Itaipu (cantata)

Itaipu é uma cantata sinfônica em quatro movimentos, composta em 1989 pelo compositor estadunidense Philip Glass, tendo sido executada pela primeira vez em 2 de novembro do mesmo ano.[1]

Philip Glass visitou Itaipu em 1988, tendo se inspirado para escrever a sinfonia.

Apesar da música ser frequentemente referida como uma homenagem de Glass à Usina Hidrelétrica de Itaipu e ao progresso humano, o texto da cantata, que é na língua guarani, se refere aos povos originais que estavam no local da barragem antes da intervenção desta e as crenças deles.[2] Outros linguistas dão como significado de Ita-i-pu o seguinte: ita, pedra; i, água, rio; pu, estrondo. Portanto o significado seria “pedra do estrondo do rio”, ou seja, “pedra onde se escuta o estrondo do rio.”

HistóriaEditar

Philip Glass coloca Itaipu em uma série chamada por ele de "Retratos da Natureza", junto com The Light e The Canyon, compostas nos anos anteriores a Itaipu. Em 1988, ele visitou Foz do Iguaçu, no Brasil, tendo ido as Cataratas do Iguaçu e a usina.[3]

A associação da obra com a usina, que foi feita pela Ditadura Militar brasileira e causou danos sociais e ambientais, levou Glass a receber críticas na época.[4] Entretanto, o título da cantata vem do nome original de uma ilha no rio Paraná que também nomeou a usina hidrelétrica e desapareceu sob o lago. Para os indígenas Guarani locais, o rio é onde nasce a música, e Itaipu significa, em tupi-guarani, "pedra que canta" (itá = pedra e ipo'ú = cantora). Segundo Richard Guérin, ao colocar os quatro movimentos na língua guarani contando os seus mitos de criação, Glass se coloca ao lado do povo original, que assistiu a mudança de paisagem provocada pela represa.[2]

A obra foi aprovada pela Orquestra Sinfônica de Atlanta e executada pela primeira vez em 2 de novembro de 1989.[1]

MovimentosEditar

Itaipu é composta de quatro movimentos. O texto em guarani foi feito por Danielle Thomas.[5]

  1. Mato Grosso
  2. The Lake (O Lago)
  3. The Dam (A Represa)
  4. To The Sea (Ao Mar)

ReferênciasEditar

  1. a b «Itaipú». Philip Glass. Consultado em 3 de abril de 2021 
  2. a b Guérin, Richard (2019). «A Note on Itaipu» (em inglês). Philip Glass. Consultado em 3 de abril de 2021 
  3. Jones, Nick. «Philip Glass - Itaipu (1988)» (em inglês). Wise Music Classical. Consultado em 3 de abril de 2021 
  4. Kodic, Marília. «Philip Glass». Revista Cult. Consultado em 3 de abril de 2021 
  5. «Glass Choral Works» (em inglês). Gramophone. Consultado em 3 de abril de 2020 

Ver tambémEditar

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