Abrir menu principal

Caso Isabella Nardoni

Notório caso criminal brasileiro
(Redirecionado de Isabella Nardoni)
Caso Isabella Nardoni
Caso Isabella Nardoni.jpg
Local do crime Vila Isolina Mazzei, na Vila Guilherme, São Paulo
Data 29 de março de 2008 (11 anos)
Vítimas Isabella de Oliveira Nardoni
Réu(s) Alexandre Alves Nardoni
Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá
Advogado de defesa Dr. Ricardo Martins de São José Junior, primeiro advogado contratado que conduziu o caso até o juri popular, quando assumiu o advogado atual: Roberto Podval
Promotor Francisco Taddei Cembranelli
Juiz Maurício Fossen
Local do julgamento 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana
Situação Regime semi-aberto

O caso Isabella Nardoni refere-se à morte da menina brasileira Isabella de Oliveira Nardoni (São Paulo, 18 de abril de 2002São Paulo, 29 de março de 2008), de cinco anos de idade, jogada do sexto andar do Edifício London, situado à Rua Santa Leocádia, nº 138, no distrito da Vila Guilherme, em São Paulo, na noite de 29 de março de 2008.

O caso gerou grande repercussão no Brasil, e Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, respectivamente pai e madrasta da criança, foram condenados por homicídio doloso qualificado. Com o agravante de parentesco com a vítima, Alexandre cumprirá uma pena de 31 anos, 1 mês e 10 dias. No caso da madrasta, Anna Carolina cumprirá 26 anos e 8 meses de reclusão devido à prática de crime hediondo. A decisão foi proferida pelo Juiz Maurício Fossen, no Fórum de Santana em São Paulo.[1][2][3]

VítimaEditar

Isabella de Oliveira Nardoni, nascida em São Paulo, em 18 de abril de 2002, era filha de Ana Carolina Cunha de Oliveira<e de Alexandre Alves Nardoni.[4] Ana Carolina engravidou de Isabella aos dezessete anos. A notícia da gravidez não foi bem recebida por Alexandre, pois na época ele tentava ingressar na faculdade de direito.[5]

Alexandre Nardoni separou-se de Ana Carolina quando Isabella tinha apenas onze meses.[6] Em acordo jurídico, foi definida pensão alimentícia mensal de R$ 250 e o direito a duas visitas por mês, quinzenalmente. Na época da morte, Alexandre Nardoni vivia com a madrasta da menina, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá.[7]

O casoEditar

Isabella Nardoni foi encontrada morta, no dia 29 de março de 2008, após ter sido jogada de uma altura de seis andares, no jardim do Edifício London, prédio residencial na rua Santa Leocádia, 138, Zona Norte de São Paulo. No apartamento, que pertencia a seu pai, moravam, além dele, a madrasta da menina e dois filhos do casal, um de onze meses e outro de três anos.[8] A menina já estava morta com a chegada da ambulância.[9]

O pai de Isabella teria afirmado em depoimento que o prédio onde mora fora assaltado e a menina teria sido jogada por um dos bandidos. De acordo com a imprensa, ele teria dito que deixou sua mulher e os dois filhos do casal no carro e subiu para colocar Isabella, que já dormia, na cama. O pai da vítima teria descido para ajudar a carregar as outras duas crianças, respectivamente de 3 anos e 11 meses, e, ao voltar ao apartamento, viu a tela cortada e a filha caída no gramado em frente ao prédio. Entre o momento de colocar a filha na cama e a volta ao quarto teriam passado de 5 a 10 minutos, de acordo com o depoimento do pai.[10] Dias depois, a investigação constatou que a tela de proteção da janela do apartamento foi cortada para que a menina fosse jogada e que havia marcas de sangue no quarto da criança.[11][12]

InvestigaçãoEditar

O caso teve forte repercussão no Brasil nos dias 30 e 31 de março. Em meio à repercussão, o pai da criança afirmou à polícia no dia 30 que ela havia ficado sozinha no quarto enquanto ele foi buscar os outros filhos. No mesmo dia, a emissora de TV de notícias GloboNews revela que a polícia descartou a possibilidade de acidente na morte de Isabella.[13] Segundo um delegado titular da polícia, sangue foi encontrado no quarto e um buraco na tela de proteção de uma janela reforçam as suspeitas da polícia de homicídio.[14] A perícia feita pela Polícia Técnico-Científica no domingo diz que a rede de proteção da sacada foi cortada propositalmente, então, no quarto dos irmãos da Isabella e não no quarto em que ela foi colocada para dormir.[15] No entanto, uma rádio afirmou que o pai disse à polícia que a menina foi jogada por um assaltante.[16]

O tio de Isabella declarou à imprensa que os pais dela tinham uma "excelente relação" entre a mãe da menina e a família do pai.[17] No entanto, os vizinhos afirmam o contrário, pois as brigas entre Alexandre e Anna eram constantes na presença da Isabella nos fins de semana no apartamento.[18]

Na madrugada do dia 31 de março, Alexandre Nardoni e a madrasta da menina, Anna Jatobá, foram liberados da polícia civil após mais de 24 horas de depoimento. O pai teria descido para ajudar a carregar as outras duas crianças, respectivamente de três anos e onze meses, e ao voltar ao apartamento, viu a tela cortada e a filha caída no gramado em frente ao prédio. Entre o momento de colocar a filha na cama e a volta ao quarto, teriam passado de cinco a dez minutos, de acordo com o depoimento do pai.[19] No outro depoimento, uma vizinha do prédio afirma que ouviu gritos de uma menina pedindo socorro, mas não saiu do apartamento.[20]

No dia 1º de abril, o jornal Folha de S.Paulo publicou que os primeiros laudos do Instituto Médico Legal apontavam indícios de asfixia anteriores à queda da menina. Os legistas teriam duvidado até mesmo de que a menina tivesse caído, por conta do baixo número de fraturas em seu corpo.[21]

 
Edifício London, zona norte de São Paulo

Nesse dia, os dois advogados do pai e da madrasta ficaram por cerca de três horas no distrito policial para acompanhar o caso. Após isso, um dos advogados revelou para a imprensa que a madrasta teria perdido as chaves pouco dias antes do crime.[22] Os advogados disseram que cabe à polícia apontar provas que incriminem seus clientes e não a eles. Eles pediram à imprensa que poupassem o pai e a madrasta, pois eles estariam "sofrendo muito e poderiam sofrer ainda mais" com o assédio.[23] No mesmo dia, os peritos disseram que Isabella caiu de lado e fraturou o pulso. Ela tinha marcas no pescoço e manchas no pulmão. O delegado responsável disse que a morte será investigada como homicídio, pois a tela de proteção da janela foi cortada. Havia marcas de sangue no quarto da criança, o que, segundo o delegado, reforça a tese de que ela foi agredida antes de ser jogada.[24]

No dia 2 de abril, Ana Carolina Oliveira saiu na companhia do namorado após prestar depoimento.[25] Após o depoimento dela, o delegado titular disse que solicitaria nova perícia no carro e no apartamento do pai da menina, afirmando: "No dia dos fatos, o perito com pressa, muita gente em cima, pode ter passado alguma coisa despercebida".[26] No entanto, o titular confirma que dois depoimentos relatam gritos de uma criança em desespero. Estes depoimentos foram depois descartados pela polícia, pois o momento da ocorrência dos mesmos não se encaixava na cronologia do crime. Uma das vizinhas que declarara ter ouvido esse grito, Geralda Afonso Fernandes, testemunhou pela defesa.[27] O delegado afirma que há três pontos que, em sua opinião, estão mais nebulosos: a ausência de arrombamento na casa, o fato de que não faltava nada entre os pertences do casal e, finalmente, nenhum indício de que alguém estranho tenha estado no prédio são intrigantes. Calil Filho admitiu também a possibilidade de a madrasta da menina, Anna Carolina Trotta, não ter ficado esperando no carro, como o relatado pelo pai em depoimento à polícia.[28]

Perto de o caso completar 30 dias e da conclusão do Inquérito pela Polícia, importou saber quem havia adulterado o local do crime para tentar transformá-lo de cena de homicídio em cena de latrocínio. O promotor designado para o caso, que tem acompanhado as investigações desde o início, afirmou que as provas indicam "claramente" que a cena do crime foi adulterada. "Tentou-se maquiar a versão verdadeira. Tentaram remover as manchas de sangue e até conseguiram remover algumas, mas os equipamentos de perícia modernos captaram a alteração", explicou, afirmando que essa remoção quase prejudicou a perícia. Em depoimento, o pai de Alexandre, o advogado tributarista Antonio Nardoni e sua filha, Cristiane Nardoni, negaram ter limpado a cena do crime.[29][30]

Indícios e contradiçõesEditar

ArrombamentoEditar

Consta, no boletim de ocorrência, a informação de que Nardoni teria dito aos policiais militares que atenderam ao caso que a porta do apartamento estava arrombada e de que ele teria visto uma pessoa fugindo após a tragédia. Já no depoimento, afirmou que a porta estava trancada e não mencionou a existência de outra pessoa. A averiguação dos peritos garantiu que não havia nenhum sinal de arrombamento no apartamento, muito menos de furto.[31]

Os muros do condomínio eram baixos e de fácil acesso e, na época, havia apenas um prédio em construção e um terreno baldio nos arredores. A hipótese de que o invasor fosse morador do prédio não foi averiguada.[32][33]

O pedreiro Gabriel Santos Neto, que trabalhava na obra vizinha ao prédio que foi cenário do crime, disse ao Folha de S. Paulo que a construção teria sido arrombada na mesma noite. Posteriormente, desmentiu o fato e não pôde mais ser encontrado para testemunhar no julgamento. O repórter Rogério Pagnan a quem este fato foi afirmado testemunhou no julgamento.[34][35]

Fernando Neves, tenente e comandante da Força Tática da área, chefiou as buscas ao suposto ladrão e dias depois detalhou a operação, dizendo: "Foi feita uma varredura minuciosa nos mínimos detalhes, foi feito cerco no quarteirão, nós travamos elevadores, ninguém entrou, ninguém saiu e varremos todo prédio".[36] Alguns meses depois este tenente cometeu suicídio quando um mandado de busca e apreensão era realizado no seu apartamento, pois era alvo de uma investigação de pedofilia. Interceptações telefônicas autorizadas pela justiça descobriram que ele tentava um encontro com uma menina de 5 anos, a mesma idade de Isabella.[37] Os registros oficiais do caso mostram que já havia policiais na área antes de o tenente chegar e este estaria em outro local em serviço, quando recebeu a ocorrência, via rádio, do caso Isabella.[38][39][40] Algumas fontes dizem que o tenente teria sido o primeiro a chegar, mesmo sem ter sido chamado.[41]

Manchas de sangueEditar

A perícia encontrou gotas de sangue na entrada do apartamento, no chão do quarto dos irmãos de Isabella e na tela da janela de onde a criança teria sido jogada. "O sangue era visível, tanto que o delegado notou assim que chegou, mas o pai omitiu isso no depoimento", afirmou Cembranelli.[31][42]

As manchas de sangue não puderam ser identificadas como sendo de Isabela, bem como a data da criação das mesmas não pode ser precisada. A defesa alegou que o reagente utilizado pela polícia para detectar essas manchas também reage com vestígios de alguns alimentos como cenoura, nabo, banana e alho.[43]

Visita ao sogroEditar

Em depoimento à polícia, Nardoni disse que passou o sábado na casa do sogro e chegou ao apartamento por volta das 23h30. O promotor afirmou que o porteiro do apartamento do pai de Anna Carolina ainda será ouvido para esclarecer o tempo de permanência do casal no local. "O laudo toxicológico indicou que não houve a ingestão de alguma bebida alcoólica ou uso de drogas pelo casal naquele dia", esclareceu.[44][31]

Queda de IsabellaEditar

 
Edifício London, onde Isabella foi lançada pela janela do sexto andar, lado esquerdo

A primeira pessoa que viu a criança no gramado foi o porteiro. Ele teria relatado que escutou um forte barulho e quando olhou, a menina já estava no chão. Um morador do primeiro andar também teria escutado um estrondo e visto Isabella da sacada. Ele teria sido o primeiro a acionar o resgate, que demorou cerca de 13 minutos. Este mesmo morador disse, durante a reconstituição do crime, na quinta, dia 27 de março, que Alexandre ficou de joelhos e encostou o ouvido direito no coração da menina. Também disse que falou para Alexandre não tocar na menina para não prejudicar o estado dela.[45] Os paramédicos tentaram reanimá-la por um período de 34 minutos.[46]

A perícia constatou que Isabella foi lançada pelos pulsos e que a marca de suas mãos ficaram logo abaixo da janela, como a marca de seus joelhos.[47] Segundo o promotor Francisco Cembranelli, Isabella teria sido "delicadamente" derrubada do 6° andar. Isso, na opinião de Cembranelli, refuta a versão apresentada pelo casal. "Se fosse um monstro, como dizem os indiciados, certamente não se preocuparia e arremessaria a menina de qualquer lugar e de qualquer jeito. Ela foi jogada do quarto dos irmãos, cuidadosamente introduzida no buraco da rede de proteção e delicadamente teve as mãos soltas", afirmou. Ainda segundo o promotor, se Isabella tivesse sido arremessada da janela de seu quarto, ela teria sofrido danos físicos ainda maiores por conta do piso de granito. Já abaixo da janela do quarto dos irmãos, há um gramado;[29][48]

No livro "Caso Isabella: verdade nova", o médico Paulo Papandreu defendia a tese de que a menina caiu de forma acidental.[49] Em 2009, a mãe de Isabela conseguiu impedir judicialmente a circulação do livro e processou o autor pedindo indenização de R$ 100 mil.[50] Consonante ao médico, esta crítica também foi sustentada pelo médico legista George Sanguinetti no livro "A morte de Isabella Nardoni - Erros e Contradições Periciais", o qual foi semelhantemente proibido pela justiça de São Paulo.[51]

Comportamento de Alexandre NardoniEditar

Ana Carolina Oliveira disse, em entrevista ao Fantástico, que "[ela e Alexandre] tinham uma relação distante", mas que "Isabella tinha um amor incondicional pelo pai". Acrescentou, ainda, que Isabella deu algum sinal sobre os eventos e nunca falou nada sobre o pai.[52]

Espancamento e tentativa de asfixiaEditar

O rascunho do laudo 1.081, feito pelo médico Laércio de Oliveira Cesar com o auxílio de colegas de profissão, reforça a ideia que a menina Isabella, de 5 anos, foi asfixiada por esganadura ou sufocamento e teve um osso da mão esquerda quebrado, provavelmente por meio de uma torção, e havia sinais de que essa fratura ocorreu quando a garota estava viva. Além disso, foi encontrada pequena hemorragia no cérebro. “Isso é comum nos casos do que chamamos de síndrome de criança espancada”, disse um legista. No corpo, havia um machucado no antebraço direito, como se ele tivesse enganchado na tela de proteção da janela ou como se ela tivesse tentado se agarrar. Por fim, havia um corte na cabeça, provavelmente também anterior à queda.[53]

O perito George Sanguinetti, em seu livro “A morte de Isabella Nardoni - Erros e Contradições Periciais”, destaca que o fato de os ferimentos terem ocorrido quando a menina estava viva não significa que foram antes da queda, já que a menina morreu mais de 50 min após a queda. Assim sendo, seria mais provável que todos os ferimentos decorreram da queda, não havendo qualquer base científica ou razoabilidade em se afirmar que houve uma agressão anterior à queda. Segundo Sanguinetti, a asfixia foi causada pelas lesões no aparelho respiratório de Isabella decorrentes da queda, não havendo igualmente base científica ou sinais externos característico (marcas de dedos na garganta) que embasem a tese de tentativa de esganadura. As especulações da perícia policial foram cruciais para embasar a tese de coautoria da madrasta, desqualificando-a como testemunha.[54][55]

Imagens no supermercadoEditar

Na madrugada do dia 8 de abril, o telejornal Jornal da Noite, da Rede Bandeirantes, divulgou imagens em que aparecem Alexandre, Anna e Isabella junto com os irmãos, no supermercado, horas antes da morte da Isabella.[56] Na camiseta de Alexandre, foi encontrado vômito possivelmente proveniente da asfixia.[57]

Prisão do pai e da madrastaEditar

Após o depoimento da Ana Carolina na tarde do dia 2 de abril, no final da tarde, o Tribunal do Júri de São Paulo aceitou o pedido de prisão provisória do casal Alexandre Alves Nardoni, 29 anos, bacharel em direito, e a madrasta, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, 24 anos, ex-estudante de direito. A prisão é válida por 30 dias, prorrogáveis por mais 30 dias. Segundo a imprensa, o depoimento da mãe da menina motivou o pedido de prisão deles.[58] Inicialmente, o cartório do TJ passou que a validade seria de cinco dias. O juiz da 2ª Vara do Tribunal de Justiça também decretou sigilo do caso. O delegado responsável pelo inquérito pediu ao Tribunal do Júri de São Paulo a prisão temporária de Nardoni e da madrasta de Isabella. Em seguida, o Ministério Público de São Paulo deu parecer favorável ao pedido de prisão.[59]

Por causa dos depoimentos, foram declarados como principais suspeitos da morte o pai e a madrasta. Segundo depoimentos do pai, Isabella teria sido jogada através da janela do dormitório de seu apartamento no sexto andar, cuja tela de proteção estava recortada; no ínterim em que tivera retornado à garagem para ajudar sua esposa e dois filhos menores.[60] A perícia inicial revelou que a causa mortis foi parada cardiorrespiratória, com evidências claras de asfixia e/ou sufocamento, contradizendo as afirmações de Alexandre Nardoni.[61] Além disso, há vestígios de sangue no apartamento do casal, nos dormitórios, corredor, na maçaneta da porta de entrada da residência do casal e no lençol da cama onde ele disse tê-la colocado, adormecida. Houve fratura de osso em um dos punhos, enquanto estava viva; trauma no crânio, língua entre-dentes e lesões petequiais no coração e pulmões, indicativas de que a vítima fora asfixiada.[62]

Um laudo feito pelo diretor do Instituto de Engenharia Biomédica da Universidade George Washington, James Hahn, em 2013, concluiu que as marcas encontradas no pescoço de Isabella, pericialmente definidas como equimoses puntiformes na nuca direita, não foram efetuadas pelo pai e pela madrasta devido à incompatibilidade com a morfologia das mãos de ambos.[63] Em contrapartida, o promotor do caso, Francisco Cembranelli, afirmou que os resultados não alteram as penas, pois o "documento contesta apenas uma entre dezenas de provas".[64]

No exame pericial complementar, a polícia encontrou, no edifício, peças do vestuário do pai da garota em banheiro de um apartamento inabitado do sexto andar, cuja proprietária é a irmã do principal suspeito e manchas de sangue nos bancos do carro da família.[65] Provas testemunhais dão conta de que na noite da morte da garota Isabella Nardoni, houve severa discussão entre o casal e que aos gritos, na qual a criança pedia por socorro. O caso policial tramitava em segredo de justiça até o dia 7 de abril de 2008, quando o juiz Maurício Fossen, o mesmo que o decretara, revogou-o. De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, Fossen tomou a decisão após o promotor Francisco Cembranelli ter revelado alguns detalhes à imprensa na sexta-feira, 4 de abril.[66]

No dia 3 de abril, os dois advogados que representam o pai e a madrasta entraram no 9º Distrito Policial, às 12h30min, quase cercados pela imprensa, para negociar a apresentação do casal à polícia, que permaneceram por 20 minutos. Os advogados disseram que o casal iriam se apresentar nas próximas horas para a "apresentação deles e possivelmente o pedido de HC (habeas corpus)". O casal se entregou às 15h55min, no Fórum de Santana.[67][68] Na manhã do dia 11 de abril, o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu o habeas corpus e ordenou a soltura de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá.[69]

Cartas de Alexandre e AnnaEditar

Um dia depois da decretação da prisão preventiva de Alexandre Nardoni e Anna Jatobá, na manhã do dia 3 de abril, tornam-se públicas, por intermédio dos advogados, duas cartas do casal. Os advogados afirmam que foram escritos um dia antes da decretação de prisão preventiva do casal, mas circulou que eles teriam escrito após a decretação, o que nunca foi confirmado.[70]

EnterroEditar

 
Local onde Isabella está enterrada

No dia 31 de março, por volta das 9h30, horas depois de ser liberada pela perícia, Isabella foi enterrada no Cemitério Parque dos Pinheiros no bairro do Jaçanã, zona norte de São Paulo, por cerca de 200 pessoas, entre familiares e amigos. A imprensa foi impedida a acompanhar o enterro. Apenas imagem aérea feitas por helicópteros de algumas emissoras de TV filmaram o enterro. Do lado de fora do cemitério, o avô, José de Oliveira, afirmou após o enterro que a mãe da criança continuava em estado de choque e que não queria falar sobre o assunto ainda.[71]

Mais tarde, o avô declarou: "[Isabella] adorava os pais, os outros avós eram maravilhosos com ela. Não tem explicação o que aconteceu. Estão querendo culpar o pai, ele não tem nada a ver com isso. Ele pode ter todos os defeitos, mas isso aí não".[72] A mãe de Isabella postou diversas fotos de sua filha na página de relacionamentos Orkut, divulgadas na imprensa. Por meio deste site, ela recebeu mais de 100 mil mensagens de apoio e muitas comunidades foram criadas em homenagem a Isabella.[73]

IndiciamentoEditar

No dia 18 de abril, o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá são indiciados pela Polícia Civil no 9º DP, pelo assassinato da Isabella de Oliveira Nardoni, por homicídio, no dia em que a Isabella completaria seis anos de idade, pelo artigo 121 do Código Penal Brasileiro.[74][75]

Entrevista à Rede GloboEditar

Pela primeira vez desde que o caso foi noticiado no dia 30 de março, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá concedem a primeira entrevista, exibida no Fantástico, na noite do dia 20 de abril. Na reportagem, negando as acusações feitas pela polícia de que sejam responsáveis por matar Isabella. Negam, também, as brigas no apartamento como afirma um casal residente no prédio ao lado. Posteriormente, afirmam que as famílias Nardoni e Jatobá sempre foram unidas e que sempre trataram Isabella bem. O conteúdo da entrevista foi reproduzido por outras redes no dia 21 de abril, com exceção do SBT e da Rede Record. No dia 11 de maio, Ana Carolina Oliveira deu uma nova entrevista à emissora e, em 14 de maio, à Rede Record.[76]

Carro de AlexandreEditar

No dia 22 de abril, a empresa responsável pelo rastreador (GPS) instalado no carro Ford Ka revela que o carro de Alexandre Nardoni foi desligado às 23h36min11s. Esse tipo de aparelho emite sinais via satélite para uma central de operações que, com isso, consegue monitorar todos os movimentos do veículo e saber, inclusive, a que horas ele foi ligado e desligado.[77] O intervalo de tempo entre o momento que o motor do carro é desligado e primeira chamada para o resgate, que foi às 23h49min59s, é de apenas treze minutos, o que, segundo a perícia é tempo insuficiente para os fatos acontecerem segundo contado por Alexandre.

Conforme a revista Veja de 30 de abril, Alexandre Nardoni disse, em seu depoimento, que gastou cerca de cinco minutos entre deixar a mulher e os dois filhos no carro, e levar Isabella dormindo ao apartamento no sexto andar. Isto daria 23h41min. Em seguida, teria voltado à garagem para ajudar Anna Jatobá a subir com os filhos. Neste percurso, teria gasto quatro minutos. O horário seria 23h45min. O registro do telefonema de um vizinho que solicitou o resgate aconteceu quatro minutos depois, tempo exíguo demais para que um suposto invasor, que a defesa alega existir, asfixiasse a menina, cortasse a rede de proteção da janela do quarto de Pietro e Cauã, atirasse Isabella pelo buraco e saísse do apartamento sem deixar vestígios.[78][79]

Nova prisãoEditar

Em 7 de maio de 2008, o juiz Maurício Fossen, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de São Paulo, aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo contra o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá e decretou a prisão preventiva do pai e da madrasta de Isabella.[80]

 
97º Distrito Policial, onde Anna Carolina Jatobá passou a noite de 8 de maio, logo após a sua detenção

O casal que estava hospedado no apartamento da mãe de Anna Jatobá optou em se entregar à polícia. Como passava das dezoito horas, a prisão apenas poderia ser efetuada pela polícia sem a colaboração do casal apenas as seis horas da manhã. Porém, o casal se entregou.[81]

Após passarem por exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal, Alexandre foi encaminhado para o 13º Distrito de Polícia, na Casa Verde (Zona Norte), onde ficam custodiados detentos com curso superior, e Anna Carolina Jatobá foi enviada para o 97º Distrito Policial, em Americanópolis, na zona sul do município de São Paulo.[82]

Porém, na manhã de 8 de maio, Anna Carolina Jatobá foi removida do Distrito Policial e foi transferida para Penitenciária Feminina de Sant'Anna, na Zona Norte de São Paulo. Em face de ameaças de rebelião por parte das presidiárias, foi novamente transferida para a Penitenciária Feminina de Tremembé, a 138 km da capital.[83]

Habeas corpus negadoEditar

No dia 9 de maio, os advogados do casal protocolaram pedido de habeas corpus no Fórum João Mendes, no centro da capital. O pedido foi analisado e negado no dia 13 pelo desembargador Caio Eduardo Canguçu de Almeida, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ).[84]

Negação do habeas corpus pelo STJEditar

Os advogados do casal Nardoni protocolizaram, na tarde do dia 16 de maio, um habeas corpus com pedido de liminar. No mesmo dia, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) indeferiu a liminar por entender que a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo estava correta. O relator do caso, o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, encaminhou a apreciação do mérito do pedido para a Quinta Turma daquele tribunal.[85]

ControvérsiasEditar

Pais e os parentesEditar

 
Residência do avô paterno de Isabella onde o pai e a madrasta foram morar

O pai, a madrasta e os parentes da menina foram questionados pela imprensa e a opinião popular, devido a rápida contratação dos advogados, dois dias depois da morte da Isabella, o que gerou a suspeita que os dois seriam culpados, pois estes já teriam previsto uma ordem de prisão. Naturalmente, a contratação dos advogados foi um ato óbvio, visto que a imprensa e a opinião pública, direta ou indiretamente, já apontava o casal como autores do crime.[86]

O pai e a madrasta também foram questionados por ter deixado Isabella sozinha no apartamento, para buscar os irmãos dela de apenas três anos e outro de onze meses, já que ambos poderiam ficar no apartamento, o que poderia ter evitado o crime. Além disso, a avó materna de Isabella afirmou que a madrasta odiava Isabella.[87]

Numa entrevista feita pelo apresentador do Balanço Geral, da Rede Record, em 3 de abril, o pai da madrasta, Alexandre Jatobá, em primeira entrevista na imprensa, afirmou que tanto o genro como a filha não tinham hábitos de beber e fumar.[88] Declarou que, na véspera da morte da Isabella, no dia 28 de março, o zelador teria perguntado a Alexandre Nardoni se Isabella era sua filha e ele confirmou. No dia seguinte, na manhã do crime, Alexandre Jatobá, encontrou Isabella conversando com o zelador, que, quando questionada, disse não ter ocorrido nada. Mas, no depoimento o zelador dizia que estava em outro lugar no momento dos acontecimentos, o que, inclusive, foi confirmado por várias testemunhas.[89]

PolíciaEditar

No dia 1º de abril, o jornal Folha de S.Paulo publicou que uma delegada-assistente, Renata Pontes, teria chamado o pai da criança de assassino ao vê-lo sair na porta da delegacia no dia 31 de março. Segundo a reportagem, Alexandre ficou indignado com as acusações dos demais policiais ao alegar que sofreu coação, mas manteve a parcimônia ao responder às questões feitas pela equipe policial. A Secretaria de Segurança Pública (SSP), no entanto, não comentou a atitude da policial. Na ocasião, reiterou as pontuações do crime ao juiz, afirmando que, assim que chegou ao prédio com, pegou Isabella no colo para colocá-la para dormir e, em seguida, pegou Pietro enquanto Anna Carolina carregava Cauã.[89]

RepercussãoEditar

Nacionalmente, todas as emissoras de televisão e meios midiáticos cobriram o crime,[90] sendo classificado como um dos maiores casos de repercussão no país.[91] Além do impacto da mídia, o caso foi retratado em dois livros – "Caso Isabella: verdade nova", de Paulo Papandreu e "A morte de Isabella Nardoni - Erros e Contradições Periciais", de George Sanguinetti – os quais foram igualmente proibidos de circulação pela justiça paulista, sendo o autor do primeiro pela mãe de Isabella com o requerimento de uma indenização de R$ 100 mil.[50] Tempos depois, em março de 2018, Rogério Pagnan, repórter do Folha de S. Paulo, publicou o livro "O pior dos crimes: A história do assassinato de Isabella Nardoni".[92][93]

No ambiente acadêmico, o homicídio de Isabella foi delineado em diversos artigos científicos, como pela Universidade Estadual de Maringá (UEMA),[94] Universidade de São Paulo (USP),[95] Centro Universitário de Brasília (UniCEUB),[96] Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ),[97] dentre outras. Segundo uma pesquisa do Instituto Sensus, de abril de 2008, 98,2% dos brasileiros mostravam, à época, conhecimento sobre o assassinato de Isabella. Quanto à cobertura da mídia, 71,8% concordaram com a posição dos veículos de informação e 24,3% discordaram. Ainda de acordo com a organização, a percentagem obtida é recordista na história de pesquisa de casos correlatos.[98]

Além da repercussão nacional, o caso foi noticiado internacionalmente por meios como como BBC,[99][100] Le Monde,[101] Reuters[102] e Fox News.[103]

Julgamento e condenaçãoEditar

 
Fórum Regional de Santana, onde houve o julgamento

No início de 2009, três desembargadores da 4ª Câmara Criminal do TJ decidiram por unanimidade que o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá seria levado a júri popular.[104] O primeiro dia de julgamento ocorreu em 22 de março de 2010, cerca de dois anos após a morte de Isabella.[105] O júri foi formado por quatro mulheres e três homens.[106] Defesa e acusação contaram com dezesseis testemunhas no total, sendo onze de defesa, duas de acusação e três em comum. Outras sete testemunhas foram dispensadas.[107]

Após cinco dias de julgamento, o juiz Maurício Fossen fez o pronunciamento, que foi transmitido por diversas redes de televisão ao vivo, somente através de locução.[108] O júri considerou o casal culpado por homicídio triplamente qualificado (pela menina ter sido asfixiada, considerado meio cruel, não ter tido chance de defesa, por estar inconsciente ao cair da janela, e por alteração do local do crime[109]) e fraude processual.[110] Alexandre Nardoni foi condenado a 31 anos, 1 mês e 10 dias - pelo agravante de ser pai de Isabella - e Anna Carolina Jatobá, a 26 anos e 8 meses, em regime fechado.[109] Pela fraude processual, devem cumprir 8 meses e 24 dias, em regime semi-aberto.[111] Por decisão do juiz, eles não poderão recorrer da sentença em liberdade, para garantia da ordem pública.[111]

O advogado Roberto Podval recorreu da sentença logo após sua leitura pelo juiz Maurício Fossen.[112] O mesmo juiz, dez dias depois do julgamento, negou o pedido de recurso para um novo julgamento por júri popular e anulação da condenação, argumento defendido pela defesa com base no período anterior do caso à mudança no Código do Processo Penal, que extinguiu o chamado protesto por novo júri. O juiz Maurício Fossen seguiu a interpretação de que a alteração da legislação é aplicável para todos os casos, inclusive os anteriores.[113]

Progressão de pena para o regime semiabertoEditar

Anna conseguiu a progressão para o regime semiaberto em julho de 2017 e Alexandre, em abril de 2019, tendo ambos direito a trabalhar fora da prisão e a saídas temporárias durante o ano.[114][115]

Referências

  1. «Entenda o caso da morte da menina Isabella Oliveira Nardoni». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 3 de maio de 2012 
  2. CB. «Pai e madrasta são condenados pela morte de Isabela Nardoni». Consultado em 27 de março de 2010 
  3. Rigi, Camilla; Silvia Ribeiro (27 de março de 2010). «Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá são condenados pela morte de Isabella». R7. Rede Record. Consultado em 27 de março de 2010 
  4. «Veja quais são as acusações contra o casal Nardoni». G1. 22 de março de 2010. Consultado em 25 de março de 2010 
  5. «"Nunca vamos entender o porquê"». Época. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  6. Gomes, Wagner (21 de março de 2010). «Mãe diz que vive da esperança de que haverá Justiça e das boas lembranças de Isabella Nardoni». O Globo. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  7. Galvão, Vinícius Queiroz (6 de abril de 2008). «Ciúme marcava relação de pai e madrasta de Isabella». Folha de S. Paulo. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  8. Langelier, Jean-Pierre (15 de maio de 2008). «O sorriso de Isabella assombra o Brasil». UOL. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  9. Iskandarian, Carolina (9 de abril de 2008). «Médica tentou reanimar Isabella dentro de ambulância, diz promotor». G1. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  10. «Menina de 5 anos morre em prédio em SP». Terra. 30 de março de 2008. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  11. «Tela de proteção do quarto de onde Isabella caiu foi cortada com tesoura». Extra. 4 de abril de 2008. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  12. Gomes, Wagner (24 de março de 2010). «Perita diz que sangue em tela e lençol do apartamento dos Nardoni é comprovadamente de Isabella». O Globo. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  13. «SP: polícia descarta acidente em queda de menina». Terra. 28 de novembro de 2010 
  14. «SP: polícia confirma que menina foi jogada de prédio». Terra. 28 de novembro de 2010 
  15. «Menina foi jogada de quarto dos irmãos, diz polícia». Terra. 28 de novembro de 2010 
  16. «SP: pai diz que menina foi jogada por assaltante». Terra. 28 de novembro de 2010 
  17. «SP: pais tinham relação excelente, diz tio de menina». Terra. 28 de novembro de 2010 
  18. Mora, Marcelo (18 de junho de 2008). «Promotor diz que testemunhas confirmaram brigas constantes do casal». G1. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  19. «Liberados pai e madrasta de menina que caiu de prédio». Terra. 28 de novembro de 2010 
  20. «Caso Isabella: vizinhos relataram gritos de criança e discussão do casal». Extra. 15 de abril de 2008. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  21. «Para peritos, Isabella foi asfixiada e atirada». Folha de S. Paulo. 8 de abril de 2008. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  22. «Polícia investiga as roupas da madrasta de Isabella». Último Segundo. 11 de abril de 2008. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  23. «Caso Isabella: madrasta perdeu chave, diz advogado». Terra - 1º de Abril 
  24. Freire, Flávio (23 de março de 2010). «Legista confirma esganadura em Isabella e diz que sinais vitais estavam comprometidos antes da queda». O Globo. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  25. «Mãe de Isabella pede "que a justiça seja feita"». Terra. 28 de novembro de 2010 
  26. «Delegado vai pedir nova perícia». Terra. 1 de abril de 2008. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  27. «Juiz ouve mãe de Isabella Nardoni». IstoÉ. 22 de março de 2010. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  28. «Caso Isabella: delegado vai pedir nova perícia». Terra. 28 de novembro de 2010 
  29. a b «Caso Isabella Nardoni» 
  30. Tuchlinski, Camila (24 de abril de 2008). «Para promotor, Isabella foi 'delicadamente' derrubada do prédio». Estado de S. Paulo. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  31. a b c «Veja em vídeos a cobertura do caso Isabella». R7. Rede Record. Consultado em 22 de março de 2010 
  32. «Carta Forense». www.cartaforense.com.br. Consultado em 3 de maio de 2012 
  33. «Perdidos no ar e o caso Nardoni...». manoelpastana.com.br. Consultado em 3 de maio de 2012 
  34. Ribeiro, Marcelle (22 de março de 2010). «Caso Isabella: Pedreiro que falou a jornal sobre arrombamento de obra chega ao Fórum». O Globo. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  35. Ghirello, Mariana (31 de julho de 2010). «Justiça proíbe livro sobre a morte de Isabella». ConJur. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  36. «Mistério perto do fim». Bom Dia Brasil. 10 de abril de 2008. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  37. «Tenente do caso Isabella se mata após suspeita de pedofilia». G1. 30 de maio de 2008. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  38. «Tenente que atuou no caso Isabella se mata após suspeita de pedofilia». Gazeta do Povo. 30 de maio de 2008. Consultado em 6 de outubro de 2011 
  39. «Tenente do caso Isabella se mata após suspeita de pedofilia». Portal G1. 30 de maio de 2008. Consultado em 7 de outubro de 2011 
  40. «Polícia descarta envolvimento de tenente acusado de p». Extra. 30 de maio de 2008. Consultado em 6 de outubro de 2011 
  41. «Tenente ligado ao caso Isabella se mata após ser acusado de integrar rede de pedofilia». Extra. 30 de maio de 2008. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  42. «Exame afirma que pai e madrasta de Isabella não usaram drogas». Último Segundo. 4 de abril de 2008. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  43. «Caso Isabella - NOTÍCIAS - Defesa dos Nardoni não vai pedir adiamento de júri se testemunha faltar». g1.globo.com. Consultado em 3 de maio de 2012 
  44. Ribeiro, Silvia (4 de abril de 2008). «Promotor reforça hipótese de crime no caso Isabella». G1. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  45. «Brasil - Último Segundo - Testemunha orienta perícia no local da queda de Isabella». web.archive.org 
  46. «Entenda o caso da morte da menina Isabella Oliveira Nardoni». Brasil Online. 3 de abril de 2008. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  47. «Caso Isabella Nardoni». Último Segundo. 2 de junho de 2011. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  48. «Para promotor, Isabella foi 'delicadamente' derrubada». Diário do Nordeste. 25 de abril de 2008. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  49. Tomaz, Kleber (21 de março de 2010). «Autor de livro proibido sobre Isabella pede a juiz para ser testemunha». G1. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  50. a b Tomaz, Kleber (23 de junho de 2010). «Mãe de Isabella pede R$ 100 mil de indenização por livro de Sanguinetti». G1. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  51. «Sanguinetti é proibido de publicar livro sobre caso Isabella». Rede Gazeta de Comunicações. 31 de julho de 2010. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  52. «Mãe: Isabella tinha amor incondicional pelo pai». Terra. 6 de abril de 2008. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  53. «Direito ao outro lado». Folha de S. Paulo. 6 de abril de 2010. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  54. «Goiasnet - Últimas Notícias». www.goiasnet.com. Consultado em 3 de maio de 2012 
  55. «Portal Noticiando». www.noticiando.com.br. Consultado em 3 de maio de 2012 
  56. «Caso Isabella: perita teria ido a DP analisar vídeo». noticias.terra.com.br. Consultado em 3 de maio de 2012 
  57. «Em depoimento, casal Nardoni não explica vômito e sangue». Estado de S. Paulo. 25 de abril de 2008. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  58. «Isabella: depoimento de mãe motivou pedido de prisão». Terra. 28 de novembro de 2010 
  59. «Isabella: Justiça decreta prisão de pai e madrasta». Terra. 28 de novembro de 2010 
  60. «Pai e madrasta de Isabella são intimados para depor». Imirante.com. 17 de abril de 2004. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  61. «A morte inaceitável de Isabella». IstoÉ. 9 de abril de 2008. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  62. «Laudo reforça tese de que Isabella foi asfixiada antes de morrer». Estado de S. Paulo. 3 de abril de 2008. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  63. «Laudo feito nos EUA aponta que Isabella Nardoni não foi esganada por pai e madrasta». UOL. 8 de agosto de 2013. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  64. Santos, Bárbara Ferreira (8 de agosto de 2013). «Caso Isabella: para promotor, laudo dos EUA 'não muda nada'». Estado de S. Paulo. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  65. «Perícia achou sangue de Isabella no carro e na entrada do apartamento». Extra. 19 de abril de 2008. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  66. «Juiz revoga sigilo em inquérito sobre morte de Isabella». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 3 de maio de 2012 
  67. «Casal Nardoni chega ao Fórum de Santana, em SP». O Tempo. 23 de março de 2010. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  68. «Caso Isabella: pai e madrasta se entregam à polícia». Terra. Consultado em 3 de maio de 2012 
  69. «G1 > Edição São Paulo - NOTÍCIAS - Justiça manda soltar pai e madrasta de Isabella». web.archive.org. Consultado em 3 de maio de 2012. Cópia arquivada em 14 de abril de 2008 
  70. «Confira a cronologia do caso Isabella». G1. 20 de março de 2010. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  71. «Corpo de menina que caiu de prédio é enterrado». Terra. 28 de novembro de 2010 
  72. «Avô de menina que caiu de prédio isenta pai de culpa». Terra. 28 de novembro de 2010 
  73. Carpanez, Juliana (24 de abril de 2008). «'Vampiros' do Orkut usam caso Isabella para roubar atenção». G1. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  74. «Meiga, Isabella faria 6 anos hoje». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 3 de maio de 2012 
  75. «Polícia Civil indicia pai de Isabella; prisão não será pedida hoje». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 3 de maio de 2012 
  76. «Saiba como vive o casal Nardoni na prisão no interior de SP». G1. 20 de março de 2010. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  77. «Rastreador ajuda nas investigações do caso Isabella». G1. 22 de abril de 2008. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  78. «Revista VEJA». veja.abril.com.br. 28 de novembro de 2010 
  79. «Começa julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá». G1. 22 de março de 2010. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  80. «Juiz aceita denúncia e manda prender casal Nardoni». ConJur. 7 de maio de 2008. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  81. Tomaz, Kleber (4 de abril de 2008). «Pai e madrasta de Isabella se entregam». Folha de S. Paulo. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  82. Lorena, Sérgio (8 de maio de 2008). «Madrasta de Isabella passa a madrugada sobre um papelão». G1. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  83. «Madrasta de Isabella é transferida para penitenciária no interior de SP». G1. 9 de maio de 2008. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  84. «Justiça mantém prisão de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá». g1.globo.com. Consultado em 3 de maio de 2012 
  85. «Pedido de liberdade do casal Nardoni será julgado nesta terça». ConJur. 26 de maio de 2008. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  86. «Depois do depoimento de testemunha surpresa, termina o segundo dia do julgamento do caso Isabella Nardoni». O Tempo. 23 de março de 2010. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  87. Ribeiro, Silvia (18 de junho de 2008). «'Jatobá detestava minha filha', diz avó materna de Isabella». G1. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  88. Bonadio, Luciana (24 de março de 2010). «Pai de madrasta de Isabella afirma que casal é inocente». G1. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  89. a b Ribeiro, Silvia (28 de maio de 2008). «Pai de Isabella diz que delegado o chamou de 'psicopata frio'». G1. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  90. «Caso Isabella Nardoni». Memória Globo. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  91. «Caso Isabella Nardoni completa oito anos com questões em aberto». R7. 29 de março de 2016. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  92. Hous, Débora Sögur (28 de março de 2018). «'Não é uma peça de defesa', diz repórter autor de livro sobre o caso Isabella». Folha de S. Paulo. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  93. Calegari, Luiza (30 de março de 2018). «Livro traz questões não respondidas do caso Isabella Nardoni». Exame. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  94. Mello Neto, Gustavo Adolfo Ramos; Nakamura, Telry Shodyi (dezembro de 2015). «Mídia, violência e trauma: o caso Isabella Nardoni sob um olhar psicanalítico» (PDF). Universidade Estadual de Maringá. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  95. Oliveira, Margibel Adriana de (2014). «As notícias de crimes: uma análise retórico-argumentativa do discurso jornalístico online por antecipação ao discurso jurídico» (PDF). Universidade de São Paulo. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  96. Querino Oliveira, Edna Paula de Souza (2014). «A importância da prova pericial no deslide do "Caso Isabella Nardoni"» (PDF). [Centro Universitário de Brasília]]. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  97. Ferreira Vaz, Paulo Bernardo; França, Renné Oliveira (2009). «Através do Espelho: o acontecimento Isabella na revista Veja» (PDF). Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  98. Guerreiro, Caroline (28 de abril de 2008). «98% dos brasileiros conhecem caso Isabella, mostra pesquisa; índice é recorde». Folha de S. Paulo. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  99. «Brazilian girl's parents arrested». news.bbc.co.uk. 28 de novembro de 2010 
  100. «Brazil parents jailed over five-year-old's murder». BBC. 27 de março de 2010. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  101. «Le sourire d'Isabella hante le Brésil - LeMonde.fr». www.lemonde.fr. Consultado em 3 de maio de 2012 
  102. Grudgings, Stuart (14 de abril de 2008). «Brazilian child's murder becomes news soap opera». Reuters. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  103. Muello, Peter (18 de abril de 2008). «Brazil police arrest dead girl's parents». Fox News. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  104. «Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá irão a júri popular pela morte de Isabella, decide TJ». Globo.com. 24 de março de 2009. Consultado em 23 de março de 2010 
  105. Lecticia Maggi e Ricardo Galhardo (22 de março de 2010). «Saiba como foi o primeiro dia de julgamento do caso Isabella Nardoni». Último Segundo. Consultado em 23 de março de 2010 
  106. D'Agostino, Rosanne (22 de março de 2010). «Em júri, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá se encontram pela 1ª vez em quase dois anos». UOL. Consultado em 23 de março de 2010 
  107. Marchezi, Fabiana (22 de março de 2010). «Caso Isabella: julgamento terá 16 testemunhas». MSN. Consultado em 23 de março de 2010 
  108. «Sentença do julgamento do casal Nardoni deverá ser transmitida ao vivo». R7. Consultado em 27 de março de 2010 
  109. a b D'Agostino, Rosanne (27 de março de 2010). «Condenados pela morte de Isabella, Nardoni cumprirá 31 anos; Jatobá, 26». UOL Notícias. Consultado em 27 de março de 2010 
  110. «Casal Nardoni é condenado por morte de Isabella». Terra. 27 de março de 2010. Consultado em 27 de março de 2010 
  111. a b «Caso Isabella: Casal Nardoni é considerado culpado pelo crime». O Globo. 27 de março de 2010. Consultado em 27 de março de 2010 
  112. «Advogado do casal já recorreu da decisão». Zero Hora. Consultado em 28 de março de 2010 
  113. «Juiz nega novo júri popular a pai e madrasta de Isabella Nardoni». UOL. 6 de abril de 2010. Consultado em 7 de abril de 2010 
  114. «Justiça concede regime semiaberto a Anna Carolina Jatobá». Jornal Nacional. 17 de julho de 2017. Consultado em 19 de maio de 2019 
  115. «Justiça concede regime semiaberto a Alexandre Nardoni». noticias.uol.com.br. Consultado em 19 de maio de 2019 

Ligações externasEditar

 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Caso Isabella Nardoni