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João, o Orfanotrofo exila Constantino Dalasseno na Ilha Platos.
Iluminura do Escilitzes de Madrid

João, o Orfanotrofo (em grego: Ἰωάννης ὁ Ὀρφανοτρόφος, "guardião dos órfãos") foi o líder entre os eunucos da corte (paracemomeno) durante o reinado do imperador bizantino Romano III Argiro (r. 1028–1034).

BiografiaEditar

Incapaz de ter filhos, ele buscou fundar uma dinastia para sua família através de seu irmão, Miguel. Com este objetivo, ele o apresentou para a imperatriz reinante Zoé Porfirogênita. Logo os dois se tornaram amantes e um plano foi feito para assassinar o marido reinante de Zoé. Romano foi assassinado no banho no dia 11 de abril (que era a Sexta-feira Santa) de 1034 e Miguel se tornou o imperador Miguel IV, o Paflagônio.

João continuou a controlar a administração e as indicações para cargos oficiais durante o reinado de seu irmão. Ele também fez de seu cunhado Estêvão um almirante e o colocou a cargo da frota que levaria Jorge Maniaces e seu exército para a Sicília em 1038. Conforme a epilepsia de Miguel piorava, o controle de João sobre a estrutura de poder aumentava.

Após as desastrosas deserções dos normandos, salernitanos e varangianos do exército de Maniaces, João o reconvocou e indicou Miguel Doceano catepano da Itália.

O eunuco convenceu a imperatriz a adotar o filho de Estêvão, Miguel, como seu filho, assegurando assim a continuação da linhagem paflagônia. Logo Miguel IV estaria morto e Miguel V, o Calafate o sucedeu. Porém, tão logo o seu controle sobre o trono imperial pareceu mais firme, ele foi exilado por seu sobrinho ingrato. Em 1043, ele foi cegado pelo patriarca de Constantinopla Miguel Cerulário e morreu após cair e ser pisoteado por um jumento.