Jeffrey Sachs

Jeffrey David Sachs (Detroit, 5 de novembro de 1954) é um economista norte-americano liberal, conhecido pelo seu trabalho como conselheiro econômico de diversos governos, da Bolívia e alguns dos países que faziam a transição de uma economia planificada no fim da Guerra Fria para o regime capitalista como a Polônia, Estônia e a Eslovênia e na Rússia após o fim União Soviética.[1]

Jeffrey Sachs
Jeffrey Sachs em Brasília, 2005
Nascimento 5 de novembro de 1954 (66 anos)
Detroit
Nacionalidade Estados Unidos Estadunidense
Prêmios Prêmio Planeta Azul (2015)
Campo(s) Economia

Actualmente, trabalha como professor na Universidade de Columbia.É também conhecido pelo seu trabalho em agências internacionais para a redução da pobreza, o cancelamento da dívida e o controle de doenças, especialmente a SIDA, para os países subdesenvolvidos.

BiografiaEditar

Em 1976, Jeffrey Sachs licenciou-se, com um diploma de summa cum laude e, entre 1978 e 1980, realizou o seu mestrado e doutoramento, respectivamente, pela Universidade de Harvard. Possui graus honorários de várias instituições, incluindo a Universidade de Simon Fraser.

Antes de chegar à Universidade de Columbia em julho de 2002, Sachs passou mais de 20 anos na Universidade de Harvard. Tendo sido admitido como professor assistente em 1980 e promovido a professor associado em 1982. Posteriormente entrou nos quadros da universidade tendo acabado por receber a honra de Professor Galen L. Stone em Comércio Internacional.

Alcançou fama internacional ao assessorar o Presidente da Bolívia Victor Paz Estenssoro na elaboração do plano econômico que acabou a inflação nesse País, derrubando-a de 40 000% ao ano para próximo de 0%.[1]

Desde 2002, é director do Instituto da Terra da Universidade de Columbia e professor do Departamento de Economia, da Escola de Assuntos Internacionais e Públicos e do Departamento de Política de Gestão da Saúde. Em 2003, recebeu a honra de Professor Quetelet em Desenvolvimento Sustentável. É também director do Projecto do Milénio das Nações Unidas e Associado de Investigação do National Bureau of Economic Research.

Anteriormente, Sachs foi conselheiro no FMI, no Banco Mundial, na OCDE, na Organização Mundial de Saúde e no Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas. Sachs é casado com Sonia Ehrlich Sachs e tem três filhos; Lisa, Adam e Hannah. Em 2015, ele assinou uma petição contra a pressão da União Europeia para a intensificação do processo de austeridade fiscal na Grécia.[2]

"O Fim da Pobreza"Editar

Em 2005, ele escreveu o livro O Fim da Pobreza onde apresenta algumas ideias acerca da promoção do desenvolvimento e da eliminação da pobreza extrema com base nos conhecimentos adquiridos no seu trabalho como professor e conselheiro a diversas instituições e governos.

Neste trabalho, Sachs escreve que "a governação em África é má porque a África é pobre". Na sua opinião, com as medidas adequadas, a miséria em massa - como os 1 100 milhões de pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia - pode ser eliminada em 20 anos. A China e a Índia servem como exemplos; a China arrancou 300 milhões da pobreza extrema nas últimas duas décadas. Para Sachs o elemento chave para conseguir este objectivo é elevar o montante de ajuda aos países pobres do nível de 65 mil milhões de dólares (2002) para 195 mil milhões (2015).

Sachs põe ênfase no papel da geografia, nomeadamente o facto de a maior parte de África sofrer de isolamento e de doenças endémicas, mas salienta que esses problemas, se forem reconhecidos podem ser ultrapassados: as doenças, tais como a malária, podem ser controladas, e podem ser criadas infra-estruturas que superem o isolamento geográfico. Sem que estes problemas básicos tenham resposta, as elites políticas continuarão a não conseguir atrair investimentos nem promover o desenvolvimento.

Os seus interesses na área da investigação incluem a ligação entre a saúde e o desenvolvimento, a geografia económica, a globalização, a transição para economias de mercado, os mercados financeiros internacionais, a coordenação da política macroeconómica internacional, os mercados emergentes, crescimento e desenvolvimento económico, a competitividade global e as políticas macroeconómicas em países desenvolvidos e em desenvolvimento.

CríticaEditar

Uma das críticas mais agudas vem dos economistas William Easterly,[3] Dambisa Moyo[4] e Daron Acemoğlu,[5] e da jornalista Naomi Klein[6] que o acusa de neoliberal.[7] Suas idéias "geográficas", entre outras, parecem controversas.[8]

DistinçõesEditar

Referências

  1. a b «The long, strange career of Jeffrey Sachs». Left Business Observer. Consultado em 19 de junho de 2020 
  2. Austerity Has Failed: An Open Letter From Thomas Piketty to Angela Merkel The Nation, 7 de julho de 2015
  3. William Easterly (2006). The White Man's Burden: Why the West's Efforts to Aid the Rest Have Done So Much Ill and So Little Good. Penguin Press, 2006. ISBN 1594200378
  4. Dambisa Moyo (2009). Dead Aid: Why Aid Is Not Working and How There is Another Way for Africa. New York: Farrar, Straus and Giroux. ISBN 0374139563
  5. Daron Acemoglu, Simon Johnson, James A. Robinson. "The Colonial Origins of Comparative Development: An Empirical Investigation." The American Economic Review, Vol. 91, No. 5 (Dec., 2001), pp. 1369-1401.
  6. Veja: La doctrina del shock.
  7. Jeffrey Sachs’s Metamorphosis From Neoliberal Shock Trooper to Bleeding Heart Hits a Snag
  8. "Jeffrey Sachs contra a ciência geográfica"

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

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