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Jean-Marie Balestre
Nascimento 9 de abril de 1921
Saint-Rémy-de-Provence
Morte 27 de março de 2008 (86 anos)
Saint-Cloud
Cidadania França
Ocupação escritor, jornalista
Prêmios Cavaleiro da Legião de Honra

Jean-Marie Balestre (Saint-Rémy-de-Provence, 9 de abril de 1921Saint-Cloud, 27 de março de 2008[1]) foi um dirigente esportivo francês.

Índice

BiografiaEditar

As atividades de Balestre durante a Segunda Guerra Mundial nunca foram esclarecidas. Embora haja notícias de que teria sido membro da SS francesa, Balestre sempre alegou que trabalhava para a resistência, contra os nazistas. Em razão disso, recebeu, ao final da década de 60, a Legião de Honra do governo francês. Fundou um jornal de automobilismo e em 1952 fundou a Federação Francesa de Automobilismo.[2] Foi presidente da Federação Internacional de Automobilismo Esportivo de 1978 a 1991 e da Federação Internacional de Automobilismo de 1986 a 1993.

Controvérsia em 1989Editar

Jean-Marie Balestre era um dirigente extremamente autoritário e ficou famoso pelo episódio envolvendo Ayrton Senna e Alain Prost no Grande Prêmio do Japão de Fórmula 1 de 1989. O episódio teve início em 22 de outubro do referido ano. O Grande Prêmio do Japão disputado no tradicional circuito de Suzuka, com Senna e Prost brigando pelo título e Senna precisava vencer pra levar a decisão para a última etapa, o Grande Prêmio da Austrália. Nas voltas finais da corrida, Senna tenta a ultrapassagem por dentro da chicane, onde fica a antepenúltima curva antes da reta dos boxes, e Prost atinge a lateral do carro de Senna, levando os dois carros a parar na caixa de brita ao lado da chicane. Prost sai do carro, mas Senna continua na prova. Alguns fiscais de prova ajudam Senna a voltar, empurrando o carro pra trás, e depois pra frente, na direção da chicane. Nesse momento inicia-se a polêmica, Senna volta à pista pela escapatória, o que seria proibido por se tratar de um atalho, mas o regulamento não deixava isso tão claro, pois não especificava exatamente em quais condições. O carro de Senna estava em uma posição que impossibilitaria a passagem dos outros pilotos por aquele trecho. No final, Senna vence a corrida mas nos bastidores é desclassificado, e o título acaba ficando com Prost, conterrâneo de Balestre. O que se seguiu foi uma série de acusações pra todos os lados. O que se comentava na imprensa brasileira na época era que Balestre queria dar o campeonato para seu conterrâneo Alain Prost e simultaneamente, dar um golpe fatal na carreira de Ayrton Senna, que acusava veementemente a FIA, então comandada por Balestre, de manipular o campeonato. Ron Dennis, então chefe da McLaren, declarou numa entrevista que estaria disposto a entrar na justiça comum, se fosse necessário, para tentar reaver a vitória de Ayrton Senna no Grande Prêmio do Japão. Balestre, então, ficou tão indignado que aplicou uma punição de seis meses com sursis a Ayrton Senna e ameaçou até a tirar a equipe McLaren da Fórmula 1, caso não houvesse uma retratação pública de Ayrton Senna e Ron Dennis perante à imprensa. Anos mais tarde, em 1996, já fora da presidência da FIA, Balestre admitiu que beneficiara o compatriota naquele final de campeonato.[3]

Ver tambémEditar

Referências

  1. (em português) Morre Jean-Marie Balestre, ex-presidente da FIA Arquivado em 31 de dezembro de 2008, no Wayback Machine. estadao.com.br, 28 de março de 2008
  2. «Aos 86, morre Balestre, "inimigo público" do país durante os anos Senna». Folha de S. Paulo. Consultado em 4 de março de 2016 
  3. Acervo Estadão. «O Estado de S. Paulo: Páginas da Edição de 06 de Novembro de 1996 - Pág. 38». acervo.estadao.com.br. Consultado em 29 de setembro de 2016