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Júlio Caetano Horta Barbosa

Júlio Caetano Horta Barbosa Exército Brasileiro
Dados pessoais
Nascimento 8 de maio de 1881
Rio de Janeiro, Bandeira Senado da Câmara do Rio de Janeiro 1831.png Município Neutro
Império do Brasil Império do Brasil Império do Brasil
Morte 1965 (84 anos)
Rio de Janeiro, Bandeira do Distrito Federal (Brasil) (1891–1960).gif Distrito Federal
Vida militar
Hierarquia Marechal.gif Marechal
Horta Barbosa em reunião com Getúlio Vargas, em 1938.

Júlio Caetano Horta Barbosa (Rio de Janeiro, 8 de maio de 1881 — Rio de Janeiro, 1965) foi um militar e sertanista brasileiro.

Seguiu a carreira militar, tendo sentado praça em 1897, quando participou da Guerra de Canudos, onde ficou ferido aos 15 anos de idade. Cursou a Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, onde se formou em Engenharia. Bacharelou-se em Matemática e Ciências Físicas, foi sertanista e indigenista da equipe de Cândido Rondon. Exerceu vários comandos como oficial general e foi oficial de Estado-Maior. Foi o presidente do Conselho Nacional do Petróleo de 1938 a 1943. Reforçou em seus estudos suas convicções positivistas.

Trabalhou com Cândido Rondon a partir de 1906, na construção de linhas telegráficas entre os estados do Mato Grosso e do Amazonas.

Combateu o movimento constitucionalista de 1932, assumiu a chefia do setor de engenharia das tropas da frente sul de combate. Foi promovido a general em 1933 e exerceu a presidência do Clube Militar entre julho de 1936 e janeiro de 1937, onde se envolveu no debate sobre a existência ou não de petróleo no subsolo brasileiro.[1]

O general Horta Barbosa notabilizou-se como um defensor do monopólio estatal do petróleo. Ironicamente partiu dele a ordem de prisão contra Monteiro Lobato, cujos ideais nacionalistas sobre o petróleo Horta Barbosa depois veio a abraçar entusiasticamente na Campanha do Petróleo.[2][3]

Em fins de 1937 foi promovido a Subchefe do Estado-Maior, órgão este comandado pelo General Góis Monteiro. Em janeiro de 1938 propôs o monopólio estatal de petróleo dentro do "plano nacionalista de reorganização econômica" do Estado Novo (memorando datilografado com a assinatura do General Góis Monteiro ao Secretário Geral de Segurança Nacional, General João Pinto - Rio, 7 de janeiro de 1938) [4]

Em abril de 1938 passou a presidir o Conselho Nacional do Petróleo - CNP, cargo que em 1939 passou a acumular com a vice-presidência do Conselho Nacional de Proteção aos Índios, presidido por Rondon. O general desejava instituir uma legislação sobre o assunto antes que o Brasil descobrisse petróleo, tentando evitar a ação estrangeira que acontecera com a Argentina. Um projeto de lei foi elaborado secretamente pela Câmara de Produção, Consumo e Transporte do CFCE mas Vargas hesitou e o Decreto-lei 395 foi publicado apenas em 1º de Maio de 1938. O ministro do Exterior, Osvaldo Aranha, não sabia da medida, e só tomou conhecimento do decreto ao ser interpelado sobre a nova "medida restritiva" pelos embaixadores norte-americano (Jefferson Caffery - ocupou o cargo de 1937 a 1944) e britânico.[4]

Em janeiro de 1943 participou da fundação da Sociedade Amigos da América, que apresentava como programa a defesa da democracia e o alinhamento da política externa do Brasil aos Estados Unidos da América e ao bloco dos Aliados na Segunda Guerra Mundial. Foi comandante da 2ª Região Militar de 1944 a 1945.

Em 1947 passou a proferir conferências no Clube Militar, e notabilizou-se pelas polêmicas que travou com os defensores da participação do capital estrangeiro na exploração das reservas petrolíferas brasileiras, dentre eles o General Juarez Távora.[4] Afirmava ser totalmente impossível conciliar, em um país subdesenvolvido, o controle nacional sobre a exploração do petróleo e a participação de grandes empresas petrolíferas internacionais num mercado oligopolista, à época dominado pelas Sete irmãs. Foi nomeado presidente-de-honra do Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e da Economia Nacional (CEDPEN), responsável pela Campanha do Petróleo, cujo bordão, O petróleo é nosso tornou-se famoso.

Em maio de 1950 foi eleito vice-presidente do Clube Militar na chapa do general Estillac Leal. Assumiu a presidência do clube e, já como presidente, se declarou contrário à intervenção dos Estados Unidos na Coreia. Horta Barbosa sempre participou da luta dos setores nacionalistas que permitiram a criação, em 1953, da Petrobras. Foi promovido a Marechal em 15 de outubro de 1958.

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Júlio Caetano Horta Barbosa - verbete biográfico». fgv.br/cpdoc. Consultado em 11 de março de 2018 
  2. SACCHETA, Vladimir. Petróleo ainda que tarde.
  3. Petróleo do Brasil: Traição e Vitória, escrito por Lourival Coutinho e Joel Silveira cap IV pag.341
  4. a b c COTTA,Pery - O petróleo é nosso? - Guavira Editores - Rio de Janeiro - 1975 - pgs. 74 a 77
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