Abrir menu principal

Igreja de Santa Maria da Alcáçova (Santarém)

igreja em Santarém, Portugal
Igreja de Sta. Maria da Alcáçova - Santarém - Portugal (2476976642).jpg

A Igreja de Santa Maria da Alcáçova situa-se no centro histórico de Santarém, junto das Portas do Sol. O templo, que chegou a acolher uma colegiada, é um dos mais antigos da cidade, tendo sido fundado pelos cavaleiros templários logo após a conquista aos mouros.

HistóriaEditar

A igreja-colegiada de Santa Maria da Alcáçova foi fundada nos primeiros anos da segunda metade do século XII, após a conquista de Santarém pelas tropas de D. Afonso Henriques. A sua construção teve a iniciativa dos cavaleiros da Ordem do Templo, sob orientação de D. Frei Pedro Arnaldo, cavaleiro templário e comendador de Santarém, e a mando de D. Hugo Martins, mestre da ordem. Mais tarde, a posse da igreja passaria para os cónegos regrantes de Santo Agostinho.

Alguns autores afirmam que a igreja teria sido erguida no local de um primitivo templo romano, tese que é sustentada pela descoberta de algumas pedras gravadas no adro. Certo é que esta igreja foi uma das mais importantes da vila medieval, tendo aqui sido sediada a primeira freguesia cristã após a conquista. Em 1280, foi aqui instituída a Real Colegiada de Santa Maria da Alcáçova, que chegou a deter a posse das igrejas paroquiais de Santa Cruz, de Santa Iria e de São João do Alfange. Durante a época medieval, o templo servia de capela ao Paço Real de Santarém, com o qual comunicava directamente.

Entre os séculos XVI e XVIII, a igreja sofreu diversas campanhas de obras, que acabaram por lhe ocultar as características arquitectónicas primitivas. No essencial, o aspecto actual do templo é fruto das intervenções seiscentistas e setecentistas, sobretudo da reconstrução promovida por D. Rodrigo Teles de Menezes, Conde de Unhão, levada a cabo entre 1715 e 1724.

Arquitectura e ArteEditar

A igreja tem uma forma em cruz latina, com transepto e cabeceira de três capelas. As diversas reconstruções conferiram-lhe um forte cunho maneirista e neoclássico, obliterando completamente a primitiva feição gótica, da qual restam vestígios apenas nas lápides e nalguns túmulos.

Anexos ao edifício do templo, encontram-se um claustro e outras antigas dependências conventuais. A frontaria é precedida por um alpendre do tipo rural e encimada pela torre sineira. No muro exterior, evidencia-se uma arca tumular simplificada, onde corre um friso com inscrições góticas alusivas a Simão Rodrigues. Uma tradição popular sustenta que este túmulo acolhe os corpos de um cristão e da sua apaixonada moura.

O interior da igreja, reformado em 1724, é de três naves, com colunas toscanas e arcos de volta redonda, sendo a cobertura de madeira, com caixotões apainelados. Numa edícula do lado do evangelho encontra-se uma arca sepulcral, que se supõe conter os restos mortais do infante Rodrigo Afonso, filho bastardo de D. Afonso III, que faleceu em 1302.

No altar-mor, modificado pela reforma setecentista, existe uma tela datada dos inícios do século XIX, muito danificada, que representa A Adoração do Menino-Deus. Esta tela é atribuída a Cirilo Wolkmar Machado, que entre 1818 e 1820 trabalhou para a Colegiada. Na capela baptismal, que se abre do lado do evangelho, encontra-se outra tela, O Baptismo de Cristo, assinada por M. R. da Costa. Os altares laterais das naves possuem retábulos de pedraria maneirista, com colunas estriadas da ordem jónica.

  Este artigo sobre Património de Portugal é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.