Lista de tendências do Partido Socialismo e Liberdade

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Aqui são listadas as tendências do Partido Socialismo e Liberdade do Brasil.

Primavera SocialistaEditar

No dia 30 de junho de 2019 foi fundada a tendência Primavera Socialista, por meio da fusão de dez outras organizações do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL): APS, Rosa Zumbi, RPS, POLIS, Esperança Socialista, Alvorada Popular, Poder Popular, Coletivo do Rio, Coletivo Mandato Glauber, Somos PSOL, com presença em 20 estados.

Ação Popular SocialistaEditar

A Ação Popular Socialista (APS), além de ter sido uma das tendências internas do PSOL, foi também uma ex-tendência do Partido dos Trabalhadores (PT).

Precedentes (1960-2004)Editar

As esquerdas nos anos 1960Editar

As origens da Ação Popular Socialista (APS) remetem às principais organizações de esquerda dos anos 1960: Organização Revolucionária Marxista Política Operária (ORM-Polop), a Ação Popular (AP) e o Partido Comunista Brasileiro (PCB). A Polop foi fundada em 1961 e resultou de uma fusão, entre outros segmentos, de marxistas independentes e setores radicais da juventude trabalhista. A AP, por sua vez, surge como organização independente em 1962 com o desligamento da Ação Católica, um braço da Igreja atuante nos movimentos sociais fundado nos anos 1950. Por último, o PCB, surgido em 1922 e resultante da fusão de setores comunistas e anarquistas, sofreu ao longo dos anos 1960 uma série de divisões, dentre as quais a do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), em 1962. Do PCdoB, em 1966, surge o Partido Comunista do Brasil - Ala Vermelha (PCdoB-AV), terceira das organizações cuja fusão constitui as bases da APS.

A resistência à ditadura pela luta armada (1964-1970)Editar

Ao longo dos anos 1960, o conjunto das esquerdas no Brasil, com exceção principalmente do PCB, tendeu a um processo de radicalização na luta contra a ditadura civil-militar instalada no país com o golpe de março de 1964. Com a implantação do Ato Institucional no. 5 (1968), que restringiu ainda mais as liberdades democráticas e apertou o cerco repressivo contra as organizações de esquerda, intensificou-se a opção, nestas organizações, pela luta armada contra o regime. Neste processo, a Polop, atuante principalmente no meio urbano, sofreu inúmeras dissidências que acabaram praticamente dizimadas em função do assassinato e prisão de seus militantes. Tanto a AP quanto PCdoB-AV, por sua vez, procuraram implantar-se preferencialmente no meio rural, orientadas por ideologias de inspiração maoísta. Ambas, como a Polop, sofreram baixas significativas com o assassinato e a prisão de dirigentes. Apesar da determinação e da dedicação militante das organizações clandestinas, a experiência da luta armada resultou no extermínio ou exílio de amplos setores da militância de esquerda e o afastamento da parcela remanescente das lutas reivindicatórias concretas nas fábricas, escolas e bairros.

Retorno aos movimentos de massa (1970-1980)Editar

Diversas organizações de esquerda, durante os anos 1970, num processo de abandono das ações armadas, traçaram diretrizes para implantarem-se novamente no âmbito dos movimentos reivindicatórios de massa. Nesse contexto ocorre, em 1970, uma tentativa de reconstruir a Polop, que resulta na formação da Organização de Combate Marxista Leninista Política Operária (OCML-PO), da qual surge, entre 1970 e 1971, a Fração Bolchevique (FB). O crescimento da FB resulta, em 1976, na sua conversão no Movimento pela Emancipação do Proletariado (MEP) – uma das mais expressivas organizações da esquerda clandestina no período de fundação do PT. Paralelamente, ocorreu uma divisão da AP: em 1971, parte da organização funde-se ao PCdoB, enquanto a outra, convertida em Ação Popular Marxista-Leninista (APML), segue procurando reconstruir-se e firmar-se no movimento de massas. O mesmo ocorre com PCdoB-AV que, nessa época, encabeça a publicação de jornais alternativos que consolidaram-se como reconhecidos porta-vozes dos movimentos sociais, como o ABCD Jornal, por exemplo, dedicado à cobertura dos movimentos grevistas protagonizados pelos metalúrgicos da região do ABCD paulista.

Na clandestinidade, a opção pelo PT (1980-1987)Editar

A opção da esquerda clandestina pelo retorno aos movimentos de massa contribuiu para a ampliação das lutas populares em fins dos anos 1970. Somado ao apoio da Igreja progressista a movimentos comunitários em bairros periféricos e à emergência do chamado sindicalismo combativo em regiões como São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, esse processo despertou as energias políticas que resultaram na formação do PT em 1980. MEP e PCdoB-AV decidiram pelo ingresso no PT. APML dividiu-se, tendo parte da organização se decidido pelo ingresso no PT e outra pela filiação a outros partidos, como o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Na APML, entretanto, o processo foi menos organizado que nos demais partidos clandestinos: a organização acabou diluindo-se no PT, o que resultou na formação da Organização Comunista Democracia Proletária (OCDP), considerada fração organizada da APML e concentrada na região nordeste. Desde o início, como ocorreu com APML, as organizações de esquerda sofreram enormes pressões pela diluição no interior do PT, o que resulta na quase extinção de PCdoB-AV entre 1980 e 1981 e na ocorrência de dissidência no MEP em 1982. Procurando imprimir um perfil revolucionário ao PT e resistir às pressões pela diluição política, as três organizações decidem ampliar seu trabalho conjunto, o que resulta, em 1985, na fundação do Movimento Comunista Revolucionário (MCR).

PT, partido estratégico na revolução brasileira (1987-1998)Editar

Em pouco tempo, o MCR avançou em suas posições: da constituição de uma organização clandestina interna ao PT para a disputa de sua orientação, o MCR, a partir de uma leitura positiva das resoluções do 5o Encontro Nacional do PT (1987) sobre o programa democrático-popular (em parte coincidentes com as suas próprias formulações), decide avançar no processo de constituir-se como tendência interna do PT. Esse processo culmina, em 1989, na formação da Força Socialista (FS), que reivindica a revolução brasileira como balizada pela combinação de ações por dentro e por fora do Estado, cujo avanço se daria pela conquista de vitórias parciais que potencializassem a luta popular no rumo da revolução, encabeçada por um partido socialista, democrático e de massas – o PT. Entre fins doa anos 1980 e início dos anos 2000, a FS ampliou significativamente suas bases sociais. Consolidou-se em diferentes Estados como Santa Catarina, Rio Grande Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Pará e Amapá. Esse processo correspondeu a um crescimento junto aos movimentos sociais e também de sua representação no âmbito do Estado: entre final dos anos 1990 e início dos anos 2000, a FS havia conquistado 4 mandatos de deputados estaduais (SC, ES, PA, AP), e 3 de deputados federais (SP, BA, DF), além de um mandato de prefeito reeleito (Belém, 1997-2004) e uma vice-prefeitura com chances reais de vitória na eleição seguinte (Florianópolis, 1997-2000).

Fração pública do PT: uma resposta à moderação política (1998-2003)Editar

Apesar da identificação clara, por parte da FS, da centralidade estratégica do PT na revolução brasileira, desde meados de 1998 a tendência ressaltava também o reforço, ao longo dos anos 1990, de elementos conservadores internamente ao partido. A opção preferencial pela disputa eleitoral em detrimento do fortalecimento dos movimentos sociais ou a tendência de rebaixamento ideológico e ampliação do arco de alianças como estratégia de ampliação de suas bases constituem alguns desses elementos conservadores. Frente a essa situação, em 1998, a FS aprova uma resolução que redesenha sua estratégia de disputa do PT: antes restrita aos fóruns do partido, deveria agora ser travada abertamente na sociedade, no âmbito dos movimentos de massa e através dos mandatos executivos e legislativos da tendência. Essa opção se aprofunda com os rumos assumidos pelo PT no período imediatamente posterior ao de eleição de Lula à presidência da República em 2002, que acelerou a deterioração dos espaços de disputa interna no partido, acomodado numa postura reativa frente às concessões conservadoras aprofundadas pelo governo Lula desde então.

Formação da APS e adesão ao PSOL (2004-2005)Editar

Nesse contexto é que surge a APS. Resulta, em 2004, de uma fusão da FS com coletivos regionais do PT, cujo objetivo seria a preparação da ruptura com o partido – processo que se consolida em 2005 com a crise política e que culmina na saída da APS do PT e seu ingresso no Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), por meio de filiação democrática. Em 2006, a Ação Popular Socialista ingressa definitivamente no novo partido.

Atuação no PSOLEditar

Em pouco tempo, a Ação Popular Socialista assume a direção do PSOL. Nas eleições de 2010, a APS elege um deputado federal: Ivan Valente (SP); dois senadores, Marinor Brito (PA) e Randolfe Rodrigues (AP); e um deputado estadual: Edmilson Rodrigues (PA). Em 2012, a corrente ampliou suas bancadas municipais elegendo vereadores em capitais como Macapá, Belém, Florianópolis, São Paulo e Salvador, além de eleger Clécio Luís em Macapá, o primeiro prefeito de uma capital pelo PSOL.

Internamente no partido, a APS disputou com o setor mais a esquerda, liderado pelo Movimento Esquerda Socialista (MES), da ex-deputada federal Luciana Genro. Em 2009, a corrente estava alinhada com o Coletivo Socialismo e Liberdade e o Enlace. Porém, no terceiro congresso do partido, em 2011, o CSOL e o Enlace se afastaram da APS, que formou chapa para disputar a direção do partido com a TLS e com o MUS, formando mais de dois terços dos delegados do congresso.

No Senado Federal houve a posse do Senador José Nery, pelo Estado do Pará. Suplente da Senadora Ana Júlia Carepa, que foi eleita e tomou posse como governadora do Pará: José Nery e setores de seu partido prestam apoio à candidatura de Carepa no segundo turno. Assume a vaga no Senado Federal em 3 de janeiro de 2007, para cumprir o restante do mandato.

José Nery foi considerado um dos mais atuantes do Congresso Nacional. Concorreu a uma vaga de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Pará, porém não logrou êxito. A Senadora Marinor Brito, mandato posterior ao de José Nery, que graças à Lei da Ficha Limpa, assumiu o mandato de Senadora da República pelo PSOL, durante o período no qual Jader Barbalho esteve impedido. Integrante e militante da APS, Marinor Brito atua, de forma brilhante, durante onze meses no Senado. José Nery e Marinor Brito são integrantes históricos da APS.

Em 2013, a APS compõe o campo da Unidade Socialista, novamente com o dissidentes do antigo MTL, do coletivo Somos PSOL (Pernambuco) e com MUS, então batizado de tendência "Fortalecer o PSOL".

Divisão da APS (2012-2013)Editar

Após diversas polêmicas envolvendo as campanhas da Ação Popular Socialista na cidade Belém e Macapá, além de divergências quanto ao caráter e papel de uma corrente comunista no atual estágio da luta de classes, o projeto político da APS passou a ser contestado dentro e fora da corrente, chegando ao ponto da corrente ser divida em três.

Duas delas ainda se reivindicam com o nome APS, sendo uma delas (APS-Corrente Comunista), que reúne a maioria dos quadros públicos, parlamentares e dirigentes partidários e dos movimentos sociais. É liderada pelos deputados federais Ivan Valente e Edmilson Rodrigues, e pelo presidente nacional do partido, Juliano Medeiros. A outra delas (que se reivindica como APS, e internamente, no PSOL, é conhecida como "APS de esquerda"), reúne parte da militância orgânica da corrente e tem atuação nos movimentos sociais de base e no movimento estudantil, porém pouca presença institucional. É liderada pela filósofa e cientista social Zilmar Alverita, pelo deputado estadual da Bahia Hilton Coelho, pelo vereador de Belém Fernando Carneiro, pelo cientista político e professor da UFBA Jorge Almeida e pela ex-Deputada capixaba, Brice Bragato. Integram o chamado "Bloco de Esquerda" (Bloco minoritário do PSOL) e tem alianças prioritárias com agrupamentos alinhados mais à esquerda. A outra tendência formada é o Coletivo Rosa Zumbi, que internamente está alinhada com a Unidade Socialista, campo que atualmente dirige o PSOL, estando próximo da APS-CC[1][2].

Coletivo Primeiro de MaioEditar

Coletivo Primeiro de Maio
Tipo Organização política de esquerda com atuação no movimento sindical, no movimento estudantil e nas eleições políticas
Filiação Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)
Sítio oficial Página oficial 1º de Maio

O Coletivo Primeiro de Maio é uma organização política brasileira de esquerda, que atua no Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), como uma corrente interna deste.[3] A organização surgiu no próprio PSOL e anteriormente era chamada de Coletivo Socialista Rosa do Povo, em alusão ao livro do poeta Carlos Drummond de Andrade. O atual nome faz referência ao Dia do Trabalhador. Além de reivindicar as obras de autores clássicos do marxismo mundial, o 1º de Maio também busca nas obras dos brasileiros Florestan Fernandes e Caio Prado Júnior referências teóricas.[4] Segundo a corrente, partidos amplos como o PSOL (Brasil), Syriza (Grécia), Izquierda Unida (Espanha), Bloco de Esquerda (Portugal) aparecem como caminho para unidade da esquerda radical na disputa com a Social democracia, o stalinismo e a direita política.[5] A corrente também considera o PSOL um partido para a revolução brasileira.[5]

A corrente existe majoritariamente no estado de São Paulo, principalmente em Sorocaba, Limeira, Santos, São Paulo, Votorantim, Sumaré e Campinas.[5] Tem atuação no DCE e no sindicato dos funcionários da UNICAMP e também forte atuação na área da saúde. Um dos dirigentes mais notáveis da corrente é o deputado estadual por Sorocaba Raul Marcelo. No movimento sindical, a organização atualmente não está filiada a uma central sindical; apenas atua na corrente Vamos à Luta (não confundir com o coletivo estudantil de mesmo nome, também ligado ao PSOL). No movimento estudantil, organizam-se no coletivo Enfrente! Juventude em Movimento!, além disso, há três coletivos auto-organizados ligados ao 1º de Maio, sendo o LGBT Cores, o Feminista Rosa Lilás e o de Negros e Negras Raízes da Liberdade.

O Primeiro de Maio atualmente compõe o Bloco de Esquerda - BE, agrupamento que reúne as correntes contrárias a atual direção nacional do PSOL (grupo conhecido como Unidade Socialista - US).[6] Durante o IV Congresso do partido, a corrente apoiou, junto com outras forças politicas do BE, o nome de Luciana Genro (do MES) como pré-candidata à presidência da república, em contraposição ao nome do senador Randolfe Rodrigues da US.[6] Após a vitória da Unidade Socialista, o 1º de Maio, assim como o MES, passa a aceitar o nome de Randolfe (que meses depois desistiu da pré-candidatura).

Coletivo Socialismo e LiberdadeEditar

Coletivo Socialismo e Liberdade
Fundação 2003
Dissolução julho de 2013
Ideologia Socialismo,
Marxismo
Espectro político Esquerda
Publicação Debate Socialista
Ala jovem Barricadas Abrem Caminhos (até 2012)
Rompendo Amarras (desde 2012)
Antecessor PSTU
Sucessor Insurgência-PSOL
Fusão Enlace e CLV

Partido Socialismo e Liberdade
Política do Brasil
Partidos políticos

Coletivo Socialismo e Liberdade (CSOL) era uma organização política brasileira de esquerda que atuava como tendência interna do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). O grupo surgiu em 2003 a partir de uma cisão no Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e que aderiu à fundação do PSOL em 2004.[7][8] Em 2012 um setor dos militantes do CSOL rompeu com a organização e passou a construir o Coletivo Resistência Socialista (CRS) dentro do PSOL. Em 2013 os membros remanescentes do CSOL se fundem com as tendências psolistas Enlace e CLV, formando a Insurgência.[9]

História e ideologiaEditar

Após a eleição do Governo Lula em 2002, considerado pelos socialistas um Governo de Frente Popular (ou seja, um governo composto por partidos de origem operária e partidos burgueses, que governa para a burguesia mas faz concessões à classe trabalhadora), houve uma reorganização política da esquerda radical no Brasil.[10] O PSTU, cujo regime é o de centralismo democrático, vivenciava seu 4º Congresso Nacional, único momento em que é permitida a existência de tendências e frações internas.[8] Uma dessas tendências chamava-se Socialismo e Liberdade (SOL), formada por setenta militantes, sendo que sete deles eram do Comitê Central do PSTU.[7] Após o Congresso, o SOL rompe com o PSTU e passa a ser CSOL, um dos grupos fundadores do PSOL. Conforme seu documento fundacional, a intenção dessa ação foi a de participar de um movimento amplo e unitário da esquerda, para disputar a consciência das massas.[10]

No partido, o CSOL construía, com intelectuais como Plínio de Arruda Sampaio e com grupos menores como o Coletivo Socialista Rosa do Povo (atual Coletivo 1º de Maio), o Campo Debate Socialista.[7][11] Esse campo sempre criticava o Programa Democrático Popular (PDP), defendido pelas correntes mais moderadas, pois analisava que ele foi responsável pela "degeneração do PT como partido de esquerda".[7] Na disputa interna, o CSOL unia-se ora com correntes mais à sua esquerda como as do Bloco de Resistência Socialista (BRS) e a Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST) — como no 1º Congresso em 2007 — ora com correntes mais à sua direita como o Enlace e a Ação Popular Socialista (APS) — como no 2º Congresso em 2009, quando essa unidade ganhou a direção nacional do partido.[7][12] Na conferência eleitoral de 2010, essa unidade composta pelo CSOL defendeu a vitoriosa pré-candidatura à presidência da república de Plínio de Arruda Sampaio, contra o mais moderado Martiniano Cavalcante (MTL-MES) e o mais radical Babá (CST).[13]

No movimento sindical o CSOL compunha a Intersindical e no movimento estudantil o coletivo Barricadas Abrem Caminhos, na época um dos grupos que construíam a Oposição de Esquerda na União Nacional dos Estudantes (UNE).[11]

Em 2012, o CSOL passou a integrar o Secretariado Unificado da Quarta Internacional (SU), como seção observadora brasileira, junto com o MES.[14] Nessa época o Campo Debate Socialista passou por uma crise interna que afetou o CSOL também, provocando a divisão da corrente. A maioria do CSOL era favorável a continuar na central sindical Intersindical e seguir a aproximação política ao Enlace (seção oficial do SU-QI), enquanto a minoria, que passou a ser CRS, entrou na central sindical CSP-Conlutas. Mais tarde o CSOL acaba fundindo-se com Enlace, formando a Insurgência (como seção oficial do SU), enquanto o CRS e o MES seguiram como seções observadoras.[7]

Coletivo Resistência SocialistaEditar

Coletivo Resistência Socialista
Fundação 2012 (8 anos)
Ideologia Socialismo,
Marxismo
Espectro político Esquerda
Ala jovem Alicerce Juventude
Antecessor CSOL
Ala Sindical Alicerce Sindical

Partido Socialismo e Liberdade
Política do Brasil
Partidos políticos

O Coletivo Resistência Socialista (CRS) é uma organização política brasileira de esquerda que atua como tendência interna do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).[15][16][17] O grupo surgiu a partir de uma dissidência de 2012 do extinto Coletivo Socialismo e Liberdade (CSOL), outra tendência do PSOL.[18]

Dentro do PSOL, o CRS escreveu contribuições para o 4º e 5º Congressos (2013 e 2015) e é uma das correntes radicais pequenas que compõe o chamado Bloco de Esquerda, ala do partido que se opõe a atual direção nacional formada pelo bloco Unidade Socialista (US) e às suas práticas.[18] Entre os membros mais notáveis do CRS está a professora Sônia Meire, candidata em 2014 a governadora de Sergipe pelo PSOL e pela Frente de Esquerda, que conseguiu 4,16% dos votos.[19]

No movimento sindical, o CRS através da coletivo Alicerce Sindical, grupo que compõe a central sindical CSP-Conlutas[15] e dentro dela costuma unir-se com as outras correntes do PSOL na defesa de teses congressuais.[20] No movimento estudantil, o CRS impulsiona o coletivo Alicerce Juventude,[15] que também reúne militantes do extinto coletivo Jornal Germinal e que não compõe formalmente nem a União Nacional dos Estudantes (UNE) nem a Assembleia Nacional dos Estudantes Livre (ANEL), apesar de comparecer aos congressos de ambas entidades como observador.

Em março de 2016, fundiu-se com outras correntes denominadas como: Movimento ao Socialismo (MAS) e Reage Socialista para dar origem à Nova Organização Socialista[21].

Corrente Socialista dos TrabalhadoresEditar

Corrente Socialista dos Trabalhadores
File:CST (PSOL) logo.png
Fundação 1992 (28 anos)
Sede Rio de Janeiro
Ideologia Socialismo,
Marxismo,
Trotskismo,
Morenismo,
Internacionalismo
Espectro político Esquerda radical
Afiliação internacional Unidade Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional (UIT-QI)
Ala Sindical Combate - Classista e pela base
Página oficial
www.cstpsol.com

Partido Socialismo e Liberdade
Política do Brasil
Partidos políticos

A Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST) é uma organização marxista revolucionária brasileira cuja ideologia fundamenta-se no legado teórico do ucraniano León Trotsky e do argentino Nahuel Moreno.[22] Atualmente, a CST organiza-se como corrente interna do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), sendo uma das organizações fundadoras desse partido, atuando, com outras correntes, na ala mais à esquerda da sigla.[23][24][25] Tendo como estratégia a revolução socialista, a CST diz propor-se a cooperar na construção de uma organização revolucionária, tentando fortalecer a unidade entre as organizações de esquerda combativa. A CST é a seção no Brasil da Unidade Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional (UIT-QI)[26] e seus figuras públicas mais conhecidos são o paraense João Batista Oliveira de Araújo "Babá" (ex-deputado federal pelo Pará e vereador no Rio de Janeiro a partir de fevereiro de 2015),[27] o sindicalista Pedro Rosa (candidato a senador no Rio de Janeiro em 2014, com 137.652 votos), a professora Bárbara Sinedino (Coordenadora Geral do SEPE - Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ) e a argentina Silvia Santos (membra da Executiva Nacional do PSOL).

A Corrente Socialista dos Trabalhadores surge por volta do ano de 1992 de uma cisão da Convergência Socialista (CS), antiga corrente do Partido dos Trabalhadores (PT), quando essa fora expulsa da sigla. Enquanto a maioria da Convergência Socialista, organização que era filiada internacionalmente à LIT-QI, decidia construir um novo partido, a cisão que deu origem a CST tinha uma outra análise da conjuntura. A CST, então, rompe nacionalmente com a CS e internacionalmente com a LIT-QI, retornando para o PT, onde atuou por mais 11 anos, enquanto que a CS acaba por fundar o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). Mais tarde, a CST filia-se à UIT-QI, organização internacional que contém partidos que também romperam com a LIT-QI.[28]

Um pouco antes da eleição presidencial de Luis Inácio Lula da Silva, a CST já considerava o rompimento com o PT, por discordar dos rumos tomados pelo partido. A ideia se concretizou após a expulsão do então deputado Babá, dirigente da CST, por esse não concordar com a Reforma da Previdência imposta pelo PT. A partir de então, junto com outras organizações da esquerda radical oriundas do PT, como o Movimento Esquerda Socialista (MES), e com outras cisões mais recentes do PSTU, como o Coletivo Socialismo e Liberdade (CSOL), a CST impulsionou a criação do PSOL, que obteve registro em 2005.[28]

A CST publica o periódico mensal Combate Socialista.[29] A organização atua no movimento sindical através da corrente "Combate - Classista e pela base" e no movimento estudantil através do "Coletivo Vamos à Luta".

Esquerda MarxistaEditar

Esquerda Marxista
Fundação 2006 (14 anos)
Sede São Paulo
Ideologia Socialismo,
Marxismo,
Trotskismo,
Internacionalismo
Espectro político Extrema-esquerda
Ala jovem Liberdade e Luta
Afiliação internacional Corrente Marxista Internacional
Ala Sindical Corrente Sindical da Esquerda Marxista
Cores Vermelho, Amarelo e Branco
Página oficial
[1]

Partido Socialismo e Liberdade
Política do Brasil
Partidos políticos

Esquerda Marxista é uma organização trotskista, seção brasileira da CMI (Corrente Marxista Internacional), que combate pela construção de uma Internacional revolucionária marxista de massas, pela reconstrução da 4ª Internacional sobre a base do seu programa de fundação, o Programa de Transição, como uma tendência do movimento operário internacional.[30]

Atualmente compõe a Frente Povo Sem Medo, junto com movimentos e organizações como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), as Brigadas Populares (BPs), o Movimento de Luta nos Bairros, o Vilas e Favelas (MLB), o Polo Comunista Luiz Carlos Prestes e entidades ligadas ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), além de outras inúmeras entidades.[31]

Saída do PTEditar

Em abril de 2015, deixou de ser uma corrente interna do Partido dos Trabalhadores (PT). Na Conferência Nacional Chico Lessa (20 e 21 de abril) a Esquerda Marxista aprovou por unanimidade dos delegados presentes a saída do Partido dos Trabalhadores (PT), dando um novo passo na luta pela construção do partido revolucionário dos trabalhadores.[32]

Movimento das Fábricas OcupadasEditar

Junto aos trabalhadores, ocuparam diversas fábricas pelo país (Cipla, Interfibra, Flaskô e tantas outras). Na defesa dos postos de trabalho e direitos, em 2002, construíram o Movimento das Fábricas Ocupadas[33] na luta pela estatização sob controle operário, resistindo aos duros golpes, como a intervenção a mando do governo federal na Cipla e Interfibra.

Movimentos SociaisEditar

Atuam em conjunto com os Movimeto dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e com os Movimeto dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) nas lutas por terra e moradia. Nos sindicatos e na Central Única dos Trabalhadores (CUT), combatem pelas reivindicações dos trabalhadores contra os pelegos e os divisionistas. Impulsionam o Movimento Negro Socialista,[34] que tem papel destacado na luta contra o racismo e o racialismo e contra a divisão do povo trabalhador brasileiro em “raças”.

Fortalecer o PSOLEditar

Fortalecer o PSOL é uma tendência interna do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e é um dos setores que atualmente compõem a direção majoritária conhecida por Unidade Socialista (US). No movimento sindical organizam-se na central INTERSINDICAL - Central da Classe Trabalhadora e no movimento estudantil organizam-se como Movimento Contestação. Seus principais nomes são, Bernadete Menezes, Mario Azeredo, Everton Vieira, Arlei Medeiros, Francis Mendes, André Trindade, Ricardo Saraiva (Big) e Gilberto Maringoni (candidato a governador pelo estado de São Paulo nas eleições de 2014).

Uma parte do grupo que compõe a corrente se organizou no início dos anos 2000 como Movimento de Unidade Socialista (MUS), ainda no Partido dos Trabalhadores (PT), a partir de uma cisão do Movimento Esquerda Socialista (MES).[22] Com a criação do PSOL, o MUS junta-se com cisões de outras organizações oriundas do PT e passa a compor o PSOL.[22] Dentro dessa corrente(MUS), porém, nunca houve uma fusão completa, contribuindo para que mais tarde os grupos se separassem.[25] Fora do Enlace, o antigo MUS passa a se chamar de Fortalecer o PSOL (nome que provem do título da sua tese ao III Congresso do PSOL).

Um dos principais motivos que originou o agrupamento (chamado na época de MUS) foi a divergência com o resto do MES sobre a saída do PT em 2003, por acreditar que deveriam permanecer ainda no partido. Porém o processo de fundação do PSOL (metade de 2004) acaba por pressionar mais rupturas do PT. No final de 2004, o MUS junta-se com cisões da Democracia Socialista (DS) e da Articulação de Esquerda (AE), ambas correntes pertencentes à esquerda petista, e então forma-se o Enlace, que passa a atuar no PSOL.[22] Na composição nacional do Enlace, os militantes do antigo MUS tiveram hegemonia somente no estado do Rio Grande do Sul.[35]

No primeiro Congresso do PSOL (2007), o Enlace saiu sozinho em uma chapa para a votação de direção do partido, não conseguindo obter vitória.[36] Porém, no II Congresso (2009), o Enlace uniu-se à Ação Popular Socialista (APS) e dessa vez obtiveram a direção do partido.[25] Durante as eleições de 2010, surge uma divergência entre a direção nacional do Enlace e os militantes do Rio Grande do Sul. Após a decisão do MES (corrente que dirige o PSOL-RS) de abrir mão de um dos dois candidatos a senador pelo partido, para apoiar o candidato Paulo Paim do PT, o Enlace gaúcho votou à favor da decisão, contrariando a direção nacional da corrente, que se manifestou desautorizando-os.[35] É no ano seguinte, que o setor rompe com Enlace, assinando uma tese individualmente para o congresso do PSOL.[37] Isso se dá, principalmente, pelo fato do Enlace deixar de apoiar a APS (maioria da direção do partido) por causa das políticas que visam trasformar a sigla em um partido de massas e popular, não buscando atuar somente para o trabalhador, mas também com ele. O MUS, discordando do resto do Enlace e rompendo com ele, continuou (junto à corrente TLS) unido à APS, compondo uma chapa com ela no congresso e vencendo novamente.[37]

No IV Congresso, em 2013, o Fortalecer o PSOL, junto com a APS e com outros agrupamentos, assina a tese "Unidade Socialista por um PSOL Popular", que reivindica a atual direção partidária.[38] Ao final do Congresso, muito disputado, o campo Unidade Socialista derrota o auto denominado Bloco de Esquerda - BE.

InsurgênciaEditar

Insurgência
Tipo Organização política de esquerda com atuação no movimento sindical, no movimento estudantil e na eleições políticas
Fundação outubro de 2013
Filiação
Sítio oficial www.insurgencia.org

A Insurgência é uma organização marxista brasileira. Filiada à Quarta Internacional (antigo Secretariado Unificado), atuando com o status de simpatizante dessa organização, definiu recentemente se tornar sua seção.[39] A Insurgência é uma das representantes do mandelismo (um setor do trotskismo) no país.[22] O grupo atualmente se organiza como corrente interna do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)[25] e surgiu em outubro de 2013 a partir da fusão de outras correntes da sigla (CSOL, Enlace e CLV), anunciada no "Manifesto por uma nova corrente revolucionária". Seus membros mais notáveis são Renato Roseno e Fernando Silva "Tostão" A corrente publica a revista À Esquerda.[35] No movimento sindical organizam-se tanto na INTERSINDICAL como na CSP-Conlutas. Dentro do PSOL, a corrente compôs o chamado Bloco de Esquerda (união entre as correntes que discordam da atual direção do partido e que, após o seu IV Congresso (dezembro de 2013), já constitui metade da sigla).[26]

Em fevereiro de 2014 a Insurgência oficializou o lançamento da pré-candidatura do Renato Roseno à presidência da República,[27] por entender que faz-se necessária uma Conferência Eleitoral para decidir qual será o nome indicado pelo PSOL ao cargo, visto que o Congresso Nacional de 2013 foi palco de fraudes que inviabilizam o debate democrático dentro do partido.


Durante a crise política que resultou no golpe jurídico parlamentar em 2016, a Insurgência passou por uma grande divisão[40]. Quatro organizações nasceram daí, todas defendendo os princípios de de Karl Marx, Leon Trotsky e Ernest Mandel. Os novos agrupamento que se originaram da Insurgência são:[41]

  • Insurgência - Um setor manteve o nome original que é liderada Renato Roseno.
  • Comuna - Dentre suas figuras públicas, constam João Machado (SP), Ailton Lopes (CE), Camila Valadão (ES), Jacqueline Parmigiani (PR), Georgia Faust (SC), Alice Carvalho (RS), Paulo Sérgio (RS).
  • Subverta - organização ecossocialista que defende a construção do Bem Viver e atua de forma horizontalizada, apesar da presença de diversas figuras públicas, entre elas Talíria Petrone, deputada federal (RJ), e o deputado estadual do PSOL (RJ), Flávio Serafini.
  • Comunismo e Liberdade - um agrupamento surgido da crise da Insurgência, mas que se desfez em 2019, seus antigos membros ingressaram na Comuna ou se organizaram em outros coletivos.


Liberdade, Socialismo e RevoluçãoEditar

Liberdade, Socialismo e Revolução
Fundação 2009
Ideologia Trotskismo
Socialismo democrático
Marxismo
Afiliação internacional Comitê por uma Internacional dos Trabalhadores
Cores Vermelho e branco
Página oficial
www.lsr-cit.org

Liberdade, Socialismo e Revolução (LSR) é a seção brasileira do Comitê por uma Internacional dos Trabalhadores (CIT), uma organização trotskista internacional presente em mais de 40 países de todos os continentes.

Em 2009, depois de dois anos de estreita relação, os grupos Socialismo Revolucionário (SR) e Coletivo Liberdade Socialista (CLS) decidiram se unir, e assim criaram a LSR.

O SR surgiu em 1996, a partir da luta dos membros brasileiros do CIT, ativos desde o lançamento do jornal Militante Socialista em 1988. Depois de participar do processo que deu origem ao Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) em 1994, desligaram-se desse partido imediatamente após a Conferência Internacional que deliberou pela filiação do PSTU à Liga Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional (LIT-QI) para construir uma alternativa de esquerda revolucionária diretamente junto aos movimentos de massas, [42] tendo como base um programa socialista e as lutas dos jovens e dos trabalhadores.

O Coletivo Liberdade Socialista (CLS), por sua vez, originou-se de uma ruptura do Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL) reunindo alguns quadros com origem também no PSTU.

A unificação que deu origem à LSR abriu caminho para uma expansão nacional da organização em diferentes frentes de atuação. Os membros da LSR atuam em diversas frentes, incluindo escolas, fábricas, locais de trabalho não industriais e bairros, se organizando contra os abusos do governo. Eles são ativos também dentro do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) – no qual a LSR existe como uma das tendências –, nas organizações de massas da classe trabalhadora e da juventude, nos sindicatos, na Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), nas associações locais de trabalho, nos grêmios estudantis, centros acadêmicos e diretórios centrais. Defendendo a unificação das lutas e ligando as demandas imediatas com a luta contra o capitalismo.

PráxisEditar

O grupo Práxis é uma corrente de esquerda, de orientação marxista, que atuou como tendência no interior do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) desde o seu processo de formação. Referenciado numa orientação política que rechaça a possibilidade de construção do socialismo num só país - formulação que constitui uma das bases do stalinismo - vincula-se a uma corrente de esquerda em âmbito internacional denominada Socialismo ou Barbárie, presente em diversos países da América Latina.[43]

Em julho de 2008, após a II Conferência Eleitoral do PSOL, o Grupo Práxis rompe com o partido.[44]

ResistênciaEditar

Movimento por uma Alternativa Independente e SocialistaEditar

O MAIS foi formado a partir de uma ruptura do PSTU tornada pública em julho de 2016, quando 739 militantes assinaram um manifesto de ruptura,[45] [46] e posteriormente fundaram o Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista.[47] [48] [49] As discordâncias que geraram o MAIS estão no campo do centralismo não-democrático da então direção do PSTU, e do entendimento desta organização como a única ou predominante organização revolucionária no Brasil, uma caracterização tipificada nas esquerdas como "auto proclamação" com riscos de isolamento em relação a outras organizações e distanciamento das bases sociais.

O Marxismo revolucionário, obras de Leon Trótski e de Nahuel Moreno estão entre as principais bases teóricas e práticas do #MAIS, que é o símbolo do movimento é uma cerquilha (#) nas cores vermelho, roxo, amarelo e verde, seguido do acrônimo MAIS (Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista). A ruptura se deu no início de Julho do mesmo ano, quando escreveram o manifesto “Arrancar alegria ao futuro”,[50] contando com as assinaturas dos militantes que romperam.[51]

Em 4 de agosto de 2017, o MAIS oficializou sua entrada como corrente interna no PSOL. A decisão foi tomada no congresso da organização, que aconteceu dos dias 27 a 30 de julho, em São Paulo.[52]

Nova Organização SocialistaEditar

A Nova Organização Socialista - NOS é oriunda da fusão, decidida entre 25 e 27 de março de 2016, entre correntes denominadas como: Movimento ao Socialismo (MAS), Reage Socialista e Coletivo Resistência Socialista (CRS)Erro de citação: Elemento de abertura <ref> está mal formado ou tem um nome inválido.

Fusão do MAIS e NOSEditar

Com o acumulo de forças e visando fortalecer as lutas no campo socialista ocorre o Congresso de Fusão nos dias 29 e 30 de abril de 2018, em São Paulo das entidades:'Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista e Nova Organização Socialista e dar origem a organização Resistência a qual surgem com presença em 20 estados brasileiro e no Distrito Federal, com forte penetração no Movimento Sindical e de Juventude[53] [54] [55].

Incorporação do MLTEditar

O Movimento de Luta dos Trabalhadores - MLT que surgiu do agrupamento de jovens da classe trabalhadora e defende a transformação da sociedade, discordando do sistema capitalista. Em um congresso extraordinário realizado em 15 de maio de 2018, aprovou sua dissolução e se incorpora à organização "Resistência"[56].

Incorporação do M-LPSEditar

O Movimento Luta Pelo Socialismo - M-LPS é uma organização de esquerda de orientação marxista, formado em maio de 2017,a parti de uma ruptura da organização Esquerda Marxista. Na Conferência Nacional Humberto Belvedere realizada nos dias 25, 26 e 27 de maio de 2018, aprovou a sua dissolução e incorporação do M-LPS à "Resistência"[57].


Revolução BrasileiraEditar

A Revolução Brasileira é uma organização política brasileira de orientação marxista, que atua como corrente interna do PSOL. Foi constituída a partir da publicação do Manifesto pela Revolução Brasileira, documento lançado publicamente em 15 de abril de 2017[58]. Politicamente, a Revolução Brasileira se diferencia de outras correntes do partido por propor um novo radicalismo político de esquerda no Brasil [59], que se paute numa crítica contundente ao chamado "sistema petucano", entendido como o modus operandi dos governos do PSDB e do PT. Partindo do pressuposto que, no Brasil, se vive uma verdadeira guerra de classes, aprofundado pelo fim de governos conciliatórios e pela eleição do presidente Jair Bolsonaro, a organização entende que a saída para a radicalidade à direita é a radicalidade à esquerda, reafirmando seu compromisso com a construção de uma Revolução Brasileira.

A pré-candidatura de Nildo Ouriques à Presidência da República em 2018Editar

Em 2018, a organização lançou a pré-candidatura de Nildo Ouriques para a presidência da República, tendo retirado a candidatura após divergências com a condução do processo de eleição dos candidatos a presidência e vice-presidência que iriam representar o partido em 2018, que culminou com escolha da chapa encabeçada por Guilherme Boulos e Sônia Guajajara [60].

Correlação de Forças no II Congresso Nacional do PSOLEditar

A eleição da Executiva Nacional durante o II Congresso Nacional do PSOL, realizado entre os dias 21 e 23 de agosto de 2009, revelou a seguinte correlação de forças[61].

Tendências Quantidade de integrantes Executiva Eleitos % de integrantes da Executiva Executiva Eleitos
Ação Popular Socialista (APS) 4 23,5
Movimento de Esquerda Socialista (MES) 3 17,6
Movimento Terra e Liberdade (MTL) 3 17,6
Enlace 2 11,75
Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST) 2 11,75
Trabalhadores na Luta Socialista (TLS) 1 5,8
Coletivo Socialismo e Liberdade (CSOL) 1 5,8
Poder Popular 1 5,8

[62]


Referências

  1. Breve Histórico da APS (1960-2005). In: JUVENTUDE DA AÇÃO POPULA SOCIALISTA/SP. Manual de Recrutamento. São Paulo, 2008.
  2. Ação Popular Socialista: Quadro Histórico. In: JUVENTUDE DA AÇÃO POPULA SOCIALISTA/SP. Manual de Recrutamento. São Paulo, 2008.
  3. Coletivo Primeiro de Maio. «O que é o Coletivo Primeiro de Maio». Consultado em 6 de julho de 2014 
  4. Coletivo Primeiro de Maio. «As lutas atuais no Brasil, a questão nacional e o socialismo». Consultado em 6 de julho de 2014 
  5. a b c Coletivo Primeiro de Maio. «PSOL: Um partido para a Revolução Brasileira» (PDF). Consultado em 6 de julho de 2014 
  6. a b Bloco de Esquerda. «Manifesto: Por um PSOL sintonizado com o avanço das lutas da juventude, das trabalhadoras, dos trabalhadores e do povo» (PDF). Consultado em 6 de julho de 2014  Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "apoioLuciana" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
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  9. Insurgência, 2013. «Nasce uma nova organização da esquerda socialista». Consultado em 13 de dezembro de 2015 
  10. a b SOL, 2003. «Documento fundacional: Novas tarefas para um novo momento histórico». Consultado em 13 de dezembro de 2015 
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  12. Julio Cesar Gonçalves da Silva, 2011. «O PSOL e os dilemas estratégicos da nova esquerda radical do Brasil» (PDF). Consultado em 13 de dezembro de 2015 
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Ver TambémEditar