Isabel da Baviera, Eleitora da Saxónia

Isabel da Baviera-Munique (Munique, 2 de Fevereiro de 1443 – Leipzig, 5 de Março de 1484) foi uma princesa da Baviera-Munique por nascimento e eleitora da Saxónia por casamento.

Isabel
Eleitora da Saxónia
Princesa da Baviera
Eleitora da Saxónia
Reinado 7 de setembro de 1464
a 5 de março de 1484
Antecessor(a) Margarida da Áustria, Eleitora da Saxónia
Sucessor(a) Sofia de Mecklemburgo
 
Marido Ernesto, Eleitor da Saxónia
Descendência Cristina da Saxônia
Frederico III, Eleitor da Saxônia
Ernesto II da Saxónia
Adalberto da Saxónia
João, Eleitor da Saxónia
Margarida da Saxónia
Wolfgang da Saxónia
Casa Wettin
Wittelsbach
Nascimento 2 de fevereiro de 1443
  Munique, Ducado da Baviera-Munique, Sacro Império Romano-Germânico
Morte 26 de agosto de 1486 (45 anos)
  Leipzig, Eleitorado da Saxónia, Sacro Império Romano-Germânico
Enterro Paulinerkirche, Leipzig
Pai Alberto III, Duque da Baviera
Mãe Ana de Brunswick-Grubenhagen-Einbeck

VidaEditar

Isabel era filha do duque Alberto, o Devoto da Baviera-Munique (1401–1460) e da sua esposa, a princesa Ana de Brunswick-Grubenhagen-Einbeck (1420–1474), filha do duque Eurico I de Brunswick-Grubenhagen.

Casou-se a 25 de Novembro de 1460 em Leipzig [1] com o príncipe (e futuro eleitor) Ernesto da Saxónia (1441–1486). De acordo com o tratado de casamento, o noivado realizou-se cerca de dez anos antes do casamento que se deveria ter realizado em 1456. Em 1471, foi construído um novo palácio na Colina do Castelo em Meissen, que serviria de residência oficial para o casal. Isabel foi uma influência-chave na educação cuidadosa dos seus filhos, principalmente na área cientifica.[2] O casamento era considerado feliz e Ernesto amava profundamente a sua esposa.[3]

A princesa, que é considera a matriarca da linha Ernestina da Casa de Wettin, morreu depois de uma longa doença aos quarenta-e-um anos de idade. Durante os seus últimos meses de vida, Isabel ficou presa a uma cama na qual foram instaladas rodas e um gancho para a ajudar a deslocar-se.[4] Isabel morreu quase ao mesmo tempo do seu filho Adalberto e da sua sogra Margarida. Ernesto morreu em Agosto desse mesmo ano. Um dos filhos de Isabel, Frederico, o Sábio, terá escrito a Georg Spalatin que, nessa altura, estava sempre a andar de funeral em funeral.[5]

DescendênciaEditar

Do seu casamento com Ernesto, Isabel teve os seguintes filhosː

  1. Cristina da Saxónia (25 de Dezembro de 1461 – 8 de Dezembro de 1521), casada com o rei João I da Dinamarca; com descendência.
  2. Frederico III, Eleitor da Saxónia (17 de Janeiro de 1463 – 5 de Maio de 1525), nunca se casou nem deixou descendentes.
  3. Ernesto II da Saxónia (26 de Junho de 1464 – 3 de Agosto de 1513), arcebispo de Magdeburgo (1476–1480), bispo de Halberstadt (1480–1513)
  4. Adalberto da Saxónia (8 de Maio de 1467 – 1 de Maio de 1484), administrador de Mainz, morreu solteiro e sem descendentes legítimos.
  5. João, Eleitor da Saxónia (30 de Junho de 1468 – 16 de Agosto de 1532), casado primeiro com a princesa Sofia de Mecklemburgo; com descendência. Casado depois com a princesa Margarida de Anhalt-Köthen; com descendência.
  6. Margarida da Saxónia (4 de Agosto de 1469 – 7 de Dezembro de 1528), casada com Henrique I, Duque de Lüneburg; com descendência.
  7. Wolfgang da Saxónia (1473 –1478), morreu com cerca de cinco anos de idade.

GenealogiaEditar

Os antepassados de Isabel da Baviera em três gerações
Isabel da Baviera Pai:
Alberto III, Duque da Baviera
Avô paterno:
Ernesto, Duque da Baviera
Bisavô paterno:
João II, Duque da Baviera
Bisavó paterna:
Catarina de Gorizia
Avó paterna:
Elisabetta Visconti
Bisavô paterno:
Bernabò Visconti
Bisavó paterna:
Beatrice Regina della Scala
Mãe:
Ana de Brunswick-Grubenhagen-Einbeck
Avô materno:
Eurico I, Duque de Brunswick-Grubenhagen-Einbeck
Bisavô materno:
Alberto I, Duque de Brunswick-Grubenhagen
Bisavó materna:
Inês de Brunswick-Lüneburg
Avó materna:
Isabel de Brunswick-Göttingen
Bisavô materno:
Oto I, Duque de Brunswick-Göttingen
Bisavó materna:
Margarida de Jülich-Berg

ReferênciasEditar

  • Reiner Gross: Die Wettiner, W. Kohlhammer Verlag, 2007, p. 83

NotasEditar

  1. Gustav von Hasselholdt-Stockheim: Herzog Albrecht IV. von Bayern und seine Zeit, Wagner, 1865, p. 328
  2. Johann Christian Konrad Hofmann: Zeitschrift für Protestantismus und Kirche, vol 44-45, A. Deichert, 1862, p. 2
  3. Franz Otto Stichart: Das Königreich Sachsen und seine Fürsten, C. L. Hirschfeld, 1854, p. 97
  4. Carola Fey, Steffen Krieb, Werner Rösener: Mittelalterliche Fürstenhöfe und ihre Erinnerungskulturen, V&R Unipress GmbH, 2007, p. 267
  5. Karl Wilhelm Böttiger: Geschichte des Kurstaates und Königreiches Sachsen, vol. 2, F. A. Perthes, 1867, p. 409