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Isabel de Lorena, Eleitora da Baviera

Isabel de Lorena
Duquesa da Baviera (até 1623)
Princesa-eleitora da Baviera (após 1623)
Ambito fiammingo - Elisabetta di Lorena, duchessa di Baviera, 1600 ca.jpg
Isabel de Lorena, escola flamenga (cerca de 1600)
Reinado 1597–1635
Consorte Maximiliano I, Eleitor da Baviera
Dinastia Casa de Lorena (por nascimento)
Casa de Wittelsbach >small>(por casamento)
Nascimento 9 de outubro de 1574
  Nancy, Ducado de Lorena
Morte 4 de janeiro de 1635 (60 anos)
  Braunau am Inn, Baviera
Pai Carlos III da Lorena
Mãe Cláudia de Valois

Isabel Renata de Lorena, (em francês: Élisabeth Renée de Lorraine e em alemão: Elisabeth Renata von Lothringen ), (Nancy, 9 de outubro de 1574 - Braunau am Inn, 4 de janeiro de 1635), foi uma princesa da Lorena e esposa de Maximiliano I, Eleitor da Baviera.

Índice

BiografiaEditar

Isabel era a filha mais nova do duque Carlos III da Lorena e da duquesa Cláudia de Valois. A sua mãe morre no ano seguinte no decurso da sua nona gravidez, uma menina que não sobrevive. A poderosa avó materna dos príncipes de Lorena, Catarina de Médicis, viúva do rei Henrique II de França, toma a seu cuidado os seus netos, chamando à sua corte o mais velho, Cristina de Lorena que, em 1589, ela casa ao chefe da sua família, um dos seu primos, o Grão-duque da Toscana Fernando I de Médici. A velha rainha morre pouco depois numa França dilacerada pelas Guerras da religião.

O duque da Lorena, como "fiel católico", reforça as suas ligações com os monarquias católicas do Império e casa a filha Isabel com o primo, o duque Maximiliano I da Baviera, filho de sua irmã, Renata de Lorena e do duque Guilherme V da Baviera. As núpcias são celebradas em Nancy a 6 de fevereiro de 1595.

A união permanece estéril mas o duque e a duquesa fazem-se notar pela sua piedade e palas suas obras de caridade. Em 1597 o duque Guilherme V abdica e retira-se para um convento. Maximiliano, com 24 anos, sobe ao trono da Baviera.

Em 1619, o primo protestante do duque, Frederico V do Palatinado, faz-se proclamar rei da Boêmia pelos súbditos revoltados contra o Imperado. Bávaros e Lorenos vão em socorro do Imperador. Frederico V é vencido na Batalha da Montanha Branca onde se distingue particularmente o duque da Baviera e o príncipe de Vaudémont, um sobrinho da duquesa. Banido do Império, o Eleitor palatino é despojado da sua dignidade eleitoral que é conferida ao duque da Baviera. Maximiliano I torna-se assim príncipe-eleitor do Sacro Império. Entretanto a guerra continua, tomando uma dimensão europeia, e durará até 1648, assolando nomeadamente a Lorena.

Durante o inverno de 1634/1635, fugindo duma epidemia de peste, o casal eleitoral refugia-se na abadia de Ranshofen onde a eleitora vem a falecer a 4 de janeiro de 1635. O seu corpo jaz na igreja de São Miguel de Munique ao passo que o seu coração é conservado na capela de Altötting.

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Para assegurar descendência e apesar dos seu 61 anos, Maximiliano I volta a casar alguns meses depois com a arquiduquesa Maria Ana de Áustria que lhe dará o herdeiro há tanto esperado. A sua neta, virá a casar com o Grande Delfim, filho de Luís XIV.

Por uma ironia histórica e genealógica, Frederico V é antepassado direto dos Habsburgo-Lorena, uma vez que é avô de Isabel Carlota do Palatinado, a famosa princesa palatina que, por casamento, se tona duquesa de Orleães. Seu neto, Francisco III, duque de Lorena e de Bar tornar-se-á Imperador ao casar, em 1736, com a arquiduquesa Maria Teresa de Áustria.

ReferênciasEditar

Ligações externasEditar

Precedido por
Renata de Lorena
 
Duquesa da Baviera

1597–1623
Sucedido por
Título substituído
Precedido por
Novo título
Eleitora da Baviera
1623-1635
Sucedido por
Maria Ana de Áustria