Convento da Graça (Évora)

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O Convento de Nossa Senhora da Graça (popularmente chamado Convento da Graça, Igreja da Graça ou Meninos da Graça), é um importante monumento religioso renascentista da cidade de Évora, situando-se no Largo da Graça, na freguesia da Évora (São Mamede, Sé, São Pedro e Santo Antão). Este mosteiro, dos frades eremitas calçados de Santo Agostinho, foi fundado em 1511, tendo sido projectado pelo arquitecto da Casa Real Miguel de Arruda.[1]

Convento da Graça (Évora)
Tipo Convento, Igreja
Estilo dominante Renascentista
Arquiteto Miguel de Arruda
Inauguração 1511
Função inicial Religiosa
Proprietário atual Estado Português
Função atual Religiosa, Messe de Oficiais da guarnição de Évora
Religião Igreja Católica
Diocese Arquidiocese de Évora
Património Nacional
Classificação  Monumento Nacional
Ano 1910
DGPC 71380
SIPA 5852
Geografia
País Portugal
Cidade Évora
Coordenadas 38° 34' 10" N 7° 54' 26" O

Presentemente o Convento serve de Messe de Oficiais da guarnição de Évora, sendo a Igreja a Capelania da Região Militar Sul.[2]

O Convento e Igreja da Graça de Évora estão classificados como Monumento Nacional desde 1910.[2]

DescriçãoEditar

O Convento é um belo exemplar do mais puro estilo renascentista, tendo nos acrotérios da fachada as famosas figuras atlantes a quem o povo de Évora chama desde há séculos, os "Meninos da Graça". Sofrendo o golpe da extinção das ordens religiosas, no ano de 1834, o Convento da Graça foi nacionalizado e transformado em Quartel. Entrou então em grande ruína, perdendo-se grande parte dos seus valores sumptuários, o que constituiu uma enorme perda para o acervo artístico de Évora. Muitos dos altares, imagens e sinos da igreja foram transferidos para a Igreja do Convento de São Francisco, então já paroquial de São Pedro (em cuja freguesia se situava o arruinado Convento da Graça).[2]

A bela capela da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos da cidade de Évora, em mármores coloridos e embutidos, que situava no claustro, foi, em boa hora, transferida para a Igreja do Espírito Santo. O estado calamitoso de ruina atingiu o ponto máximo em 1884, com o desabamento da abóbada da igreja, perdendo-se os seus magníficos painés de azulejo (que representavam cenas da vida de Santo Agostinho). O edifício veio a ser restaurado só na segunda metade do século XX, conservando (o exterior e algumas dependências conventuais, como o claustro e o refeitório) as linhas da arte renascentista que o tornam num dos mais belos monumentos eborenses.[3]

 
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Referências

  1. «Convento da Graça de Évora». www.monumentos.gov.pt. Consultado em 4 de março de 2022 
  2. a b c FROÍS, Virgínia (2002). Conversas à volta dos conventos. Évora: Casa do Sul 
  3. «Convento e Igreja da Graça». Visitar Portugal. Consultado em 4 de março de 2022 
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