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Iván Duque Márquez

advogado e político colombiano, Presidente da Colômbia
Iván Duque Márquez
59.º Presidente da Colômbia
Período 7 de agosto de 2018
a atualidade
Vice-presidente Marta Lucía Ramírez
Antecessor Juan Manuel Santos
Dados pessoais
Nascimento 1 de agosto de 1976 (43 anos)
Bogotá
Nacionalidade colombiano
Cônjuge Juliana Ruiz
Partido Centro Democratico
Profissão Político, Advogado e Escritor
Residência Bogotá, Colômbia

Iván Duque Márquez (Bogotá, 1 de agosto de 1976) é um advogado e político colombiano e atual presidente da Colômbia desde 7 de agosto de 2018[1]. Foi senador da República de Colômbia[2][3][4] de 20 de julho de 2014 até 10 de abril de 2018.[5] Trabalhou como representante da Colômbia ante ao Banco Interamericano de Desenvolvimento BID.

Duque é advogado com especialização em Filosofia e Humanidades da Universidade Sergio Arboleda.[6][7] Em sua formação, conta com estudos executivos em negociação estratégica, políticas de alavancagem ao setor privado e gerencia de capital de risco de curta duração na Escola de Negócios e Governo da Universidade de Harvard.

Em 11 de março de 2018, Duque venceu os pré-candidatos Marta Lucía Ramírez e Alejandro Ordóñez na Grande consulta por Colômbia, sendo escolhido o candidato da direita às eleições presidenciais de 2018.[8][9] Nesse mesmo dia anunciou-se que Marta Ramírez seria a candidata a vice na chapa de de Duque. Em 27 de maio de 2018 foi o vencedor do primeiro turno da eleição presidencial na Colômbia, obtendo 39,14% dos votos, que correspondem a 7.569.693 votos, sendo com isso a votação mais alta na história de um primeiro turno em eleição presidencial na Colômbia. Em 17 de junho de 2018 foi eleito Presidente da República ao vencer o segundo turno da eleição presidencial na Colômbia com 54% dos votos, que correspondem a 10.373.080 votos contra 8.034.189 de seu rival Gustavo, obtendo um novo recorde: a votação mais alta na história de um segundo turno em eleição presidencial na Colômbia. Tomou posse como presidente no dia 7 de agosto de 2018.

BiografiaEditar

Iván Duque Márquez é o filho da cientista política Juliana Márquez Tom e do advogado Iván Duque Escobar (1937-2016), que foi governador da Antioquia entre 1981 e 1982, ex ministro de minas e energia e registrador nacional do estado civil durante o Governo de Andrés Pastrana.[10] Iván Duque é casado com María Juliana Ruiz, pai de Luciana, Matías e Eloísa, irmão de Andrés e meio irmão de María Paula Duque Samper, esposa do jornalista Néstor Morais.[11][12][13]

Iniciou sua carreira profissional em 1999 como consultor na CAF-Banco de Desenvolvimento de América Latina, depois foi assessor do Ministério de Fazenda de Colômbia durante o governo de Andrés Pastrana. Posteriormente, entre 2001 e 2013, trabalhou no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como conselheiro principal para Colômbia, Peru e Equador nos diretórios do Banco Interamericano de Desenvolvimento, a Corporação Financeira de Investimentos IIC e o Fundo Multilateral de Investimentos do grupo BID, além de ter sido o chefe da divisão de Cultura, Criatividade e Solidariedade.[14]

Duque também foi assessor internacional do ex-presidente Álvaro Uribe Vélez, dedicado à defesa da democracia e a promoção de Colômbia no exterior. Entre os anos 2010 e 2011 foi assessor da Organização da Organização de Nações Unidas (ONU).

É autor dos livros Maquiavel na Colômbia, O futuro está no centro, IndignAcción e coautor do livro O Efeito laranja.[15][16] Foi colunista do periódico Portfolio da casa editorial O Tempo na Colômbia.[17]

Trajetória políticaEditar

Para as eleições legislativas de 2014, Duque Márquez fez parte da lista fechada ao Senado da República do movimento político Centro Democrático, encabeçada pelo ex-presidente Álvaro Uribe. Duque ocupou a sétima posição da lista e foi eleito senador para o período 2014-2018.[18] Tomou posse no dia 20 de julho de 2014.

Durante seu período como senador, foi autor de quatro Leis da República:

  • Lei 1822 do 4 de janeiro de 2017, que aumentou a licença de maternidade. O objetivo da lei é que as mães passem o maior tempo com seus filhos recém nascidos, benefício que também se estende a mães de filhos adotivos.[19][20]
  • Lei 1831 do 2 de maio de 2017, para a instalação de desfibriladores em estabelecimentos públicos e lugares de alta frequentação popular com o fim de salvar vidas, em razão do infarto ser a principal causa de morte em Colômbia.[21]
  • Lei 1809 de 29 setembro de 2016, para o uso de cesantías em seguros educativos, para que mais famílias possam enviar seus filhos à universidade.[22]
  • Lei 1834 do 23 de maio 2017, a Lei Laranja, para a promoção, alavancagem e proteção das indústrias criativas e culturais.[23][24]

Em 10 de dezembro de 2017 foi eleito candidato à Presidência da República de Colômbia pelo partido Centro Democrático para as eleições de 2018. Duque ficou 29,47% pontos percentuais a frente dos outros dois pré-candidatos, Carlos Holmes Trujillo, que obteve o 20,15%, e Rafael Nieto, que obteve 20,06%.[25]

Em janeiro de 2018, anunciou-se a Coalizão da Centro Direita, consulta interpartididária também denominada A Grande Consulta por Colômbia, com os candidatos Iván Duque, Marta Lucía Ramírez e Alejandro Ordóñez, para definir o candidato do grupo à presidência. Em 11 de março de 2018, Duque se sagrou campeão da Consulta com um total de quatro milhões de votos. Marta Ramírez ficou em segundo lugar com um milhão e meio de votos. Alejandro Ordóñez obteve o terceiro lugar com 385 mil votos.[26] Durante seu discurso, Duque anunciou Marta Lucía Ramírez como sua vice-presidente na chapa.

Durante a campanha presidencial de 2018, Duque  acusou seu rival Gustavo Petro de ser apoiador de políticas dos ex-presidentes latino-americanos Fidel Castro e Hugo Chávez, associando a imagem do adversário aos governos de Cuba e da Venezuela[27][28][29][30]

Vários integrantes do partido Centro Democrático, incluindo-o, têm afirmado que sua gestão estará focada em «vencer a ameaça da esquerda, e combater a miséria que traz o socialismo do século XXI a Colômbia».[31] Afirmando que a possível chegada ao poder de Petro levaria a que a Colômbia se converta numa “segunda Venezuela” .[32]

Por sua vez, vários analistas políticos têm afirmado que ditas declarações fazem parte de uma estratégia política e publicitária para ganhar adeptos por meio do medo e a desinformação sobre as políticas propostas por Petro.[33][34]

Petro, porém, negou as acusações, fazendo críticas ao Chavismo e a gestão de Hugo Chávez na Venezuela[35][36][37].

Obra literáriaEditar

Iván Duque também foi colunista dos diários O Colombiano, Portfolio e O Tempo, da Casa Editorial O Tempo e O País de Espanha. Teve os seguinte livros publicados:

  • 2007 Pecados monetários
  • 2010 Maquiavel na Colômbia
  • 2013 A economia laranja: uma oportunidade infinita (coautor)
  • 2015 O efeito laranja
  • 2017 IndignAcción
  • 2018 O futuro está no centro

Referências

  1. UOL (ed.). «Iván Duque é eleito o novo presidente da Colômbia» 
  2. «Iván Duque Márquez» (em espanhol) 
  3. «Iván Duque Márquez: hoja de vida del candidato de Centro Democrático» (em espanhol) 
  4. Caracol Radio. «Este es Iván Duque, candidato presidencial de la derecha» (em espanhol) 
  5. El País (ed.). «Iván Duque presentó su renuncia a la curul en el Senado» (em espanhol) 
  6. «Biografia Iván Duque» (em espanhol) 
  7. «Senador Duque presenta su visión de país» (em espanhol) 
  8. «Iván Duque gana consulta de derecha por encima de Ramírez y Ordóñez» (em espanhol) 
  9. «Iván Duque gana la Gran Consulta por Colombia» (em espanhol) 
  10. «Este es Iván Duque, el candidato uribista a la presidencia 2018» (em espanhol) 
  11. «Las 22 cosas que no sabía de Iván Duque» (em espanhol) 
  12. «Matrimonio Morales-Duque Samper» (em espanhol) 
  13. «La engañosa cadena sobre Néstor Morales y su relación con Iván Duque» (em espanhol) 
  14. «Duque arrasa y da un paso más hacia la Casa de Nariño» (em espanhol) 
  15. «Maquiavelo en Colombia» (em espanhol) 
  16. Planeta de Libros (ed.). «Iván Duque» (em espanhol) 
  17. «Columnas de Iván Duque» (em espanhol) 
  18. «Elecciones de congreso 2014» (em espanhol) 
  19. «Ley 1809 de 2016 Por medio de la cual se adiciona un parágrafo al artículo 102 de la Ley 50 de 1990 y se dictan otras disposiciones» (PDF) (em espanhol) 
  20. «A partir del 2017, licencia de maternidad será de 18 semanas» (em espanhol) 
  21. «Ley 1831 de 2017 Por medio de la cual se regula el uso del desfibriador externo automática (DEA) en transportes de asistencia, lugares de alta afluencia de público, y se dictan otras dispocisiones» (PDF) (em espanhol) 
  22. «Ley 1809 de 2016 Por medio de la cual se adiciona un parágrafo al artículo 102 de la Ley 50 de 1990 y se dictan otras dsposiciones» (PDF) (em espanhol) 
  23. «Ley 1834 2017 Por medio de la cual se fomenta la economía creativa Ley Naranja» (PDF) (em espanhol) 
  24. «La Ley Naranja aprobada en el Congreso, explicada por el senador Iván Duque» (em espanhol) 
  25. «Iván Duque, candidato del Centro Democrático a la Presidencia en 2018» (em espanhol) 
  26. «Iván Duque, el gran ganador de la jornada» (em espanhol) 
  27. «"El 'castrochavismo' no existe": afirma Gustavo Petro». W Radio (em espanhol) 
  28. Juanita León. «'Sólo me atrevo a decir quién no será el nuevo presidente': Coronell» (em espanhol) 
  29. «"No permitiremos que Colombia se vuelva como Venezuela": Iván Duque desde el Paseo Bolívar» (em espanhol) 
  30. «Iván Duque dice que su mayor infelicidad sería ser gobernado por Gustavo Petro» (em espanhol) 
  31. David Jáuregui Sarmiento. «Iván Duque será el candidato presidencial de la Gran Consulta por Colombia» (em espanhol) 
  32. «Iván Duque será el candidato presidencial de la Gran Consulta por Colombia» (em espanhol) 
  33. «Petro es parte del crecimiento de Iván Duque: Daniel Coronell» (em espanhol) 
  34. «Descabezar o desprestigiar a Petro, esa es la consigna» (em espanhol) 
  35. diariolasamericas.com, ed. (20 de abril de 2018). «Petro afirma que de ganar exportará alimentos a Venezuela» (em espanhol) 
  36. El Nacional, ed. (18 de maio de 2018). «Gustavo Petro dijo que en Venezuela gobiernan "fuerzas de la muerte"» (em espanhol) 
  37. Moreno, Juan (28 de fevereiro de 2018). «"No permitiremos que Colombia se vuelva como Venezuela": Iván Duque desde el Paseo Bolívar». El Heraldo (Colombia) (em espanhol)