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João Amazonas de Souza Pedroso (Belém, 1 de janeiro de 1912São Paulo, 27 de maio de 2002) foi um teórico marxista, político revolucionário, guerrilheiro e líder do Partido Comunista do Brasil.

João Amazonas
Nome completo João Amazonas de Souza Pedroso
Nascimento 1 de janeiro de 1912
Belém, Pará Pará
Morte 27 de maio de 2002 (90 anos)
São Paulo,  São Paulo
Nacionalidade brasileira
Ocupação político, guerrilheiro
Influências

Índice

Filiação ao Partido ComunistaEditar

O envolvimento de João Amazonas com o movimento comunista iniciou em 1935, aos 23 anos, quando tomou conhecimento de um comício da Aliança Nacional Libertadora (ANL) na praça do Largo da Pólvora e integrou-se à ANL. [1] Convidado a participar da Juventude Comunista, em seguida filiou-se também ao Partido Comunista do Brasil.

Logo após o ingresso no Partido Comunista, João Amazonas organizou uma célula comunista na empresa em que trabalhava e organizou o sindicato de sua categoria.[1] No mesmo ano que iniciou sua participação política foi preso durante 15 dias por envolvimento com a União dos Proletários de Belém.[1]

No início de 1936, João Amazonas foi novamente preso por ser ex-integrante da ANL.[1] Durante a prisão, João Amazonas e Pedro Pomar realizam uma greve de fome contra as péssimas condições e ministram aulas de marxismo-leninismo aos outros detentos. Em junho de 1937, João Amazonas foi absolvido por falta de provas, após um ano e meio de prisão.[1]

Reorganização do Partido ComunistaEditar

Com o golpe de Estado de Getúlio Vargas, justificado pelo falso Plano Cohen e que implantou o regime do Estado Novo, a repressão aos comunistas aumentou. Em 10 de setembro de 1940, João Amazonas que atuava na produção de propaganda e que exercia cargo de direção no Partido Comunista do Brasil do Pará, foi novamente preso.

Após sua libertação, dedicou sua vida ao legado da luta comunista. Em 1943 foi eleito membro do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil, passando a compor a comissão executiva e o secretariado e, em 1945, foi eleito deputado federal constituinte,[1][2] com uma das maiores votações do Distrito Federal.[3] João Amazonas foi contra as mudanças ocorridas no partido após o 20º Congresso do Partido Comunista da União Soviética, razão pela qual, em 1957, foi destituído da comissão executiva e, no final de 1961, foi expulso do partido junto com outros militantes.[1][2] Os expulsos resolveram reorganizar o partido, rompendo com a linha reformista e adotaram a sigla PCdoB, tendo aprovado um manifesto-programa no qual reafirmaram as teses revolucionárias e os princípios marxista-leninistas.[1][2]

Participou por diversas vezes de congressos em faculdades e instituições de ensino. Foi secretário-geral do PCdoB por longo período e, entre 1968 e 1972, participou ativamente da Guerrilha do Araguaia, que tinha como propósito derrubar a ditadura militar no Brasil.[1][2]

João Amazonas morreu aos 90 anos, de insuficiência respiratória.

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c d e f g h i Márcia Dias (27 de maio de 2015). «Conheça a história de João Amazonas na defesa do comunismo». EBC - Empresa Brasileira de Comunicação. Consultado em 17 de outubro de 2017 
  2. a b c d João Amazonas – um pouco da sua história e os 13 anos da morte Acessado em 17 de outubro de 2017
  3. João Amazonas, uma vida dedicada à luta pelo socialismo Acessado em 17 de outubro de 2017

Ligações externasEditar