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João Francisco de Oliveira Bastos

João Francisco de Oliveira Bastos
Nascimento 9 de março de 1806
Lisboa
Morte 29 de janeiro de 1892 (85 anos)
Angra do Heroísmo
Cidadania Portugal
Ocupação político

João Francisco de Oliveira Bastos (Lisboa, 9 de Março de 1806Angra do Heroísmo, 29 de Janeiro de 1892) foi um político e militar português.

BiografiaEditar

Em 1826 foi para a ilha Terceira fazer a escrituração da casa do benemérito Teotónio Simão Paim de Ornelas Bruges, onde Acabou por casar com a sua filha a D. Maria Amélia de Ornelas Bruges.

Defensor dos ideais liberais, tomou parte nas reuniões que se realizaram no solar de Teotónio de Ornelas, onde foi planeada a revolução de 22 de Junho de 1828.

Foi pela Junta Provisória encarregado de ir à Inglaterra com despachos do Duque de Palmela, partiu em Outubro de 1828 no iate Santa Luzia.

Regressando à ilha Terceira, em Fevereiro de 1829, encontrou-a bloqueada pela esquadra inglesa, tendo de voltar novamente à Inglaterra.

Quando alguns meses depois tornou a sair para regressar à ilha Terceira, foi feito prisioneiro pela fragata Pérola, sendo acorrentado e mandado prezo para o porão da nau D. João VI.

Sob os ferros do despotismo ouviu o troar dos canhões e o tiroteio da esquadra miguelista e do Forte do Espírito Santo na então Vila da Praia, no dia 11 de Agosto de 1829.

Seguindo a nau para Lisboa, foi encerrado na Forte de São Julião da Barra, onde permaneceu até 24 de Julho de 1833, em que a divisão liberal entrou triunfante em Lisboa.

Saindo da prisão foi bater-se valorosamente, até 1834, contra as forças miguelistas.

Acabada a guerra voltou para a ilha Terceira, alistando-se no batalhão de voluntários, onde tinha o posto de capitão. Foi condecorado com a medalha n.° 7.

Após a sua libertação, guardou como relíquia de valor, uma bala de fuzil disparada das fortalezas da Vila da Praia, que encontrara na tolda da nau. Da chaveta da corrente que o prendia a outro companheiro, mandou fazer um anel, que usou até à hora da morte, em 1892.

Foi um jornalista distinto, e o último presidente da comissão promotora de auxílios aos veteranos da liberdade, aos quais prestou relevantes serviços.

Quando em 1875 se estabeleceu a biblioteca municipal da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, foi Oliveira Bastos nomeado seu bibliotecário.

Foi casado com D. Maria Amélia de Ornelas Bruges.

Referências

  • Alfredo Luís Campos, Memória da Visita Régia à Ilha Terceira, Imprensa Municipal, Angra do Heroísmo, 1903.