Imperial Ordem de São Bento de Avis

ordem honorífica brasileira

A Imperial Ordem Militar de São Bento de Avis é uma antiga ordem militar brasileira, originada a partir da portuguesa Ordem Militar de Avis, a qual por sua vez remonta à medieval Ordem de São Bento de Avis. Essa ordem medieval foi aparentemente originada na Espanha, a partir da Ordem de Calatrava; outra teoria informa ter-se originado em Portugal no século XII, sob D. Afonso Henriques. Após o banimento da família imperial brasileira, a ordem foi mantida por seus membros em caráter privado, sendo seu Grão-Mestre e Soberano, o então Chefe da Casa Imperial do Brasil, o Príncipe Dom Bertrand de Orléans e Bragança.

Imperial Ordem Militar de São Bento de Avis
Cesarski Order Aviz.jpg
Descrição
País Brasil
Outorgante Principe Grão mestre Dom Pedro Bourbon de Orleans e Bragança
Criação 9 de setembro de 1843 (Ordem brasileira)
1843 - 1891 (Ordem Nacional)
1891 - presente (Ordem da Casa Imperial)
Tipo Ordem dinástica
Organização
Grão-Mestre
Pedro de Bourbon de Orléans e Bragança
Chanceler Visconde de Tourinho, Mordomo mor de S.A.I.R. Dom Pedro Bourbon de Orleans e Bragança.
Graus Grã-cruz
Dignitário
Comendador
Oficial
Cavaleiro
Hierarquia
Inferior a Imperial Ordem de Sant'Iago da Espada
Superior a Imperial Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo
Fita Imperial Order of Saint Benedict of Aviz (Brazil) - ribbon bar.png

Criação e regulamentaçãoEditar

Foi reformada por D. João VI de Portugal no Rio de Janeiro em 5 de julho de 1809.

Foi conservada como ordem brasileira pelo imperador D. Pedro I a 20 de outubro de 1823. A chancelaria que cuidava dos registros da ordem brasileira pertencia ao Ministério do Império. Destituiu-se seu caráter religioso e foi reformada pelo imperador D. Pedro II por meio de decreto de 9 de setembro de 1843 e por ele alterada como recompensa por serviços militares em 7 de dezembro de 1861.

A Ordem consistia no imperador como grão-mestre e o herdeiro aparente era comendador-mor.

Foi mantida após a proclamação da República, juntamente com a Imperial Ordem do Cruzeiro, por determinação do Marechal Deodoro da Fonseca, pelo decreto n.º 227 F de 22 de março de 1890. Até sua extinção definitiva, por meio da Constituição de 1891 em 24 de fevereiro desse ano, chegou da Fonseca a distribuir as ordens de Avis e do Cruzeiro a 724 pessoas.[1]

Após o banimento da família imperial brasileira, a ordem foi mantida por seus membros em caráter privado, sendo seu grão-mestre o chefe da casa imperial brasileira. Hoje é outorgada pelo Grão-mestre Principe Dom Pedro Bourbon de Orleans e Bragança, de Petropolis, Brasil.

Pelo decreto n.º 4328 de 15 de novembro de 1901, criou-se uma medalha honorífica que leva seu nome, reservada a condecorar militares brasileiros das três armas. Também, a Ordem do Mérito Militar, criada por decreto n.º 24660 de 11 de junho de 1934, apresenta a cruz florenciada em referência à Imperial Ordem de Avis.

Após o banimento da família imperial brasileira, a ordem foi mantida por seus membros em caráter privado, sendo seu Grão-Mestre e Soberano, o então Chefe da Casa Imperial do Brasil, o Príncipe Dom Bertrand de Orléans e Bragança.

CaracterísticasEditar

 
Medalha de Oficial da Imperial Ordem de São Bento de Avis

InsígniaEditar

Grã-cruz
  • Anverso: estrela branca de cinco pontas bifurcadas e maçanetadas, assentada sobre guirlanda de ramos de café e fumo, pendente de coroa imperial. Ao centro, medalhão redondo branco, com cruz florenciada, de verde, bordada d'ouro.

Fita e bandaEditar

De cor verde, com duas orlas brancas.

GrausEditar

  • Grã-Cruz (com o tratamento de Excelência)
  • Dignitário
  • Comendador
  • Oficial
  • Cavaleiro

TitularesEditar

  • Luís Alves de Lima e Silva, duque de Caxias
  • Almirante Alexandrino de Alencar
  • Felipe Joaquim da Cunha e Castro, tenente-coronel de Cavalaria
  • Marechal Carlos Frederico Lecor, visconde de Laguna.
  • Giacomo Raja Gabaglia, militar, matemático e professor de ensino superior
  • Marechal Joaquim Xavier Curado, governador de Santa Catarina, barão e conde de São João das Duas Barras

Referências

  1. POLIANO, Luís Marques. Heráldica, pág. 371. Ed. GRD. Rio de Janeiro, 1986.

BibliografiaEditar

  • POLIANO, Luís Marques. Heráldica. Ed. GRD. Rio de Janeiro, 1986.
  • POLIANO, Luís Marques. Ordens honoríficas do Brasil.

Ver tambémEditar

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