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Inácio Peres Fernandes

arquitecto português
Inácio Peres Fernandes
Nascimento 29 de dezembro de 1910
Barcelona
Morte 2 de novembro de 1989 (78 anos)
Lisboa
Cidadania Portugal
Alma mater Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
Ocupação arquiteto

Inácio Peres Fernandes ou Ignácio Perez Fernandez (Barcelona, 29 de Dezembro de 1910Lisboa, 2 de Novembro de 1989), foi um arquitecto português.

Índice

BiografiaEditar

Concluiu o curso de Arquitectura Civil na Escola de Belas Artes de Lisboa, aos 23 anos, em 31 de Julho de 1934, com a média geral de 16 valores. Apôs o estágio obrigatório de dois anos com e Prof. Arq. Cristino da Silva, fez o seu concurso para obtenção do diploma de arquitecto (CODA), também com 16 valores.

Em 1938 entrou para o Gabinete de Urbanização da Câmara de Municipal de Lisboa, sob orientação do Eng. Duarte Pacheco. Posteriormente transitou para a Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.

Por indicação do Eng. Duarte Pacheco, entrou na Junta Autónoma das Estradas, apoiando os estudos para a construção da Marginal do Estoril. Trinta anos mais tarde, ocupando o cargo de chefe de gabinete da JAE., passa para o Concelho Superior de Obras Públicas, onde como Inspector de Obras Públicas permanece até atingir a idade da reforma, 12 anos mais tarde.

No âmbito da sua actividade profissional desenvolveu trabalhos de arranjos urbanísticos em Lisboa (Jardim da Estrela e Campo Pequeno), Coimbra, Viseu, Covilhã, Guimarães, Lagos entre outros. Colaborou no projectos e construção de pontes importantes como a da Arrábida no Porto ou de Coimbra. Projectou em Lisboa e em diversos pontos do país edifícios plurifamiliares sendo autores de igrejas como a de Riachos e Silveiras bem como bairros sociais de Pescadores em Olhão, Portimão, Ferragudo e Fuzeta.

 
Visita Salazar obras Ponte Coimbra

A convite do Eng. Duarte Pacheco, juntamente com Arq. João Faria da Costa e o Arq. Étienne de Gröer, constitui um gabinete na CML para estudos de urbanização, onde trabalha com o Arq. Francisco Keil do Amaral e onde foram elaborados estudos para o Bairro do Restelo («Plano da Encosta da Ajuda» de 1938/40, integrado no «Plano Geral de Urbanização de Lisboa») e para Alvalade («Plano da Zona a Sul da Avenida Alferes Malheiro» de 1945, numa vasta área com 230 hectares e para servir 45 mil habitantes, em plano integrado, com cuidada previsão de sistemas de eixos e retículas, impasses e células residenciais).

Alguns projectosEditar

1º. Prédio projectado em Lisboa situa-se na Avenida Defensores de Chaves, nº. 34.

Ponte da Arrábida, colaborou com o engenheiro responsável pelo seu projecto e construção, Edgar António de Mesquita Cardoso e o engenheiro José Francisco de Azevedo e Silva.

Prédio na Rua Francisco Rodrigues Lobo, proximidades do Arco do Carvalhão

Prédio na esquina das Avenidas 5 de Outubro com a Duque d’Ávila

Actividade Oficial extra J.A.E. - farol da Gibalta em Caxias e o edifício de Socorros a Náufragos em Paço de Arcos – encostado à Avenida Marginal

Edifício da Colónia Balnear “O Século” em São Pedro do Estoril, na Avenida Marginal

Edifício da Colónia Balnear na Praia de Santa Cruz (Torres Vedras)

Remodelação do Palácio da Rosa (1960)

Hotel Paris, no Estoril, (bastante adulterado pelos actuais proprietários)

Sede de Direcção de Estradas J.A.E. em Portalegre

Grande Hotel da Figueira da Foz (1950); determinou o desenho da avenida marginal da Figueira da Foz. (Classificado como Imóvel de Interesse Público pelo IPPAR) [1]

 
Grande Hotel da Figueira da Foz

Remodelação da Câmara Municipal de Loulé (1942)

Igreja Paroquial de Riachos, em Santarém, Torres Novas (1948)

 
Igreja Paroquial de Silveira - concelho de Torres Vedras c. 1954

Igreja Silveira em Santa Cruz

 
Igreja Riachos

Grupo Escolar Primário para a Zona do Alvalade (C.M.L.)

Monumento ao Eng. Duarte Pacheco

Os conjuntos urbanos e os imóveis de habitação múltipla que ladeiam as Praças de António Sardinha a de Aniceto do Rosário na Penha de França e o Largo Dr. António Viana, na Rua Silva Carvalho, em Lisboa.

Várias dezenas de outros imóveis de habitação, incluindo várias moradias, em Lisboa e noutros pontos do Pais. Destas destacam-se no bairro do Restelo a moradia geminada onde morou o Almirante Américo Tomáz, a moradia do Eng. Canto Moniz, a sua moradia na Rua Francisco de Almeida, 29 e sua casa em São Pedro de Moel

Alguns edifícios industriais, entre os quais todos os edifícios industriais da VOLVO em Lisboa, Rua José Estevão, São João da Talha e no Porto na Via Norte a sede da Auto Sueco. Quase em frente da Volvo no Porto o edifício dos produtos SANDOZ.

Diversos Estabelecimentos Comerciais

Os viadutos de Vales Escuro, Amadora e da 2ª Circular de Lisboa

Os Arranjos urbanos do Centro das Cidades da Covilhã e de Guimarães

Duas Instalações Industriais e um grande Conjunto Habitacional para Vale Escuro em Lisboa (Chelas)

Sindicato Nacional dos Arquitectos (SNA)Editar

Em 1949, Keil do Amaral e um grupo de arquitectos modernos ligados ao grupo Iniciativas Culturais Arte e Técnica (ICAT), entre os quais Inácio Peres Fernandes, Dário Viera e João Simões, ganham as eleições para os corpos directivos do SNA. Afastamento de Keil do Amaral da direcção do SNA por imposição do governo.

Entre 1951 e 1959 foi presidente do Sindicato Nacional dos Arquitectos. Neste período foi realizado o Inquérito à Arquitectura Popular em Portugal.

PoliticaEditar

Partido Socialista: pertence à lista de fundadores, elaborada em 1977 por Manuel Tito de Morais e Catanho de Menezes, nomeados para o efeito pela Direcção do P.S., participantes no Congresso da Acção Socialista Portuguesa reunido em Bad Münstereifel, 19 de Abril de 1973, que decidiu fundar o Partido Socialista.

1977-1980 Vice Presidente da Câmara Municipal de Lisboa (quando era Presidente Aquilino Ribeiro Machado)

Outras AssociaçõesEditar

Presidente Honorário da Associação dos Arquitectos Portugueses

Sócio Honorário do Instituto de Arquitectos do Brasil (I.A.B)

Sócio Honorário da Sociedade Nacional de Belas Artes

Membro do grupo Iniciativas Culturais Arte e Técnica (ICAT)

Rua Perez FernandezEditar

Em Lisboa foi homenageado tendo o seu nome, com "Z" dado a uma Rua da Cidade no bairro do Calhariz de Benfica

Referências

  1. Diário da República 421 Série B de 19-FEV-2002

Ver tambémEditar

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