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Ilha das Pedras Brancas
Ilha do Presídio
Ilha das Pedras Brancas está localizado em: Rio Grande do Sul
Ilha das Pedras Brancas
Coordenadas: 30° 07' 15" S 51° 17' 16" O
Geografia física
País  Brasil
Estado  Rio Grande do Sul
Lago Guaíba
Ilha do presídio 2.jpg

A Ilha das Pedras Brancas ou Ilha do Presídio é uma ilha situada no Lago Guaíba, no Rio Grande do Sul.

HistóriaEditar

As construções existentes na ilha ocorreram entre 1857 e 1860 e originalmente sediaram a quarta Casa da Pólvora de Porto Alegre, ficando sob uso do exército até 1930. A partir de 1940 a Ilha passa a ser administrada pelo Estado que utiliza o espaço, nos anos de 1947 a 1948, como laboratório de pesquisa animal, com foco na peste suína.

A transformação da ilha em um presídio ocorre em 1950 e inicialmente recolhe jovens com delitos leves, pessoas com problemas psiquiátricos e menores de idade. Com o início da Ditadura Militar no Brasil o presídio passa a ser utilizado como espaço de detenção para presos políticos, perseguidos pelo regime autoritário.

Estima-se que entre as décadas de 60 e 70 mais de cem pessoas tenham sido presas no local por motivos políticos.  Um dos casos mais conhecidos que envolvem o presídio da ilha foi o do Sargento Manoel Raymundo Soares, que 5 meses após a sua prisão, feita  pelo DOPS, foi encontrado morto nas águas do lago Guaíba, com as mãos amarradas às costas. O caso amplamente divulgado na época ficou conhecido como "O caso das mãos amarradas".

Atualmente o local se configura como um importante espaço de memória coletiva que através de múltiplas significações e sentidos, retrata um pouco da repressão política vivenciada e conseqüentemente da história recente do país.

O presídio foi desativado em 1983 e desde então está desocupado. A ilha do presídio foi oficialmente reconhecida como Patrimônio Histórico do Estado em Dezembro de 2014, sendo tombada pelo IPHAE neste mesmo ano. O processo de tombamento da Ilha das Pedras Brancas foi direcionado pela Comissão Estadual da Verdade, que reuniu uma gama diversa de documentos entre relatos orais, mapas, pesquisas, entre outros, que serviram de aporte para o reconhecimento do local como um importante espaço de memória coletiva.

BibliografiaEditar

 
Notícia do Jornal Correio do povo de 1 de setembro de 1966.

Ver tambémEditar


Porto Alegre
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