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Inseminação artificial em tempo fixo

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A inseminação artificial em tempo fixo (IATF) é um programa em que se insemina um grupo grande de bovinos em um só dia. Considerada uma biotecnologia, que ajuda na Inseminação artificial ( IA). Onde o Estro (cio)é provocado com o uso de dispositivo intra uterino bovino (DIB) e hormônios sintéticos uns dos mais utilizado é o progestágenose,prostaglandina que se sincroniza a ovulação através de protocolos hormonais Está sendo largamente usado, pela economia, seleção de genética e racionalização de manejo do rebanho bovino.[1]

Índice

Procedimentos da IATFEditar

Para que a inseminação artificial (IA) seja feita em tempo fixo, deve-se usar, observando criteriosamente, os hormônios de reprodução que induzam à ovulação sincronizada das vacas. Existem várias formas e variações de protocolos de IATF. De acordo com cada caso, ou seja, de acordo com as características da propriedade, há uma recomendação mais acertada. As variáveis que guiam a escolha do protocolo são: escore de condição corporal dos animais, tempo de pós-parto, raça, idade, tamanho do lote, infra-estrutura e mão-de-obra da fazenda.

 
Vacas prenhes por IATF

A IATF baseia-se em sincronização da onda de desenvolvimento folicular e indução da ovulação do folículo já desenvolvido, de forma que se possa predeterminar o momento da inseminação. É importante lembrar ainda que animais com melhor condição corporal e, principalmente, em balanço energético positivo respondem melhor aos protocolos de IATF, atingindo taxas de gestação superiores, quando comparados a bovinos com déficit nutricional. Conclusão: rebanho bem nutrido e saudável apresenta melhor resposta à IATF.[2]

Benefícios no usoEditar

Além do resultado positivo quanto ao aumento nas taxas de prenhez, a IATF os seguintes benefícios:

  • Eliminação da observação de cio, atividade que absorve muita mão-de-obra e geralmente traz resultados insatisfatórios quanto a taxa de prenhez nos primeiros 30 dias de estação de monta;
  • Redução de cerca de 50% na quantidade de touros de repasse;
  • Programação da estação de monta com mais exatidão;
  • Diminuição do intervalo entre partos;
  • Produção de bezerros melhores graças ao ganho genético oriundo da IA e da monta natural – como a necessidade de touros é menor, é possível selecionar dentro do lote de reprodutores os melhores animais;
  • Bezerros com maior peso à desmama e bois com menor idade ao abate;
  • Maior número de bezerros produzidos no ano;
  • Aumento da taxa de desfrute;
  • Melhor utilização da mão-de-obra da propriedade, reduzindo gastos com contratações e horas extras;
  • Redução da necessidade e do desgaste dos animais de serviço.
 
Bezerrada de IATF

História da IATFEditar

A inseminação artificial foi usada pela primeira vez no Brasil em meados da década de 1970 e é hoje uma das principais ferramentas de melhoramento genético do rebanho. O que não permitia sua popularização efetiva era a dificuldade em observar o cio.

Já na década de 90, surgiu a IATF, visando facilitar a inseminação artificial com data marcada e sem necessidade de observar o cio das matrizes.

Números da IATF no BrasilEditar

Em 2002, cerca de 5% do rebanho de matrizes bovinas (100 mil animais) recebia a técnica da IATF. Já em 2011, a técnica é usada em 10% do rebanho de matrizes (5 milhões de animais).[3]

Referências

  1. Kleber da Cunha Peixoto Junior1* , Yessica Trigo2 (Janeiro, 2015). «Inseminação artificial em tempo fixo» (PDF). PUBVET. Consultado em 12 de novembro de 2016 
  2. «Gestão Rural de Criação de Bovinos de Corte» (PDF). Consultado em 9 de novembro de 2018. Arquivado do original (PDF) em 22 de janeiro de 2015 
  3. Inseminação artificial em bovinos, Uso da IATF cresce até 30% ao ano.