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Isabel da Áustria, rainha de França

a Rainha mais Bonita da França
(Redirecionado de Isabel da Áustria (1554))
Isabel
Arquiduquesa da Áustria
Retrato de François Clouet , c. 1572
Rainha Consorte da França
Reinado 26 de novembro de 1570
a 30 de maio de 1574
Coroação 25 de março de 1571
Predecessora Maria da Escócia
Sucessora Luísa de Lorena-Vaudémont
 
Marido Carlos IX de França
Descendência Maria Isabel da França
Casa Habsburgo (nascimento)
Valois-Angoulême (casamento)
Nascimento 5 de julho de 1554
  Viena, Áustria, Sacro Império Romano-Germânico
Morte 22 de janeiro de 1592 (37 anos)
  Viena, Áustria, Sacro Império Romano-Germânico
Enterro Catedral de Santo Estêvão, Viena, Áustria
Pai Maximiliano II do Sacro Império Romano-Germânico
Mãe Maria da Espanha
Religião Catolicismo

Isabel da Áustria (Viena, 5 de julho de 1554 – Viena, 22 de janeiro de 1592) foi a esposa do rei Carlos IX e rainha consorte da França de 1570 até 1574. Era filha do imperador Maximiliano II do Sacro Império Romano-Germânico e de esposa, a infanta Maria da Espanha.

VidaEditar

Em 22 de novembro de 1570, por procuração, casou-se com o rei de França Carlos IX na Catedral de Speyer, na Alemanha, com seu tio Fernando II da Áustria, representando o noivo. Foi coroada rainha em 25 de março de 1571, na Basílica de Saint-Denis. Sua entrada em Paris, em 29 de março, foi grandiosa, contradizendo sem dúvida a vida discreta que levaria na França. Dá a seu marido uma filha, Maria Isabel (1572-1578), mas nenhum varão.

Isabel permanece apenas três anos na corte, mas deixa boas lembranças, por sua doçura, sua beleza e sua bondade. Muito reservada, falava não só o alemão mas também o espanhol, o latim e o italiano, porém não o francês. Assim, podia apenas comunicar-se com a ajuda de uma de suas damas que lhe servia de tradutora, a Condessa de Arenberg. Permanece uma das rainhas menos conhecidas do Renascimento. Ligando-se por laços de amizade a sua cunhada, Margarida de Valois, irmã de Carlos IX e esposa do futuro rei Henrique IV, faz desta sua confidente. Elas corresponder-se-ão mesmo após o retorno de Isabel a seu país natal (1576). Ao saber que Margarida encontrava-se sem rendimentos, esta lhe cede generosamente metade de seu dote.

 
Isabel

Carlos IX a trai com Maria Touchet mas suas virtudes a dignificaram: o célebre escritor Pierre de Brantôme lhe faz elogios. Qualifica Isabel de:

Com a morte de seu marido, seu pai expressa o desejo de casá-la com seu cunhado e novo rei, Henrique III, mas este rejeita esse avanço. Um outro projeto de casamento se oferece à rainha: Felipe II da Espanha, seu tio por parte de mãe, fica viúvo da irmã de Isabel, Ana. Ela recusa, alegando que "As Rainhas de França não se casam de novo", como anteriormente já havia dito Branca de Navarra. Volta à Áustria onde funda um convento de clarissas perto de onde se instala, em Viena. Expira com a idade de 38 anos, na maior devoção religiosa.

Desta morte, Brantôme afirmou : "quando morreu, [...] a imperatriz [sua mãe] [...] disse : 'El mejor de nosotros ha muerto.' (O melhor de nós morreu)". Pierre de L'Estoile fará notar que Isabel foi "muito amada e lamentada pelos franceses".

DescendênciaEditar

 
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De seu matrimônio com Carlos IX de França, nasceram:


Isabel da Áustria
Casa de Habsburgo
5 de julho de 1554 – 22 de janeiro de 1592
Precedida por
Maria da Escócia
 
Rainha Consorte da França
26 de novembro de 1570 – 30 de maio de 1574
Sucedida por
Luísa de Lorena-Vaudémont
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