supervisão da liturgia e adoração práticas da congregação local é a responsabilidade e prerrogativa privativa do ministro da Palavra e dos Sacramentos, que é livre para organizar os elementos do serviço que julgar mais edificante para a congregação, desde que práticas de culto não entrem em conflito com as normas doutrinais da igreja.[44]

Em um breve ensaio, o Rev. Christian S. Bittencourt, ex-professor de Teologia da Adoração no Seminário Teológico Presbiteriano Reverendo Ashbel Green Simonton no Rio de Janeiro, afirmou que há pelo menos quatro grupos litúrgicos distintas no presbiterianismo brasileiro: Conservadores da velha escola, Evangélicos Carismáticos, Ultra-puritanos e conservadores Neo-ortodoxos.[45] [46]


  • Tradicionais Conservadores: Os membros deste grupo (que é o mais comum), tendem a favorecer uma ordem de serviço livremente baseado em Isaías, capítulo 6: imputação de louvor, confissão dos pecados, adoração, ofertório, leitura e pregação das Escrituras, ministração dos Sacramentos do Batismo e do Senhor Ceia. Hinos tradicionais pertinentes e/ou cânticos modernos podem ser inserido, antes, durante ou depois de cada parte do serviço. A seção de Adoração é muitas vezes substituído por uma seleção de louvor e coros de adoração liderados por uma banda de música moderna. Conservadores da Velha Escola normalmente evitam o uso de liturgias responsivas, formas conjuntivas de oração, credos, o ano de igreja e Lecionários (exceto para a comemoração do Natal e da Páscoa), evitam também vestido diferente para os ministros e oficiais da igreja, salvo raros ministros que optam por vestir o manto de Genebra, sem estolas.

Exemplos: Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia e Capela Presbiteriana de Goiânia.

  • Evangélicos Carismáticos: o grupo que mais cresce, a favor de uma forma de liturgia contemporânea e livre. Estruturalmente, o culto é composto de três ou quatro partes: canções de louvor e adoração, leitura e pregação das Escrituras, os Sacramentos do Batismo e da Ceia do Senhor e Benção. A maioria dos outros atos de adoração são mais ou menos organicamente incluído no tempo de louvor e adoração, liderado pelo ministro da igreja ou o principal vocalista da banda louvor. A segunda seleção de louvor e canções de adoração podem ser incluídos depois do sermão por uma chamada ao altar ou se os sacramentos estão para ser ministrados.

Algumas práticas presentes neste grupo, como o uso da dança e coreografia, estão em desacordo com as deliberações do Supremo Concílio.[47]

Exemplos: Igreja Presbiteriana Central de Londrina.

  • Tradicionais Históricos: são um grupo que consiste principalmente de jovens ministros de um fundo mais acadêmica, geralmente em pequenas congregações, que conduzem experimentos em trazer a IPB em direção a uma posição mais tradicional. Eles procuram estabelecer uma maior catolicidade na prática o culto presbiteriano, recuperando o uso de liturgias responsivos, ladainhas, as formas estabelecidas de intercessão e oração, a observância do Ano Litúrgico para a igreja e uso do Lecionário Comum Revisado. Seus ministros são geralmente mais inclinados a usar trajes distintos, tais como camisas clericais, roupões de Genebra ou mesmo alvas, com estolas. Eles geralmente também empregam corinhos dentro do contexto da ordem de serviço. Mesmo que a aplicação prática de um projeto como este normalmente enfrenta alguma resistência e exige um certo grau de compromisso, sua liturgia ideal é algo próximo dos serviços dominicais das igrejas presbiterianas estadunidenses.

Algumas práticas desse grupo, como o uso das cores litúrgicas e paramentos como a Coroa do Advento estão em desacordo com as deliberações do Supremo Concílio, que considerou essas práticas “romanistas”.[48]

  • Neo-Puritanos: o menor grupo dentro do IPB, optam por levar o seu culto de acordo com o Diretório de Westminster do Culto Público, em vez de os Princípios da Liturgia. A ordem de culto é geralmente próximo ao praticado pelos conservadores da velha escola, com exceção de três diferenças: a única música empregada no culto público são Salmos métrica cantado congregacionalmente, a capella ;[49] as mulheres não estão autorizados a falar, ensinar ou orar em serviços públicos nem na Escola Dominical, exceto se não houver homens presentes; [50] e nenhuma festa do ano é observada na igreja, nem mesmo o Natal e a Páscoa.[51][52]

Exemplos: Igreja Presbiteriana de Herança Reformada em Salvador.

Relações inter-eclesiásticasEditar

A Igreja Presbiteriana do Brasil recebeu no seu Supremo Concílio, que aconteceu entre 23 e 25 de Março de 2015, documento de pedido para a adesão a Aliança Cristã Evangélica Brasileira. Porém foi decidido que a associação da igreja a organização é de competência de decisões da próxima Reunião Ordinária que ocorrerá em 2018. Até lá, a denominação não tem decisão sobre sua adesão a Aliança[53]

Na mesma ocasião a igreja anunciou sua adesão a Fraternidade Latino-Americana de Igrejas Reformadas e definiu o níveis de comunhão da seguinte forma:

Nível 1: relações iniciais e diálogos para parcerias específicas.

Nível 2: Relacionamento correspondente onde reconhece-se mutuamente em termos confessionais:

Nível 3: Igrejas irmãs com relações fraternais com comunhão eclesiástica plena:

A Igreja decidiu ainda, participar da Assembleia da Igreja Presbiteriana do Japão e do Sínodo Geral de Igrejas Reformadas na África do Sul. Confirmou sua participação na Fraternidade Latino-Americana de Igrejas Reformadas(Confraternidad Latinoamerica de Iglesias Reformadas) e na Fraternidade Reformada Mundial.

Relação com denominações brasileirasEditar

DemografiaEditar

 
Percentual de presbiterianos por estado no Brasil (2010)
Ano Igrejas e congregações Membros
1906 77 6.500[54][55]
1910 150 10.000[54][55]
1957 161.391[54][55]
2004 4.241 473.598
2005 3.912 501.259[56]
2006 4.033 516.762
2007 4.078 522.679
2008 4.237 542.938
2009 4.346 556.962
2010 4.488 575.124
2011 4.581 587.105
2012 4.674 599.087
2013 4.770 611.313
2014 4.867 623.789
2015 4.967 636.520
2016 5.068 649.510[5]

A Igreja Presbiteriana do Brasil estimou 540.000 membros em 2005, em 4.800 igrejas e congregações.[56]

Em 2010 o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística constatou que 921.209 pessoas declaram-se presbiterianas, dentre os quais, a maioria é membro da IPB.[57]

Em 2016, as estatísticas da IPB contataram 649.51 membros em 5.068 igrejas e congregações.[5]

Os estados de Rondônia e Espírito Santo são os que apresentam o maior percentual de presbiterianos, cerca de 1,2% da população. Os estados do Rio Grande do Sul e Piauí são os com o menor percentual, com menos de 0,1% da população identificando-se como presbiterano. Por causa disso a igreja tem investido em missões no estado sulista e já relata crescimento na região[58], além disso implementou missões no estado nordestino.[59]

Entre os municípios, destaca-se Palestina de Goiás, em que 10,2% da população é presbiteriana.[60]

Igrejas étnicasEditar

A Igreja Presbiteriana do Brasil tem buscado aproximar das minorias étnicas no Brasil promovendo missões específicas para povos indígenas, chineses, árabes, ciganos e hispânicos.[61][62] Em 2014 a igreja recebeu vários imigrantes sírios refugiados da guerra civil.[63]

Existem, atualmente, igrejas étnicas minoritárias federadas a como a Igreja Central Evangélica Armênia de São Paulo, fruto da migração de armênios para o Brasil, a Igreja Evangélica Suíça de São Paulo, forma por imigrantes suíços (hoje denominada Igreja Presbiteriana do Campo Belo), igrejas presbiterianas coreanas [64][65][66] e comunidades presbiterianas para imigrantes haitianos.[67][68][69]

Perfil dos membrosEditar

Segundo dados do Censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2010, 55,99% da população presbiteriana era de mulheres e 44,01% eram homens. 92,68% do presbiterianos residiam no meio urbano e 7,32% no meio rural. 57,70% dos presbiterianos eram brancos, 35,54% eram pardos , 4,92% negros, 1,24% amarelos e 0,57% indígenas. Assim sendo, a população presbiteriana tem o percentual de brancos 10% maior que a média nacional, além de ter também amarelos e indígenas com maior representação, enquanto que o percentual de pardos e negros é inferior a mesma média.[70]

Nos demais assuntos o Censo agrupou os presbiterianos com os demais protestantes históricos. No quesito sobre escolaridade, 14,61% do protestantes históricos tinham nível superior completo, acima da média nacional de 11,26%, da média dos católicos romanos, pentecostais, evangélicos sem denominação e pessoas sem religião.[70]

Na renda nominal mensal, 3,12% dos protestantes históricos tinham a renda superior a 10 salários mínimos, número superior a média nacional de 3%, da média dos católicos romanos, pentecostais e evangélicos sem denominação.[70] Não existem pesquisas específicas sobre a renda da população presbiteriana na Brasil, mas nos Estados Unidos, conforme estudo do Pew Research Center, as duas maiores denominações presbiterianas naquele país (Igreja Presbiteriana (EUA) e Igreja Presbiteriana na América) estavam entre a população com maior renda per capita, quando a pesquisa foi realizada em 2016.[71] Além disso é um dos grupos religiosos com maior escolaridade naquele país.[72]

SínodosEditar

 
Escultura representando a primeira santa ceia protestante no Brasil, em frente à Catedral Presbiteriana, no Rio de Janeiro.

Em 2016 a Igreja Presbiteriana do Brasil já era formada por cerca de 84 sínodos.[18]

Presidentes do Supremo Concílio da IPBEditar

A IPB, sendo governada por sistema conciliar, não admite a personificação desse governo. Assim sendo, os nomes elencados abaixo não se caracterizam como presidentes da IPB e sim como presidentes do concílio maior que governou ou governa a Igreja em cada época.

Nos 150 anos da IPB feitos em 12/01/2012, passaram pela presidência de seu concílio maior 39 pastores e apenas 01 presbítero. Desde a sua criação até hoje, esse concílio maior teve quatro diferentes estruturas: Presbitério do Rio de Janeiro (1865 a 1887); Sínodo do Brasil (1888 a 1910); Assembleia Geral (1910 a 1942); e Supremo Concílio (1942 até hoje).

Presbitério do Rio de Janeiro (1865-1887)Editar

 
Revendo Alexander Latimer Blackford, primeiro presidente do Presbitério do Rio de Janeiro e do Sínodo do Brasil
Nome Mandatos
Rev. Alexander Latimer Blackford 1865-1868 e 1884-1885
Rev. Francis Joseph Christopher Schneider 1869-1870 e 1872
Rev. Robert Lenington 1870-1873 e 1876
Rev. George Whitehill Chamberlain 1873-1874 e 1877-1878
Rev. Modesto Perestrelo Barros de Carvalhosa 1875-1877 e 1883-1885
Rev. Miguel Gonçalves Torres 1878-1879 e 1887-1888
Rev. John Beatty Howell 1879-1880
Rev. João Fernandes Dagama 1880-1881
Rev. Antônio Bandeira Trajano 1881-1882
Rev. Antônio Pedro de Cerqueira Leite 1882- 1883 e 1885
Rev. Eduardo Carlos Pereira 1885-1886
Rev. José Zacarias de Miranda e Silva 1886-1887

Sínodo do Brasil (1888-1910)Editar

Nome Mandatos
Rev. Alexander Latimer Blackford 1888-1891
Rev. Miguel Gonçalves Torres 1891-1894
Rev. Antônio Bandeira Trajano 1894-1896
Rev. John Merrill Kyle 1897-1900
Rev. Samuel Rhea Gammon 1900-1903
Rev. João Ribeiro de Carvalho Braga 1903-1906
Rev. Modesto Perestrelo Barros de Carvalhosa 1906-1910

Assembleia Geral (1910-1942)Editar

Nome Mandatos
Rev. Álvaro Emygdio Gonçalves dos Reis 1910-1912 e 1920-1922
Rev. Roberto Frederico Lenington 1912-1915
Rev. John Rockwell Smith 1915-1916
Rev. Horace Selden Allyn 1916-1917
Rev. Mattathias Gomes dos Santos 1917-1918 e 1926-1928
Rev. Constâncio Homero Omegna 1918-1920
Rev. Alva Hardie 1922-1924
Rev. Erasmo de Carvalho Braga 1924-1926
Rev. José Carlos Nogueira 1928-1930
Rev. Coriolano Dias de Assunção 1930-1932
Rev. Miguel Rizzo Júnior 1932-1934
Rev. Cícero Siqueira 1934-1936
Rev. Galdino Moreira 1936-1942

Supremo Concílio (1937- )Editar

Nome Mandatos
Rev. Guilherme Kerr 1937-1942
Rev. José Carlos Nogueira 1942-1946
Rev. Natanael Cortez 1946-1950
Rev. Benjamim Moraes Filho 1950-1954
Rev. José Borges dos Santos Junior 1954-1958 e 1958-1962
Rev. Amantino Adorno Vassão 1962-1966
Rev. Boanerges Ribeiro 1966-1970, 1970-1974 e 1974-1978
Presb. Paulo Breda Filho 1978-1982 e 1982-1986
Rev. Edésio de Oliveira Chequer 1986-1990 e 1990-1992
Rev. Wilson de Souza Lopes 1992-1994
Rev. Guilhermino Cunha 1994-1998 e 1998-2002
Rev. Roberto Brasileiro 2002-2006, 2006-2010, 2010-2014 e 2014-presente

Decisões recentesEditar

LiturgiaEditar

O Supremo Concilio da IPB decidiu em 2010 proibir a prática de dança no culto público e a consagração de "apóstolos".[73]

Relações eclesiásticasEditar

A Igreja Presbiteriana do Brasil declarou, também em 2010, que considera como seitas a Igreja Universal do Reino de Deus e a Igreja Mundial do Poder de Deus. Em 2014 a igreja voltou a pronunciar-se acrescentando à lista a Igreja Verbo da Vida. Desde então membros vindas de tais denominações devem ser recebidas na IPB por batismo e professão de fé, tal como ocorre na conversão de não-evangélicos.[74][75]

Igrejas em célulasEditar

Em 2012 a IPB também se posicionou contra o movimento de "igrejas em células", considerando-o incompatível com a eclesiologia presbiteriana e uma derivação do G12, outro movimento que a denominação se colocou contrária desde 2000.[76]

MissõesEditar

AutarquiasEditar

EducaçãoEditar

Muitas igrejas presbiterianas possuem instituições educativas, além das que são administradas de forma central pela IPB, que seguem na lista abaixo:


  • Escolas
    • Colégio Presbiteriano de Juína (C.P.J.)- Juína-MT
    • Escola Presbiteriana de Alta Floresta
    • Escola Presbiteriana Erasmo Braga
    • Colégio Presbiteriano Gênesis (IP13 - Aracaju -se)
    • Colégio Presbiteriano Agnes Erskine (Recife/PE)
    • Colégio Presbiteriano XV de Novembro (Garanhuns/PE)
    • Escola Presbiteriana de Landes
    • Instituto Presbiteriano de Educação Simoton (IPES)
    • Escola Presbiteriana de Cuiabá
    • Escola Presbiteriana Betel
    • Colégio Presbiteriano de Piumhi
    • Centro Educacional Presbiteriano de Campos - Campos dos Goytacazes - RJ
    • Escola Presbiteriana de Canal (João Dourado-Bahia)
    • Instituto presbiteriano de Cabo Frio (IPCF)
  • Juntas
    • Junta Regional de Educação Religiosa (JURET)
    • Junta de Educação Teológica (JET)

SemináriosEditar

Notas

  1. Em 2012, Comissão Executiva do Supremo Concílio da IPB determinou pela não divulgação das estatísticas realizadas pela denominação devido o baixíssimo índice de dados reais (2009: 17% - 2010: 13% - 2011: 13%) até que se possa elaborar uma pesquisa consistente. Tais dados só foram obtidos em 2016, com dados de 93% dos presbitérios.[8]

Referências

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  3. Igrejas iniciadas pela IPB em outros países constitúem suas próprias denominações ou se juntam as já existentes onde foram instituídas.
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Ligações externasEditar