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Imerquevi (em georgiano: იმერხევი; transl.: Imerkhevi; em turco: İmerhev) é um vale ao norte do distrito de Şavşat, na província de Artvin, na Turquia junto a fronteira com a Geórgia. Há 15 vilas nessa área, habitadas por georgianos étnicos, que falam um dialeto local de georgiano.

Índice

HistóriaEditar

Imerquevi foi historicamente uma das sub-regiões que compunha a Chavechécia, uma região medieval da Geórgia no curso superior do rio Berta ou Imerquevi, a leste de Nigali, oeste da cordilheira Arsiani e limitado pelo Ajária ao norte.[1] Após esses territórios serem conquistados pelo Império Otomano no século XVI, Imerquevi tornou-se um sanjaco e seu povo gradualmente converteu-se ao islamismo. O território foi adquirido pelo Império Russo no Tratado de Berlim de 1878. Chavechécia e Imerquevi foram organizados no circuito de Chavechécia-Imerquevi como parte do oblast de Batum. A partir de 1886, o circuito tinha uma população de 18 319 pessoas, das quais 41,2% eram georgianos, 51,3% eram turcos e 7% eram armênios.[2] Após o tumulto da Primeira Guerra Mundial (1914–1918) e a curta independência da Geórgia (1918–1921), Imerquevi tornou-se parte da Turquia segundo os rearranjos territoriais nos tratados de 1921 em Moscou e Cars.[3]

PopulaçãoEditar

 
Foto de imerquévios em 1910. De Nicholas Marr

A população de Imerquevi é amplamente composta de georgianos étnicos, que habitaram 14 aldeias em torno de Meidancique, anteriormente conhecida como Diobani. Esses assentamentos tinham nomes turcos oficiais e georgianos não-oficiais. Eles eram Maden (Badzgireti), Demirci (Daba), Dereici (Dasamoba), Ericli (Agara), Çucur (Chicori), Sebzeli (Juarisquevi), Çaglaiano (Queucuirili), Çaglipinar (Coclevi), Iessilce (Manatba), Oba (Ube), Dutlu (Surevani), Iagli (Zaquieti), Tepebassi (Ziosi) e Cicecli (Cetileti).[4][5]

Os imerquévios são muçulmanos sunitas, intimamente integrados com a sociedade turca. Quase todos são bilíngues em georgiano e turco. O dialeto georgiano falado nessa área é conhecido como imerquévio (imerkheuli) e mostra muitas características comuns com o vizinho ajário. Refletindo alguma diferenciação interna persistente na comunidade georgiana da Turquia, os imerquévios clamam uma origem diferente dos georgianos na área de Borçka, que adotaram uma inclusive identidade ajária. O primeiro que chamou a atenção da cultura local foi Nicholas Marr, que, durante uma expedição em Chavechécia em 1910, coletou literatura folclórica e informações etnográficas de várias aldeias ao longo do rio Imerquevi.[6]


Referências

BibliografiaEditar

  • Coleção de dados estatísticos sobre a população da região da Transcaucásia, extraída das listas de famílias de 1886. Tbilisi: [s.n.] 1893. pp. 10–12 
  • Nişanyan, Sevan (2010). Adını unutan ülke: Türkiye'de adı değiştirilen yerler sözlüğü. [S.l.]: Everest Yayınları. ISBN 9752897304 
  • Putkaradze, Tariel (2005). იმერხევის სოფლები ("The villages of Imerkhevi"). Çveneburi: Gürcü Kültür Evi 


  • Taqaishvili, Ekvtime (1991). «სამუსულმანო საქართველო ("Muslim Georgia")». დაბრუნება ("The Comeback"), vol. I. Tbilisi: [s.n.] 
  • Toumanoff, Cyril (1963). Studies in Christian Caucasian History. Washington: Georgetown University Press 
  • Tuite, Kevin (1998). Kartvelian morphosyntax: number agreement and morphosyntactic oritntation in the South Caucasian languages. [S.l.]: Lincom Europa