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Imigração alemã nos Estados Unidos

Os alemães e seus descendentes formam, hoje, o maior grupo étnico dos Estados Unidos, somando mais de 50 milhões de pessoas ou 17,1% da população norte-americana. São mais numerosos, inclusive, que os ingleses e irlandeses.[4]

Alemanha Teuto-americanos Estados Unidos
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População total

50,764,352[1][2]
17,1% da população (2009)

Regiões com população significativa
Maioria na Região Meio-oeste, principalmente no Minnesota, Iowa, Wisconsin, Dakota do Sul, Dakota do Norte, Nebraska e grande parte do Kansas, Missouri, Indiana, Illinois, Ohio e Michigan. Também em Grande parte do Oeste, principalmente em Montana, Wyoming, Idaho, Washington, Oregon e Colorado, mas população significativa no Alasca e no Nordeste americano, principalmente na Pensilvânia e menos significativamente no Sul. No Sul estão concentrados principalmente no Texas, Flórida e Oklahoma
Línguas
Inglês americano. Minorias falam alemão e dialetos, sobretudo o plautdietsch, alemão texano e o alemão da pensilvânia (Pennsylvania Dutch em Inglês).
Religiões
Predominantemente Cristianismo com 77%
(53% Protestantes (principalmente Luteranos, Reformados, Anabatistas, Amish, Menonitas e Quakers); 24% Católicos), Judeus 1% e Sem filiação religiosa ou outra religião 22% [3]
Grupos étnicos relacionados
Alemães, Teuto-brasileiros, Teuto-argentinos, Teuto-chilenos e Teuto-canadenses

Índice

HistóricoEditar

 
Mapa que mostra a ancestralidade predominante da população norte-americana em cada condado. Em azul claro, onde os descendentes de alemães são uma pluralidade (dados de 2000).

InícioEditar

A Alemanha foi, durante muitos anos, um país de forte emigração. Desde finais do século XVIII há uma notável população alemã vivendo em países estrangeiros, porém, a maior parte dos emigrantes abandonaram a Alemanha no século XIX e início do século XX. Os alemães se dispersaram em diversos países, incluindo o Brasil, a Argentina, o Canadá e a Austrália, porém, o destino principal de emigrantes germânicos foi os Estados Unidos.

Os Estados Unidos tornaram-se a terra prometida para milhões de emigrantes desde o início da sua colonização, no século XVII. Os primeiros colonos alemães chegaram aos EUA no ano de 1608. Grande número de colonos teutônicos chegaram entre 1680 e 1760. Esses colonos, protestantes na maioria dos casos, fugiram de perseguições religiosas, estabelecendo-se sobretudo no estado da Pennsylvania e norte de Nova Iorque.

A Pennsylvania tornou-se o destino preferido da emigração alemã durante o século XVIII, recebendo grandes levas de emigrantes entre 1725 e 1775, compondo, neste último ano, já 30% da população do estado. Outras colônias alemãs foram criadas na Virgínia, Massachusetts e Carolina do Norte, incluindo protestantes, menonitas, amish e outras minorias religiosas.

No censo de 1790, os alemães constituíam 9% da população branca dos Estados Unidos.

Em massaEditar

Uma grande massa de emigrantes alemães rumaram para os Estados Unidos entre 1848 e a I Guerra Mundial, período em que entraram aproximadamente seis milhões de alemães no país, sendo as cidades como Chicago, Detroit e Nova Iorque destinos bastante procurados, porém, a maior parte dos alemães preferiam se estabelecer na Região Centro-Oeste dos Estados Unidos.

No final do século XIX, havia quase 8 milhões de alemães de primeira e de segunda geração nos Estados Unidos, cerca de 10% da população. Extraordinariamente diversificados em origem, ocupação, padrões de moradia e crença religiosa, eles eram isoladamente o maior grupo de língua não inglesa nos EUA. [5]

AssimilaçãoEditar

Depois de duas ou três gerações, os germano-americanos se assimilaram ao restante da população norte-americana e aos seus costumes e adotaram rapidamente a língua inglesa como idioma materno. Atualmente, é quase inexistente uma cultura teuto-americana, devido a essa fácil assimilação dos emigrantes alemães dentro dos Estados Unidos.

Alguns estados americanos possuem uma clara maioria de ascendência alemã: Dakota do Norte e Wisconsin possuem, respectivamente, 43,9% e 42,2% de sua população descendente de alemães. Esses dois estados são considerados os mais alemães dos Estados Unidos, possuindo uma larga população luterana (que inclui também noruegueses e suecos).

É notório, todavia, que os alemães não se mantiveram isolados dentro de seu próprio grupo étnico e, atualmente, a maior parte dos norte-americanos com ascendência alemã também possuem alguma origem escocesa, inglesa, irlandesa, etc. Uma combinação comum é alemão-irlandês, porque estas duas etnias formaram os primeiros grupos grandes de católicos nos Estados Unidos.

BibliografiaEditar

  • Leandro Karnal, Luiz Estevam Fernandes, Marcus Vinicius de Morais, Sean Purdy - História dos Estados Unidos: das Origens ao Século XXI. Editora Contexto

Referências

Ver tambémEditar