Instituto Tomie Ohtake

museu no Brasil
Instituto Tomie Ohtake
Entrada do Instituto Tomie Ohtake
Tipo Instituto/Centro Cultural
Inauguração Novembro de 2001
Diretor Ricardo Ohtake
Curador Paulo Miyada
Website www.institutotomieohtake.org.br
Geografia
Localidade Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 - Pinheiros, São Paulo - SP

O Instituto Tomie Ohtake, inaugurado em novembro de 2001, destaca-se por ser um dos raros espaços da cidade especialmente projetado, arquitetônica e conceitualmente, para realizar mostras nacionais e internacionais de artes plásticas, arquitetura e design.[1] O edifício foi projetado pelo filho de Tomie Ohtake, Ruy Ohtake. A instituição é presidida por Ricardo Ohtake, também filho de Tomie Ohtake, e seu curador-chefe é Paulo Miyada.[2] [3]

Como homenageia a artista que lhe dá o nome, o Instituto desenvolve exposições que focalizam os últimos 60 anos do cenário artístico, ou movimentos anteriores que levam a entender melhor o período em que Tomie vem atuando, organizando mostras inéditas no Brasil como Louise Bourgeois, Josef Albers, Yayoi Kusama, Salvador Dalí, Joan Miró, entre outras.[4]

Além de um programa de exposições marcante na cena cultural brasileira e que se desdobra em outras atividades como debates, pesquisa, produção de conteúdo, documentação e edição de publicações, o Instituto Tomie Ohtake desenvolve, desde a sua fundação, ampla pesquisa no ensino da arte contemporânea. Por isso, foi pioneiro na criação de novos processos para a formação de professores e de alunos das redes pública e privada, além de realizar uma série de atividades dirigidas ao público em geral e projetos de estímulo ao desenvolvimento da produção contemporânea. [5]

HistóricoEditar

Em 2000, foi lançado o projeto do Instituto Tomie Ohtake na cidade de São Paulo[6] e sua inauguração se deu no ano de 2001.[7][8] Ele foi instalado em um complexo chamado Ohtake Cultural, o qual tem um centro de convenções, dois prédios de escritórios e um centro cultural unidos por um Grande Hall de serviços. Com a ajuda do Grupo Aché, foi possível construir o prédio, o qual foi projetado por Ruy Ohtake. [7]

Tanto o projeto arquitetônico quanto o nome da instituição são uma homenagem a consagrada artista plástica Tomie Ohtake, a qual tem um enorme reconhecimento e importância na arte brasileira.

 
Casa Sala Aberta

Uma das ideias principais do projeto era reunir em um mesmo espaço uma gama de serviços (cultura, lazer e trabalho), de forma integrada, e propor a disseminação do conhecimento da arte a partir de tendência nacionais e internacionais, além de apresentar a arte dos últimos 50 anos,[9] correspondentes ao tempo de atuação de Tomie.[7]

Atualmente, o Instituto tem como diretor geral Ricardo Ohtake, filho de Tomie. Ele é formado em arquitetura e ainda, é designer gráfico. Também já foi curador de mostras em diferentes instituições, como: V Bienal Internacional de Arquitetura e Design de São Paulo em 2003. [7]

O institutoEditar

O espaço apresentado se autodenomina Instituto, edifício de arte e não museu, pois não lugares provisórios de passagem e não de coleção. As próprias obras de arte definem a conformação do espaço expositivo. Além disso, ele se define como "Independente de esferas governamentais, ocupando um empreendimento do Laboratório Aché, cedido em comodato por 30 anos" e faz uso das leis de incentivo à cultura para bancarem seus projetos. [7]

 
Núcleo de Cultura e Participação

Núcleo de Cultura e ParticipaçãoEditar

O Instituto Tomie Ohtake tem como objetivo aproximar o público dos conceito de expressivos da contemporaneidade. Para isso, oferece diversos cursos e oficinas, além de visitas-guiadas e debates tornando a arte mais acessível, e criando receptores e criadores.[7][8]

 
Complexo Aché Cultural

ArquiteturaEditar

O projeto arquitetônico correspondente ao Ohtake Cultural, o qual o Instituto Tomie Ohtake está inserido, teve investimentos do grupo Aché e ganhou prêmio na IX Bienal de Arquitetura de Buenos Aires em 2001.[7][8]

O espaço cultural seguiu as tendências dos projetos arquitetônicos do mundo a fora caracterizados por mesclar trabalho e lazer.[7]

EstruturaEditar

A estrutura do instituto é composta por quatro salas de ateliê, sete salas de exposições, uma sala de seminários, uma de documentação, integradas por um Grande Hall com restaurante, uma livraria, um café e uma loja de objetos. Sua área é de 7.500 m², a qual integra todas as exposições, palestras, ateliês, entre outras acomodações. [3][7]

Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobelEditar

Junto com AkzoNobel, o Instituto Tomie Ohtake premia projetos de arquitetos com até 45 anos e que tenham realizado suas obras nos últimos 10 anos. O intuito do trabalho é incentivar os campos da arquitetura, designer, artes plásticas e urbanismo, valorizando as formas inovadores de construir e pensar o espaço social. [10][11]

Exposições de destaqueEditar

O Instituto Tomie Ohtake não possui um acervo próprio, mas contou com diversas exposições importantes que marcaram sua história.[12]

Ano Exposição
2003 A Recente Trajetória da Arte Brasileira
2003 Tomie Ohtake na Trama Espiritual da Arte
2003 Vilanova Artigas
2005 Kamekura: a Gráfica, o Japão, o Cartaz
2005 Arena Conta Arena
2006-2008 Ação e Pensamento, 6 Exposições com trabalho de formação de professores e grupo de alunos
2007 Meio Século da Arte Brasileira
2008 Laços do Olhar, Roteiro entre o Brasil e o Japão
2008 Sejima e Nishizawa, Saana
2011 Pinturas Cegas, Tomie Ohtake
2011-2013 Anônimos e Artistas, do Artesanato Tipográfico ao Design Gráfico
2012 Teimosia da Imaginação, juntamente com Instituto do Imaginário do Povo Brasileiro
2012 Um Olhar sobre o Brasil, a Fotografia na Construção da Imagem da Nação
2012 Thom Mayne
2013 Gesto e Razão Geométrica, Tomie Ohtake
2014 Histórias Mestiças
2014 Salvador Dali
2015 Frida Kahlo - Conexões entre mulheres surrealistas no México
2015 Nós entre os Extremos, A Arte e Ciência
2016 Aprendendo com Dorival Caymmi: Cultura Praieira
2016 Picasso: Mão Erudita, Olho Selvagem
2016 Os Muitos e o Um: Arte Contemporânea Brasileira na Coleção Adrea e José Olympio Pereira
2017 Yoko Ono: O Céu Ainda é Azul, Você Sabe...
2018 Histórias Afro-Atlânticas
2018 AI-5 50 anos - Ainda Não Terminou de Acabar

GaleriaEditar

Referências

  1. «Instituto Tomie Ohtake». www.institutotomieohtake.org.br. Consultado em 23 de abril de 2019 
  2. Ribeiro, Julia Faria (8 de junho de 2015). «A história de Tomie Ohtake e o Instituto». Faculdade Cásper Líbero 
  3. a b «Instituto Tomie Ohtake | Da Redação | VEJA SÃO PAULO». VEJA SÃO PAULO. 16 de março de 2015 
  4. «Instituto Tomie Ohtake». www.institutotomieohtake.org.br. Consultado em 23 de abril de 2019 
  5. «Instituto Tomie Ohtake». www.institutotomieohtake.org.br. Consultado em 23 de abril de 2019 
  6. Gallo, Alline Corona. «Tomie Ohtake na Arte Contemporânea». Revista Anagrama: Revista Científica Interdiciplinar da Graduação 
  7. a b c d e f g h i NASCIMENTO, Flávio Martins e. «Ação e informação em centros culturais : um estudo sobre o Instituto Tomie Ohtake». PUC - Campinas 
  8. a b c «Instituto Tomie Ohtake». Historia das Artes. 30 de junho de 2016 
  9. Sampaio, Leandro. «Instituto Tomie Ohtake». www.cidadedesaopaulo.com. Consultado em 13 de junho de 2017 [ligação inativa]
  10. «Edital - Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake - AkzoNobel» (PDF). Arquivado do original (PDF) em 1 de abril de 2017 
  11. Ultrahaus. «Instituto Tomie Ohtake». www.institutotomieohtake.org.br. Consultado em 13 de junho de 2017 
  12. Fonseca, Eder. «"A arquitetura constrói o habitat humano" Ricardo Ohtake – Diretor do Instituto Tomie Ohtake | Panorama Mercantil». www.panoramamercantil.com.br. Consultado em 13 de junho de 2017 

Ligações externasEditar

 
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