Jô Bilac

Giovani Ramalho Bilac, mais conhecido como Jô Bilac (Rio de Janeiro, 27 de setembro de 1985), é um dramaturgo brasileiro

Jô Bilac
Jo bilac

Jô Bilac, 2018
Nome completo Giovani Ramalho Bilac
Nascimento 27 de setembro de 1985
Rio de Janeiro
Residência Rio de Janeiro, Brasil
Nacionalidade Oriente
Ocupação Dramaturgo, roteirista, diretor

Curador do Teatro Sérgio Porto (2006-2007); Gláucio Gil (2008-2010); Maria Clara Machado (2010-2012)

Prémios Shell, APCA, aPtr, Cesgranrio, entre outros

BiografiaEditar

Começou a estudar atuação na Escola de Teatro Martins Pena, no Rio. “Conheci os autores na biblioteca, mas foi fundamental me aproximar dos atores para descobrir como eles pensam os personagens e o espaço, para perceber a construção de dentro para fora”, diz ele.

Tinha 19 anos quando escreveu 'Sangue em caixa de areia'. Pelo trabalho recebeu uma menção honrosa em dramaturgia do Teatro Carlos Gomes. Dois anos depois, em 2006, fez “Bruxarias Urbanas”, sua primeira montagem profissional. A partir daí não parou mais, revezando-se entre escrever dramaturgia, direção e curadoria dos teatros da rede pública do Rio de Janeiro.

O teatro é cada vez mais, para mim, onde podemos rever nossa própria história e nossa condição humana. Esse paradoxo entre vida e morte me move muito”.

Como palestrante convidado Jô foi ao Salão do livro em Paris, França; Feira do Livro em Frankfurt, Alemanha; Feira do Livro em Gotemburgo, Suécia; Festival Ibero Americano Bogotá, Colômbia; Literatura e Arte de Bolonha, Itália; Dramaturgia Mundial Universidade de NY, EUA; Publicação Internacional em Yale, EUA, FLUP Museu MAR RJ.

Em 2014 foi homenageado pela Federação FETAERJ e a Secretaria de Cultura com a Mostra Jô Bilac, http://redeglobo.globo.com/globoteatro/reportagens/noticia/2014/12/grupos-amadores-encenam-textos-de-jo-bilac-na-mostra-novas-cenas.html.

O jovem autor é o mais premiado no Brasil, encenado por grandes nomes como Bia Lessa, Monique Gardenberg, Marco Nanini, Daniela Thomas. Em 2019 seu espetáculo "Hoje não saio daqui" em parceria com a Cia Marginal foi indicado ao prêmio FAZ DIFERENÇA GLOBO, a obra foi encenada no Parque Ecológico da Maré com moradores e angolanos.

Seus livros já foram adotados por escolas e universidades como UNIRIO e USP. "Os Mamutes", "Savana Glacial", "Conselho de Classe", "Beije minha lápide, "Cachorro!", "Rebú", "Insetos", "P.I", são algumas obras de sucesso, que consolidam o autor como nova referência intelectual na dramaturgia brasileira. https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/livros/noticia/2018/11/revele-se-provoque-e-seja-provocado-e-o-conselho-do-dramaturgo-jo-bilac-cjohtu1d40dwg01piyri0a9n2.html

É considerado o dramaturgo da sua geração por Fernanda Motenego https://www.uai.com.br/app/noticia/artes-e-livros/2018/08/24/noticias-artes-e-livros,232888/fernanda-montenegro-diz-que-congresso-e-brutal.shtml.

Trabalhou como roteirista na GNT e atualmente é roteirista criador na Rede Globo da série Segunda Chamada com protagonismo de Débora Bloch. Estreia em 2019, livremente inspirada em sua peça de teatro de maior sucesso no Brasil "Conselho de classe". https://kogut.oglobo.globo.com/noticias-da-tv/noticia/2018/10/debora-bloch-vivera-professora-na-serie-da-globo-segunda-chamada.html

ObrasEditar

TeatroEditar

2020 - Pá de cal - Ray Lux (Cia Teatro Independente, direção Paulo Verlings)

2019 - Hoje não saio daqui (com a Cia Marginal, direção Isabel Penoni)

2018 - A menina e o pote (direção Fernanda Bonde)

2018 - P.I. Panoramica insana (direção Bia Lessa)

2018 - Insetos (direção Rodrigo Portella)

2017- Fatal (direção Guilherme Leme)

2017 - Enterro dos ossos (direção Sandro Pamponet)

2016 - Rio diversidade (direção Ivan Sugarhara)

2016 - 5 x comédia (Direção Monique Gardenberg e Hamilton Vaz Pereira)

2016 - Fluxorama (direção Monique Gardenberg)

2015 - Infância, Tiros e Plumas (direção Inez Viana)

2014 - Beije Minha Lápide (direção Bel Garcia com Marco Nanini)

2013 - Fluxorama (direção Rita Clemente)

2013 - Conselho de Classe (direção Suzana Ribeiro e Bel Garcia)

2013 - Petit Monstre (direção Sandro Pamponet)

2013 - Caixa de Areia (direção Sandro Pamponet)

2012 - Cucaracha (direção Viniciús Arneiro)

2012 - Os Mamutes (direção Inez Viana)

2011 - Não é Mera Coincidência (Direção Maria Maya)

2011 - O Gato Branco (direção João Fonseca)

2011 - Alguém Acaba de Morrer Lá Fora (direção Pedro Nershilin)

2011 - Serpente Verde Sabor Maçã (parceria com Larissa Câmara)

2010 - O Matador de Santas (direção Guilherme leme)

2010 - Savana Glacial (direção Renato Carrera)

2009 - Rebúl (direção Vincius Arneiro)

2008 - Limpe Todo O Sangue Antes Que Manche O Carpete] (dir. Eric Lenate)

2007 - Cachorro! (direção Felipe Abib)

2007 - Viagem (parceria com Miguel Thiré e Mateus Solano)

2007 - Desesperadas (direção Sandro Pamponet)

2006 - Bruxarias Urbanas (direção Vinicius Arneiro)

RoteiroEditar

2015 - Vizinhos dir: Luiz Vilaça (série GNT protagonismo de Bianca Bynton))

2013 - Coração na Boca dir: Vitor Levy (curta-metragem com Elisa Pinheiro e Pablo Sanábio)

2018 - Paraíso perdido dir: Monique Gardemberg (Longa metragem consultoria de roteiro com Erasmo Carlos, Seu Jorge e grande elenco)

2019 - Segunda chamada (série Rede Globo)

2020- Olhos de cachoeira com Antônio Pitanga

2021- 5X comédia "Cinderela" (Séria Amazon)

Livros PublicadosEditar

2019- Antologia do Teatro negro (FUNARTE)

2018- O gato branco (espanhol)

2018 - Insetos

2016 - Fluxorama (inglês)

2015 - Mamutes

2015 - Infância, Tiros e Plumas

2014 - Conselho de Classe

2013 - Rebú (em espanhol, sueco, francês e inglês)

2012 _ Savana Glacial (Universidade Nacional da Itália)

2012 - Alguém Acaba de Morrer Lá Fora

2010 - Teatro a la carte

Prêmios / IndicaçõesEditar

"O matador de Santas" (Prêmio Contigo de melhor autor 2010)

"Savana Glacial" , (Prêmio Shell de melhor autor 2011, indicado APRT 2011, eleito um dos dez melhores espetáculos no RJ pelo Jornal O Globo)

"Rebú" (APCA/SP indicado melhor autor 2011)

"Mamutes" (Festival Internacional FITA/2012 melhor autor, prêmio melhor direção Inez Viana, melhor atriz Debora Lam)

"Limpe todo sangue antes que manche o carpete" (Prêmio de Teatro SP/Cubatão 2012)

"Fluxorama" (indicado ao prêmio APTR/2013 melhor autor, eleito um do dez melhores espetáculos do ano RJ pelo Jornal o Globo, APCA 2016 melhor autor)

"Conselho de Classe" (Premio Cesgranrio 2014, melhor autor, APTR , Shell , APCA, FITA, Prêmio Botequim Cultural)

"Beije minha lápide" (indicado melhor autor APTR 2015, Shell 2015, prêmio de melhor ator APTR Marco Nanini)

"5x comédia" (melhor autor Prêmio de humor 2017, prêmio de melhor atriz Thalita Carauta)

"Fatal" (indicado melhor texto Shell 2016, Cesgranrio 2016)

"Rio diversidade" (indicado projeto inovação Shell 2017, Prêmio internacional de Teatro Performance Londres 2018)

"Coração na boca" (prêmio Juri Popular Panorama de Cinema 2012)

"PI - Panorâmica Insana" (prêmio melhor espetáculo teatral APCA 2018)

"Insetos" (Prêmio Aplauso Brasil Melhor dramaturgia 2019, indicação melhor direção Shell/Rj, indicado melhor espetáculo teatral APCA , FOLHA/SP melhores espetáculos SP)

"Segunda chamada" (prêmio APCA de melhor série de tv 2019)

"Hoje não saio daqui" (Indicada Prêmio Faz Diferença 2019)

Companhia Teatro IndependenteEditar

O Teatro Independente foi criado em 2006 com o esquete “CACHORRO!”, vencedor do I Mercadão Cultural – RJ nas categorias "Melhor Esquete" e "Melhor Direção". O esquete deu origem ao primeiro espetáculo do grupo, o também intitulado “CACHORRO!”. Estreado em outubro de 2007 no Espaço Sesc, a peça ficou em cartaz um ano no projeto "Repertório" no Teatro Maria Clara Machado (Planetário da Gávea), “CACHORRO!” recebeu a indicação ao PRÊMIO SHELL 2007 de Melhor Direção. Ainda em turnê, o espetáculo já percorreu 60 cidades do país e ultrapassou 200 apresentações. Tendo também passado por festivais como o FIT - São José do Rio Preto (SP), FITA - Angra dos Reis (RJ), Festival Nacional de Recife, Mostra Cariri - CE 2008 entre outros. "REBÚ", segundo espetáculo da Companhia foi contemplado pela lei de fomento através da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, estreou na sede da Cia. dos atores no Rio de Janeiro e participou da mostra oficial do Festival de Teatro de Curitiba 2010, FIAC Bahia, Festival de Florianópolis, Festival Nacional de Recife, Mostra SESC Cariri de cultura 2010, FITA Angra e Mostra Outubro no Teatro de João Pessoa. Além de duas temporadas simultâneas e bem recebidas pelo público e pela crítica no eixo Rio- São Paulo em Junho e Julho de 2010. Estreou em Outubro no CCBB RJ "CUCARACHA", mais recente espetáculo da companhia.

O Teatro Independente é integrado por: Carolina Pismel, Júlia Marini, Jô Bilac, Paulo Verlings e Vinicius Arneiro.

Trilogia PessoalEditar

  • 2013 - Caixa de Areia
  • 2011 - Popcorn - Qualquer Semelhança Não é Mera Coincidência
  • 2010 - Savana Glacial

" Caixa de Areia” (2013) é a última parte da Trilogia Pessoal, escrita por Jô Bilac, antecedida por “Savana Glacial” (2010) e por “Popcorn” (2011). Se, na primeira, estava em cena o criador, na segunda, a questão era a criação. Agora, quem figura no centro da narrativa é a crítica. Mais uma vez, Bilac oferece excelentes diálogos e uma construção dramatúrgica não linear que, para quem está acostumado com narrativas mais contemporâneas, tem, em sua forma, muito mais a dizer do que propriamente no conteúdo. O jogo de palavras no diálogo, a sua organização fala após fala, com pontos de virada específicos traduzem em conjunto o ponto de vista do autor sobre os personagens: eles não estão ali por acaso, simplesmente contando uma “historinha”, mas têm funções bem definidas e com vários níveis e possibilidades de fruição. Como nas duas peças já citadas, “Caixa de Areia”, dirigida por Sandro Pamponet e pelo próprio Bilac, só faz sentido enquanto todo, adiando para o fim o seu sentido mais pleno. (…)“Caixa de Areia” não é um espetáculo que espera um público disposto a rir, se alienar e a engordar sua carga de divertimento semanal com um programa cultural de junk art. Suas cortinas se abrem para quem quer desfrutar arte de alta qualidade e oferece, em retorno, além de belos trabalhos estéticos, conteúdo sólido para pensar a vida em relação contrária a simplesmente vivê-la."

Rodrigo Monteiro. Crítico Teatral.

Montagens internacionaisEditar

"Fluxorama", Londres, Inglaterra

"Fluxorama", NY, EUA

"Rebú", Londres, Inglaterra

"Rebú", Bogotá, Colômbia

"Rebú", Estocolmo, Suécia

"Savana Glacial", Bogotá, Colômbia

"Savana Glacial", NY, EUA

"Cucaracha", NY, EUA

"Flor carnívora", NY, EUA

"Flor carnívora", Londres, Inglaterra

CitaçõesEditar

"Sempre me interessou criar dúvidas e novas formas de virar o jogo. Em “Savana” tem a coisa do triângulo amoroso, um dos maiores clichês das relações humanas. O jeito para subverter isso, o fato novo que encontrei, foi a falta de memória de uma personagem. E com isso veio toda uma nova narrativa, tão fragmentada como sua cabeça. O conteúdo invadiu a forma e eu podia, então, deixar lacunas, frases incompletas, repetições. (...) Os personagens de “Savana Glacial” já nasceram inspirados pelo que os atores me passaram, eles tinham rosto, gestos. O texto é meu, mas provocado por eles. De certa forma eles são responsáveis pelo que escrevi”.

sobre Savana Glacial, em entrevista com Sonia Nunes

"De uma forma ou de outra, o que me atrai é esta ambiguidade, e esta dualidade da natureza humana de perceber que ninguém é uma coisa só, existe pelo menos duas faces. A vida também é assim, e os artistas que dialogam com isso são os que me atraem. Agatha Christie, Pedro Almodóvar, Alfred Hitchcock, Clarice Lispector e, claro, Nelson Rodrigues, são artistas que exploram esta outra faceta do ser humano. Tem sempre um clima desagradável de suspense, mesmo tendo humor. Isso de certa forma influenciou muito a minha escrita, apesar de não ter feito uma escola de dramaturgia."

sobre as referências, em entrevista com Michele Rolim

"Aos 19 anos, resolvi fazer teatro. Na verdade, era apenas um subterfúgio para descobrir como se escrevia para teatro. Apesar da formação, não me considero um ator. Morro de vergonha e sou muito displicente atuando. A direção surgiu como necessidade de ver meu texto em cena. Na prática de montagem, eu percebia as lacunas em meus textos e as preenchia ao longo do processo, ou seja, o texto final vinha com a estreia. Sou dramaturgo, é disso que gosto e é isso o que sei fazer com o devido cuidado”.

sobre a vida no teatro, em entrevista com Ramon Mello

"Escrevo a respeito do comportamento urbano e as neuroses geradas por ele: a solidão, a paranoia, a artificialidade das relações. Mas faço minha abordagem sempre com muito humor, que acho fundamental como forma imediata de crítica. sempre parto de uma situação cotidiana que se potencializa num absurdo, gerando um riso nervoso

sobre os temas, em entrevista com Ramon Mello

Reportagens, entrevistas, críticasEditar

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