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João Carlos de Médici
Cardeal da Igreja Católica
Ordenação e nomeação
Cardinalato
Criação 14 de novembro de 1644
por Papa Inocêncio X
Ordem Cardeal-diácono
Título Santa Maria da Scala (1644-1656)
São Jorge em Velabro (1656-1663)
Brasão
Coat Cardinal De Medici.svg
Dados pessoais
Nascimento Florença
24 de julho de 1611
Morte Villa Medicea di Castello
22 de janeiro de 1663 (51 anos)
Nacionalidade Italiano
Progenitores Mãe: Maria Madalena de Áustria
Pai: Cosme II de Médici
Sepultado Basílica de São Lourenço
dados em catholic-hierarchy.org
Cardeais
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

João Carlos de Médici (em italiano: Giovan Carlo ou Giancarlo de' Medici ; Florença, 24 de julho de 1611Villa di Castello, 22 de janeiro de 1663), foi um cardeal italiano, membro da Casa de Médici.

Índice

BiografiaEditar

Nascido em Florença, era o segundo varão (e terceira criança) nascido do casamento do Grão-Duque da Toscana Cosme II de Médici e da sua mulher, a arquiduquesa Maria Madalena de Áustria.

Teve uma educação comum com o seu irmão mais velho, o futuro Fernando II de Médici e, inicialmente, estava destinado a seguir uma carreira militar. Tornou-se Cavaleiro da Ordem Soberana de Malta e Grão-Prior de Pisa em 1620 e, depois, General do Mar Mediterrâneo em 1638.

No consistório de 14 de novembro de 1644 o Papa Inocêncio X nomeou-o Cardeal-diácono, como prova da sua afeição para com a Casa de Médici.[1]

Isto forçou-o a abdicar da sua carreira militar: João Carlos não podia conciliar o seu título de "General dos Mares de Espanha", com o seu novo estilo de vida "religioso".[2] Em 1656, a sua Diaconia de Santa Maria Nova foi mudada pela de São Jorge em Velabro.

Juntamente com o seu tio, o cardeal Carlos de Médici, participou no Conclave de 1655, onde foi um dos chefes da fação espanhola, e no qual Fábio Chigi foi eleito Papa com o nome Alexandre VII.

Em 1655. o papa Alexandre VII encarregou-o de receber em Roma, a rainha Cristina da Suécia, recentemente convertida ao Catolicismo.[3] Depois de descobrir a proximidade entretanto criada entre ambos, o Papa enviou João Carlos para Florença, declarando-o "excessivamente atraente e demasiado jovem" para ser "conselheiro espiritual" da rainha.

Na Toscana, João Carlos levou uma vida de dissipação, com muitas amantes; apesar disso, Fernando II delegou nele a gestão dos assuntos financeiros do Estado toscano.[4][5]

João Carlos era dotato de uma notável inteligência e gosto estético, que o levaram a interessar-se pela arte em geral, colecionando vorazmente quadros, esculturas e tudo o que de belo se podia adquirir. O início da coleção geral dos Uffizi (e da Galleria Palatina) deve-se verdadeiramente à sua intervenção. [6]

Era amante do teatro e foi ele que, em 1657, adquiriu o terreno onde fez construir, por Ferdinando Tacca, o Teatro della Pergola, o primeiro teatro all'Italiana (ou seja, com camarotes e plateia) da Europa, verdadeiro berço do melodrama.

Anos mais tarde, João Carlos doou a sua considerável coleção de arte para formar as galerias do Palácio Pitti.[7]

Morreu em Florença, de apoplexia, na Villa di Castello, no dia 22 de janeiro de 1663 com 51 anos de idade, sendo sepultado no mausoléu da Família Médici, a Basílica de São Lourenço, em Florença.[8]

Quatro anos após a morte de João Carlos, o seu irmão mais novo, Leopoldo, foi feito Cardeal.

Em 1857, durante um primeiro reconhecimento dos corpos dos Médici, o seu féretro foi descrito: Citação: […] reduzido a um esqueleto; na cabeça estava a mitra junto ao chapéu e outros símbolos cardinalícios, com camisas com rendas e um planeta de tecido e folha de ouro e seda violeta [...] Ao peito tinha uma cruz de rubis e esmeraldas incrustadas em ouro esmaltado; e os fragmentos de uma coroa de jaspe côr de sangue espalhados pelo peito; no lado direito, junto ao corpo, encontrava-se uma vara coberta de veludo vermelho com cordões e borlas de fios de ouro.[9]

AscendênciaEditar


ReferênciasEditar

  1. Young, The Medici: Volume II, pág. 424 – 425.
  2. Acton, Harold: The Last Medici, p 46.
  3. Acton, Harold: The Last Medici, pág. 47.
  4. Acton, Harold: The Last Medici, pág. 48.
  5. Young, The Medici: Volume II, p 434.
  6. Miranda, Salvador. "Medici, Giancarlo de'", The Cardinals of the Holy Roman Church
  7. Young, The Medici: Volume II, pág- 444.
  8. Young, The Medici: Volume II, p 452.
  9. Sommi Picenardi G., Esumazione e ricognizione delle Ceneri dei Principi Medicei fatta nell'anno 1857. Processo verbale e note, Arquivo Histórico Italiano Serie V, Tomo I-II, M. Cellini & c., Florença, 1888 in D. Lippi, Illacrimate Sepolture - Curiosità e ricerca scientifica nella storia della riesumazione dei Medici, Florença, 2006 online.

BibliografiaEditar

  • Acton, Harold: The Last Medici, Macmillan, Londres, 1980, ISBN 0-333-29315-0
  • Young, G.F.: The Medici: Volume II, John Murray, Londres, 1920

Ligações ExternasEditar